| Ainda na zona de Connemara |
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4 de junho de 2019
Irlanda 2019 #5
E pronto, chegou ao fim a foto-reportagem da Irlanda (o meu poder de síntese está cada vez melhor, estou orgulhosa de mim própria). Foi uma viagem mesmo muito gira, e confesso que depois de Svalbard e da Irlanda ficámos com imensa vontade de conhecer também a Islândia (ou as Ilhas Faroé, mas essas eu já tinha vontade de conhecer antes!). Apesar de ter sido uma viagem cansativa, com muitas horas de viagem de carro e muitas coisas para ver, a verdade é que acabámos as férias com a sensação de termos passado dias muito divertidos e voltava para a Irlanda JÁ :)
1 de junho de 2019
Irlanda 2019 #4
28 de maio de 2019
26 de maio de 2019
Irlanda 2019 #2
Continuando com as fotos da Irlanda, hoje trago-vos o nosso segundo dia em Dublin :D
| Começámos um dia com um pequeno-almoço reforçado, e decidi matar saudades dos pequenos-almoços de Nova Iorque com um bagel com cream cheese e um smoothie :D |
23 de maio de 2019
Irlanda 2019 #1
Sinto que o tempo tem passado a correr e eu não tenho conseguido fazer nada de especial. De manhã acordo, invoco todas as minhas forças para me levantar, questiono as minhas opções de vida, arrasto-me para o banho, arrasto-me para o quarto, visto-me, oriento o Matias com o Pedro e levo-o à escola. Depois arrasto-me para o trabalho, onde vou mantendo este registo durante todo o dia. Esta semana não tenho conseguido sair cedo, por isso tenho passado pouco tempo com o Matias (que continua a deitar-se entre as 20h e as 20.30h). Damos-lhe banho, eu conto-lhe uma história e canto-lhe umas dez canções, conversamos um bocadinho e depois ele fica a adormecer. Nós fazemos, aquecemos ou encomendamos o jantar, jantamos a ver um episódio de uma qualquer série e a seguir eu vou para a cama porque estou enjoada ou cansada ou com sono ou maldisposta ou irritada ou com dores ou todas as anteriores.
Não tem sido fácil. Pensei que com a entrada no segundo trimestre os sintomas fossem melhorar um bocadinho (pelo menos os enjoos, vá!), mas na verdade sinto-me na mesma, com a agravante de ter piorado dos sintomas da insuficiência mitral. Queria trabalhar até ao fim de Junho, mas todos os dias quando estou a ir do carro para o hospital (são uns dez minutos a pé) duvido seriamente das minhas hipóteses. A miúda está bem, mexe-se imenso nas ecografias e tem duas mãos e dois pés, eu é que sinto que as minhas energias são um balão vazio. Mas pronto, vai melhorar. No terceiro trimestre a insuficiência mitral tende a estabilizar, e até lá resta-me esperar ter alguns dias bons.
Pelo caminho, aqui estou às 8.30h a escrever no blog porque o Matias ainda dorme. Podia acordá-lo, é verdade. Vou chegar atrasada mais um dia, é verdade. Mas daqui para a frente a vida só vai ser mais difícil para ele. Tem muitos anos pela frente para ser obrigado a acordar cedo... Por isso por agora, vou deixá-lo dormir tudo o que ele quiser :)
Aqui vai o início da foto-reportagem da Irlanda :)
Não tem sido fácil. Pensei que com a entrada no segundo trimestre os sintomas fossem melhorar um bocadinho (pelo menos os enjoos, vá!), mas na verdade sinto-me na mesma, com a agravante de ter piorado dos sintomas da insuficiência mitral. Queria trabalhar até ao fim de Junho, mas todos os dias quando estou a ir do carro para o hospital (são uns dez minutos a pé) duvido seriamente das minhas hipóteses. A miúda está bem, mexe-se imenso nas ecografias e tem duas mãos e dois pés, eu é que sinto que as minhas energias são um balão vazio. Mas pronto, vai melhorar. No terceiro trimestre a insuficiência mitral tende a estabilizar, e até lá resta-me esperar ter alguns dias bons.
Pelo caminho, aqui estou às 8.30h a escrever no blog porque o Matias ainda dorme. Podia acordá-lo, é verdade. Vou chegar atrasada mais um dia, é verdade. Mas daqui para a frente a vida só vai ser mais difícil para ele. Tem muitos anos pela frente para ser obrigado a acordar cedo... Por isso por agora, vou deixá-lo dormir tudo o que ele quiser :)
Aqui vai o início da foto-reportagem da Irlanda :)
| O nosso quarto no Draper Rooms. Não era nada do outro mundo, mas achámos os hotéis na Irlanda caríssimos por isso tivemos que baixar bastante as nossas expectativas! |
15 de maio de 2019
Irlanda 2019 - O planeamento :)
Para a nossa viagem 'grande' (e possivelmente a única para mim) deste ano estávamos indecisos entre a Irlanda e o México. São destinos pouco comparáveis, mas o Pedro gostava de conhecer ambos e simplesmente não conseguíamos decidir. Por um lado, eu já tinha ido duas vezes ao México. Por outro, adoro o país, sou louca pela comida e estava com vontade de fazer umas férias mais calmas, num hotel bom, a encher a barriga de coisinhas boas e a visitar a ocasional pirâmide maia quando me aborrecesse de apanhar sol na piscina.
No fim, foi precisamente o facto da Irlanda ser uma viagem mais exigente que fez com que nos decidíssemos a ir: assumimos que vamos sempre ter energia para estar a boiar na água das Caraíbas, mas já para fazer seis horas de carro por dia se calhar nem tanto. E começámos o planeamento.
A primeira coisa que fiz foi procurar roteiros. Já há algum tempo que espreito os roteiros que fazem as agências de viagens para tirar ideias, e depois da nossa road trip em Itália fiquei super fã da Pinto Lopes Viagens (não é publicidade, nunca viajei com eles, mas gosto dos roteiros deles). Eles têm um roteiro da Irlanda muito fixe aqui, que acabou por servir de base à nossa viagem. Depois li sites e blogs de viagens, tirei ideias, vi documentários (adoro o Tales of Irish Castles, está no Netflix), comprei o Lonely Planet da Irlanda e o Lonely Planet das road trips na Irlanda e pumbas, o nosso plano começou a surgir.
O Pedro vetou a minha sugestão de levarmos o Matias (em retrospectiva, ainda bem) e propôs que não fôssemos mais do que seis dias para não ficarmos muito tempo sem ele. Rapidamente percebemos que íamos ter de abdicar da Irlanda do Norte para conhecer melhor a Irlanda 'em si', mas sinceramente acabei por ficar um bocado arrependida. Mas já lá vamos!
No fim, foi precisamente o facto da Irlanda ser uma viagem mais exigente que fez com que nos decidíssemos a ir: assumimos que vamos sempre ter energia para estar a boiar na água das Caraíbas, mas já para fazer seis horas de carro por dia se calhar nem tanto. E começámos o planeamento.
A primeira coisa que fiz foi procurar roteiros. Já há algum tempo que espreito os roteiros que fazem as agências de viagens para tirar ideias, e depois da nossa road trip em Itália fiquei super fã da Pinto Lopes Viagens (não é publicidade, nunca viajei com eles, mas gosto dos roteiros deles). Eles têm um roteiro da Irlanda muito fixe aqui, que acabou por servir de base à nossa viagem. Depois li sites e blogs de viagens, tirei ideias, vi documentários (adoro o Tales of Irish Castles, está no Netflix), comprei o Lonely Planet da Irlanda e o Lonely Planet das road trips na Irlanda e pumbas, o nosso plano começou a surgir.
O Pedro vetou a minha sugestão de levarmos o Matias (em retrospectiva, ainda bem) e propôs que não fôssemos mais do que seis dias para não ficarmos muito tempo sem ele. Rapidamente percebemos que íamos ter de abdicar da Irlanda do Norte para conhecer melhor a Irlanda 'em si', mas sinceramente acabei por ficar um bocado arrependida. Mas já lá vamos!
14 de maio de 2019
Irlanda 2019 - O resumo! :D
Acho que já falei sobre isso aqui, mas o Pedro não é o maior fã de viajar. Vá, não é que ele não goste: simplesmente prefere ficar em casa no cantinho dele, a fazer as coisinhas dele. E durante muitos anos eu desconheci esta particularidade da personalidade do Pedro porque ele esforçava-se e cedia, e eu estava tão mergulhada na minha própria histeria que nunca me apercebi que do outro lado havia toda uma vibe de resignação em relação ao tema.
Até que a infame viagem ao Quénia aconteceu e eu percebi que claramente não estávamos na mesma onda. E resolvemos esta problemática como resolvemos todas as questões da nossa relação - com um acordo de cavalheiros.
Depois de casarmos concordámos que todos os anos fazíamos duas viagens juntos: uma para fora do país e outra cá dentro. O Pedro tinha um maior poder de decisão nos destinos (not a problem porque eu gosto de tudo!), e eu fazia as outras viagens que quisesse com os meus amigos ou a minha família.
Curiosamente, a partir desse momento as nossas viagens começaram a ser muito mais giras, provavelmente porque o Pedro deixou de se sentir pressionado para gostar dos sítios e eu deixei de me sentir pressionada para o fazer gostar dos sítios.
E eis que chegou a Irlanda. A Irlanda tinha muita pressão. A Irlanda era a viagem de celebração do fim da especialidade do Pedro e da minha gravidez. A Irlanda era a viagem da catarse depois dos meses difíceis anteriores. A Irlanda era muito possivelmente a única viagem do ano (estou de rastos de cansaço). A Irlanda tinha de sobreviver às altas expectativas que ambos tínhamos, e simultaneamente à extrema preguiça em que ambos nos encontrávamos.
No fim, a Irlanda foi uma viagem do caraças. Mesmo com a pressão. Mesmo com o cansaço. Mesmo com as expectativas. Foi mesmo, mesmo bom.
Dublin
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Glendalough, Wicklow Mountains, Kilkenny, Rock of Cashel e Cahir
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Cork, Cliffs of Moher e The Burren
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Connemara National Park
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Galway, Clonmacnoise e Trim
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