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11 de janeiro de 2016

Iogurtes de manga e cereja

Há uns dias estava a fazer um backup do meu portátil e descobri uma pasta cheia de fotos e receitas de iogurtes que fiz cá em casa há uns tempos mas que nunca cheguei a publicar. Entre eles estavam estes iogurtes de manga e cereja, que aparentemente fiz... Em Junho de 2014.

:O


17 de junho de 2014

Iogurtes líquidos de cereja e um eventual projecto novo.

Flexing vocabulary runs right through me,
The alphabet runs right from A to Z.
Conversations, hesitations in my mind,
You got my conscience asking questions that I can't find.

I'm not crazy, I'm sure I ain't done nothing wrong.
I'm just waiting 'cause I heard that this feeling won't last that long.

All Saints


Desde que publiquei o meu 'Queques que enchem a alma' há duas perguntas que me fazem constantemente.

1: Agora que já plantaste uma árvore e escreveste um livro sabes o que vem a seguir, não sabes?

2: E quando é que escreves o segundo?


Confesso que, ao contrário da primeira pergunta (que já só me arranca suspiros de exasperação), a segunda deixa-me relativamente intrigada. Por um lado, eu nunca escondi que o meu grande sonho era escrever um livro de queques. Por outro, tenho vontade de continuar o que comecei e escrever outro livro.

É claro que tudo isto levanta outras questões: como vou conciliar a minha carreira profissional com a entrega que exige escrever (novamente) um livro? Como vou conjugar ser médica, fazer uma pós-graduação, ter uma vida familiar preenchida, ter um blog de culinária e escrever um livro? E mesmo que conseguisse equilibrar tudo, escreveria sobre o quê?


Confesso-vos que a resposta a esta última pergunta me ocorreu mal o meu olhar se cruzou com a minha iogurteira pela primeira vez, e há meses que ando absolutamente e irremediavelmente apaixonada por fazer iogurtes.


Poucas coisas na vida sabem tão bem como lanchar um iogurte e um queque feitos integralmente por mim. Por isso aqui têm a vossa resposta: no dia em que descobrir que consigo conciliar tudo, vou escrever um livro com receitas de iogurtes.

Talvez nesse dia deixe de publicar as receitas no blog e comece a desenvolvê-las em segredo. Enquanto esse dia não chega, aqui está mais uma receitinha :D


Iogurtes líquidos de cereja

Ingredientes (para seis iogurtes):

* 300g de cerejas descaroçadas;
* 100g de açúcar;
* Sumo de um limão;
* Um litro de leite fresco meio-gordo;
* Três colheres de sopa de leite em pó magro;
* Três colheres de sopa de açúcar;
* Um iogurte natural.

Confecção:

* Levar as cerejas ao lume com o açúcar e o sumo de limão;

* Aquecer em lume brando, mexendo de vez em quando até a mistura engrossar;

* Triturar com a varinha mágica e deixar arrefecer;

* Noutro tacho colocar o leite fresco, o leite em pó e o açúcar e mexer com uma vara de arames;

* Levar ao lume até ferver e deixar arrefecer;

* Quando estiver morno juntar o iogurte, misturando com a vara de arames;

* Distribuir a fruta pelos copinhos e cobrir com o leite;

* Levar à iogurteira durante cerca de nove horas;

* Transferir para o frigorífico durante pelo menos quatro horas.



Tenham uma óptima Yogurt Tuesday! :D

16 de junho de 2014

Muffins Floresta Negra e uma memória estranha! :)

Daylight, I must wait for the sunrise,
I must think of a new life and I mustn't give in.
When the dawn comes tonight will be a memory too,
And a new day will begin.

Andrew Lloyd Webber, do musical 'Cats'


Quem me conhece bem sabe que a minha memória é uma das minhas características mais intrigantes. Não sei se sou esquecida ou se sou simplesmente o ser mais distraído e desconcentrado do planeta, mas sou incapaz de me lembrar de conversas que tive há poucos minutos, de nomes de pessoas que acabei de conhecer ou de acontecimentos que aconteceram apenas há dias. Por outro lado, recordo com todos os detalhes coisas que se passaram há anos, sei de cor as letras de centenas de músicas e consigo em qualquer instante declamar o Rei Leão. Na íntegra.


A minha memória é, sem dúvida, muito estranha. E é por causa disso que sei que certamente já me esqueci de responder a comentários ou a mails vossos, e peço desculpa por isso: juro que não foi por mal, mas sim por uma questão de esquecimento.

(Na dúvida, se eu não responder não se inibam de insistir.)


Por outro lado, e naquele que é indiscutivelmente um exemplo verdadeiramente ilustrativo do que acabei de vos contar, lembro-me de alguns mails ou comentários muito específicos que recebi ao longo dos anos.

Um deles aconteceu há sensivelmente um ano, julgo que por volta da altura do Festival da Cereja: recebi um comentário anónimo no blog onde o leitor me desafiava a fazer um bolo Floresta Negra. Na altura respondi, dizendo que não era uma grande fã de cerejas mas que iria fazer um dia para a minha família (esses sim, os maiores apreciadores de cerejas do mundo). E nunca mais me esqueci disto.


Entretanto aconteceram literalmente milhares de coisas na minha vida, e eu esqueci-me certamente de centenas delas. Mas nunca mais me esqueci daquele comentário por razões que, confesso, me são completamente alheias.

Sabem que mais? Ainda bem que a minha memória tem tanta personalidade. Ainda bem que guardo dentro de mim algumas das memórias mais recônditas de sempre. Ainda bem que nunca mais esqueci um comentário que me pedia para fazer um bolo que nem sequer me atrai.

Porque assim pude fazer estes queques absolutamente estrondosos.


Muffins Floresta Negra (receita adaptada dos meus 'Death By Chocolate Muffins')

Ingredientes (para doze muffins):

* 120ml de leite;
* Duas colheres de chá de vinagre;
* Oito colheres de sopa de óleo vegetal;
* 60g de chocolate com 70% de cacau;
* Oito colheres de sopa de cacau em pó;
* Doze colheres de sopa de farinha;
* Uma colher de chá de bicarbonato de sódio;
* Uma colher de chá de fermento em pó;
* Uma pitada de sal;
* Dois ovos;
* Oito colheres de sopa de açúcar amarelo;
* Quatro colheres de sopa de açúcar branco;
* Pepitas de três chocolates da Vahiné;
* Iogurte grego para cobrir;
* Cerejas para decorar.

Confecção:

* Misturar o leite com o vinagre e deixar actuar durante cinco minutos (para formar buttermilk);

* Derreter chocolate e o óleo vegetal no micro-ondas (verificando e mexendo de vinte em vinte segundos);

* Numa tigela juntar o cacau em pó, a farinha, o bicarbonato de sódio, o fermento e o sal e misturar bem;

* Noutra tigela grande bater os ovos com o açúcar amarelo e o açúcar branco até ficar um creme claro e espumoso;

* Juntar a mistura de chocolate e óleo e bater bem até ficar uma mistura homogénea;

* Juntar os ingredientes líquidos aos ingredientes secos e misturar até os ingredientes ficarem ligados - não misturar demasiado!;

* Dividir a massa pelas forminhas de muffins e cobrir com as pepitas da Vahiné;

* Levar ao forno pré-aquecido a 220º durante sete minutos e baixar a temperatura para os 190º, deixando cozer durante mais treze minutos;

* Deixar arrefecer e cobrir com o iogurte grego e a cereja.



Tenham uma óptima Muffin Monday! :D

25 de junho de 2013

Tarte crumble de cereja com a minha base mesmo boa :D

She's my cherry pie,
Cool drink of water, such a sweet surprise! 
Tastes so good, make a grown man cry!
Sweet cherry!

She's my cherry pie,
Put a smile on your face, ten miles wide!
Looks so good, bring a tear to your eye.
Sweet cherry pie! 

Warrant 


Há três semanas fui com os meus pais ao Festival da Cereja de Resende, e na altura voltámos para casa com doze quilos de cerejas.

Oferecemos alguns e comemos outros, e no fim sobrou apenas um quilo de cerejas já bem madurinhas. Logo pensei em fazer uma sobremesa de cereja: embora eu não seja apreciadora do fruto, não podia perder a oportunidade de experimentar uma receita nova!


Pensei em bolos, clafoutis, mousses, tartes e muffins, mas logo o meu irmão apressou-se a opinar:

'Bolo? Não não! Tens de fazer qualquer coisa com aquela base mesmo boa que tu usas!'


'Aquela base mesmo boa que eu uso' refere-se a tudo o que sejam bases de tartes ou barrinhas e que têm o poder estranho de levar o meu irmão à loucura absoluta: não há fim-de-semana que eu passe em casa dos meus pais em que o meu irmão não diga 'Tens de fazer qualquer coisa com aquela base mesmo boa que tu usas!'.


Foi assim que saiu esta tarte crumble de cereja, com aquela base mesmo boa que eu uso e que já tinha sido utilizada numa tarte crumble de frutos do bosque. Modéstia à parte ficou mesmo deliciosa, mesmo não sendo eu particularmente apreciadora do fruto. E como sempre levou o meu irmão à loucura, bem como o resto da família.

É incrível como as receitas mais simples são as mais tentadoras, não é? :D


Tarte crumble de cereja (receita adaptada do blog 'Smitten Kitchen')

Ingredientes:

* Meia chávena de chá de açúcar branco;
* Meia chávena de chá de açúcar amarelo;
* Três chávenas de chá de farinha;
* Uma colher de chá de fermento em pó;
* 225g de manteiga bem fria;
* Um ovo;
* Raspa e sumo de um limão (pequeno);
* 450g de cerejas descaroçadas e partidas em metades;
* Meia chávena de açúcar branco;
* Quatro colheres de chá de amido de milho.

Confecção:

* Numa tigela misturar o açúcar, a farinha e o fermento e a raspa de limão;

* Acrescentar a manteiga e o ovo e misturar com um garfo até a massa ficar esfarelada;

* Dividir a massa em duas partes iguais;

* Colocar metade da massa num tabuleiro de ir ao forno com aproximadamente 23cm por 33cm untado com manteiga e calcar bem;

* Noutra tigela misturar a meia chávena de açúcar, o amido de milho e o sumo de limão;

* Acrescentar as cerejas e misturar suavemente;

* Colocar a mistura de cerejas no tabuleiro;

* Esmigalhar a massa de crumble restante sobre a mistura;

* Levar ao forno pré-aquecido a 190º durante 55 minutos;

* Deixar arrefecer completamente antes de cortar em quadrados.



Até amanhã! :D