14 de outubro de 2018

Receitas de 2018 (até agora)

Desde que o ano começou publiquei pouquíssimas receitas: assim de repente lembro-me do bolo de limão e da tarte de abóbora e acho que foi só isso. Na verdade eu continuo a cozinhar bastante, mas depois não me lembro de publicar as receitas, ou não me apetece, ou já não sei onde estão as minhas anotações, ou acho que nobody cares e lá vou adiando a questão. 

Nas últimas semanas tenho andado mais activa pelo Instagram e recebo imensas mensagens a perguntar pelas receitas, por isso lá decidi pôr as mãos à obra e juntar as receitas dos doces que fiz desde o início do ano. Podem aceder às receitas carregando nos links nos títulos, e depois é só ler as adaptações que eu fiz. Se tiverem alguma dúvida é só dizer :D



Alterações minhas: nenhumas!

Veredicto: o caramelo ficou um bocadinho salgado demais, mas a base ficou óptima e no geral foi uma tarte que fez bastante sucesso. Quando repetir vou diminuir o sal da receita - mas isso sou eu que não gosto de caramelo salgado :)

7 de outubro de 2018

Viena 2018 - O resumo!

Quando começámos a programar as nossas viagens de 2018 o Pedro disse que tinha um congresso em Viena. Eu tinha estado em Viena em 2012 (foi onde passei a passagem de ano), e como estava mortinha por voltar colei-me logo e Viena entrou na nossa lista de viagens programadas.

Entretanto o ano foi passando, e tem sido fortíssimo em viagens. Em Março fui à Costa Vicentina, em Abril à Madeira, a Miami, às Bahamas, aos Everglades e a Orlando, em Maio a Londres e a Svalbard, em Junho a Barcelona, em Agosto a Sesimbra e ainda havia uma viagem em Julho a Praga que decidi cancelar porque literalmente queria passar mais tempo em casa.

De repente a viagem a Viena chegou, e eu confesso que o entusiasmo andava moderado para estes lados: afinal, era um sítio que eu já conhecia, sabia que ia andar por lá sozinha porque o Pedro ia passar todo o dia a trabalhar, enganámo-nos a reservar o apartamento e por isso estávamos mais longe do que o que queríamos, a meteorologia prometia dias frios e chuvosos, estamos basicamente falidos, já sabia que me ia entupir de coisas bem boas más e cada vez é mais difícil deixar o Mati cá.

Ainda chegámos a ponderar cancelar a minha viagem, mas já estava tudo pago, e para ser muito sincera senti que eu e o Pedro precisávamos de uns dias para os dois. Por isso fomos. E adorámos (pronto, eu adorei, o Pedro achou Viena meia nhé). E voltava já. E morro de saudades dos cafés e das tartes de maçã, dos dias sem hora para acordar, das noites a vaguear pela cidade, dos sítios novos que descobri e dos sítios antigos que revisitei.

Morro de saudades de passear pelas ruas a trautear a My Favorite Things da Julie Andrews (eu sei que se passa em Salzburgo, mas a música não me saía da cabeça). 

Raindrops on roses and whiskers on kittens,
Bright copper kettles and warm woolen mittens,
Brown paper packages tied up with strings,
These are a few of my favorite things.

Cream-colored ponies and crisp apple strudels,
Doorbells and sleigh bells and schnitzel with noodles,
Wild geese that fly with the moon on their wings,
These are a few of my favorite things. 

Girls in white dresses with blue satin sashes,
Snowflakes that stay on my nose and eyelashes,
Silver-white winters that melt into springs,
These are a few of my favorite things.

When the dog bites, when the bee stings,
When I'm feeling sad...
I simply remember my favorite things and then I don't feel so bad!









Espero que gostem :D

5 de outubro de 2018

Tarte de abóbora e as pancadas repentinas :D

Ultimamente tenho tido umas pancadas repentinas e não descanso enquanto não as concretizo. Vá, a bem da verdade isto sempre aconteceu (do género 'quero fazer uma pavlova hoje pela primeira vez porque sim e não descanso enquanto não fizer!'), mas sinto que com o tempo isto está a agravar-se substancialmente. E foi assim que nos últimos tempos eu decidi que tinha de decorar uma abóbora, fazer uma tarte de abóbora com o recheio, fazer uma torta porque nunca fiz nenhuma, entre outras.

Mas eu não queria fazer uma tarte de abóbora qualquer. Eu queria A tarte de abóbora, aquela dos filmes americanos, como a que a Branca de Neve fez para os anões. E por isso recorri ao meu blog de receitas preferido, o Sally's Baking Addiction.

O resultado ficou acima das minhas expectativas mais doidas. Toda a gente amou a tarte, até o Pedro (o peixe morto do costume), a Joana (a esquisitinha do costume), o Matias (que agora aprendeu a dizer 'não é grande coisa' e diz isso em relação a tudo) e os meus colegas de trabalho (que gostam das minhas comidinhas, mas nunca se sabe). Com a massa e o recheio que sobrou ainda fiz duas mini-tartes para eu e a Joana comermos depois do Krav Maga (porque 'ah e tal depois do exercício merecemos') e ainda me sobrou puré de abóbora, que congelei para a próxima pancada :D



Tarte de abóbora (receita retirada do blog 'Sally's Baking Addiction')

Ingredientes (para a massa):

* 315g de farinha de trigo;
* 90g de manteiga com sal fria em pedaços;
* 148g de margarina fria;
* 120ml de água gelada;
* Um ovo misturado com uma colher de sopa de leite para pincelar.

Ingredientes (para o recheio):

* 450g de puré de abóbora (cozi a vapor o recheio da abóbora e triturei);
* Três ovos grandes;
* 250g de açúcar mascavado escuro;
* 8g de amido de milho (farinha maizena);
* Meia colher de chá de sal;
* Uma colher de chá e meia de canela e pó;
* Meia colher de chá de gengibre em pó;
* Um quarto de colher de chá de noz-moscada;
* 240ml de natas;
* 60ml de leite.

Vamos a isto:

* Juntar a farinha, a manteiga e a margarina e, com os dedos ou um garfo, pisar a mistura até que fique com a textura de crumble;

* Acrescentar a água gelada e misturar bem;

* Com as mãos enfarinhadas, amassar e formar uma bola com a massa;

* Dividir a massa em duas partes, moldando cada parte em forma de disco;

* Envolver cada parte em papel aderente e refrigerar durante pelo menos duas horas;

* Retirar uma das metades do frigorífico e esticar com o rolo da massa até formar um disco que cubra a base da tarte (com aproximadamente trinta centímetros de diâmetro);

* Colocar a massa na base, ajeitando a gosto dos lados;

* Pincelar com o ovo batido com o leite, cobrir a base com papel vegetal e pesos (feijão ou grão seco) e levar ao forno pré-aquecido a 190º durante dez minutos;

*  Para o recheio da tarte, bater com a vara de arames o puré de abóbora, os ovos e o açúcar mascavado até ficar uma mistura homogénea;

* Acrescentar o amido de milho, o sal, a canela, o gengibre, a noz-moscada, as natas e o leite, mexendo sempre;

* Verter o recheio sobre a base ainda morna e levar ao forno durante uma hora;

* Retirar do forno e deixar arrefecer sobre uma grade durante pelo menos três horas;

* Para decorar eu usei o disco de massa restante, estendi com o rolo da massa, cortei círculos com um copo e moldei fantasminhas e usei pedaços de massa para moldar as letras, mas podem fazer o que quiserem: folhas, tiras, estrelas...

* Pincelar com o ovo batido com o leite, colocar num tabuleiro coberto com papel vegetal e levar ao forno durante dez minutos ou até a massa ficar dourada;

* Deixar arrefecer e decorar a tarte;

* Para as carinhas dos fantasmas, usei chocolate branco com aroma de limão, que derreti no microondas. Usei um chocolate novo da Pantagruel que já comprei umas trinta vezes para fazer mousse de limão mas que acaba sempre comido às tiras -.- (não é publicidade, aquele chocolate é mesmo do demo).


Bom fim-de-semana :D

O bolo de leite condensado e coco sai depois, no worries! :D 

1 de outubro de 2018

Lisboa 2018 #6: Jardim Zoológico

Por aqui regressámos aos pouquinhos à normalidade do novo ano lectivo. Os miúdos da minha consulta estão todos a descompensar (tão bom o regresso às aulas, ou não!), eu mudei de estágio novamente (adeus demorar cinco minutos de carro até ao trabalho), o Matias regressou à escolinha onde o esperou uma nova sala, amigos novos, uma educadora nova e uma auxiliar nova (e regrediu à grande no desfralde, coitadinho) e já se planeiam as próximas escapadinhas (mas continuamos sem nenhum projecto de viagem 'grande'). Pelo caminho sinto que ainda nem recuperei dos 45km que andei em Viena (true story), e só de pensar que vem aí outra aventura do género num mês com cinco urgências até me apetece começar já a encharcar-me de café para iniciar os treinos.

Mas estou muito animada. O Halloween está aí, daqui a nada é Natal (já começámos a lista das prendas deste ano!), depois são os meus anos... YEY :D

(Num tema relacionado com o Halloween, preciso de comprar aquelas tintas para pintar a cara dos miúdos, mas que sejam biológicas e benzidas pelo Papa e por aí fora, alguém tem dicas? Vá, não precisam de ser biológicas, mas convém não causarem cancros e assim) :)

Aqui vão as últimas fotos do Jardim Zoológico! :D



Lisboa 2018 #5: Jardim Zoológico

Quem é que quer avançar com as fotos do zoo de Lisboa para depois poder levar com as fotos do zoo de Viena? Quem? Quem? :D Vamos a isto! :D



30 de setembro de 2018

Setembro.

Setembro começou muito devagar, connosco ainda a aproveitar os nossos dias de férias em Sesimbra. Na semana seguinte fui ao Porto com o Mati e passei uns dias em casa dos meus pais a pastelar, a dormir sestinhas e a entupir-me de comida boa (segundo a aplicação do meu telemóvel que mede passos num dos dias andei sessenta metros, o que deve ser uma qualquer espécie de recorde).

Regressámos ao trabalho e à escola ainda meio abananados e o resto do mês passou numa velocidade estonteante. Fizemos quatro anos de casados e fomos jantar ao Hard Rock Cafe (é só romantismo cá em casa), passámos quinze minutos na praia das Maçãs até o Matias ter decidido desatar a atirar areia pelo ar e viemos para casa como castigo, fomos ao The Sweet Art Museum e decorámos a casa a rigor para o Halloween, com direito a abóbora e tudo.

Também comemos um monte de coisinhas boas: fomos ao brunch no Amélia Lisboa e na Padaria Portuguesa, comi um hambúrguer vegetariano da Nova Peixaria, experimentei vários brigadeiros da Brigadeirando, fui à Zero Zero, matei saudades dos pastéis de nata da Manteigaria, fiz maionese caseira pela primeira vez e cozinhei um polvo assado que ficou para a história e uma tarte de abóbora que ficou absolutamente maravilhosa e linda de morrer.

Foi um mês bom em que estivemos todos bem (mais uma vez, nada como ter uma barata voadora a tentar entrar dentro da nossa camisola para colocar as coisas em perspectiva).

O mês acabou com uma viagem em trabalho a Viena e a Bratislava onde também houve tempo para passearmos e divertirmo-nos :D  

Aqui vão algumas fotos do mês :D 

O polvo assado parece um bocado esturricado porque assou três horas, mas estava bem bom :D

Halloween 2018 :D

Já é minimamente aceitável falar sobre o Halloween, ou ainda corro o risco de me acharem maluquinha? Vamos lá a isso :D

O Halloween é claramente um evento pouco consensual cá em casa, e já oscilámos entre o decorar a casa toda com centenas de mini-morcegos de cartolina que eu passei semanas a recortar e fazer um mega-jantar com trinta pessoas vestidas a rigor e o não fazer rigorosamente nada.

Entretanto o Mati nasceu, e  noto que o Halloween ganhou toda uma outra importância. No primeiro ano foi 'só' uma roupinha fofa, no segundo já foram duas e ainda pendurei umas abóboras de papel na sala, e este ano decidi entrar em full mode casa assombrada. Infelizmente não vou estar cá no dia de Halloween (mas vou estar em Paris, por isso também não me queixo muito), mas já decidimos celebrar no fim-de-semana anterior, por isso aguardem por mais fotos e por via das dúvidas mantenham aí o número de telefone do Júlio de Matos à mão :D

Aqui vai a decoração deste ano :D

Caldeirão com aranhas :D

29 de setembro de 2018

Sesimbra 2018 #4

Daqui a três meses faço trinta anos. Trinta. Anos.

Tenho muita dificuldade em ver-me com trinta anos. E por muito que as provas apontem para o facto de eu ser uma adulta a sério, não é de todo assim que me vejo. Quando digo em voz alta 'trintaianos', assalta-me uma enorme angústia porque sinto-me uma fraude.

Sempre pensei que aos trinta as pessoas eram diferentes. Que sabiam o que queriam da vida, que tinham menos dúvidas, que se sentiam mais seguras e que tinham o presente e o futuro bem organizado.

Eu? Todos os dias quero uma coisa diferente, ainda nem sei se quero acabar a especialidade ou abrir uma empresa de organização de eventos, tanto quero ter dois filhos como cinco, sinto constantemente que só tenho uma ideia vagamente aproximada do que era suposto estar a fazer e ainda nem sequer sei como vou cozinhar os bifes de frango que tirei para o jantar.

Por fora, sou a pessoa casada com o tipo que amo, com um filho que adoro de paixão, com uma casa onde a empregada vem uma ou duas vezes por semana dependendo do caos, com um trabalho estável e um carro porreiro. Por dentro, estou constantemente em pânico.

Quando a minha mãe tinha a minha idade já tinha dois filhos, e a mais velha (eu!) já tinha dez anos. DEZ. E a minha mãe parecia uma adulta a sério, com toda a sua shit together. Já eu, sinto-me constantemente como uma das personagens daquele sketch dos Gato Fedorento sobre o congresso dos histéricos.

Não me interpretem mal: eu não tenho medo de fazer trinta anos nem nada do género. Envelhecer não me angustia, muito pelo contrário - continuo é à espera do momento em que me vá sentir uma adulta como deve ser.

Vai daí, há uns meses fiz um ultimato ao grupinho do costume: eu quero um plano super-memorável-e-espectacular para os meus anos, mas para variar um bocadinho não quero mexer nem um neurónio a planear nada (até porque ando ocupada com a festa do segundo aniversário do Mati, o baby shower do nosso próximo filho do qual ainda nem sequer estou grávida e a festa dos trinta anos da Joana que é só em Junho). E eles começaram a planear uma surpresa qualquer. Eu não sei de rigorosamente nada, mas desconfio que vamos passar o fim-de-semana a algum lado (faço anos num Domingo), e tendo em conta o Pedro e a sua postura de 'sou-cocó-e-não-quero-viajar-com-o-Matias' diria que vamos ficar pelo país.

E fiquei felicíssima quando pensei na possibilidade de irmos para Sesimbra. Afinal, estou sempre a publicitar que adoro aquilo, que é o meu happy place e blá blá blá. Por um lado, seria pouco surpreendente. Por outro... É Sesimbra :D

Aqui ficam as últimas fotos da nossa semana em Sesimbra :)

A caminho do lanche com a Joana (a quem o Matias chama de 'titi Xana') :D

20 de setembro de 2018

Lisboa 2018 #4: Jardim Zoológico

Vivo em Lisboa desde 2007, e desde então já fui sete vezes ao Jardim Zoológico: em 2010, 2011 (duas vezes), 2013, 2014, 2017 e 2018. Já lá fui só com o Pedro, mas também com o Bernardo, com a Cris (a minha cunhada), a Joana, e agora com o Mati (e com a Bábi!).

(A propósito, ainda em relação ao facto de a malta abordar o Bernardo e a Joana, apercebi-me que toda a gente diz Máti quando nós dizemos 'Matí', o que faz sentido porque efectivamente escrevo 'Mati'. Pronto, ficam já informados que escrevo Mati mas digo Mátí).

A dada altura ir ao Jardim Zoológico começou a fazer-me alguma confusão, confesso. É verdade que eles apostam imenso na reprodução das espécies e na posterior reintrodução no meio selvagem, mas continua a cheirar-me um bocadinho a exploração animal, e quando deixei de comer carne e de compactuar com determinadas situações em viagem (andar de camelo, visitar parques, pagar para ver baleias, etc) também tive sérias dúvidas sobre se algum dia voltaria ao zoo.

Pois, voltei. Voltei em Outubro de 2017, e voltei novamente em Agosto deste ano. E muito honestamente não sei bem o que sinto. Por um lado, é claramente muito giro fazer estes programas com o Matias, que delirou com aquilo do princípio ao fim (entrámos às 10h, viemos dormir a sesta a casa às 13h porque vivemos perto do zoo, regressámos às 15h e viemos embora às 19h). Por outro lado, acho sinceramente que estes animais deviam viver nas casinhas deles, num mundo ideal onde não fossem caçados. Não há para mim uma resposta imediata, e gostava de saber o que acham vocês (recordo que a caixa de comentários continua aberta para todos).

Enquanto isso, vou mostrando as fotos :)

Matias em 2016 (fomos lá só tirar a foto)
Matias em 2017 (patuscão fofo da mamã)
Matias em 2018, já com ar de senhor (o panda foi substituído, snif)

Sesimbra 2018 #3

Vamos a mais umas fotos de Sesimbra? :D

Ainda no Forte :)

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