24.7.14

Alguém testou e gostou #120

A Margarida testou a minha receita de frango assado com limão e aprovou! Espreitem o blog dela, 'Kiss and Makeup' aqui :D


Até amanhã! :D

Leite condensado caseiro para uma intolerância à lactose!

I'll be around only if you want me to
Be there by your side, I'm ready for you.
So don't be afraid,
'Cause I know what you're going through.
So when you think it's time, I'm ready for you.

Hoobastank


Quando entrei de férias comecei a sentir alguns sintomas estranhos: durante o dia com alguma frequência ficava com a barriga inchada e tinha umas cólicas horríveis, acompanhadas de um enjoo tremendo e de uma total ausência de fome. Primeiro pensei que isto se devia ao facto de estar mais sedentária (o que explicaria pelo menos as cólicas), depois pensei que pudesse ser explicado pelo facto de tomar frequentemente antibiótico (para profilaxia das minhas infecções urinárias).

Eventualmente comecei a desconfiar que pudesse ser algo da minha alimentação. Vai daí, decidi cortar o glúten e a lactose. 


Os sintomas melhoraram abruptamente, o que me convenceu de que algo decididamente se passava. Voltei a introduzir o glúten passado alguns dias sem qualquer aparecimento de sintomas, e quando decidi reintroduzir a lactose como prova terapêutica... Os sintomas voltaram. 

Fiquei destroçada: já não me bastava ser intolerante à soja, tinha que ser intolerante à lactose também? Só por cima do meu cadáver! 


Fui introduzindo a lactose lentamente. Hoje um leitinho com chocolate, amanhã um iogurte. E fui estando atenta aos sinais do meu corpo. 

Acho que já deu para perceber que eu sou teimosa com estas coisas - afinal, andei meses com sintomas antes de me resignar e retirar a soja da minha alimentação. Mas depois de ter passado anos a investir novamente nesta relação (porque passei dez anos da minha vida sem consumir leite e depois decidi regressar à equipa) achei que o leite e seus derivados mereciam algum esforço. 


Um ou dois dias depois os sintomas desapareceram e desde então tenho estado lindamente, o que prova que não sou de facto intolerante à lactose. E confesso que não faço a mínima ideia do que aconteceu, mas o que interessa é que passou e que agora me sinto bem. 

Para celebrar fiz algo absolutamente peregrino: decidi fazer leite condensado em casa. Cheiinho de lactose e tão, tão bom. Garanto-vos que não notam qualquer diferença para o de compra :D 


Leite condensado caseiro (receita adaptada de vários locais, mas gostei bastante desta fonte)

Ingredientes (para uma lata igual às de compra):

* Uma chávena de chá de leite em pó (usei magro);
* Uma chávena de chá de açúcar branco;
* Três colheres de sopa de manteiga sem sal;
* Meia chávena de chá de água a ferver (ou 125ml).

Confecção:

* Juntar os ingredientes todos e bater no liquidificador ou com a varinha mágica durante cinco minutos;

* Levar ao frio durante trinta minutos e utilizar (ou conservar durante duas semanas).



Até amanhã! :D 

23.7.14

Alguém testou e gostou #119

A Candy Love testou as minhas bolachas de aveia e aprovou! Espreitem a adaptação no blog dela :D


Até amanhã! :D

Caril de camarão e ervilhas para um medo ultrapassado :D

In my mind and in my car,
We can't rewind, we've gone to far.
Pictures came and broke your heart,
Put the blame on VTR.

The Buggles


Desde que participei no Jogo Duplo que tinha jurado a mim própria que nunca mais metia os pés na televisão. O facto de ter ido à TVI promover o meu livro prova que estava nitidamente enganada.

Ao contrário da minha primeira experiência absolutamente traumatizante, confesso que desta vez adorei estar na televisão. É verdade que estava um bocadinho nervosa no início e que ao ver-me em casa achei que a televisão me engordou (como faz a toda a gente, aliás), mas achei que no geral estive bem e que consegui transmitir aí para casa a genuinidade que me é tão característica. Além disso gostei imenso da Patrícia Matos, a jornalista que me entrevistou, e acho que entre nós se deu uma empatia engraçada. E last but not least, depois de ter aparecido na televisão recebi uma data de mensagens muito simpáticas de pessoas que anteriormente não me conheciam, o que me encheu a alma de sentimentos muito felizes.


Desde então tive algumas propostas para voltar à televisão. Disse que não a umas e comecei a organizar outras - tenho um trabalho desafiante, que como imaginam não me permite gravar em directo a qualquer hora do dia - e confesso-vos num sussurro pequenino que mal posso esperar por voltar.


Como gravei em directo de manhã e não tenho box não me consegui ver imediatamente, mas aproveitámos a nossa visita a casa da Erica e do Zé para espreitar a gravação deles. Depois fui para casa, e enquanto guardava este delicioso caril de camarão e ervilhas para levar na marmita senti-me feliz por ter optado por arriscar.


Por isso acho que finalmente ultrapassei o meu medo da televisão. E nem foi assim tão difícil: bastou sentir-me segura, ser eu própria e ter ao meu lado as pessoas que eu sei que me amam. E tomar o comprimidinho certo para os nervos (porque ser médica tem as suas vantagens!) :)


Caril de camarão e ervilhas

Ingredientes (para duas pessoas):

* Uma cebola picada;
* Dois dentes de alho picados;
* Um fio de azeite;
* 200g de miolo de camarão;
* 100g de ervilhas;
* Molho de tomate q.b. (usei caseiro, a receita vai sair no blog na próxima semana!);
* Uma colher de chá de caril;
* Uma colher de chá de açafrão;
* Uma colher de chá de cominhos;
* Uma colher de chá de coentros;
* Uma colher de chá de paprika;
* Uma colher de chá de pimentão-doce;
* Uma pitada de sal;
* Uma pitada de piri-piri (grande);
* Uma pitada de canela. 

Confecção: 

* Refogar a cebola picada e o alho picado num fio de azeite e juntar o miolo de camarão e as ervilhas, deixando refogar;

* Cobrir com o molho de tomate e temperar com o caril, o a açafrão, os cominhos, os coentros, a paprika, o pimentão-doce, o sal, o piri-piri e a canela;

* Deixar cozinhar.


Espero que gostem! :D 

22.7.14

Alguém testou e gostou #118

A Ema testou os meus queques de cenoura e laranja e aprovou :D Pessoalmente são dos meus queques preferidos! :D


Espero que gostem :D

Iogurtes de ameixa vermelha para uma rapariga rebelde :)

I know I'm not the one you thought you knew back in high school,
Never going, never showing up when we had to.
Attention that we crave, don't tell us to behave,
I'm sick of always hearing 'Act your age!'.

I don't want to waste my time,
Become another casualty of society.
I'll never fall in line,
Become another victim of your conformity
And back down.

Sum 41


Durante a minha adolescência fui uma pseudo-rebelde. Discutia com os meus pais, arranjei um namorado três anos mais velho que era repetente e fumava ganza, revirei a casa toda à procura da chave do móvel onde o computador estava guardado e passava as tardes no mIRC (snif, o mIRC) enquanto os meus pais achavam que eu estava a estudar e até cheguei a faltar a uma ou outra aula para ir à praia com as minhas amigas.


Apesar disto, e embora não me esforçasse particularmente, sempre tive boas notas. Antes dos 18 anos nunca bebi ou fumei (e depois disso também não fiz muito de nenhum dos dois). Nunca me meti em chatices e nunca fui influenciável.

Na altura os meus pais faziam-me as ameaças mais variadas, sendo que a mais frequente era que um dia eu ia acabar a trabalhar numa fábrica de iogurtes. Acho que dá para inferir a quem fui buscar o meu lado criativo e dramático, certo? :)


No 10º ano mudei de escola porque os meus pais me obrigaram e as coisas acalmaram. Eventualmente nas férias de Verão fui trabalhar, e percebi que se não me empenhasse ia acabar a fazer algo que não gostava nada durante os cinquenta anos seguintes. E o resto é história, como já vos contei aqui umas dezenas de vezes.


Hoje em dia os meus pais olham para trás e dizem que eu fui uma boa miúda, e eu tenho a certeza que sim. Porque tinha muito por onde correr mal, mas sempre tive a cabeça no sítio. Porque sempre tive à minha volta quem fizesse x, y e z, mas nunca deixei que isso me fizesse divergir do que eu queria. Porque no fundo nunca fui uma rebelde a sério (comparada com alguns dos miúdos que vejo hoje em dia então, era uma autêntica menina do coro).


Mas foi rebelde que me senti a fazer estes iogurtes de ameixa vermelha: um fruto tão subvalorizado e esquecido, e no entanto absolutamente maravilhoso. Depois de ter recebido uma caixa enviada carinhosamente por uma leitora muito querida meti mãos à obra, e nos dias seguintes não descansei enquanto estas ameixas tentadoras não desapareceram todas.

Vá, isto é relativamente mauzão certo? Ou é melhor render-me à ideia que sou mesmo uma menina do coro? :)


Iogurtes de ameixa vermelha

Ingredientes (para sete iogurtes):

* 250g de puré de ameixa (aproximadamente cinco ameixas descascadas, descaroçadas e trituradas);
* 50g de açúcar;
* Um litro de leite fresco meio-gordo (usei sem lactose!);
* Três colheres de sopa de leite em pó magro;
* Três colheres de sopa de açúcar branco;
* Um iogurte natural.

Confecção:

* Colocar o puré de ameixa e o açúcar numa panela e aquecer em lume brando, mexendo até ferver;

* Desligar o lume quando o molho engrossar e deixar esfriar;

* Numa panela colocar o leite, o leite em pó e o açúcar e mexer com uma vara de arames;

* Levar ao lume até ferver e deixar arrefecer;

* Quando estiver morno juntar o iogurte, misturando com a vara de arames;

* Colocar o molho de ameixa nos copinhos e cobrir com o leite;

* Levar à iogurteira durante cerca de dez horas;

* Transferir para o frigorífico durante pelo menos quatro horas.



Até amanhã :D

21.7.14

Alguém testou e gostou #117

A Cristina do blog 'Bago de Romã' testou os queques de chá que estão no meu livro! :D Parece que foram aprovados :D Obrigada Cristina! :D


Até amanhã! :D

Queques de limão e amêndoa para um dia triste.

Without you now I see
How fragile the world can be.
And I know you've gone away
But in my heart you'll always stay.

I cried for you, and the sky cried for you,
And when you went I became a hopeless drifter.
But this life was not for you,
Though I learned from you,
That beauty need only be a whisper.

Katie Melua


Era Domingo à noite. Eu tinha chegado a casa vinda da minha viagem (na altura semanal) ao Porto. Sentei-me na cama a vestir o pijama, e eis que quando olhei para o chão vi algo extremamente parecido com... Um pequenino cocó.

Pensei que estava a alucinar de cansaço.

Alguns minutos depois sentei-me no sofá, e enquanto esperava que o meu portátil ligasse vi pelo canto do olho algo a mexer-se.

'Está ali um rato!' - gritei.


Os nossos gerbos da Mongólia tinham escavado um buraco na caixa e tinham passado todo o fim-de-semana a passear-se alegremente pela nossa casa. À excepção do Tomás, claro, que sempre foi o rato cocó tímido.

Seguiram-se horas de caça aos ratinhos, aspiração do chão e recuperação da casinha deles.


Em Novembro do ano passado um dos nossos ratinhos morreu de repente. Embora tecnicamente todos já tivessem ultrapassado a esperança média de vida típica da espécie, a verdade é que eram tão animados (à excepção do Tomás, pronto) que aquilo apanhou-nos completamente desprevenidos.

Em Janeiro o Tomás morreu também de repente, possivelmente assassinado pelo outro ratinho em circunstâncias muito suspeitas. 'Foste um rato mono, mas eras querido', foram as palavras que o Pedro lhe dedicou antes de o enterrarmos. E começámos a preparar-nos para o pior: afinal já só tínhamos o Jorge, e sempre nos disseram que um ratinho sozinho morria de solidão.


Não foi isso que aconteceu. O ratinho assassino sobrevivente ficou aparentemente mais feliz e animado do que nunca, e todos os dias podíamos vê-lo a saltitar e a correr de um lado para o outro o que ainda aumentou mais as minhas suspeitas da morte do Tomás não ter sido propriamente acidental.

Isso mudou há algumas semanas. O Jorge começou a desequilibrar-se, a ficar mais parado e a ter uma enorme dificuldade em subir as escadinhas para a comida. Pensámos que ele estava a ficar bem velhinho e tratámos logo de o deixar mais confortável, mas o estado dele piorou de repente. O que se seguiu foi uma longa noite e um dia ainda mais longo, até o Jorge decidir parar de lutar e entregar-se ao peso do cansaço da idade.


Enterrámo-lo debaixo de uma árvore no jardim em frente à nossa casa, embrulhado na sua caminha de algodão e feno. Com a emoção esquecemo-nos das sementes de sésamo, mas não faz mal: aposto que o céu dos ratinhos está cheio delas. Já em casa chorámos abraçados, esmagados pelo peso da morte do último dos bichinhos que nos acompanharam durante cinco anos. E depois o Pedro limpou-me as lágrimas e disse:

- E daquela vez que os ratinhos fugiram da casinha e o Tomás ficou para trás com medo?

E sorrimos. Os nossos ratinhos estavam novamente juntos, a correr livres pelo céu dos gerbos. À excepção do Tomás, que certamente tinha ficado para trás com medo de qualquer coisa.


Queques de limão e amêndoa

Ingredientes (para seis queques):

* 140g de farinha de trigo;
* Uma colher de chá de fermento;
* Meia colher de chá de bicarbonato de sódio;
* Uma pitada de sal;
* Duas colheres de sopa de amêndoa picada;
* Duas colheres de sopa de coco ralado (opcional);
* Um ovo;
* 60g de açúcar amarelo;
* Uma colher de chá de raspa de limão;
* 120ml de sumo de limão;
* Duas colheres de sopa de leite;
* Três colheres de sopa de óleo vegetal.

Confecção:

* Juntar a farinha, o fermento, o bicarbonato de sódio, o sal e a amêndoa picada (e o coco, se assim optarem);

* Noutra tigela bater o ovo com um garfo e juntar o açúcar amarelo, a raspa e o sumo de limão, o leite e o óleo vegetal, batendo bem entre cada ingrediente;

* Juntar a mistura líquida aos ingredientes secos e misturar com uma colher de sopa apenas até os ingredientes ficarem ligados;

* Colocar em forminhas para queques e cobrir com amêndoa picada;

* Levar ao forno pré-aquecido a 220º durante sete minutos, após os quais se baixa a temperatura para os 190º e se deixa cozinhar durante treze a quinze minutos.
  

Tenham uma boa Segunda-feira do queque (sim, agora são oficialmente queques!) :)

20.7.14

Isto e aquilo #20

Este foi um fim-de-semana muito bom :D Comi um éclair, estive com a minha família e com pessoas que gostam de mim, fiz a primeira prova do meu vestido de noiva (foi lindo!), fiz a apresentação do livro no Porto (que correu super bem!) e ainda consegui descansar um bocadinho :)

Sexta-feira

Andámos a passear pela Expo :)
Com direito a éclairs da L'éclair para o lanche :)
O meu: éclair de lima e limão com suspiros :)
Era bom, mas não gostei tanto da massa. Os meus preferidos continuam a ser os da L'éclair de génie :D

Fui para o Porto e passei o resto da noite a ver séries :)
Sábado

Miminhos com a Liby :)
Fomos buscar os bonecos do bolo :)
Já tudo preparado, até porque fui fazer...
A primeira prova do meu vestido de noiva <3 <3 <3 <3 
Após a qual fui directamente para a apresentação do meu livro no Porto <3
O regresso a casa :)




E depois fomos logo para o jantar de aniversário da minha mãe :)
Tão bom :D
O bolinho (não é pasta de açúcar, é massapão) :D Estava uma maravilha :D
Foi um dia cheio de emoções fortes, e fico muito feliz por tê-lo partilhado com pessoas tão importantes. Obrigada a todos :D

Domingo

Pequeno-almoço bom :D
Flores oferecidas pelo meu irmão à minha mãe :)
A relaxar na varanda :)
Lavandas :)
Fui comprar uma pulseira para o casamento (quando fiz a prova achei que a que tinha não se enquadrava tão bem). Em cima podem ver lavanda seca, que usamos para perfumar os armários :)
Para o almoço também havia frango assado...
Mas a minha preferência foi mesmo para o arroz de pato! :)
Mais alguns episódios antes de apanhar o comboio :)
Enquanto a Liby dormia uma soneca em cima de mim :)
Depois disto foi comboio, compras, jantar no restaurante de grelhados e casinha :)

Tenham uma óptima semana :D
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