7 de junho de 2013

Fajitas de frango e algumas memórias muito felizes :D

Tu que sabes tanto de mim,
Tu que sentes quem eu sou.
Dá-me o teu corpo como ponte que me salve
Do que o medo fechou.

Tu que sabes tanto do sol,
És uma espécie de outra margem de mim.
Olha-me dentro como chão que me agarre.

Pode ser esta noite quente,
A estrada aberta mesmo à nossa frente,
E tu e eu a descobrir o ar!
Não é preciso correr,
Não é urgente chegar...
O que é preciso é viver!

Mafalda Veiga


É incrível a quantidade de memórias que a comida mexicana me traz.

Lembro-me de ter quatro anos e ter ido ao México. Lembro-me da música e do calor intenso, lembro-me da água do mar quase transparente, lembro-me que o arroz era sempre amarelo. Lembro-me de quão bom era entrar no quarto e sentir o ar condicionado. 


Lembro-me de ter oito anos e comer comida mexicana todos os Domingos à noite. Lembro-me de esperar em frente ao forno pelas tortilhas, lembro-me do cheiro forte a pimentos, lembro-me das tirinhas de frango ou de vaca. Lembro-me do ritual de desembrulharmos as tortilhas do papel de alumínio, uma por uma, e do vapor delicioso que se soltava. Lembro-me da luta que acontecia por sermos três pessoas para oito tortilhas.


Lembro-me de ter dezoito anos e ter ido ao México novamente. Lembro-me dos locais lindos que visitei, lembro-me da comida fantástica com que enchi a barriguinha, lembro-me de ter passado horas a nadar no mar e na piscina (provavelmente para compensar o facto de encher a barriguinha!).

Lembro-me de me sentir segura e bem-vinda quando visitámos uma pequena cidade relativamente perto do nosso hotel. Lembro-me de ter comprado um boneco com um mexicano a dormir a siesta debaixo de um cacto, e de o ter colocado na minha secretária para que nunca esquecesse que na vida também precisamos de ter tempo para não fazer rigorosamente nada (curiosamente acabei por colocá-lo ao lado da minha ampulheta, que me lembrava sempre que o tempo passa demasiado depressa!).


Lembro-me de ter vinte e dois anos e estar a dançar na cozinha abraçada ao meu Pedro, quando ambos decidimos começar a fazer um jantar mexicano todas as Sextas-feiras. Lembro-me da sensação de felicidade que me envolveu por termos mais uma tradição, mais uma memória, mais um momento só nosso. 

 

Lembro-me de ter vinte e três anos e perguntar aos meus amigos se preferiam um jantar temático mexicano ou árabe. Lembro-me da resposta deles: os dois! Lembro-me da azáfama dos preparativos, do entusiasmo das receitas, da alegria que senti quando todos adoraram os pratos.

Lembro-me de ter vinte e três anos (ainda) e de convidar a Joana e o Bernardo para jantar. Lembro-me de fazer chili, e lembro-me da cara de desconsolo da Joana quando olhou para a panela e disse que não gostava de pimento, de tomate ou de feijão.   


Sim, a comida mexicana traz-me recordações muito felizes: locais onde estive, pessoas que amo e momentos de celebração.

E cada prato ainda me faz voltar ao passado, e ficar fascinada com a simplicidade maravilhosa de uma tortilha embrulhada em carne com pimentos. 

  
Fajitas de peru com feijão vermelho

Ingredientes (para duas pessoas):

* 200g de peito de peru picado;
* Um pimento vermelho picado;
* Uma lata pequena de feijão vermelho;
* Meia cebola picada;
* Três dentes de alho picados;
* 200ml de molho de tomate;
* Meia colher de chá de cominhos;
* Meia colher de chá de coentros;
* Uma colher de chá de salsa picada;
* Uma pitada de sal;
* Meia colher de chá de piri-piri;
* Uma colher de chá de tabasco;
* Meia colher de chá de paprika;
* Meia colher de chá de pimentão-doce;
* Um fio de azeite.        

Confecção:

* Refogar a cebola picada, o alho picado e o pimento vermelho picado no fio de azeite e juntar a carne;

* Deixar refogar e acrescentar o molho de tomate;

* Temperar com os cominhos, os coentros, a salsa picada, o sal, o piri-piri, o tabasco, a paprika e o pimentão-doce;

* Juntar o feijão vermelho e deixar cozinhar;

* Servir embrulhado nas tortilhas.


Tenham uma óptima Sexta-feira! :D
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