25 de abril de 2016

Pregnancy Diary #123

Não sei se já falei disto aqui (já ando nisto há quatro anos e a minha memória não é grande espingarda), mas eu tenho um happy place - um sítio para onde me catapulto mentalmente quando as coisas começam a correr menos bem. E durante aqueles minutos o problema continua a existir, mas eu já não existo no problema. Porque estou no meu happy place. Estou longe. Estou feliz.

Eventualmente volto à realidade, mas estou indiscutivelmente mais calma e relaxada. Uso também esta técnica para lidar com as dores, nomeadamente com as contracções dolorosas (não se entusiasmem, já as tenho há umas três semanas).

Já tive vários happy places. Alguns já tive inclusivamente o privilégio de tornar realidade. Mas confesso que há meses que o meu happy place é sempre o mesmo:

É de manhã. Estou em Oia, em Santorini. Estou na varanda do nosso quarto a tomar o pequeno-almoço. Na mesa há iogurte grego, mel e nozes. No meu colo está a nossa coisinha fofa. O Pedro está ao meu lado a barrar compota num croissant. Ok, confesso que às vezes o Pedro é substituído pelo Clint Eastwood no 'A Fistful of Dollars'. No ar ouve-se a compilação de músicas gregas que ouvi todos os dias durante os últimos meses. Está sol. A vida é boa.

Juro que ajuda com as dores.

E juro que vou tornar este happy place uma realidade. Sem Clint Eastwood, pronto.


* suspiro * AFALFÁ-LO BEM!
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