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3 de junho de 2024

Queques de limão e mirtilo com sementes de papoila.

Havia mirtilos para gastar, muita fruta em casa e miúdos com pouca vontade de comer mirtilos. Fiz queques, comeram-se alguns e os outros congelaram-se para ir descongelando ao longo da semana - problema resolvido :D



Queques de limão e mirtilo com sementes de papoila

Ingredientes (para dez queques):

* Dois ovos;
* 150g de açúcar branco;
* 85g de manteiga derretida;
* 120g de iogurte (um iogurte);
* 45ml de leite (três colheres de sopa);
* 45ml de sumo de limão (três colheres de sopa);
* Uma colher de chá de essência de baunilha;
* Uma colher de sopa de raspa de limão;
* 220g de farinha;
* Uma colher de chá de fermento;
* Uma colher de chá de bicarbonato de sódio;
* 250g de mirtilos;
* Sementes de papoila a gosto (pus a olho);

Para o crumble:

* 40g de farinha;
* 25g de açúcar amarelo;
* 30g de manteiga derretida.

Confecção:

* Bater os ovos com o açúcar e juntar a manteiga derretida, o iogurte, o leite, o sumo de limão, a essência de baunilha e a raspa de limão, batendo bem entre cada adição;

* Juntar a farinha, o fermento, o bicarbonato de sódio, os mirtilos e as sementes de papoila, mexendo calmamente até a mistura ficar homogénea;

* Para o crumble, misturar todos os ingredientes numa taça;

* Colocar duas colheres de massa em forminhas para queques e cobrir com o crumble;

* Levar ao forno pré-aquecido a 220º durante cinco minutos;

* Baixar a temperatura para os 180º e deixar cozinhar mais quinze minutos.

22 de novembro de 2016

Macarons de mirtilo.

Tenho neste momento vinte receitas pendentes para partilhar. Vinte. Entre elas estão coisas absolutamente do demo: os banana cinnamon rolls, o bolo de amendoim e banana, as barrinhas de nozes pecan, a mousse de morango proteica, os Spekulaas... Enfim, não acredito que não ando a partilhar estas pequenas maravilhas com o mundo inteiro.

Como é preciso começar por algum lado, aqui vão estes macarons de mirtilo. Fizeram parte do nosso brunch de mirtilo e foram um sucesso. Não ficaram lindinhos como os outros... Mas ficaram bem bons :)


11 de agosto de 2016

Croissants de mirtilo.

Antigamente organizava as publicações com uma ou duas semanas de antecedência, pensava em textos, escrevia calmamente, revia tudo umas mil vezes, procurava músicas que fossem adequadas e editava cuidadosamente dezenas de fotografias. Dedicava horas ao blog, todos os dias.

Podia dizer-vos que agora não faço isso porque não tenho tempo, mas seria mentira. Na verdade, simplesmente passei a dar menos importância a ter um blog perfeito, com textos perfeitos e com fotos perfeitas.


28 de julho de 2016

Pão de leite com mirtilo.

Hoje não vos trago propriamente uma receita, mas sim uma sugestão. Depois de os meus pais terem trazido uns cem quilos de mirtilos da Feira do Mirtilo de Sever do Vouga, decidi organizar um brunch temático com receitas de mirtilo (já vos mostrei as fotos aqui).


25 de julho de 2016

Queques de mirtilo.

Será que este blog precisa realmente de mais uma receita de queques de mirtilo? HELL YEAH!

Estes queques foram feitos para o brunch do mirtilo que fizemos cá em casa com a Joana e o Bernardo e fizeram imenso sucesso. A cobertura dá-lhes um sabor divinal (embora eu seja suspeita porque adoro misturar canela em queques de frutos vermelhos) :)

Espero que gostem! :D


4 de julho de 2016

Isto e aquilo #78 - O brunch do mirtilo! :D

Este fim-de-semana foi muito divertido: vimos um filme bom, bebemos gin, matámos saudades de uma boa francesinha, fizemos um brunch temático com a Joana e o Bernardo, planeámos uma das nossas próximas viagens, jantámos com a família do Pedro, estivemos com os nossos amigos no ensaio para o casamento da Carina e do Miguel e descansámos imenso :D

Almoço de Sexta: lombo de salmão grelhado com arroz de cenoura :)

4 de janeiro de 2016

Iogurtes de mirtilo

Agora que estou em casa (vá, tecnicamente hoje ainda vou passar pelo serviço, mas enfim), decidi regressar (com muita calma) às receitas. Tenho algumas por publicar e outras na lista de espera para fazer, por isso por agora as coisinhas boas vão voltar :)

Hoje trago-vos uns iogurtes de mirtilo que fizeram as delícias cá de casa... Em Julho do ano passado (ups, sorry). Foram feitos com os mirtilos que trouxe da Feira do Mirtilo, juntamente com este bolo de mirtilo com crumble, as panquecas de mirtilos e chocolate e os queques de mirtilo. Na altura ainda guardei alguns mirtilos para congelar, e cheira-me que até ao fim da semana estas mini-maravilhas vão voltar a aparecer cá por casa :D

Espero que gostem :D


16 de outubro de 2015

Bolo de limão e frutos vermelhos para um momento bom.

Hold me close and hold me fast,
This magic spell you cast,
This is la vie en rose.

When you kiss me heaven sighs,
And though I close my eyes,
I see la vie en rose.

When you press me to your heart,
I'm in a world apart,
A world where roses bloom.

And when you speak, angels sing from above,
Everyday words seem to turn into love songs.

Give your heart and soul to me,
And life will always be la vie en rose.

Louis Armstrong


14 de setembro de 2015

Panquecas de mirtilos e chocolate e uma nova etapa :)

Desde o dia em que ao mundo chegamos
E abrimos os olhos ao Sol,
Há mais para ver, mais que imaginar,
Mais que o tempo pode permitir.

Há tantas coisas à espera,
E locais que queremos desvendar,
É o Sol a brilhar, é o azul deste céu
Que mantém este rio a fluir.

É o ciclo sem fim que nos guiará
E com emoção, pela fé e amor,
Até encontrar o nosso caminho
Neste ciclo, neste ciclo sem fim.

O Rei Leão


4 de setembro de 2015

Bolo de mousse de maracujá e doce de leite para uma ex-insegura :)

Cause I am done with my graceless heart,
So tonight I'm gonna cut it out and then restart.
'Cause I like to keep my issues strong,
It's always darkest before the dawn.

Shake it out, shake it out,
And it's hard to dance with a devil on your back,
So shake him off.

Florence + the Machine


31 de agosto de 2015

Queques de mirtilo para uma má notícia.

Where did I go wrong?
I lost a friend,
Somewhere along in the bitterness.
And I would have stayed up with you all night,
Had I known how to save a life.

The Fray


5 de agosto de 2015

Cheesecake de frutos vermelhos e limão (paleo, sem glúten, sem açúcar, vegan) para um preconceito!

Now there's never gonna' be an intermission,
But there'll always be a closing night.
Never entertain those visions,
Lest you may have packed your baggages.
First impressions are cheap ambitions,
Sometimes are long goodbyes.
Truth so often to living dormant,
Good luck walks and bullshit flies.

Scissor Sisters


3 de julho de 2015

Bolo de suspiros e mousse de chocolate com café para uma miúda espontânea :)

You think you're right, but you were wrong.
You tried to take me, but I knew all along.
You can't take me for a ride,
Well I'm not a fool now, so you better run and hide.
Trouble, yeah trouble now.
I'm trouble, I disturb my town.

Pink


25 de maio de 2015

Bolo de maracujá com frutos vermelhos e coco! :D

Windmill, windmill for the land,
Turn forever hand in hand.
Take it all in on your stride,
It is sticking, falling down.

Love forever, love is free,
Let's turn forever you and me.
Windmill, windmill for the land,
Is everybody in?

Gorillaz


19 de fevereiro de 2015

Bolo de mousse de chocolate e frutos vermelhos para um aniversário atribulado :D

Barney: Ted what is my one rule?
Ted: You can tell how old a girl is by her elbows?
Barney: My other one rule.
Ted: Flax seed relieves upset stomach?
Barney: My other one rule.
Ted: Always have a fake pair of concert tickets in your pocket in case Lily invites you to something stupid?
Barney: My other one rule.
Ted: Lebanese girls sprint to third base and then stay there?
Barney: My other one rule.
Ted: New is always better?
Barney: New is always better!


Como eu já disse umas 1874256283429 vezes, o meu 25º aniversário teve uma data de peripécias. Estive de banco até à meia-noite, mantive-me incontactável durante todo o dia porque o meu telemóvel decidiu não colaborar, tirei um objecto do rabo de um senhor - pista: não foi lá parar por acidente -, marquei um jantar com um casal amigo e esqueci-me do meu próprio bolo de aniversário em casa, amuei e acabei por fazer um jantar de aniversário com os meus amigos apenas dois meses depois.


Assim sendo, estava decidida a ter um 26º aniversário minimamente razoável. Não criei propriamente expectativas altas, e no fim tive um dia bastante bom: passei o dia a trabalhar, recebi muitas mensagens e telefonemas de parabéns, fui jantar com o Pedro ao Ramiro (tãããããão bom), fiz um jantar de aniversário com os meus amigos uns dias depois e ainda celebrei com a família no fim-de-semana seguinte, com direito a miminhos e à bavaroise de ananás maravilhosa do Casarão do Castelo.

Mas é claro que não podia deixar de acontecer uma hecatombe qualquer: afinal, estamos a falar dos meus anos!


Tinha decidido organizar o meu jantar de anos no 'Real Nepal' - sempre uma receita de sucesso - mas alguns dos meus amigos reclamaram que já o tinha feito em anos anteriores e sugeriram que podia experimentar algo diferente. Andava há semanas curiosa para experimentar um determinado restaurante, por isso acabei por combinar para lá. E segue-se uma lista dos acontecimentos que se seguiram.


O jantar de aniversário da Joana, ou uma tragédia em nove actos

1. Fui recebendo as confirmações por mensagem, pelo facebook e por mail, de tal forma que a dada altura já nem sabia bem quem vinha ao jantar.

2: Como tal, atrasei a reserva do restaurante até ao dia do jantar.

3. Mas ninguém atendia o telefone.

4. Quando finalmente atenderam, depois de horas de tentativas e a uma hora do meu jantar propriamente dito, disseram que não reservavam mesas à Sexta-feira.

5. Como é óbvio, quando lá chegámos não havia mesas suficientes.

6. O meu ar absolutamente aterrorizado não pareceu comover a senhora do restaurante.

7. Liguei para outro restaurante perto e informaram-me que não reservavam mesas à Sexta-feira (what the hell, isto é uma thing agora?).

8. Não sabia bem quem vinha ao jantar, por isso não tinha forma de avisar toda a gente da desgraça que estava a acontecer.

9. Embora esteja bem melhor, ainda sou manifestamente má a lidar com imprevistos deste género.


A dada altura algum dos meus amigos sugeriu ligar ao restaurante nepalês. E foi assim que acabámos, quinze minutos depois, sentadinhos no quentinho, envolvidos por aquela comida deliciosa, ao som de música tradicional ao vivo.

Decididamente, nem sempre o novo é melhor. E naquele momento, rodeada pelas pessoas de quem gosto, a encher a barriga do meu caril de espinafres com camarão e a deliciar-me com lassi de manga, eu soube que não havia sítio mais perfeito para celebrar o meu aniversário.

E passamos para o bolo.


Como sempre, a base do bolo já estava decidida. Mas ainda estava indecisa em relação à cobertura e ao recheio, principalmente porque tenho a tendência para adorar coisas relativamente pouco consensuais (pelo menos entre o meu grupo de amigos) como o limão, o maracujá, a manga, o coco ou os frutos vermelhos. Vai daí, decidi optar por uma escolha segura: fazer um bolo recheado e coberto com mousse de chocolate.

No entanto, a meio da confecção não resisti e acrescentei também frutos vermelhos, tanto no recheio como na cobertura. E só tenho mesmo uma forma de expressar o quanto este bolo é bom:

Oh. Meu. Deus.


O bolo ficou incrivelmente fofinho (decididamente esta receita da Saveurs nunca desilude), a nossa mousse de chocolate habitual ficou uma maravilha e os frutos vermelhos deram um toque ácido absolutamente explosivo a um bolo que já era divinal, mas se tornou esplendidamente perfeito.

Não sobrou quase nada, e o que sobrou teve um pequeno acidente às mãos do Bernardo. Mas ainda consegui salvar uma espécie de mini-fatia para conseguirem espreitar o interior, embora não faça de todo justiça ao aspecto espectacularmente tentador das outras fatias :)


Por isso aqui têm: um bolo de aniversário simplesmente perfeito, para um jantar de aniversário cheio de peripécias. Mas também, o que seria da vida sem um toque de ácido por cima do nosso doce? :D


Bolo de mousse de chocolate e frutos vermelhos

Ingredientes:

Para o bolo:

* Seis ovos;
* 200g de açúcar;
* 100g de farinha.

Para a mousse:

* 250g de chocolate negro com 70% de cacau;
* Quatro colheres de sopa de manteiga sem sal;
* 75g de açúcar;
* Cinco ovos.

Para a cobertura e o recheio:

* 200g de frutos vermelhos congelados (podem usar frescos, mas pessoalmente acho que os congelados são melhores para esta situação em particular porque são mais 'moles' e vão deitando um líquido que se mistura com a mousse).

Confecção:

* Para o bolo bater as claras em castelo e juntar as gemas, continuando sempre a bater;

* Acrescentar o açúcar e a farinha lentamente, sem parar de bater;

* Colocar a massa numa forma untada e levar ao forno pré-aquecido a 180º durante trinta minutos;

* Para a mousse derreter o chocolate com a manteiga no microondas;

* Bater as gemas com o açúcar e juntar lentamente o chocolate derretido;

* Bater as claras em castelo e juntá-las ao preparado anterior, mexendo sempre de cima para baixo bem devagar;

* Reservar no frigorífico;

* Partir o bolo em dois com uma faca e cobrir a metade inferior com metade da mousse e dos frutos vermelhos previamente descongelados;

* Cobrir com a metade superior, com a mousse restante e com frutos vermelhos a gosto.

Teve um pequeno acidente no carro (chamado gula do Bernardo) :D
Tenham um óptimo fim-de-semana :D

2 de janeiro de 2015

Twelve Days of Christmas - 9 - Daiquiri de frutos vermelhos :)

On the ninth day of Christmas my true love sent to me,
nine ladies dancing, eight maids-a-milking, seven swans-a-swimming, six geese-a-laying,
five gold rings, four calling birds, three french hens, two turtle doves and a partridge in a pear tree.


Era o primeiro jantar de Natal do nosso grupo de amigos e fomos todos a um qualquer restaurante com sangria à descrição. Eu e a Joana tirámos umas duzentas fotos a fazer cara de parvas, tu e o André divertiram-se a gozar connosco do outro lado da mesa.

Seguidamente fomos para uma discoteca aleatória e ficámos umas duas horas na fila para entrar. A dada altura o André comentou que não fazia a mínima ideia de como se engatava uma miúda e eu decidi dizer-lhe algumas das coisas que apreciava num rapaz.

Disse-lhe que gostava de rapazes que tocavam instrumentos musicais, tu disseste-me que tocavas piano. Disse-lhe que gostava de rapazes que faziam desporto, tu disseste-me que fazias futsal e judo. Disse-lhe que gostava de rapazes inteligentes, tu disseste os imperadores romanos por ordem cronológica. Disse-lhe que gostava de rapazes com óculos, tu... Bem, acho que já percebeste a ideia.


Eventualmente desistimos de ficar na fila e fomos todos para minha casa. Deitámo-nos ao monte no sofá e no chão, e tu ficaste ao meu lado. E nunca esquecerei a explosão incontrolável de química que senti naquele momento. Queria tocar-te, mas não podia. Não devia. Não queria. Ou queria? Meu Deus.

Fizemos pipocas, bebemos cervejas, vimos episódios da Rua Sésamo na RTP2. Às sete da manhã toda a gente foi embora de minha casa, mas tu nunca mais saíste da minha alma. E esse foi o dia em que me apaixonei por ti.

No dia seguinte fomos todos para o Porto. Deitámo-nos ao monte no chão da minha casa antiga, agora vazia, e tu ficaste ao meu lado. E mais uma vez, aquela química idiota e incontrolável apareceu. Queria tocar-te, mas não podia. Não devia. Não queria. Ou queria? Meu Deus.


Os dias passaram. Conhecemos o Porto, conhecemo-nos um ao outro. Já não me restavam agora dúvidas de que o que sentia por ti era mútuo, por isso fechei os olhos, respirei bem fundo e saltei para o desconhecido - terminei a minha relação de três anos.

No último dia da vossa viagem acordámos abraçados. Queria beijar-te, mas não podia. Não devia. Não queria. Ou queria? Meu Deus.

Foste embora. E eu ali fiquei, a ver o comboio partir e o meu coração a voltar para dentro do meu peito.

Voltámos a encontrar-nos na estação de metro, a caminho para a faculdade no primeiro dia de aulas depois do Natal. Tínhamos passado as férias a trocar mensagens, a sorrir atrás de ecrãs e a partilhar emoções com sorrisos virtuais. 'Gostas de mim?' - escrevi um dia. 'Adoro-te.' - respondeste tu. E naquele momento eu soube que queria. Que podia. Que devia. Meu Deus.


Fomos estudar para a biblioteca: eu, tu e a Joana. Logo a Joana recebeu uma mensagem misteriosa - nitidamente mandada por ti, que sempre foste mau a disfarçar - e desapareceu de cena. Tu perguntaste-me se queria sair para o corredor. E foi ali, no corredor frio das aulas de Bioestatística, em frente da janela através da qual conseguíamos ver o Castelo de São Jorge, que te ajoelhaste com um ramo de flores na mão e me perguntaste se queria namorar contigo.

'Não.' - disse eu. 'Não, Pedro, não, não, não me faças isto'. Beijaste-me. Era o teu primeiro beijo, mas eu só soube disso uma semana depois. Abracei-te. E olhei para esses olhos lindos e profundos e soube que já me tinha perdido neles. Meu Deus.


Hoje o tema pedia uma bebida alcoólica de meninas, ideal para beber na discoteca. Mas foi precisamente por termos evitado a discoteca naquela noite que a nossa linda história de amor começou. E há sete anos certinhos que me fazes perder a cabeça.

Com um morangão ficámos noivos, com um daiquiri de frutos vermelhos te pergunto novamente: 'Gostas de mim?'. E sei que a resposta será 'Adoro-te'. Para sempre.


Daiquiri de frutos vermelhos

Ingredientes (para duas pessoas):

* 90g de frutos vermelhos congelados;
* 25g de açúcar branco;
* 90ml de rum;
* 50ml de sumo de lima;
* Gelo picado q.b.

Confecção:

* Colocar os frutos vermelhos numa panela juntamente com o açúcar e levar aquecer em lume brando até ficarem em compota;

* Triturar com a varinha mágica e coar;

* Juntar 30ml (duas colheres de sopa) do xarope de frutos vermelhos com o rum e o sumo de lima;

* Misturar bem, colocar em dois copos e cobrir com o gelo picado;

* Servir bem frio.


Até amanhã :D

20 de outubro de 2014

Queques de frutos vermelhos paleo (sem açúcar) e a minha experiência paleo! :)

'Worst-case scenario: You spend a month without some foods you like. 
Best-case scenario: You discover you are able to live healthier and better than you ever thought possible.'

Robb Wolf, The Paleo Solution: The Original Human Diet


Quando li sobre a dieta paleo pela primeira vez achei aquilo a maior parvoíce de todos os tempos. Sempre me irritaram argumentos como 'devíamos viver como viviam os nossos antepassados' (que morriam de peste e de neurossífilis e tomavam um banho por ano) ou 'os outros animais não comem estas coisas e não bebem leite' (mas também não têm escolas, hospitais e saneamento básico). Achei tudo aquilo uma ideia muito estranha, mas como não me compete julgar as opiniões dos outros simplesmente encolhi os ombros e pensei 'estes romanos são loucos'.

Parecem queimados, mas na verdade a massa era tão escura que isto é apenas o aspecto deles mais tostadinhos :)
Até que a dieta paleo passou a aparecer consistentemente nos artigos científicos que líamos, bem como o papel prejudicial do excesso de hidratos de carbono na nossa saúde cardiovascular. Mal o Pedro encontrou artigos que relacionavam a dieta paleo com a melhoria do acne decidiu converter-se durante algumas semanas, e confesso que vi ali uma oportunidade para fazer algo engraçado no blog: uma semana de estudo em nós próprios ao estilo do 'Super Size Me' (mas mais saudável, vá).

Vai daí, passei uma semana inteira a seguir religiosamente a dieta paleo. Comecei a um Sábado para evitar os efeitos do sugar craving durante um dia de trabalho, terminei na Sexta quando me presenteei com uma bela feijoada de tamboril e camarão ao jantar.


Apesar dos meus preconceitos prévios, a verdade é que actualmente a dieta paleo está bastante bem fundamentada a nível cientifico (como vão poder comprovar com o guest post do Pedro), e por isso foi relativamente fácil segui-la sem ficar com medo que me achassem tolinha. A semana foi divertida, inventei receitas novas e originais e senti-me sempre bem, e quando chegou a Sexta-feira confesso que senti alguma vontade de continuar a experiência.


Não o fiz de um modo restrito. Não pretendo incluir-me em nenhum grupo específico e não gosto de rótulos alimentares, por isso tornar-me 'paleo' parece-me demasiado drástico para alguém que sempre gostou de comer um pouco de tudo. Apesar disso, aprendi muito com esta experiência e não tenho dúvidas que alguns destes conhecimentos serão aplicados a partir de agora (até porque o Pedro continua a fazer alimentação paleo, por isso muitas vezes partilhamos as refeições dele!) :)


Deixo-vos com uma receita bem sucedida e surpreendente: queques de frutos vermelhos paleo. Sem glúten e sem açúcares refinados, mas cheios de sabor. Saudáveis e deliciosos. Naturais como a alimentação dos nossos antepassados, mas sem aquelas chatices todas da peste e da neurossífilis :D


Queques de frutos vermelhos paleo (receita adaptada do blog 'Bravo for Paleo')

Ingredientes (para seis queques):

* Uma chávena mais cinco colheres de sopa de farinha de amêndoa (amêndoa moída);
* Uma pitada de sal;
* Meia colher de chá de bicarbonato;
* Dois ovos;
* Duas colheres de sopa de mel;
* Uma colher de chá de essência de baunilha natural;
* Duas colheres de sopa de manteiga;
* Duas colheres de sopa de leite de amêndoa;
* Meia chávena de frutos vermelhos;
* Uma colher de chá de canela.

Confecção:

* Juntar a farinha de amêndoa, o sal e o bicarbonato e misturar bem;

* Noutra tigela bater bem os ovos com o mel e juntar a baunilha, a manteiga derretida e o leite de amêndoa, misturando bem;

* Misturar cuidadosamente os ingredientes líquidos com os ingredientes secos e envolver os frutos vermelhos e a canela;

* Colocar em forminhas e levar ao forno pré-aquecido a 180º durante vinte minutos.

  

Espero que gostem! :D

2 de outubro de 2014

Limonada de frutos vermelhos para um grande erro.

So if you're too school for cool,
And you're treated like a fool,
You could choose to let it go.
We can always, we can always party on our own.

So raise your glass if you are wrong
In all the right ways!
All my underdogs, we will never be, never be,
Anything but loud and nitty gritty, dirty little freaks!

Pink


A minha amiga Diana casou-se no início de Agosto e eu fui uma das seis damas de honor.

No dia do casamento tínhamos combinado estar em casa dela às onze horas para a ajudarmos a vestir-se, tirar algumas fotos, almoçar qualquer coisa rápida e irmos para o casamento (que era às quatro da tarde). Vai daí acordei, bebi um iogurte à pressa e tratei de me despachar, e na altura simplesmente não me ocorreu que talvez devesse comer alguma coisa mais consistente. Grande erro.

Não almoçámos. O dia foi uma correria. O jantar, como sempre acontece nestas situações, atrasou-se. Não havia pãozinho com manteiga para encher a barriga. E eu pensei que podia beber um ou dois copinhos de vinho branco para encher o estômago (são calorias vazias mas são calorias na mesma e eu estava desesperada). Mais uma vez, grande erro.


A partir do prato principal e depois de mais dois ou três copinhos já não tenho grandes memórias. Os meus amigos garantem que fui a alma da festa (e dizem que devia andar alcoolizada todos os dias porque sou super divertida e carinhosa) e juram que não fiz nada de minimamente embaraçoso. Mas no dia seguinte eu acordei a sentir-me horrível e idiota.

Não era ressaca. Eram apenas as consequências de um grande, grande erro.


Sabem, eu não tenho qualquer espécie de resistência ao álcool. Duas caipirinhas bastam para me deixar a rir como uma perdida, e foi simplesmente burrice da minha parte achar que o vinho não me ia subir à cabeça depois de ter passado as últimas doze horas de estômago vazio.

Eu tenho a minha capacidade intelectual em muito boa conta, mas isto foi um grande, grande erro.


Acreditando que não vale a pena chorar sobre o vinho derramado para dentro da minha barriga, tentei concentrar-me em todas as lições importantes que aprendi nesse dia. E por isso no meu casamento tivemos um brunch para todos os convidados - assim ninguém foi para a cerimónia de barriga vazia! :)

Talvez o álcool não seja mesmo a minha cena. Talvez deva abraçar o facto de ser uma menina do coro e passar a beber apenas água e limonadas caseiras. Por via das dúvidas, vou aperfeiçoando a minha técnica e descobrindo receitinhas diferentes :D


Limonada de frutos vermelhos (receita adaptada do blog 'No 2. Pencil')

Ingredientes:

* Duas chávenas de açúcar branco;
* 750ml de água;
* 425ml de sumo de limão;
* 75ml de sumo de frutos vermelhos (coado).

Confecção:

* Juntar o açúcar e a água e aquecer até ferver;

* Baixar o lume e deixar em lume brando até o açúcar ficar completamente dissolvido;

* Deixar arrefecer e juntar o sumo de limão e de frutos vermelhos;

* Servir bem frio.

Até amanhã! :D

24 de março de 2014

Muffins de mirtilo com crumble e um segundo emprego.

He would now have comprehended
That work consists of whatever a body is obliged to do,
And that play consists of whatever a body is not obliged to do.

Mark Twain
The Adventures of Tom Sawyer


Há quase três meses que comecei a trabalhar.

Eu sei que já devia estar habituada e adaptada, mas de repente comecei a notar que cada dia que passava me deixava mais cansada e farta. Sentia o tempo a escapar-se por entre os meus dedos, como se eu estivesse estática e tudo andasse depressa demais à minha volta. Sentia que tudo estava confuso, como se estivesse a olhar para o meu mundo através de uma janela embaciada.

Não tinha paciência, não tinha energia e, acima de tudo, não tinha aquela histeria alegria que me é tão familiar. Estava sempre cansada, aborrecida e ensonada.

E um dia tive uma epifania.


A verdade é que eu tenho dois empregos: sou médica durante o dia, e quando chego a casa sou blogger de culinária. E isso implica passar horas a cozinhar, a fotografar, a editar fotografias, a procurar inspiração para textos, a escrever, a confirmar que está tudo bem, a procurar novas receitas, a conhecer blogs novos, a aprender novas técnicas, a descobrir novos ingredientes, a responder a mails e a comentários e a actualizar a página de Facebook e o Pinterest. Tudo isto enquanto planeio um casamento, espero pelo lançamento do meu livro, organizo a casa, tento visitar a minha família com alguma frequência e dou carinho ao Pedro.

Não admira que me sentisse cansada.


Muito sinceramente eu sabia que este dia iria chegar. Senti-o chegar no início do sexto ano do curso, quando precisei de tempo para estudar para o exame da especialidade. Senti-o chegar quando acabaram as aulas e tive de me dedicar por completo ao estudo e ao livro. Senti-o chegar quando comecei a trabalhar. E pelo caminho deixei de comentar outros blogs, demoro mais tempo do que gostaria a responder a mails e comentários e não consigo cozinhar tanto quanto a minha alma me pede.

Eu senti-o chegar e ele chegou: o dia em que me questiono se vou conseguir continuar a manter este ritmo. O dia em que não tenho vontade de escrever uma única palavra. O dia em que percebo que o blog é uma parte importante da minha vida, mas não é a mais importante.

Chegou o dia em que tive de reorganizar as minhas prioridades.


Tirei umas férias. Deixei de me preocupar. Deixei de escrever no blog todos os dias - o que não foi notório para vocês porque vou agendando os posts com algum tempo de antecedência. Deixei de ver o blog como um trabalho. Despedi-me. E quando o trabalho foi, o hobbie ficou.

Porque já dizia Mark Twain numa das minhas frases preferidas de sempre: trabalho é tudo aquilo que somos obrigados a fazer, e prazer é tudo aquilo que não somos obrigados a fazer.


Muffins de mirtilo com crumble (receita adaptada do blog 'Cooking Classy')

Ingredientes (para dez muffins):

* 60ml de leite;
* 60ml de natas;
* Duas colheres de chá de vinagre;
* Uma chávena e três quartos de farinha de trigo (ou uma chávena mais doze colheres de sopa);
* Uma colher de chá de fermento;
* Meia colher de chá de bicarbonato de sódio;
* Uma pitada de sal;
* Dois ovos grandes;
* Uma chávena de açúcar;
* Sete colheres de sopa de óleo vegetal;
* 125g de mirtilos frescos;

Para o crumble:

* Seis colheres de sopa de farinha;
* Uma colher de sopa e meia de açúcar branco;
* Uma colher de sopa e meia de açúcar mascavado;
* Três colheres de sopa de manteiga fria e cortada em pequenos cubos.

Confecção:

* Num pequeno copo juntar o leite com uma colher de chá de vinagre e reservar durante alguns minutos;

* Noutro copo juntar as natas com a colher de chá de vinagre restante e reservar durante alguns minutos;

* Numa tigela grande juntar a farinha de trigo, o fermento, o bicarbonato de sódio e o sal e misturar bem;

* Numa tigela média bater o ovo com o açúcar até se formar um creme espumoso e juntar o óleo, o leite e as natas, batendo bem;

* Juntar os ingredientes líquidos aos ingredientes secos, mexendo apenas até a mistura ficar ligada - sem mexer demasiado para os muffins não ficarem pesados;

* Envolver cuidadosamente os mirtilos na massa;

* Para o crumble juntar a farinha, o açúcar, o açúcar mascavado e a manteiga e misturar com os dedos ou com um garfo até ficar uma mistura semelhante a areia grossa;

* Colocar a massa em forminhas para muffins e cobrir com o crumble;

* Levar ao forno pré-aquecido a 220º durante oito minutos;

* Sem abrir o forno, baixar a temperatura para os 190º e deixar cozinhar durante mais 22 minutos (ou até os muffins ficarem douradinhos, o ideal é irem verificando);

* Deixar arrefecer ligeiramente dentro das formas e retirar.



Já tinha outra receita de muffins de mirtilo com crumble aqui, que até adaptei para levar vários frutos vermelhos. Muito sinceramente gostei mais destas duas, mas isso pode estar relacionado com o facto de só ter provado estes muffins um dia depois de os ter feito (porque fi-los para uma festa). Independentemente disso estavam muito saborosos :)

Tenham uma óptima Muffin Monday :D