2 de maio de 2022

Abril.

Começámos o mês no Oeste, a passear e a matar saudades da família do Pedro e de alguns amigos nossos! Não há grandes fotos, mas há muitas e boas memórias: rever o avô do Pedro (que fomos visitando mas que já não estava com a Gabriela desde que ela tinha um mês!), estar com a Beatriz, o Samuel e o Francisco (que também já não víamos há dois anos!), tomar café com a Luciana (que já não via há uns quatro anos!) e encher o bandulho de comida (de tal forma que nem havia refeições distintas, os dias eram uma espécie de refeição permanente!) :D 

No Vale d'Azenha :)

4 de abril de 2022

Março.

Março foi um bom mês. Eu sei que está tudo a arder e que pareço aquele meme do cão a dizer 'this is fine', mas na verdade o início do mês foi muito difícil (para todos, acredito) e depois tomei a decisão de parar completamente de ver notícias. Passei dias e dias a ler notícias de cinco em cinco minutos (e até a acordar várias vezes durante a noite para ver as notícias), mas a dada altura tornou-se impossível equilibrar a minha actividade profissional onde estou rodeada de desgraças com o meu tempo pessoal onde me rodeava de desgraças. Parei. Ou vá, reduzi muito, vou vendo o básico-dos-básicos, o suficiente para saber que continua tudo uma desgraça. 

Março foi o mês em que fomos de férias novamente, três anos depois da nossa última viagem grande a dois. Foi logo na primeira semana, e por isso não há fotos das nossas actividades nesses dias - ou melhor, há, mas terão direito a publicações independentes :)

No início do mês comprei flores para a Nataliia com as cores da bandeira da Ucrânia

21 de março de 2022

Festa Minnie #2

Aqui vão as últimas fotos da festa da Minnie. Sem a Célia é triste, porque até me oriento bem a fotografar as comidas (acho eu), mas depois detesto estar com as pessoas e fotografar ao mesmo tempo, por isso fico sem fotos do convívio. Aqui ainda cravei à Joana para nos tirar umas fotos de família, senão nem isso. Mas enfim, também achei que não valia a pena termos fotógrafa oficial 'só para um lanchinho', que como podem ver 'foi só um convívio entre amigos' aka com cartaz de um metro e bolo decorado. Até foi cómico, porque veio uma amiga da escola do Matias, cuja mãe deu os parabéns à Gabriela porque quando viu a produção achou que era o aniversário da miúda. Coitada, deve ter pensado que nós não batíamos lá muito bem :D



Tarte de limão merengada.

Olá Joana do futuro! Queres a receita de tarte de limão merengada e vais reclamar porque não sabes qual é a combinação que costumas usar? Está aqui: 

Ingredientes:

Para a base: 

* 300g de bolacha maria;
* 120g de manteiga (misturei com sal e sem sal);

Para o recheio: 

* 330g de açúcar;
* 560ml de leite dividido (250ml + 310ml);
* 80g de maizena;
* 120g de manteiga (usei com sal);
* 250ml de sumo de limão (uns seis?);
* Raspa dos limões que usei para o sumo mais dois;
* Nove gemas batidas;

Para o merengue:

* Quatro claras;
* 200g de açúcar.

Confecção: 

* Para a base, juntar a bolacha triturada com a manteiga derretida e colocar numa forma, esmagando bem; 

* Levar ao forno pré-aquecido a 180º durante vinte minutos;

* Usaste a tarteira redonda sem ondas;

* Deixar arrefecer a base; 

* Juntar o açúcar com os 250ml de leite e levar a ferver;

* À parte juntar os 310ml de leite com a maizena e misturar bem;

* Juntar no leite com açúcar; 

* Acrescentar a manteiga, o sumo de limão e a raspa de limão;

* Acrescentar algum creme nas gemas batidas e misturar bem, colocando depois esta mistura na panela e mexendo até engrossar;

* Só mexeste cinco minutos porque engrossou um bocado (tipo hollandaise) e achaste que estava bom / não tinhas tempo / estavas a gerir a cozinha e a Gabriela, mas para referência futura cinco minutos é muito pouco porque ficou líquido;

* Juntar na base e levar ao frio (duas horas foi pouco);

* Para o merengue juntar as claras com o açúcar e aquecer em banho-maria mexendo sempre, até não se sentir açúcar com os dedos;

* Retirar do lume e bater até ficar em merengue (demorou imenso tempo, não desesperes);

* Colocar sobre a tarte e queimar com o maçarico;

* Da próxima vez experimentar com merengue italiano, ver no canal da La Dolce Rita. 



20 de março de 2022

Festa Minnie #1

O estrabismo é o meu trauma. Todos temos direito a um (e alguns a vários), e talvez dentro dos traumas este soe tonto ou pouco importante. Na verdade, olhando para a minha vida, diria que teria razão para ter um conjunto simpático de outros traumas - mas, infelizmente, não somos nós que escolhemos o que nos faz sofrer mais ou menos. 

Sou estrábica desde que sou pessoa, a Joana estrábica é uma redundância porque é a Joana. Com três cirurgias no lombo (quatro se contarmos com o laser que, não estando directamente relacionado com o estrabismo, foi potenciado por este), um estrabismo convergente que se tornou divergente e inúmeras horas a olhar de forma persecutória para as minhas fotos do casamento, o estrabismo é o meu trauma. Pelo caminho fiquei sem visão binocular, adeus filmes 3D, condução de aviões ou carros da fórmula 1 e uma carreira brilhante em especialidades cirúrgicas porque tenho zero noção de profundidade. 

Quando a Gabriela nasceu era estrábica, mas há bebés assim. A Gabriela cresceu e para mim continuou estrábica, mas o Pedro dizia sempre que era do meu trauma, que estava tudo bem e que não havia motivo para preocupação. 

Até que começou a haver. E se eu pensava que o estrabismo era o meu trauma ainda não tinha visto nada, porque nem imaginam as proporções que isto tomou quando o passei à miúda. 

Não estou a ser chorinhas, a culpa é minha e dos meus genes estrábicos. É o que é, sem deprimência associada, que passei-lhes os genes foleiros mas também os impecáveis, sou inteligente, engraçada, sensível e criativa, gosto de dormir e de comer e tenho bons dentes e mandei-lhes isso de presente num embrulho fofinho. De bónus foi o estrabismo, a hiperactividade e a intolerância à frustração, é assim a vida. 

Resta tentar evitar que o estrabismo seja o trauma da Gabriela, mas até ver estou a fazer um trabalho péssimo. Quando a colega do Pedro fez o diagnóstico literalmente chorei na consulta, e quando três meses depois a mesma colega disse que a cirurgia ia ser na semana seguinte vim pelo caminho até casa a planear todo um lanche da Minnie para apaziguar nem sei bem quem. 

Seis dias depois a Gabriela acordou, comeu dois pães, dois queijos da Babybel, um iogurte e três marinheiras de chia (os meus filhos comem mesmo muito, deve ser para compensar o que gastam), fomos à praia, a Joana veio lá ter, bebemos um café na esplanada, demos uma voltinha na Quinta Pedagógica e demos entrada no hospital. A Gabriela vestiu um pijama com animais, deu cambalhotas e saltos na cama e entrou no bloco ao colo das enfermeiras, a rir e a adorar a atenção, sempre Gabriela. 

Quando a anestesista começou o procedimento foi todo um release the Kraken horrível, que nós já vimos inúmeras vezes mas que doeu de caraças cá dentro. Fizemos-lhe festinhas até bem depois dela ficar sedada, e depois saímos, sentámo-nos numas cadeiras que o Pedro começou a gabar e eu desmanchei-me. Chorei compulsivamente durante cinco minutos e depois limpei as lágrimas e reconstruí-me. O pós-operatório foi muito difícil, e a Gabriela gritou ininterruptamente durante duas horas de uma forma primitiva que eu nunca tinha visto (e só Deus sabe que a Gabriela nunca se inibiu de gritar durante horas seguidas, mas não assim de uma forma tão desorganizada, parecia possuída coitada). Viemos para casa e demos-lhe pão e banho simultaneamente porque tínhamos prioridades diferentes, a dela era encher a barriga e a nossa era tirar-lhe o Betadine dos cabelos. Depois seguiram-se horas de músicas do Panda e os Caricas e um total de quatro pães (fora a sopa, o prato e a fruta do jantar). 

E no dia seguinte tivemos lanche da Minnie. Com pessoas de quem gostamos e que gostam de nós, com a Gabriela feliz e a comer mais pão e com conversas, risos e mimos. Os próximos dois meses serão ainda de recuperação, primeiro com um agravamento enorme (a Gabriela está agora significativamente mais estrábica, faz parte da recuperação) e com o tempo com uma melhoria que será na melhor das hipóteses a curto-médio prazo e nos nossos sonhos mais ambiciosos para sempre. Sei que a miúda está em boas mãos: afinal, quem melhor para lidar com isto do que um pai oftalmologista e uma mãe estrábica? 

E já não tenho medo. Afinal, se for preciso nova cirurgia, depois temos lanche do Panda e os Caricas para animar a malta :)

O cartaz da Minnie comprei no Etsy da Lela's Sweet Designs e mandei imprimir na gráfica

15 de março de 2022

Festa 1001 noites

Desfraldámos a Gabriela. Os primeiros dias foram de dúvidas e inseguranças, sempre a pensar se estaríamos a ser precoces ou apressados, se ela já estaria assim tão preparada ou se não era melhor esperar até ela ter aí uns dez anos, que eles usarem fraldas é, em tantas coisas, terrivelmente prático. Vim ler as publicações do blog sobre o desfralde do Matias e achei engraçado empatizar tanto comigo própria há quatro anos, e depois senti falta de escrever sobre a parentalidade de dois no geral, sobre a parentalidade da Gabriela em particular, sobre o desfralde, sobre a vida. Fiz a transição para o Instagram mas é tudo tão mais exposto (acho eu), como se escrever no blog fosse apenas escrever para mim, uma espécie de diário que de vez em quando releio. 

Desfraldámos a Gabriela, e é oficial. Foi horrível durante dois dias e depois deixou de ser, abruptamente, tal como aconteceu com o Matias. Contamos agora com vários dias sem qualquer acidente, por isso já está. A vida segue e os miúdos continuam a crescer, tão bonitos, tão diferentes, o Matias na sua demanda pelas respostas do mundo e a Gabriela na sua bolha de amor e atenção, ele vive para fora e ela vive para dentro, ele é do mundo e ela é da família. 

Nós estamos cansados, imensamente cansados, e pela primeira vez na vida o plano do terceiro filho fraqueja (para o Pedro já fracassou). As amigas passam-me os filhos bebés para o colo e eu sinto estranheza (e até um toque de stress pós-traumático), eles choram e eu não sei o que se passa, sinto zero saudades de estar nessa fase. E depois olho para os meus miúdos e eles crescem, saltam obstáculos, cruzam metas, e quero vê-los a fazê-lo para o resto da vida, sem passar novamente pela casa da partida. 

Até ao fim do ano a nossa vida vai mudar, e é simultaneamente assustador e maravilhoso. O internato está a ser a minha gravidez mais difícil, cheia de ambivalências e desgraceiras, e o parto já tem data prevista para Outubro. Vou ser especialista e vamos sair daqui, desta casa onde vivemos juntos desde 2008, a casa que nos viu namorar, casar e ter filhos. Há vários planos, com listas de prós e contras delineadas no intervalo entre consultas e discutidas quando os miúdos já dormem, mas há uma certeza: não há soluções perfeitas, e a mudança, embora difícil, é uma infalibilidade da vida - não conseguimos ficar no mesmo sítio para sempre. 

Nos entretantos a vida vai correndo. Cada vez com menos notícias, cada vez com mais sestas, vivendo para dentro porque temos precisado de colo. E hoje trago as fotos do nosso jantar do dia dos namorados, embora já tenha sido há um mês. Seguem-se nos próximos dias (se tudo correr como planeado) as fotos do lanche da Minnie e da nossa viagem à Finlândia. Espero que gostem.

A mesa. O tule veio da loja online da Feira dos Tecidos, a cortina de corações da loja online da Docinho de Açúcar.

28 de fevereiro de 2022

Fevereiro (parte 2).

A terceira semana de Fevereiro começou com o dia dos namorados, e celebrámos com um jantar temático das mil e uma noites que vou mostrar depois. A meio da semana fomos à consulta de Oftalmologia e descobrimos que a Gabriela ia ser operada na semana seguinte, por isso digerimos o assunto com uma torrada. Fiz uma tarte de Snickers a pedido das minhas colegas de trabalho. A Joana passou cá por casa para nos dar colinho, e trouxe com ela uma bolacha de Nutella da Pepicon Pâtisserie de ir às lágrimas. No Domingo estive de urgência, e por isso Sábado foi o dia de fazer todas as actividades: o Pedro foi com o Matias ao Planetário e eu fui com a Gabriela ao Museu Colecção Berardo, dormimos uma rica sesta, passeámos na Gulbenkian ao pôr-do-sol (e dividimos uma waffle com gelado bem boa) e ainda fui ao cinema com o Bernardo! 

Torrada na Espigasol

13 de fevereiro de 2022

Fevereiro (parte 1).

Comecei o mês a comprar uma máquina fotográfica nova, que estreei na nossa primeira ida do ano à Artisani! :D O primeiro sítio onde fomos limpar o palato depois das eleições foi o Museu do Aljube - Resistência e Liberdade. Fiz um bolo de natas com lemon curd, doce de ovos e chantilly para um jantar com a Joana e o Bernardo (e ainda distribuí o que sobrou pela Inês e pelo trabalho e fez imenso sucesso). A meio da semana fomos ver o pôr-do-sol com o Bernardo a Belém e lanchámos na Confeitaria Nacional. Mandei vir os tacos de camarão e manga da Local - Your Healthy Kitchen para um almoço em casa. Fiz queques de amendoim e chocolate com Reese's para levar para uma amiga com COVID-19, e fiz massa folhada caseira pela primeira vez para usar nuns pastéis de nata MARAVILHOSOS! 

Na Sexta-feira saímos os dois muito tarde, por isso já estava combinado que a minha sogra ficava com os miúdos. Aproveitámos para ir jantar ao Ribs & Company, fiz queques com maminhas para o pequeno-almoço de Sábado, fomos ao Zero Latency com o meu irmão e a minha cunhada, almoçámos no 100 Montaditos (nunca tinha lá ido) e fomos ao Marvel Mission com a Joana e o Nuno! :D No Domingo apanhámos os miúdos, levámos o Matias à natação e depois almoçámos os quatro com a Carina, o Miguel, a Leonor, o José, a Joana e o Nuno na Pão Pão Queijo Queijo, sem faltar claro a sobremesa na Manteigaria :D

Gelado de tiramisú e canela e mel :)
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