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25 de novembro de 2014

Bifes de peru panados com quinoa para uma adulta desapontada.

'Out in the woods stood a nice little Fir Tree. The place he had was a very good one: the sun shone on him: as to fresh air, there was enough of that, and round him grew many large-sized comrades, pines as well as firs.

But the little Fir wanted so very much to be a grown-up tree. He did not think of the warm sun and of the fresh air; he did not care for the little cottage children that ran about and prattled when they were in the woods looking for wild-strawberries. The children often came with a whole pitcher full of berries, or a long row of them threaded on a straw, and sat down near the young tree and said, 'Oh, how pretty he is! What a nice little fir!'. But this was what the Tree could not bear to hear.

At the end of a year he had shot up a good deal, and after another year he was another long bit taller; for with fir trees one can always tell by the shoots how many years old they are.

'Oh! Were I but such a high tree as the others are,' sighed he. 'Then I should be able to spread out my branches, and with the tops to look into the wide world! Then would the birds build nests among my branches: and when there was a breeze, I could bend with as much stateliness as the others!'

Neither the sunbeams, nor the birds, nor the red clouds which morning and evening sailed above him, gave the little Tree any pleasure.

In winter, when the snow lay glittering on the ground, a hare would often come leaping along, and jump right over the little Tree. Oh, that made him so angry! But two winters were past, and in the third the Tree was so large that the hare was obliged to go round it. 'To grow and grow, to get older and be tall,' thought the Tree - 'that, after all, is the most delightful thing in the world!'

Hans Christian Andersen

 

Ser adulto não é bem aquilo que me venderam. Disseram-me que ia ser divertido gerir o meu próprio dinheiro, que ia ter possibilidade e tempo para viajar, que nunca iria ter de trabalhar um dia na minha vida se escolhesse uma profissão pela qual fosse apaixonada e que as minhas opiniões iam ser consideradas válidas. Disseram-me que as inseguranças iam desaparecer e que ia descobrir o meu lugar. Disseram-me que ia deixar de ter medo do escuro.

Começo a achar que fui ludibriada.


Ninguém me falou da ginástica da conta, da conta poupança, da conta conjunta e da conta poupança conjunta. Ninguém me disse que os vinte dias de férias parecem dois. Ninguém deixou escapar que trabalhar é extremamente desagradável, mesmo quando adoramos o que fazemos (a sério, quem é que gosta de sair da cama às sete da manhã num dia frio?). Ninguém me contou que só aos cinquenta anos é que valorizam a nossa experiência e que os medos e receios continuam a assombrar-nos (talvez até mais!).

Ninguém me avisou que o medo do escuro aumenta agora que deixamos de acreditar em monstros e passamos a acreditar em pessoas más. Acima de tudo, ninguém me falou da quantidade abismal de contas, papéis, documentos, recibos, facturas e comprovativos que são necessários.

Para quem passou anos a querer crescer, confesso que isto está a ser um bocadinho anticlimático.


Neste dia fomos ao banco tratar de detalhes da nossa conta conjunta. Tivemos que levar os comprovativos de morada (no nosso caso as quotas da Ordem dos Médicos, a maior chulice de todos os tempos), os recibos de vencimento e uma data de fotocópias. Depois assinámos um montão de documentos e rubricámos mais uns quantos. Uma grande chatice, portanto.


À hora do jantar, mais uma dúvida existencial tão típica da vida adulta: o que fazer com os bifes de peru que tinha deixado a descongelar? Não podia recheá-los porque o Pedro não come queijo, não queria grelhá-los porque não aprecio bifes de peru simples, não tinha sementes de sésamo para poder paná-los, não gosto do outro tipo de panados (com ovo e farinha de trigo)... E eis que me ocorreu: será que conseguia paná-los com a quinoa cozida que andava abandonada e sozinha pelo frigorífico à espera de ser usada nuns hambúrgueres vegetarianos que ainda não tinham acontecido? Pus mãos à obra.


E descobri uma vantagem de crescer: a despensa é nossa, por isso podemos entupi-la com tudo o que quisermos. Podemos ter uma prateleira inteira cheia de quinoa, bulgur, sementes de todos os tipos e feitos, dez tipos diferentes de frutos secos (só para que conste são nozes, nozes pecan, amendoins, amêndoas, avelãs, cajus, castanhas do pará, macadamias, pinhões e pistachios), flocos de aveia, trigo, cevada, centeio e milho, granola caseira e chocapics. Podemos usar o dinheiro do nosso trabalho em miminhos mais caros como xarope de seiva de ácer, manteiga de amendoim natural e leites vegetais variados (já aqui verbalizei que os senhores da indústria dos leites vegetais devem estar milionários, certo?). E podemos passar os nossos dois dias de férias a viajar.

Nem tudo é mau, vá. Só um bocadinho.


Bifes de peru panados com quinoa

Ingredientes (para duas pessoas):

* Quatro bifes de peru;
* Sumo de dois limões;
* Uma pitada de sal;
* Uma colher de chá de pimentão-doce;
* Uma colher de chá de paprika;
* Uma colher de chá de orégãos;
* Uma pitada de piri-piri;
* Um ovo batido;
* Uma chávena de quinoa cozida;
* Um fio de azeite;
* Duas fatias de queijo (opcional).

Confecção:

* Temperar os bifes de peru com o sumo de limão, o sal, o pimentão-doce, a paprika, os orégãos e o piri-piri e deixar marinar durante duas horas;

* Passar os bifes pelo ovo batido e seguidamente pela quinoa cozida, pressionando bem;

* Cobrir com um fio de azeite e levar ao forno num tabuleiro (eu fiz na Actifry, sem a pá);

* Cobrir com quejo (opcional).

Até amanhã :D

27 de novembro de 2013

Feijoada de quinoa e um diagnóstico durante um exame oral.

So I, I turned around.
Oh baby don't care no more,
I know this for sure,
I'm walking out that door.

Well I've been in town for just about fifteen, oh minutes now.
And baby I feel so down.
See I don't know why,
I was walking for miles.

The Strokes


No quinto ano do curso fiz um exame oral de Cardiologia. Durante o meu exame tive de ler e interpretar uns dez ECGs, ao que se seguiram algumas perguntas sobre doenças cardiovasculares. E aquilo correu tão bem que decidi fazer algo que nunca tinha feito: esclarecer com o meu examinador uma dúvida que eu tinha em relação a algo estranho que me acontecia.

Durante o Inverno acontece-me frequentemente ficar com os dedos da mão esquerda dormentes e completamente brancos. Inicialmente sinto apenas um ligeiro formigueiro e consigo ver que os dedos estão mais pálidos, mas eventualmente se não os aquecer deixo de os conseguir mexer (principalmente o indicador e o médio) e eles começam a doer-me e a ficar arroxeados.

Ora eu sabia que isto era o que em Medicina designamos por 'fenómeno de Raynaud' - algo bastante frequente na população em geral - mas achei que de qualquer das formas podia perguntar ao professor se havia alguma forma de eu evitar isto.


Mal acabei de falar o professor disse que aquilo não era nada de especial e que não tinha motivo para ficar preocupada. Sugeriu que eu evitasse expôr as mãos ao frio, mas esclareceu que fora isso não havia nada que eu pudesse fazer.

E de repente o professor disse:

'Quer dizer, a não ser que tenhas simultaneamente um prolapso da válvula mitral, aí convém veres isso.'

Bolas.


Eu já vos contei que tenho um prolapso da válvula mitral, que de uma forma simples se descreve como um folheto da válvula mais gordão que não fecha tão bem. Perguntei logo ao professor qual era o problema de ter as duas coisas em simultâneo, e foi então que ele disse:

'Pode ser um sinal de uma doença auto-imune, como o lúpus. Devias ir ao reumatologista.'


Saí da sala completamente desconcertada e passei o resto do dia a pensar na questão. Mas depois confesso que achei que não tinha mais sintomas nenhuns, que me sentia óptima e que não fazia muito sentido ir ao médico por causa de algo tão comum.

Não fiquem já a pensar que sou uma daquelas pessoas que pensa 'bem-estou-aqui-a-tossir-sangue-há-um-mês-mas-não-deve-ser-nada-de-especial'. Não sou irresponsável, e também não sou idiota. Mas confesso que tenho um historial de adiar consultas médicas porque penso sempre que não estou assiiiiiiiim tão mal.

Meu Deus, serei uma daquelas pessoas que pensa 'bem-estou-aqui-a-tossir-sangue-há-um-mês-mas-não-deve-ser-nada-de-especial'?


Outra coisa que tenho a mania de adiar é deixar a carne a descongelar: não o consigo evitar, é um misto de preguiça e medo de mudar de ideias em relação ao prato que quero cozinhar. É claro que isto faz com que frequentemente de vez em quando não tenha nada preparado para o almoço e tenha de inventar uma refeição rápida e prática - e foi assim que há uns dias saiu esta bela feijoada de quinoa, que fez as delícias cá de casa :D


Feijoada de quinoa

Ingredientes (para quatro pessoas):

* Um fio de azeite;
* Uma cebola picada;
* Três dentes de alho picados;
* 50g de bacon cortado em pedacinhos;
* Duas chávenas de chá de água;
* Uma chávena de chá de quinoa crua (lavada e escorrida);
* Uma lata pequena de feijão preto cozido;
* Uma colher de chá de pimentão-doce;
* Uma colher de chá de paprika;
* Uma pitada de sal;
* Uma pitada de piri-piri;
* Uma colher de chá de cominhos;
* Uma colher de chá de coentros.

Confecção:

* Refogar o fio de azeite, a cebola picada, os dentes de alho picados e o bacon cortado em pedacinhos;

* Juntar as duas chávenas de chá de água e a quinoa e deixar cozer durante cerca de quinze minutos;

* Acrescentar o feijão preto e temperar com o pimentão-doce, a paprika, o sal (pouco), o piri-piri, os cominhos e os coentros;

* Deixar cozinhar e servir.


Até amanhã! :D

19 de novembro de 2013

Hambúrgueres de quinoa e uma lista dos meus defeitos :)

My mama told me when I was young
We are all born superstars.
She rolled my hair and put my lipstick on,
In the glass of her boudoir.

There's nothing wrong with loving who you are,
She said, 'cause He made you perfect, babe.
So hold your head up girl, and you you'll go far,
Listen to me when I say.

I'm beautiful in my way,
'Cause God makes no mistakes,
I'm on the right track, baby,
I was born this way.

Lady Gaga


Às vezes (felizmente é relativamente raro) recebo comentários anónimos muito fofos onde as pessoas gostam de salientar as minhas piores características.

Honestamente não lhes dou muita importância, até porque como imaginam não estou muito preocupada com aquilo que uma-qualquer-pessoa-aleatória-que-eu-não-conheço-de-lado-nenhum pensa. Mas confesso que há algo que me irrita um bocado: já que é para me apontarem o dedo, pelo menos podiam acertar nos defeitos que eu realmente tenho em vez de me acusarem de coisas com as quais não me identifico e que muitas vezes me arrancam umas gargalhadas valentes.

Assim sendo, e como sou uma pessoa muito querida e bem-intencionada - e além disso é quase Natal, e eu adoro dar prendinhas - decidi fazer uma lista dos meus verdadeiros defeitos: assim pelo menos acertam quando me quiserem insultar! :)


Eu sou extremamente desarrumada. A nossa casa está sempre um caos - a mesa da sala está repleta de livros, cadernos, revistas, canetas, pacotinhos de leite achocolatado vazios e borrachas com smileys e o quarto tem sempre bandeletes e roupas espalhadas por todo o lado.

Simultaneamente, eu sou quase obcecada com a limpeza da cozinha, ao ponto de pedir sempre aos meus convidados para se descalçarem quando vêm cá a casa jantar (os meus amigos já conhecem esta regra e trazem sempre meias quentinhas).


Eu detesto atrasar-me, e por conseguinte sou daquelas pessoas que não têm grande paciência para a falta de pontualidade dos outros (sim, eu sofro muito).

Eu fico muito rezingona quando durmo mal. Aliás, eu nunca acordo particularmente bem-disposta, mesmo quando durmo bem.

Eu sou nazi da gramática.

Eu faço as piadas mais socialmente inaceitáveis de sempre (mas o Pedro e a minha família riem-se sempre, e essa é uma das razões porque os amo tanto).

Eu uso demasiadas vezes a expressão 'Esta é uma boa oportunidade para...'. Além disso também digo demasiadas vezes a palavra 'bitches', normalmente inserida em frases como 'Let's go bitches!', 'What's up bitches?' ou 'In your faces bitches'. A expressão 'Let's go bitches' até já se tornou habitual na casa dos meus pais, e quando vamos todos de férias passamos a vida a dizer isso uns aos outros (em alternativa, também dizemos 'vamos lá cabrinhas') :)


Eu tenho um grave problema com o confronto e detesto discutir com alguém - a única excepção a esta regra é o Pedro, mas demorei anos até conseguir discutir com ele (e por muito estranho que pareça a verdade é que ele ficou super contente da primeira vez que lhe gritei).


Eu mudo de opinião com muita frequência. Embora já tenha referido aqui que não considero isso um defeito, a verdade é que os outros parecem achar esta minha característica bastante confusa.

Eu sou excessivamente sarcástica, como se pode perceber por todo o teor deste texto. Podem argumentar que é uma forma de defesa, uma manifestação de insegurança ou uma característica que desenvolvi porque achava que era uma adolescente feia e que nunca iria ter namorado se não desenvolvesse o meu sentido de humor, mas a verdade é que me diverte à brava dizer o que penso.


Outro dos meus defeitos - mas este não é realmente um defeito, sejamos sinceros - é ser quase obcecada por hambúrgueres vegetarianos: desde os hambúrgueres de feijão de soja aos de grão-de-bico, passando pelos de lentilhas e courgette e pelos de soja texturizada e terminando nos de feijão vermelho e cenoura, o facto é que sou uma fã assumida do conceito e ando sempre à procura de novas ideias para aplicar.

Desta vez foram estes hambúrgueres de quinoa, que ficaram tão deliciosos que até o Pedro delirou com eles :D


Hambúrgueres de quinoa

Ingredientes (para dois hambúrgueres):

* Uma chávena de chá de quinoa cozida;
* Um ovo;
* Meia cebola picada;
* Dois dentes de alho picados;
* Uma colher de chá de salsa picada;
* Uma colher de chá de caril;
* Meia colher de chá de açafrão;
* Meia colher de chá de paprika;
* Meia colher de chá de pimentão-doce;
* Uma colher de chá de mistura de especiarias orientais da Margão;
* Uma pitada de sal;
* Uma pitada de piri-piri;
* Duas colheres de sopa de sementes de linhaça moídas;
* Pão ralado q.b.

Confecção:

* Juntar a quinoa cozida, o ovo, a cebola picada, os dentes de alho picados, a salsa picada, o caril, o açafrão, a paprika, o pimentão-doce, a mistura de especiarias orientais, o sal e o piri-piri e triturar com a varinha mágica ou uma picadora;

* Misturar as sementes de linhaça e acrescentar pão ralado até se conseguirem formar hambúrgueres;

* Formar dois hambúrgueres e grelhar num frigideira com um fio pequeno de azeite;

* Acompanhar com espinafres salteados altamente fotogénicos.


Até amanhã! :)

14 de novembro de 2013

Pilaf de quinoa e cogumelos com tisana de erva-príncipe para uma pessoa refrescante :D

Won't you just sit there,
Count the little raindrops
Falling on you?
'Cause it's time you knew
All you can ever count on
Are the raindrops
That fall on little girl blue.

No use old girl,
You might as well surrender.
'Cause your hopes are getting slender and slender.
Why won't somebody send a tender blue boy
To cheer up little girl blue?

Nina Simone


Comecei a trocar mails com a Maria quando ela venceu um dos sorteios do blog. Eventualmente os nossos mails tornaram-se enormes e mais frequentes, e com o tempo percebi que tinha encontrado uma pessoa muito especial: a Maria é uma pessoa genuína que diz o que realmente pensa e que se preocupa verdadeiramente com os problemas dos outros.


Lembro-me de ter lido há uns bons anos uma crónica do Ricardo Araújo Pereira em que ele dizia que não percebia as pessoas que reclamavam porque se sentiam incompreendidas pelo mundo. Rematava depois dizendo que nunca ninguém compreenderá o que quis dizer Shakespeare com algumas das suas frases mais intrigantes, mas que toda a gente percebe o que diz a Serenella Andrade (a piada é dele e não minha, não me responsabilizo se alguém se sentir ofendido).

Também a Maria se sente muitas vezes incompreendida e injustiçada. Sente que investe nos outros e que raramente recebe em troca a atenção que lhes dá. Sente que as pessoas à sua volta não lidam bem com a sua sinceridade. Diz, em jeito de desculpa, que tem mau feitio. Eu não concordo.


Eu acho a Maria uma das pessoas mais refrescantes que já conheci. É uma pessoa diferente, com uma história de vida fascinante e com um percurso pessoal e académico muito interessantes. É alguém que diz sempre a verdade simples, sem rodeios e sem joguinhos de palavras. É alguém que não se inibe de dar as suas opiniões devidamente fundamentadas, especialmente se não tem o mesmo ponto de vista de quem está do outro lado.

Há quem ache isso irritante, eu pessoalmente acho isso extremamente enriquecedor para uma conversa. E gostava muito que a Maria compreendesse que o mundo nunca perceberá Shakespeare e que talvez nunca a perceberá a ela, mas que ainda há quem ache que devemos investir nas particularidades que fazem de nós pessoas especiais, em oposição a tentarmos ser iguais a todos os outros.


Sempre que me deparo com um qualquer novo desafio culinário na blogosfera a primeira ideia que me ocorre é fazer muffins. Quando comento isso o Pedro goza-me e diz que eu sou uma maluquinha dos muffins, e invariavelmente eu acabo por ter ideias diferentes (e, sejamos honestos, mais criativas) só para lhe provar que está enganado.

Foi exactamente isso que aconteceu com o novo desafio do blog [Limited Edition] e da Herdade do Gamoal - mal li as regras pensei logo em fazer uns muffins com tisana de erva-príncipe e erva-doce, mas depois pensei em provar novamente que o Pedro está enganado (é giro fazer isto, confesso).

Pensei em sair da minha zona de conforto e surpreender-me a mim própria. Pensei em fazer algo novo e criativo. E assim surgiu este pilaf de quinoa e cogumelos, que ofereço à Maria com muito carinho. Um prato diferente, para um pessoa diferente.


Pilaf de quinoa e cogumelos com tisana de erva-príncipe (receita adaptada do blog 'Gluten Free Godess')

Ingredientes (para duas pessoas):

* Uma chávena de quinoa crua;
* 500ml de tisana de erva-príncipe;
* Uma lata de cogumelos laminados (fica melhor com cogumelos frescos, mas era o que tínhamos cá em casa);
* Meia cebola picada;
* Um dente de alho picado;
* Meio pimento vermelho picado;
* Um fio de azeite;
* Uma colher de chá de coentros;
* Uma colher de chá de pimentão-doce;
* Uma colher de chá de paprika;
* Uma colher de chá de mistura de especiarias orientais da Margão;
* Meia colher de chá de cominhos;
* Uma pitada de sal;
* Uma pitada de piri-piri;
* Um punhado de nozes (opcional).

Confecção:

* Lavar bem a quinoa antes de usar;

* Colocar a quinoa numa panela, juntar a tisana de erva-príncipe e deixar cozinhar durante cerca de quinze minutos;

* Refogar a cebola picada, o alho picado e o pimento picado num fio de azeite;

* Juntar os cogumelos e saltear;

* Temperar com os coentros, o pimentão-doce, a paprika, a mistura de especiarias orientais, os cominhos, o sal e o piri-piri;

* Juntar a quinoa cozida e envolver;

* Acrescentar nozes picadas a gosto e servir.


Até amanhã! :D

16 de outubro de 2013

Quinoa com frutos vermelhos e coco, uma nova descoberta :D

It's, oh, so quiet,
It's, oh, so still.
You're all alone,
And so peaceful until...

You fall in love,
The sky up above is caving in!
You've never been so nuts about a guy,
You wanna laugh, you wanna cry!
You cross your heart and hope to die!

Björk (originalmente de Betty Hutton)


O pequeno-almoço é a minha refeição preferida: é sempre o meu momento introspectivo, a altura relaxante do meu dia, o silêncio antes da azáfama do trânsito ou das viagens de metro.

Confesso que não sou fiel a nenhum tipo específico de pequeno-almoço, e vou alternando entre:

a) a caneca de leite com descafeinado bem quentinha e uma (ou duas) fatias de pão integral torradas e barradas com compota de fruta;

b) o smoothie de fruta com sementes de linhaça;

c) a granola caseira misturada com iogurte grego;

d) o iogurte líquido (ou o chá quentinho) acompanhado do belo do muffin! :D

e) as papas de aveia, mais habituais cá em casa nas estações mais frias;

f) o iogurte misturado com fruta!


Apesar de gostar bastante de variar, sei que se só pudesse comer um pequeno-almoço para o resto da vida escolhia sem sombra de dúvida a caneca de leite e o pão torrado - acho que há qualquer coisa de extremamente reconfortante em beber uma caneca de leite a fumegar e comer torradinhas bem quentinhas.

Mmmmmmmmmm.


Decididamente esta receita não destrona a caneca de leite e o pão torrado como melhor pequeno-almoço de sempre, mas não deixa de ser um óptimo pequeno-almoço para juntar à lista! :D


Quinoa com frutos vermelhos e coco (receita adaptada do blog 'Our Best Bites')

Ingredientes (para duas pessoas):

* Meia chávena de chá de quinoa (usei uma mistura de quinoas);
* Uma chávena de chá de leite (ou leite de coco);
* Duas colheres de chá de coco ralado;
* Uma pitada de essência de baunilha (opcional);
* Frutos vermelhos a gosto e coco ralado para servir.

Confecção:

* Lavar e coar a quinoa;

* Juntar numa panela a quinoa, o leite, o coco ralado e a essência de baunilha e deixar ferver;

* Reduzir o lume e deixar cozinhar até engrossar, mexendo de vez em quando;

* Adicionar mais leite, se necessário;

* Servir com frutos vermelhos e coco ralado, e cobrir com um bocadinho de mel (opcional).


Até amanhã :D

16 de março de 2013

Quinoa mexicana, um prato à prova de perfeccionistas :)

When I'm drivin' in my car,
And that man comes on the radio.
He's tellin' me more and more
About some useless information,
Supposed to fire my imagination!

I can't get no satisfaction!
I can't get no satisfaction!

The Rolling Stones 


Se o meu hobbie preferido é cozinhar, o meu segundo hobbie preferido é fotografar o que cozinho: adoro tirar dezenas de fotos, conjugar as luzes e as cores, perceber quais os melhores ângulos e apreciar a beleza de cada prato. Adoro ler sobre fotografia e aprender quais os melhores truques para fotografar comida. 

Como podem imaginar isto é muito divertido para mim, mas um aborrecimento tremendo para quem vive comigo: afinal de contas, não é fácil estar cinco ou dez minutos perante um prato delicioso a ficar frio, somente porque eu quero fotografá-lo dez ou vinte vezes.


Reconheço que há aspectos em que eu não sou fácil de satisfazer, e a fotografia é um deles. Sou muito exigente e perfeccionista, e por isso nunca estou completamente satisfeita. A questão é ainda mais grave quando fotografo de noite, porque a luz da minha cozinha não é particularmente boa e porque não gosto de fotografar com o flash. 


Há pratos assim, em que o aspecto não faz justiça ao sabor - porque foram cozinhados para um jantar, porque foram fotografados com a pressa da fome ou porque não são particularmente fotogénicos. E a exigente e perfeccionista que há em mim fica na dúvida entre mostrar um prato menos apelativo visualmente ou remeter para os rascunhos uma receita absolutamente deliciosa. 


Hoje ganhou o meu lado guloso, e o meu lado perfeccionista ficou de castigo. Hoje mostro-vos um prato que, não ficando perfeito de aspecto, ficou magnífico de sabor. 

Hoje mostro-vos o prato que fez o Pedro apaixonar-se pela quinoa, ao ponto de insistir comigo para vos mostrar a receita. Aqui está ela. 

  

Quinoa mexicana 

Ingredientes (para duas pessoas):

* Seis colheres de sopa de quinoa (usei um mix de quinoa branca, vermelha e preta); 
* 100g de peito de frango cortado em cubinhos (tinha sobrado de uma outra refeição);
* Cinco pés de brócolos congelados; 
* Meio pimento vermelho cortado em cubinhos;
* 100ml de molho de tomate;
* 100ml de água;
* Meia colher de chá de pimentão-doce;
* Uma colher de chá de paprika;
* Meia colher de chá de cominhos;
* Uma pitada de sal;
* Uma pitada de piri-piri;
* Meia cebola picada;
* Um fio de azeite.

Confecção: 

* Refogar a cebola picada num fio de azeite e juntar os brócolos e o pimento picado;

* Juntar os cubinhos de frango e deixar refogar;

* Acrescentar o molho de tomate e a água e temperar com o pimentão-doce, a paprika, os cominhos, o sal e o piri-piri;

* Juntar a quinoa e mexer bem;

* Deixar cozinhar durante vinte a trinta minutos.


Tenham um óptimo fim-de-semana! :)