18 de setembro de 2019

Pregnancy Diary #43

Algo muito misterioso anda a acontecer com o Pedro desde que acabou a especialidade. Um dia estávamos a jantar com a Joana e o Bernardo, e do nada o Pedro diz 'E se na próxima semana formos a um escape room?'. Ficámos todos abismados. O Pedro. O peixe morto do grupo. A... Sugerir programas?

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Fomos logo a correr marcar um escape room, e enquanto lá estávamos o Pedro disse do nada 'E se amanhã almoçássemos juntos e depois fôssemos jogar bowling?'. Ficámos tão surpreendidos que foi precisamente isso que fizemos.

De facto, desde que o Pedro acabou a especialidade é um moço diferente. Não me interpretem mal, ele continua claramente a ser o peixe morto da relação. Mas agora o meu peixe morto... Quer. Fazer. Coisas.

Vai daí, desde que engravidei o fenómeno de nesting bateu em força nesta casa. Mas, e ao contrário do que aconteceu na gravidez do Matias, não foi em mim: foi no Pedro. É claro que eu continuo a entreter-me a tratar das coisas, mas o Pedro levou isto a todo um outro nível - desinstalou uma das nossas sanitas porque pingava (depois de ter andado meses a tentar arranjá-la), instalou uma nova, arranjou um portátil, insistiu para comprarmos uma nova impressora e uma máquina de secar (!), comprou uma data de ferramentas novas, aprendeu a instalar candeeiros e instalou os novos, montou mobílias, passou horas no AKI e no IKEA e desde ontem anda entretido a renovar o nosso estendal exterior (lixar, pintar, pendurar novos cabos, por aí fora). E não pensem que é algo simples ou rápido: antes da obra em si o moço passa horas a analisar vídeos do Youtube e sites de construção, a examinar minuciosamente as prateleiras do AKI, a planear o assunto e a comentar que um dia vamos construir a nossa própria casa.

O. Que. É. Isto. Será o fim da especialidade? Será que ele anda a tomar medicação às escondidas? Será que tem uma amante?

(Estou a brincar, ele diz que é mesmo o fim da especialidade que faz isto às pessoas. Malta interna como eu: parece que há esperança!).

E pronto, eu vou aproveitando para explorar ao máximo esta vontade do Pedro de fazer coisas. Já o convenci a mudar uns detalhes cá em casa (não foi difícil, ele agora quer fazer tudo!), passo a vida a sugerir programas e restaurantes e divirto-me imenso a ajudá-lo (há qualquer coisa primitiva e básica que desperta em mim ao vê-lo a arranjar coisas em nossa casa) :D

10 comentários:

  1. Joana
    O teu "peixe morto... Quer. Fazer. Coisas". BEM BOM!!!!
    Não são todos que têm as competencias dele e a querer fazer coisas...
    Achei demais quando dizes que há "qualquer coisa primitiva e básica que desperta" em ti. Aprecio a tua genuidade. Ainda bem que sentes isso!!!...

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    1. Juro que não percebo. Já quase chego ao ponto de ser eu o peixe morto da relação, e ontem tive mesmo de lhe dizer que não queria ir almoçar fora porque já estou farta de comer em restaurantes :D Muito bizarro isto. Mas eu estou a adorar :D

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  2. Olá!! Não me leves a mal a pergunta mas... que máquina dd secar escolheram? Cá em casa andamos a sondar! Beijinho, Júlia

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    1. Não levo nada a mal Júlia :D Comprámos esta Miele:

      https://www.worten.pt/grandes-eletrodomesticos/maquinas-de-roupa/maquinas-de-secar-roupa/maquina-de-secar-roupa-miele-active-plus-tce520wp-8-kg-bomba-de-calor-branco-6459592

      Apanhámos uma promoção e ficou por menos cem euros. Ainda me apetece chorar lágrimas de sangue quando penso no dinheiro que gastámos, mas o moço que nos ajudou fez ali grande discurso sobre as vantagens desta máquina, os meus pais tiveram uma máquina de secar da Miele que durou vinte anos e pronto, lá trouxemos para casa. Até agora estamos satisfeitos. Demorou algum tempo a adaptarmo-nos aos programas e nas primeiras máquinas a roupa saía húmida, mas depois lá percebemos o esquema. A roupa fica seca, demora umas duas horas (depende da roupa), até agora não estragámos nada, ainda não notamos diferença na conta da luz mas a verdade é que também ainda não usámos muito a máquina. É fácil de limpar e de manter (até agora) e só achamos que faz é bastante barulho (de dia não incomoda, mas à noite por exemplo temos de fechar a porta da cozinha). Queríamos uma máquina sem grandes botões e afins porque depois a parte electrónica vai à vida e é uma chatice, e esta é simples de perceber e de funcionar e é grande. Pronto, pena o dinheiro, mas lá está, se calhar uma de 400 euros faz exactamente a mesma coisa :P

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  3. Provavelmente o trabalho actualmente é psicologicamente mais "leve" que quando estava a tirar a especialidade. Normal que ele esteja mais disponível para outras coisas se estiver com menos preocupações... Eu também vivo com um peixe -morto. Aproveita essa fase do Pedro 😆

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    1. É mesmo isso. O internato é uma fase muito complexa, ter a vida resolvida é um sossego enorme 🙂

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  4. O V. também é um bocadinho peixe morto. Quer dizer, em casa não é nada peixe morto, está sempre a arranjar soluções de arrumação e a pensar alterar coisas. Aliás, quando vamos ao IKEA sou eu que tenho de o conter, porque ele lembra-se sempre de coisas para comprar. Mas em saidas, para restaurantesce hotéis e coisas, apesar de ele gostar, sou sempre eu a pensar nas coisas. Espero que ele mude um bocadinho nesse sentido, porque às vezes cansa um bocadinho ser só eu. Mas hoje, que estamos de férias e depois de ontem não termos conseguido ir jantar porque o Duarte chorou como nunca tinha chorado, ele disse: 'eu ainda queria ir jantar fora contigo, sem o Duarte'. Yeeeeei, há esperança!

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    1. Eu já estou muito mentalizada que vou ser sempre eu a tratar dessas coisas, bem como das férias e afins. Mas eu também gosto de ser eu, por isso não me posso queixar muito :D

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