1 de maio de 2016

Isto e aquilo #71

Vamos lá tentar ressuscitar esta rubrica? :D Aqui vai a foto-reportagem deste fim-de-semana (ainda sem bebé no horizonte) :)

Nunca gostei de croissants mistos, mas agora deliro com eles! Na foto o pequeno-almoço na Padaria Portuguesa, com sumo de morango e hortelã e descafeinado :D

28 de abril de 2016

Pregnancy Diary #124

Não, o miúdo ainda não nasceu. Aliás, estou convencida que depois de tantos vaticínios dramáticos agora vamos mesmo aguentar até ao fim.

Mas esta semana não tem sido nada fácil. Duas pessoas de quem gostamos muito estão neste momento a lidar com dois diagnósticos bastante graves, e no meio de todo este processo confesso que temos andado muito mais introspectivos.

Por um lado, estas situações confrontam-nos com o facto de já não sermos os pequeninos da família. Agora, também nós somos chamados ao papel de cuidadores e somos, juntamente com os nossos pais, parte da geração do meio - a que precisa de cuidar das crianças e dos idosos.

Por outro lado, também somos confrontados com a própria fragilidade da vida. Acho que nesta fase é muito fácil sentirmo-nos invencíveis: trabalhamos, somos independentes, viajamos, saímos, divertimo-nos, temos uma família que nos ama, temos bons amigos e temos uma energia descomunal. E, de repente, a vida dá um pontapé no traseiro de alguém de quem gostamos muito e nós percebemos que não somos assim tão fortes quanto isso. Que podíamos ser nós. E que, se fôssemos nós, havia também um bebé na equação.

Há uns meses estava no banho e pensei no quanto os meus pais têm sido impecáveis nos últimos meses. O quanto nos têm apoiado nesta transição, sem serem invasivos. E de repente pensei:

'Bolas, os meus pais são mesmo os adultos mais fixes que conheço.'

E a realidade bateu-me com força. Agora eu também tenho de ser a adulta mais fixe que conheço. E ser adulto não implica apenas trabalhar que nem um cão, fazer o nosso próprio IRS, pagar as contas e viajar: implica encontrar novamente o nosso lugar na vida e aprender a lidar com os desafios que as novas fases vão trazendo. Os bons, mas acima de tudo os maus.

Por isso, sinceramente não estou com grande vontade de escrever. Continua tudo bem connosco, sinto-me impecável no fim da gravidez, tenho imensa energia e durmo que nem um anjinho. Tenho ocupado os meus dias a planear as viagens deste ano dos meus amigos (porque eles sabem que adoro e que preciso de me distrair) e estamos serenamente à espera que a nossa coisinha fofa decida aparecer para tornar a nossa vida mais mimosa.

Vou dando notícias :)

25 de abril de 2016

Isto e aquilo #70

Antigamente adorava fazer foto-reportagens dos meus fins-de-semana.

No entanto, quando engravidei confesso que a disponibilidade para carregar a máquina fotográfica (carinhosamente apelidada de 'o trambolho') de um lado para o outro diminuiu consideravelmente. Eventualmente piorei da insuficiência mitral, o trabalho do Pedro começou a apertar e passámos a fazer fins-de-semana mais aborrecidos calmos. Por fim, o peso da aproximação da minha data prevista do parto fez-nos ficar (ainda) mais por casinha, a aproveitar as últimas semanas de descanso a dois.

Pregnancy Diary #123

Não sei se já falei disto aqui (já ando nisto há quatro anos e a minha memória não é grande espingarda), mas eu tenho um happy place - um sítio para onde me catapulto mentalmente quando as coisas começam a correr menos bem. E durante aqueles minutos o problema continua a existir, mas eu já não existo no problema. Porque estou no meu happy place. Estou longe. Estou feliz.

Eventualmente volto à realidade, mas estou indiscutivelmente mais calma e relaxada. Uso também esta técnica para lidar com as dores, nomeadamente com as contracções dolorosas (não se entusiasmem, já as tenho há umas três semanas).

Já tive vários happy places. Alguns já tive inclusivamente o privilégio de tornar realidade. Mas confesso que há meses que o meu happy place é sempre o mesmo:

É de manhã. Estou em Oia, em Santorini. Estou na varanda do nosso quarto a tomar o pequeno-almoço. Na mesa há iogurte grego, mel e nozes. No meu colo está a nossa coisinha fofa. O Pedro está ao meu lado a barrar compota num croissant. Ok, confesso que às vezes o Pedro é substituído pelo Clint Eastwood no 'A Fistful of Dollars'. No ar ouve-se a compilação de músicas gregas que ouvi todos os dias durante os últimos meses. Está sol. A vida é boa.

Juro que ajuda com as dores.

E juro que vou tornar este happy place uma realidade. Sem Clint Eastwood, pronto.


* suspiro * AFALFÁ-LO BEM!

22 de abril de 2016

Peanut Butter Cup Cookies

Apesar de andar muito preguiçosa para partilhar as minhas receitas (desculpem!), a verdade é que continuo a cozinhar coisinhas boas. No entanto, confesso que me tenho focado mais em melhorar receitas antigas e menos em inventar pratos novos.

Estas bolachas são um bom exemplo disso.


21 de abril de 2016

Pregnancy Diary #122

Na ecografia das 32 semanas o colega disse que com a minha 'placenta morta' (continuo a adorar esta expressão #sóquenão) havia uma grande probabilidade da nossa coisinha fofa nascer antes do tempo.

Na ecografia das 34 semanas o mesmo colega disse que duvidava muito que a minha gravidez chegasse às 37 semanas.

E agora aqui estou, a caminho das 38. E embora a minha obstetra ache que está para breve, eu confesso que sinto que nos vamos aguentar mesmo até ao fim.

É que sabem, o miúdo nem seria nosso filho se não fosse já um do contra casmurrão.

Coisinha fofa dos papás, já a herdar a teimosia familiar :D

Pregnancy Diary #121

Depois de ler alguns relatos de partos (e de visitar o Garcia de Orta) apercebi-me que actualmente é uma prática relativamente comum a malta levar a sua própria música para o bloco de partos. E há quem leve de tudo, desde Mozart a Anselmo Ralph.

Ora eu sempre achei isto tudo uma grande tontice, e confesso-vos que a minha última preocupação é levar música (respeito quem o faz, mas a mim não me parece de todo importante).

Mas não nego que seria épico conseguir ser eu a tirar o meu pimpolho (sim, há esse projecto, já vi vários partos em que isso aconteceu e é algo absolutamente lindo) ao som desta música.


Por via das dúvidas vou levar o Ipod. Nunca se sabe :D

20 de abril de 2016

Pregnancy Diary #120

No Sábado sonhei que estava no Japão. Vai daí, passei o Domingo inteiro a planear toda uma viagem imaginária. Já temos datas, já temos voos, já temos hotéis, já temos bilhetes de comboio e até já temos restaurante para ir comer o bife Kobe.

Como a melhor altura para ir ao Japão parece ser em Abril (por causa das cerejeiras em flor) e em Abril de 2017 já temos programada a nossa viagem imaginária à Irlanda, andei depois a alterar as datas desta última e a rever os voos, os hotéis e o preço do aluguer das carrinhas pão-de-forma. E isto foi antes de reparar que as Maldivas até estão com um preço simpático.

Decididamente tenho demasiado tempo livre. Ou então tenho demasiados sonhos. Ou serão ambos? :)

(Ontem sonhei que comia broa de milho com chouriço.)

Pregnancy Diary #119

Creio já ter contado aqui este episódio, mas a primeira punção venosa que fiz (o vulgarmente designado 'tirar sangue') foi ao Pedro. Estávamos na urgência, eram duas da manhã, todos os nossos colegas já tinham feito punções venosas aos montões e a colega alemã que estava connosco no grupo sugeriu treinarmos uns nos outros: eu no Pedro, ela em mim e o Pedro nela. Eu fui a primeira, e correu tudo tão bem que fui também a última. Uma semana depois o Pedro ainda tinha um hematoma roxo do tamanho de uma bola de ténis, e a colega alemã nunca mais sugeriu nenhuma ideia peregrina do género.

O que nos traz ao dia de ontem.

19 de abril de 2016

Pregnancy Diary #118

Inspirada pelas inúmeras ideias que via no Pinterest, no início da gravidez tinha o plano de tirar fotos da minha barriga todas as semanas.

Não aconteceu.

Primeiro, a minha barriga demorou imenso tempo a começar a crescer e manteve um crescimento razoável, mas bastante lento - quando fui visitar o bloco de partos do Garcia de Orta (com 36 semanas de gravidez) a colega que lá estava apostou que eu estava de 25 semanas e ficou muito surpreendida quando eu disse a verdade.

Depois começaram as obras e a casa ficou um caos. Juntando o facto de eu ser uma procrastinadora nata ('Tiro as fotos daqui a bocado! Tiro amanhã! Ups, já passou uma semana!'), a verdade é que confesso que não tirei fotos com tanta frequência como gostaria.

Apesar disso (e da minha falta de jeito a fazer montagens) acho que ficaram giras :)

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