25 de março de 2014

Batatas 'fritas' no forno e uma consulta (parte 1) :)

It took a long, long time to get here.
It took a brave, brave girl to try.
It took one too many excuses, one too many lies.
Don't be surprised, don't be surprised...

If I talk a little louder,
If I speak up when you're wrong,
If I walk a little taller,
I'd been under you too long.
If you noticed that I'm different,
Don't take it personally.
Don't be mad, it's just a brand new kind of me.
Don't be mad, I found a brand new kind of free.

Alicia Keys


Tudo começou com uma inocente convocação para uma consulta da Medicina do Trabalho.

Fui fazer as análises requisitadas. Estive uns cinco minutos com a agulha espetada no braço - culpa da minha tensão arterial de cadáver baixinha, que faz com que o sangue não flua particularmente depressa. Saí do laboratório com o braço dorido e a alma a precisar de miminhos. E lembrei-me dos croissants mistos.


Quando eu era criança a minha avó cismava que eu tinha que fazer análises todos os anos. Hoje sei que isso era uma verdadeira parvoíce, mas na altura ficava delirante de alegria: fazer análises implicava poder ir tomar o pequeno-almoço à pastelaria depois, onde a minha avó me pedia sempre um copo de leite e um croissant misto torrado que me preenchiam a barriguinha e a alma.

Hoje já não sou miúda de croissants e implico com as coisas mistas. Mas continuo a lembrar-me com uma certa nostalgia desses episódios sempre que vou fazer análises.


Subi para a cantina e tomei o pequeno-almoço. O leite e o croissant foram substituídos pelo galão e o pão de sementes torrado, e eu sorri: sabia que se a minha avó me pudesse ver naquele momento diria logo:

'Não comes nada dentro desse pão Joana? Ainda te vai dar a fraqueza pariga!'


Era possivelmente para evitar a fraqueza que a minha avó me cozinhava bife com batatas fritas e ovo estrelado sempre que eu estava doente. Na altura raramente conseguia comer (porque na grande maioria das vezes estava doente com faringites), mas o conceito cravou-se na minha carne e não me larga nem por nada - de tal forma que sempre que estou doente fico com desejos de batatas fritas.

Estas batatas não são fritas. Mas ficam de tal forma semelhantes que acho que enganariam até o olho clínico aguçado da minha avó. E garanto que curam igualmente bem as fraquezas do corpo e da alma. Ideais para quando vão fazer análises, quando estão doentinhos ou quando estão a precisar de carinho. Ou para qualquer outra altura :)


Batatas fritas no forno

Ingredientes (para duas pessoas):

* Duas batatas médias;
* Um fio de azeite;
* Uma colher de chá de paprika (fiquei apaixonada por batatas com paprika desde que fui a Berlim);
* Uma pitada de sal.

Confecção:

* Descascar as batatas em palitos finos;

* Lavar com água fria e secar bem com papel absorvente;

* Colocar numa única camada num tabuleiro forrado com papel vegetal e pincelar com o azeite;

* Temperar com o sal e a paprika e misturar bem;

* Levar ao forno pré-aquecido a 200º durante trinta a quarenta minutos (para o nosso gosto precisámos de quarenta).


Se gostam de batatas fritas mas gostam mais da vossa saúde e do cheiro decente da vossa cozinha esta é uma alternativa verdadeiramente deliciosa :D

Até amanhã, com mais detalhes sobre a minha consulta da Medicina do Trabalho (só eu para tornar uma coisa tão entediante tema para dois posts!) :)
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