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1 de outubro de 2019
Baby shower do Nemo #3
Hoje o Matias acordou às 8h. Ultimamente tenho tido zero pressa em
levá-lo à escola, por isso ele veio ao quarto perguntar-me as horas,
disse 'vou brincar para sala' e eu fiquei a dormir mais um bocado enquanto ele brincava com os dinossauros.
Vestimo-nos nas calmas, o miúdo chegou à escola por volta das 10h e eu
cheguei a casa, vi o 'When Harry Met Sally' (nunca tinha visto), vi um
episódio de House, almocei (tínhamos rolo de carne do jantar de ontem),
dormi quase 4h de sesta e fui buscar o Matias. Fomos ao parque e depois
brincámos em casa. A Joana ligou e acabou por passar cá para começarmos a
cortar a abóbora. Só conseguimos fazer uma parte (cortar a tampa e
tirar a polpa), por isso amanhã há mais. Jantámos esparguete à bolonhesa
e o Matias acordou a choramingar e a queixar-se 'da boca'. Sacámos da
parafernália médica e não vimos nada na garganta, embora ele estivesse
rouco e tivesse um ouvido inflamado. Entretanto ele adormeceu, nós arrumámos a cozinha e pastelámos mais um bocado. Foi um dia mesmo bom. Amanhã há mais :)
30 de setembro de 2019
Baby shower do Nemo #2
Tenho andado mesmo bem. Quer dizer, entre a anemia e o avançar da gravidez sinto que fisicamente estou ainda mais debilitada, mas ando estranhamente animada. Acho que a fase em que me canso de ter pena de mim própria chegou finalmente :)
Ajuda estar cada vez mais perto do fim. Amanhã começa Outubro, e sei que Novembro vai chegar num tirinho e vou ter a minha miúda nos braços. Tenho zero angústias em relação ao parto, muito pelo contrário: estou ansiosa que chegue o dia :D
A menina da canção já tem imensos vestidos, todos cor-de-rosa e com folhos. Não sei que pancada é esta, mas asseguro-vos que é grave, e depois de ter passado anos a achar que este não era nada o meu estilo e meses a achar que estava triste porque ia ter uma menina, agora dou por mim a comprar vestidos para o Natal (com folhos, claro!), e lamento informar que a Gabriela até já tem fato para o Carnaval (que também tem folhos, claro!). A sério, que tolice é esta? Os meus amigos já avisaram que se começar a planear a festa do primeiro aniversário fazem uma intervenção :D
Enfim, já faltou mais. Acho sinceramente que não vou ter grandes saudades desta fase (a gravidez, entenda-se), mas enquanto cá estamos vamos aproveitando :)
Ajuda estar cada vez mais perto do fim. Amanhã começa Outubro, e sei que Novembro vai chegar num tirinho e vou ter a minha miúda nos braços. Tenho zero angústias em relação ao parto, muito pelo contrário: estou ansiosa que chegue o dia :D
A menina da canção já tem imensos vestidos, todos cor-de-rosa e com folhos. Não sei que pancada é esta, mas asseguro-vos que é grave, e depois de ter passado anos a achar que este não era nada o meu estilo e meses a achar que estava triste porque ia ter uma menina, agora dou por mim a comprar vestidos para o Natal (com folhos, claro!), e lamento informar que a Gabriela até já tem fato para o Carnaval (que também tem folhos, claro!). A sério, que tolice é esta? Os meus amigos já avisaram que se começar a planear a festa do primeiro aniversário fazem uma intervenção :D
Enfim, já faltou mais. Acho sinceramente que não vou ter grandes saudades desta fase (a gravidez, entenda-se), mas enquanto cá estamos vamos aproveitando :)
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29 de setembro de 2019
Baby shower do Nemo #1
Quando eu era criança o habitual era haver festas de aniversário em casa, com direito a bicos de pato com queijo e fiambre, batatas fritas de pacote e quantidades industriais de refrigerantes cheios de açúcar do bom. Depois ainda trazíamos para casa aqueles saquinhos de plástico com o Mickey cheios de caixinhas de Pintarolas, rebuçados e gomas. O mais parecido que podíamos ter com uma festa temática era o bolo do campo de futebol da Torta de Noz (que era delicioso by the way).
Eventualmente, andaria eu pelo terceiro ou quarto ano, o paradigma das festas mudou. Abriu um sítio enorme de organização de festas em Matosinhos, daqueles onde os miúdos andam aos pinotes e a trepar estruturas sem meias, e a grande maioria dos meus amigos passou a ter festas dessas, para grande desagrado aqui da criança pastelona e sem grande gosto pela escalada. Tive uma festa dessas uma vez, não fiquei grande fã.
A partir do quinto ou sexto ano, as festas eram diferentes: íamos todos de autocarro até ao NorteShopping, onde víamos um filme aleatório qualquer no cinema (já experimentaram ver o The Libertine com um bando de miúdos de catorze e quinze anos?), lanchávamos no McDonald's, recebíamos uma prenda e fim.
No décimo já éramos todos super crescidos, e as festas incluíam passar a noite em casa das amigas e ver filmes de terror. No meu tempo (e no meu meio) não havia jantares nem saídas à noite (e creio que se houvesse os meus pais também não deixariam que eu fosse).
Já com o meu irmão foi tudo diferente - sou capaz de apostar que ele nunca foi a uma festa de aniversário em casa de nenhum amigo porque saltou directamente para as festas organizadas em espaços, e também creio que ir ao cinema já não se usava tanto na fase dele. Por outro lado, era comum e frequente haver jantares e saídas à noite.
Agora o paradigma das festas voltou a mudar, e muita gente acha isso mal. Agora as festas são em jardins ou em espaços, com decoração a condizer, tema, bolo com pasta de açúcar, balões e bandeirolas. Casar agora envolve um ano de planeamento (ou mais!), os baby showers são comuns, as despedidas de solteiro envolvem frequentemente fins-de-semana no estrangeiro (pelo menos no meu meio) e os aniversários já são mais pomposos.
Agora, as festas dos miúdos são eventos.
Vocês sabem o quanto eu adoro estas coisas. Há dias em que penso que devia desistir da medicina e abrir uma empresa de organização de eventos em conjunto com a minha mãe, mas depois penso em todas as festas da Patrulha Pata que ia ter de organizar e fico desmotivada - afinal, eu gosto é de planear as minhas festas, com os temas que eu gosto (vá, também planeei a festa do Harry Potter da Joana, mas também era com um tema que eu adoro!). Mas às vezes confesso que sinto falta da simplicidade das festas da nossa infância, e sou assaltada por uma espécie de velhice-do-Restelo, aquele saudosismo que nos faz sempre ver a nossa infância com uns óculos cor-de-rosa.
Para mim, as festas de aniversário do Matias têm sido perfeitas nesse aspecto: posso aliar a doideira toda dos pratos a combinar com as comidinhas feitas em casa. Por outro lado, recordava-me que o baby shower do Matias tinha sido super divertido, possivelmente porque não tive que mexer um dedo para que acontecesse (e porque adoro festas).
Depois da festa de aniversário deste ano, em que eu (já grávida) e o Pedro até andámos a arrastar mobília, a minha mãe proibiu-me de repetir a proeza com o baby shower da Gabi. Inicialmente confesso que fiquei sentida, mas depois da festa da Joana (e de ter passado a noite cheia de dores) pensei que se calhar não era assim tão má ideia.
Quando o baby shower acabou senti-me seriamente ambivalente. Por um lado, sei que teria gostado mais de ter sido eu a organizar tudo (embora a Maria das Festas tenha sido bastante fiel às minhas ideias). Por outro lado, também sei que dificilmente teria capacidade física para conseguir semelhante proeza sem levar com umas contracçõezinhas de brinde.
No fim, foi giro... Mas mal posso esperar por organizar a próxima festa (que segundo o Matias será do Plants vs. Zombies) :D
Para quem perguntou, geralmente uso o Pinterest para tirar ideias e organizá-las. Podem ver o meu perfil aqui, a minha pasta do Nemo aqui e a minha pasta do Plants vs. Zombies aqui :D
Eventualmente, andaria eu pelo terceiro ou quarto ano, o paradigma das festas mudou. Abriu um sítio enorme de organização de festas em Matosinhos, daqueles onde os miúdos andam aos pinotes e a trepar estruturas sem meias, e a grande maioria dos meus amigos passou a ter festas dessas, para grande desagrado aqui da criança pastelona e sem grande gosto pela escalada. Tive uma festa dessas uma vez, não fiquei grande fã.
A partir do quinto ou sexto ano, as festas eram diferentes: íamos todos de autocarro até ao NorteShopping, onde víamos um filme aleatório qualquer no cinema (já experimentaram ver o The Libertine com um bando de miúdos de catorze e quinze anos?), lanchávamos no McDonald's, recebíamos uma prenda e fim.
No décimo já éramos todos super crescidos, e as festas incluíam passar a noite em casa das amigas e ver filmes de terror. No meu tempo (e no meu meio) não havia jantares nem saídas à noite (e creio que se houvesse os meus pais também não deixariam que eu fosse).
Já com o meu irmão foi tudo diferente - sou capaz de apostar que ele nunca foi a uma festa de aniversário em casa de nenhum amigo porque saltou directamente para as festas organizadas em espaços, e também creio que ir ao cinema já não se usava tanto na fase dele. Por outro lado, era comum e frequente haver jantares e saídas à noite.
Agora o paradigma das festas voltou a mudar, e muita gente acha isso mal. Agora as festas são em jardins ou em espaços, com decoração a condizer, tema, bolo com pasta de açúcar, balões e bandeirolas. Casar agora envolve um ano de planeamento (ou mais!), os baby showers são comuns, as despedidas de solteiro envolvem frequentemente fins-de-semana no estrangeiro (pelo menos no meu meio) e os aniversários já são mais pomposos.
Agora, as festas dos miúdos são eventos.
Vocês sabem o quanto eu adoro estas coisas. Há dias em que penso que devia desistir da medicina e abrir uma empresa de organização de eventos em conjunto com a minha mãe, mas depois penso em todas as festas da Patrulha Pata que ia ter de organizar e fico desmotivada - afinal, eu gosto é de planear as minhas festas, com os temas que eu gosto (vá, também planeei a festa do Harry Potter da Joana, mas também era com um tema que eu adoro!). Mas às vezes confesso que sinto falta da simplicidade das festas da nossa infância, e sou assaltada por uma espécie de velhice-do-Restelo, aquele saudosismo que nos faz sempre ver a nossa infância com uns óculos cor-de-rosa.
Para mim, as festas de aniversário do Matias têm sido perfeitas nesse aspecto: posso aliar a doideira toda dos pratos a combinar com as comidinhas feitas em casa. Por outro lado, recordava-me que o baby shower do Matias tinha sido super divertido, possivelmente porque não tive que mexer um dedo para que acontecesse (e porque adoro festas).
Depois da festa de aniversário deste ano, em que eu (já grávida) e o Pedro até andámos a arrastar mobília, a minha mãe proibiu-me de repetir a proeza com o baby shower da Gabi. Inicialmente confesso que fiquei sentida, mas depois da festa da Joana (e de ter passado a noite cheia de dores) pensei que se calhar não era assim tão má ideia.
Quando o baby shower acabou senti-me seriamente ambivalente. Por um lado, sei que teria gostado mais de ter sido eu a organizar tudo (embora a Maria das Festas tenha sido bastante fiel às minhas ideias). Por outro lado, também sei que dificilmente teria capacidade física para conseguir semelhante proeza sem levar com umas contracçõezinhas de brinde.
No fim, foi giro... Mas mal posso esperar por organizar a próxima festa (que segundo o Matias será do Plants vs. Zombies) :D
Para quem perguntou, geralmente uso o Pinterest para tirar ideias e organizá-las. Podem ver o meu perfil aqui, a minha pasta do Nemo aqui e a minha pasta do Plants vs. Zombies aqui :D
27 de setembro de 2019
Baby shower do Nemo - O resumo :D
Muitas coisas serão um dia contadas à Gabriela sobre o seu baby shower. Vou contar-lhe que esta festa começou por ser a festa do terceiro aniversário do mano, mas que ele depois mudou de ideias em relação ao seu filme preferido. Vou contar-lhe que eu gostava tanto do tema que planeei este baby shower quando ela ainda só existia como a menina da canção nos nossos corações. Vou contar-lhe que depois da festa da Vaiana a vovó Mi proibiu-me de organizar o que quer que fosse e planeou a festa em conjunto com a Maria das Festas, pondo em prática algumas ideias minhas (nomeadamente em relação à comidinha). Vou contar-lhe que também esta festa teve muitas peripécias de última hora, e que chegámos a pensar em cancelá-la.
Mas depois lembrámo-nos do que diz a Dory: 'When life gets you down, you know what you gotta do? Just keep swimming.' E continuámos a nadar.
Vou contar-lhe que estava um bocado farta de a ter na minha barriga, e que só queria tê-la nos meus braços. Vou contar-lhe que estava cansada, balofa, com anemia e a fazer quatro fármacos diferentes, mas que nunca estive tão feliz.
Vou contar-lhe tudo sobre o bando de tolinhos que a rodeiam e a amam. E que me amam a mim também. E que me fazem sentir a pessoa mais sortuda do mundo inteiro.
E vou contar-lhe sobre o dia em que o papá foi a um baby shower e gostou. Há provas fotográficas, se ela não acreditar em mim.
As fotos vão sair na próxima semana :)
Mas depois lembrámo-nos do que diz a Dory: 'When life gets you down, you know what you gotta do? Just keep swimming.' E continuámos a nadar.
Vou contar-lhe que estava um bocado farta de a ter na minha barriga, e que só queria tê-la nos meus braços. Vou contar-lhe que estava cansada, balofa, com anemia e a fazer quatro fármacos diferentes, mas que nunca estive tão feliz.
Vou contar-lhe tudo sobre o bando de tolinhos que a rodeiam e a amam. E que me amam a mim também. E que me fazem sentir a pessoa mais sortuda do mundo inteiro.
E vou contar-lhe sobre o dia em que o papá foi a um baby shower e gostou. Há provas fotográficas, se ela não acreditar em mim.
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