15 de julho de 2019

Pregnancy Diary #26

No início, o Matias dizia que o mano ia chamar-se 'cão'.

Desde que soubemos que era menina, o Matias passou a dizer a toda a gente que a miúda é a 'Maria Teresa', ao ponto dos meus pais terem achado que tinham descoberto o nome secreto. No entanto, há algum tempo que ele não dizia nada sobre isso, por isso achámos melhor introduzir o assunto (até porque já temos nome).

Hoje estávamos a conversar antes dele dormir, e foi mais ou menos assim:

Eu: Olha amanhã vamos fazer um exame para ver a mana dentro da barriga. Queres vir?
Matias: Sim.
Eu: A mana já tem nome, vai chamar-se blablá.
Matias: Não quero. Quero uma bebé chamada Maria Teresa.
Eu: Pois, mas os papás não gostam de Maria Teresa.
Matias: Porquê?
Eu: Porque não gostam de Maria nem de Teresa. Gostam de blablá.
Matias: Quero uma bebé chamada Maria Teresa.

* suspiro *

(Maria Teresa é o nome de uma menina da turma de quem o Matias gosta muito de dar abracinhos).

10 de julho de 2019

Festa Harry Potter #3

E pronto, foi assim a festa de aniversário da Joana. Agora para o Bernardo estamos a ver o caso mal parado, ele vai estar na Holanda na altura e eu vou estar prestes a desovar, por isso cheira-me que os trinta anos dele vão ter de sofrer umas alterações :)

Mas pronto, a festa da Joana foi muito gira. Para quem perguntou, as fotos foram tiradas pelo Rúben Costa e editadas pelo Tiago Duarte.

A nível de receitas, aqui vai:

* Tarte de abóbora
* Bolo red velvet
* Brownies
* Fudge de amendoim e chocolate

Espero que tenham gostado e que tenha sido útil para tirar umas ideias :)



Pregnancy Diary #25

De manhã acordo e tomo o Matervita (vitaminas), o beta-bloqueante (para o coração), o anti-histamínico (para as alergias) e o magnésio (para as cãimbras e contracções).

Antes de me deitar tomo o beta-bloqueante, o anti-histamínico (sim, porque graças ao aumento de metabolismo na gravidez o anti-histamínico não me dura as 24h), o magnésio e o ferro (gosma horrível que sabe a baunilha, mas necessária porque a minha ferritina está inexistente).

Na Segunda-feira tive consulta de cardiologia e as notícias não foram as melhores: aumentei a medicação porque continuo com a frequência cardíaca alta, tenho um volume baixo por isso preciso de aumentar ainda mais a ingestão de água e preciso de marcar um ecocardiograma fetal para a próxima semana.

Deve ter sido por isto que lidei tão bem com o pós-parto: em comparação, esta fase é muito mais chata (para mim).

Na gravidez do Matias ainda estava com aquele entusiasmo de 'sou especial, a gravidez é linda, vou comprar mil coisas'. Nesta só estou mesmo em sofrimento, a sentir-me cansada e enjoada e gorda e irritada e farta e a mandar para o caralhinho toda a gente que diz expressões como 'estado de graça', 'gravidez não é doença', 'devias sentir-te agradecida' ou 'dom da vida'.

Na gravidez do Matias lembro-me de andar ansiosa porque não sabia se ia ser boa mãe. Agora sei que sou uma mãe suficientemente boa, mas sou uma grávida péssima :)

9 de julho de 2019

Festa Harry Potter #2

Continuando com as fotos da festa da Joana :D



Pregnancy Diary #24

No Domingo, enquanto o deitávamos para a sesta, o Matias disse categoricamente 'não quero fralda'. Dissemos para ele ir fazer xixi e ele foi todo contente (nunca antes visto, ele só vai fazer xixi sozinho e se nós dizemos para ele ir fica todo zangado). Vinte minutos depois disse que queria fazer cocó, e foi. Dormiu três horas e não molhou a cama. Quando acordou fizemos uma grande festa, e para o lanche deixámo-lo comer um Epá (é só luxos nesta casa).

(Depois vimos o filme dos Aristogatos e já não me lembrava de ser tão engraçado!)

Ao deitar repetiu-se a mesma coisa, e o Matias declarou que não queria fralda. Combinámos que se ele não molhasse a cama tinha direito a um presente. Ele pareceu confuso com isto, mas acabou por dizer que queria ‘uma Jessie’ (a cowgirl do Toy Story, ele já tem o Woody, o Buzz e o Senhor Cabeça de Batata, por isso faz sentido).

Ele ainda veio ao nosso quarto umas duas vezes durante a noite, mas acho que foi para dizer que tinha sonhado com coisas (agora ele sonha muito com piratas). O Pedro voltou a levá-lo para a caminha dele (as vantagens de estar deitada mais longe da porta muahuahuah) e de manhã tínhamos uma cama SE-QUI-NHA.

Fizemos logo uma grande festa, e o Matias aproveitou para pedir gelado ao pequeno-almoço (desta vez não teve sorte). Na escola também não molhou a cama na sesta (ele que ainda três dias antes tinha molhado a cama quando as educadoras decidiram 'fazer a experiência'). Quando saiu da escola esperava-o uma Jessie, e passou o resto da tarde a dizer 'muito obrigado' :)

Esta noite não quis fralda novamente. Deitámo-lo às 20h, e por volta das 20.30h ele chamou-nos porque tinha feito xixi no chão a caminho da casa-de-banho (acontece). Depois ainda veio ao nosso quarto durante a noite avisar que queria fazer xixi (nem sei bem que horas eram, o Pedro é que foi com ele) e pumbas, mais uma cama sequinha de manhã.

E parece-me que é oficial: o miúdo está desfraldado de vez. Sem que nada o fizesse prever, depois de anos a encharcar fraldas e a molhar a cama. Não faço ideia do que terá acontecido, mas estamos muito satisfeitos com isto. E o Matias anda todo contente, a dizer que está muito crescido e que vai continuar a crescer até conseguir chegar ao céu (que para ele é o tecto cá de casa) :D

8 de julho de 2019

Festa Harry Potter #1

Aqui vão as primeiras fotos da festa do Harry Potter :D Espero que gostem :D Se tiverem alguma dúvida é só deixarem nos comentários :)

A mãe da Carina fez as bandeirolas em tecido preto com a máquina de costura. Eu imprimi os símbolos (tirei do Pinterest) e o Bernardo colou os símbolos nas bandeirolas e pendurou tudo no cordel (que veio do IKEA há mil anos)

6 de julho de 2019

Festa Harry Potter - O resumo! :D

Há um ano eu, a Joana e o Bernardo combinámos que íamos fazer uma festa de aniversário épica para os trinta anos de cada um de nós.

Para os meus anos, pedi-lhes que a minha festa fosse planeada por eles. No fim tive direito a um jantar mistério espectacular, com roupas temáticas, guiões e assassinos.

Na altura a Joana disse que gostava de ter uma festa temática do Harry Potter, e ficou combinado que assim seria. Entretanto a Joana decidiu ir fazer um estágio para Londres, e os nossos planos mudaram para incluírem uma viagem ao Reino Unido (um spa termal em Bath ia cair que nem ginjas).

Dois meses antes da nossa viagem percebemos que não íamos conseguir ir por questões logísticas dos três: a Joana tinha lá os pais nesse fim-de-semana, o Bernardo é a pessoa mais ocupada do planeta e eu estava com o descolamento de placenta, por isso voltámos a reorganizar-nos e decidimos que não íamos. E o que a Joana sabia terminou aqui.

Mas o plano da festa do Harry Potter voltou.

Inicialmente criei uma task force que incluia o Pedro e o Bernardo, mas rapidamente fiquei cansada dos silêncios deles e incluí também a Carina. O que se seguiu foi uma explosão de ideias de proporções épicas, que me convenceu (e a todos os que nos rodeiam) que eu e a Carina juntas conseguíamos conquistar o mundo (ou pelo menos o mundo das festas temáticas). Umas semanas depois a Susana ofereceu-se para ajudar, pusemos a mãe da Joana dentro da equação e o plano começou a ganhar forma.

Foi possivelmente a festa mais fácil de organizar de todas até agora (e a mais barata também). A minha mãe tinha imensas coisas da festa do Harry Potter do ano passado (ela faz sempre duas festas grandes, nos anos dela e no Natal), aproveitámos muitas coisas que já tínhamos em casa, cozinhámos imenso e tirámos ideias do Pinterest.

No fim nós divertimo-nos à brava, a Joana ficou muito feliz e toda a gente gostou da festa :)








Vai ser muito difícil dar os fornecedores desta vez porque foi tudo um trabalho a várias mãos, mas vou tentar escrever nas publicações de onde vieram as coisas :)

5 de julho de 2019

Pregnancy Diary #23

Realmente não há fome que não dê em fartura, e depois daquele mimimi todo, ontem e hoje não tenho feito rigorosamente nada a não ser dormir sestas no sofá, lavar roupa da miúda e ver episódios antigos da La Casa de Papel. Afinal, neste aspecto talvez a segunda gravidez não seja assim tão diferente da primeira, e vá dar para poder descansar e recuperar forças nos próximos meses.

Mas há muitas coisas em que esta segunda gravidez está a ser diferente.

Começou logo com o teste de gravidez. Na gravidez do Matias estava quase em negação. Tinha a menstruação atrasada, mas achei que era impossível estar grávida logo porque sabia que geralmente as pessoas demoravam meses a engravidar. Quando o teste ficou positivo ficámos os dois sem reacção, expectantes, sem saber bem o que pensar ou o que dizer. Ficámos contentes, claro, mas acho que também ficámos com medo. Passei a gravidez toda a sentir-me assoberbada com tudo o que havia para fazer, para comprar, para saber e para preparar, e sei que só me senti mãe no segundo em que ele nasceu. Aliás, nem sequer estava particularmente ansiosa que ele nascesse: queria aproveitar bem o tempo para estar o mais preparada possível (que inocente). E quando a enfermeira me disse 'vá, vamos a isto, a dilatação está feita, quer conhecer o seu filho?' o Pedro diz que o meu 'Sim!' soou mais a um 'Haaammm... Sim?'.

Desta vez foi diferente, embora também tenha começado da mesma forma: a negação. Tinha a menstruação atrasada, mas não queria fazer o teste e ver mais um negativo (não foram muitos, mas essa bodega pesa na alma). O Pedro quase me arrastou até à casa-de-banho. E quando o teste ficou positivo fizemos tudo: rimos, chorámos, abraçámo-nos, saltámos e analisámos o teste umas trinta vezes para termos a certeza que estávamos a ver bem. Não houve medo, só felicidade. Não houve incertezas, só amor. Já somos pais. Já sabemos o que é este amor incondicional que nos esmaga quando olhamos para os nossos miúdos. E já não me sinto nada assoberbada. Tudo se faz, tudo se consegue, e agora sei que não há preparação que chegue para o que aí vem. Por mim a miúda nascia já, porque eu quero viver o que sei que está a chegar.

A gravidez em si está a ser muito diferente. Em nove meses de gravidez do Matias, eu vomitei uma vez porque decidi juntar leite com chocolate e amêndoas da Páscoa. Desta vez já vomitei umas cinquenta vezes. Da primeira vez, tive ataques de choro a partir do segundo trimestre. Desta, tenho ataques de choro desde a primeira semana (o que me fez logo suspeitar que estava na presença de uma drama queen como a sua rica mãe). Da primeira vez desmaiava imenso. Desta, tenho falta de ar. Da primeira vez tinha imensa fome. Desta nem por isso, mas só me apetece comer coisas super específicas.

Da primeira vez adorava falar da minha gravidez. Respondia alegremente a todas as perguntas, nunca me importei (e, aliás, gostava) que me fizessem festinhas na barriga, estava claramente em modo 'cheguei'.

Desta vez irrita-me profundamente a conversa:

Pessoa: Então é para quando?
Eu: Novembro.
Pessoa: E já sabes o que é?
Eu: Menina.
Pessoa: Que bom, um casalinho.
Eu: Pois é.

A sério, se mais alguém me diz 'que bom, um casalinho' acho que vou desatar a gritar como uma histérica.

(Aproveito só para salientar que sei perfeitamente que as pessoas só estão a ser normais e que eu é que sou a desequilibrada neste momento ok? Vocês viram as sabrinas para bebé, acho que já perceberam que não ando boa da cabeça.)

Da primeira vez sabia de cor quantas semanas, dias e horas tinha e dizia coisas como 'estou de treze semanas e seis dias'. Agora não sei de quantas semanas estou (vá, acabo por recordar-me se pensar um bocado), vou mandando números aproximados e aposto em dizer 'vai nascer em Novembro' para evitar fazer muitas contas de cabeça.

Da primeira vez tirava fotografias com o tripé na mesma posição todas as semanas. Agora tiro fotografias com o telemóvel no espelho de vez em quando e mando pelo WhatsApp aos meus amigos dizendo coisas como 'estou cada vez mais bisonte, socorro!'.

Da primeira vez fiz um baby shower com uma lista super investida (do género 'quero quatro pacotes de fraldas Dodot Sensitive do tamanho 1'). Agora nem quero prendas no meu baby shower, porque já temos tudo e não temos espaço para mais nada (acho que vou escrever nos convites que só aceitamos prendas se forem notas).

Da primeira vez fiz duas sessões fotográficas da gravidez, a agarrar na barriga com os dedinhos em forma de coração. Desta não faço mesmo questão, até porque tudo o que me faça sair de casa tem de ser muito bem ponderado.

Da primeira vez fiz duas ecografias 4D. Duas. Agora descobri que já é a 5D, mas para mim é igual porque não vou fazer nenhuma.

Da primeira vez comprei soutiens de grávida e camisas de dormir de velhinha na Pré-Natal para usar no pós-parto. Agora comprei soutiens de renda e camisas de dormir de seda na Intimissimi, porque já que vou parecer um trambolho na mesma, pelo menos vou ter camisas de dormir sensualonas e macias.

Da primeira vez eu achava que a gravidez era especial. Agora eu sei que a gravidez não se compara em nada ao que chega depois.

E é por isso que eu mal posso esperar.

4 de julho de 2019

Pregnancy Diary #22

Em muitas coisas, o Pedro é um pai mais preocupado do que eu. Ser pedopsiquiatra traz-me algumas preocupações, sem dúvida (o Pedro não tem angústias com filhos abusados ou auto-mutilações, por exemplo), mas também traz uma grande tranquilidade em relação a muitas coisas, nomeadamente o desenvolvimento. No ano passado quando o Pedro achou que estava na altura de desfraldar o miúdo (tinha ele dois anos e um mês) eu estava tranquilíssima, sem qualquer pressão, porque sabia que era cedo e que possivelmente não iria correr bem à primeira e teríamos que dar um passo para trás.

Estava enganada, porque correu tudo bem.

Entretanto passou um ano, e a preocupação do Pedro passou a ser o desfralde da noite. O Matias não usa fralda durante o dia, mas usa fralda para dormir à tarde e à noite, e não só usa como frequentemente encharca as fraldas ao ponto de molhar a roupa. Eu não podia estar menos preocupada com isso, acho que é cedo, os miúdos têm todos os seus timings e por aí fora. Mas também empatizo com esta preocupação do Pedro, e por isso um destes dias quando ele me perguntou estratégias para lidar com o desfralde partilhei algumas das que usamos nas nossas consultas.

Uma das estratégias mais usadas e baseadas em teorias cognitivo-comportamentais implica fazer umas tabelas com os dias da semana, onde se desenha um sol se não houver xixi de manhã e uma nuvem com chuva se houver. No fim da semana podem ser combinadas recompensas ou consequências, dependendo do número de sóis e nuvens.

É óbvio que o Pedro achou isto a maior tontice de sempre, e disse algo que me deixou a pensar:

'Mas como é que vamos combinar uma recompensa com o Matias? Ele já tem uma vida espectacular!'.

De facto, o Matias tem uma vida do caraças. Acorda quando quer (o que geralmente é entre as 7.30h e as 9.00h, dependendo dos dias), come o pequeno-almoço que ele escolhe (há dias em que pede leite frio, outros em que pede leite natural, outros em que quer pão com queijo, outros em que quer tortilhas),  leva sempre o brinquedo que quer para a escola (mas só um, embora ele todos os dias peça para levar mais) e passa o dia a brincar com os amigos. Vamos buscá-lo à escola cedo. Quando pede para ir ao parque, vamos. Quando pede pão quando chegamos a casa, nós damos. Brinca à vontade dele até à hora do jantar. Come coisas boas (ainda ontem comeu sopa de grão - que ele adora -, feijoada de peru - que ele adora - e banana - que é a fruta preferida dele). Brinca com pistolas de água no banho. Lemos a história que ele escolhe todos os dias.

Às vezes tenho medo de perturbar este equilíbrio tão bom, introduzindo nesta equação outro elemento. Mas o Matias parece estar a reagir à nossa tranquilidade com a mesma felicidade de sempre. E os dias vão correndo ao ritmo dele, cada um com os seus medos, mas com a certeza de que estamos a fazer isto mais ou menos bem.

No fim-de-semana o Matias tentou trepar a uma árvore no parque. Escorregou e arranhou a cara toda. Ontem voltámos ao parque e ele quis tentar novamente. Desta vez conseguiu sentar-se entre dois ramos (com a nossa ajuda, obviamente). E a cara de felicidade dele dizia tudo naquele momento, a sério.

Como é que recompensamos um miúdo que já é tão feliz?

Pregnancy Diary #21

Por aqui a pancada das roupas pindéricas continua. Não posso ver nada rosa com folhos ou com tules que fico logo a suspirar, e até já dei por mim a pensar que precisamos de comprar uma fita vermelha que combine com o vestido vermelho que comprei para a sessão fotográfica de Natal (aquela em que a miúda vai ter tipo dez dias ou assim). Eu, que sempre disse que pôr fitas na cabeça de bebés era parvo. A sério, que tristeza.

Bem, em minha defesa, a miúda também vai andar vestida com as roupas do irmão, que estão cheias de dinossauros, tubarões e personagens do Star Wars :D

O casaco é rosa e tem corações. É isto.

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