28 de março de 2017

Somos sempre más mães para alguém.

Quando viajo com o miúdo, sou irresponsável por levá-lo e não ponho o meu filho à frente na minha lista de prioridades.

Quando viajo sem o miúdo, sou má mãe por deixá-lo e não ponho o meu filho à frente na minha lista de prioridades.

Quando viajo só com o Pedro e sem o miúdo, somos maus pais por deixá-lo e não pomos o miúdo à frente na nossa lista de prioridades.

Quando viajo com os meus amigos, estou a descurar o meu casamento. Se viajasse sem os meus amigos, estava a isolar-me deles desde que fui mãe.

Se deixasse de viajar, estava a anular-me como mulher por causa do meu filho.

Quando deixo o Matias com os meus pais, sou horrível. Quando deixo o Matias com o Pedro, sou horrível.

E gostava muito de vos dizer que estas vozes vêm de fora. Gostava de dizer que isto são opiniões idiotas das pessoas que me rodeiam, e que eu posso simplesmente encolher os ombros e ignorá-las. Gostava de vos dizer que são comentários anónimos de haters. Mas não são. São dúvidas dentro da minha cabeça. Eu sou a minha própria hater.

26 de março de 2017

Dez meses de Matias.

Tecnicamente são dez meses e meio :D Aqui vai a actualização do nosso patuscão :D

* Alimentação

08.00h: 270ml (!) de leite (e mais marchava se dependesse dele!);
11.30h (na creche): sopa, prato e fruta;
15.00h (na creche): iogurte quatro vezes por semana, papa caseira três vezes por semana;
18.00h (já em casa): sopa e fruta;
20.00h (antes da caminha): 270ml de leite (e mais marchava se dependesse dele!).

A transição para a sala dos 'bebés crescidos' trouxe a novidade de o Matias passar a comer a comidinha da creche ao almoço. Por um lado estávamos algo reticentes (há algo angustiante no facto do miúdo já não ser totalmente dependente de nós), mas por outro confesso que isto nos poupa imenso trabalho (porque as sopas duram agora o dobro do tempo e só precisamos de fazer pratos para o fim-de-semana!) :D

Disneyland Paris 2017 #4

E aqui vão as últimas fotos da Disneyland. Foi um fim-de-semana super giro, embora tenha sabido a pouco :D



25 de março de 2017

(Estou a sentir-me super produtiva)

Hoje o Pedro está num curso-ou-lá-o-que-é. Eu acordei às 8h (o Mati ainda não sabe a diferença entre os fins-de-semana e os dias de escola), tratei do miúdo, brinquei com ele, deitei-o para a sestinha da manhã, pus uma máquina de roupa a lavar, tomei o pequeno-almoço, publiquei as fotos da Disney, comprei umas coisinhas online para a festa, procurei pratos de pizza deste género, fiz outra publicação para o blog, fui buscar o Matias quando ele acordou, brincámos, dei-lhe o almoço, brincámos, deitei-o para a primeira sesta da tarde, fiz outra publicação para o blog e agora estou deitada na cama a pastelar.

Não tenho nada para fazer.

Acho que vou tomar um banho de imersão.

Vou publicar isto para ler nos dias em que sentir que a minha vida está descontrolada e que está tudo pendente.

Bom fim-de-semana! :D


Nunca fomos tão bons pais (o estudo da Dodot).

Há uns seis meses assisti a uma conferência de um psiquiatra muito conceituado. A dada altura, o senhor dizia que os pais de hoje em dia eram péssimos, que eram adultos imaturos e auto-centrados, que os miúdos cresciam com a cara nos tablets, que os pais não vinculavam com os filhos, etc etc etc (o discurso do costume). Saímos para o intervalo e uma das minhas colegas disse algo do género 'realmente, este fulano tem razão'. E eu disse-lhe que talvez até concordasse com ele antes de ser mãe, mas agora decididamente não concordo.

De facto, acho que nunca estivemos tão atentos aos nossos filhos como hoje. Nunca estivemos tão envolvidos, tão preocupados e tão vinculados. Andamos com eles em mochilas para que fiquem próximos de nós. Andamos com eles virados para nós nos carrinhos para que vinculem connosco. Ficamos pelo menos quatro meses em casa com eles (e quem acha que antigamente as mães passavam muito tempo com os filhos certamente nunca ouviu a minha avó a relatar a infância dela, com mais oito irmãos e ambos os pais a trabalhar). Ouvimos as opiniões deles. Respeitamos a individualidade deles. Brincamos com eles. Procuramos actividades adequadas a eles. Nunca estivemos tão informados sobre o desenvolvimento, a estimulação correcta e a segurança. Nunca fomos tão bons pais.

O que não quer dizer que sejamos perfeitos.

Família.

O Matias tinha três dias quando passámos a noite no hospital, com um filho desidratado e hipoglicémico nos braços. Nas horas que se seguiram ao nosso segundo regresso a casa tivemos que lidar com uma enorme quantidade de emoções e medos. Começámos a fazer o luto da amamentação. Precisámos de obrigar o nosso filho a comer 30ml de leite de duas em duas horas. Tentámos desesperadamente fazer a bomba extractora de leite funcionar, mas eu não tinha leite nenhum. Aproveitámos todos os momentos de sesta do Matias para descansar em conchinha. O Pedro cansado. Eu com um braço partido. O Pedro preocupado. Eu com uma deiscência da sutura da episiotomia. O Pedro esgotado. Eu esgotada.

No fim desse dia decidimos dar banho ao Matias. O primeiro banho dele em casa. Enchemos a banheira que tínhamos comprado (e que fazia parte de um móvel com banheira, muda-fraldas e gavetas), demos banho ao miúdo, começámos a vesti-lo... E quando abrimos a gaveta para tirar uma fralda, reparámos que as fraldas estavam encharcadas.

A banheira estava mal fechada, e a água estava lentamente a sair para as gavetas.

Disneyland Paris 2017 #3

Aqui vão mais fotos :D Depois vou tentar fazer uma publicação com os detalhes mais logísticos, por isso se quiserem saber alguma coisa específica é só perguntar :D



15 de março de 2017

Disneyland Paris 2017 - O resumo! :D

Há uns dois meses a Joana veio ver o Matias cá a casa (não é toda a gente que se pode gabar de ter uma pediatra no domicílio!), e como forma de agradecimento oferecemos-lhe o jantar. A meio do jantar a Joana pousou os talheres, fez um ar solene e disse:

'Quero ir à Disney.'

Não precisei de mais nada. Começámos a pensar na logística ainda nessa noite, encontrámos um fim-de-semana em que não tínhamos urgências, formações ou congressos (o que foi a parte mais difícil, diga-se), marcámos os voos e o hotel e lá fomos. Passámos dois dias inteirinhos na Disneyland, e nos próximos dias vou mostrar-vos as fotos.

Na publicação anterior dizia-vos que precisava de férias de ser adulta. Pois, cá estão elas.








Espero que gostem! :D

7 de março de 2017

Ser mãe é cansativo?

Estou muito, muito cansada. Ontem queixava-me disso no grupo de WhatsApp que tenho com a minha família, e a minha mãe comentou que podia deixar o Mati a passar uns dias com eles para nós descansarmos.

E eu fiquei a pensar naquilo. Na verdade, o problema é que eu não preciso de descansar do meu filho. Porque não estou cansada de ser mãe.

Eu estou é cansada de ser adulta.

Acordar cedo, ficar parada no trânsito, comer o pequeno-almoço no carro, trabalhar, gramar com chatices, engolir o almoço à pressa, trabalhar mais, ficar novamente parada no trânsito, arrumar a casa, lavar e estender a roupa, ir às compras, tratar das contas, fazer o jantar, tentar ter tempo e disponibilidade mental para telefonar à família e aos amigos a dizer que ainda estamos vivos, planear as 28147398265465 viagens que queremos fazer nos próximos tempos (não me estou a queixar, mas é inegável que dá imenso trabalho), deitar-me tarde porque há mil e uma coisas para fazer... Tudo isto cansa-me, e muito.

(Vou passar a chamar a estas tarefas 'gerir o nosso património', acho que dá um ar mais glamouroso à coisa.)

No meio disto tudo, ser mãe é a tarefa mais relaxante da minha vida. Poder estar com o meu filho, brincar, saltar, fazer palhaçadas, cozinhar para ele, trocar-lhe fraldas, deitá-lo, vê-lo a rir, dar-lhe banho, obrigá-lo a lavar os dentinhos, obrigar o Pedro a descrever ao mais mínimo detalhe o dia do miúdo na creche e fazer coisas chatas e aborrecidas não é minimamente cansativo, muito pelo contrário: é a melhor parte do meu dia (seguido de perto pelo momento em que finalmente deito o lombinho na cama e faço conchinha com o Pedro).

Todos os dias invoco todas as minhas forças para estar totalmente disponível para o Matias em todos os momentos. E estou. Mas quando ele vai para a caminha atiro-me para o sofá, completamente esgotada.

Porque ser adulto é muito, muito cansativo. E uma seca das grandes.

Preciso de férias disto.

A festa de anos do Matias.

A festa de anos do Matias está a dar um trabalhão doido, e sinceramente dou graças aos santinhos por ter começado a planear tudo há uns trinta mil anos atrás (aliás, acho que vou começar a planear a festa do segundo aniversário dele logo a seguir!) (o tema vai ser a Rua Sésamo!) (ainda ando a pensar em mudar de especialidade, se calhar devia abrir uma empresa de organização de festas!) (pára de divagar Joana!).

Agora comecei a fase dos trabalhos manuais mais intensivos, o que implica imprimir montanhas de coisas em cartolinas, recortar, montar, dobrar, colar, pintar, secar... Enfim, toda uma epopeia.

Já temos dia, local, fotógrafa, lista de convidados, convites, bolo, lista de comidas, empresa para alugar mesas e pufs, mantas, toalhas, almofadas temáticas, uma bandeirola decorativa (feita por mim), várias Estrelas da Morte para pendurar nas árvores (feitas por mim), bandeirolas decorativas para a comida (feitas por mim), bonecos, peluches, Legos, etiquetas para a comida (feitas por mim), bandeirola para o bolo de anos (feita por mim, e modéstia à parte ficou muito gira!), consumíveis e placas temáticas para o Photo Booth (feitas por mim). Faltam os pratos, travessas e tigelas para colocar a comidinha, o fatinho de Yoda para o Mati (sim, isso vai totalmente acontecer) e mais um ou outro detalhe.

E tudo isto faz-me pensar em como sempre me senti uma nódoa em tudo o que envolvesse coisas mais artísticas. Os meus professores faziam as minhas prendas do dia da mãe e do pai (porque eu era muito má), tinha sempre péssimas notas a artes (porque era muito má) e nunca gostei de desenhar ou pintar (porque era muito má)... E agora aqui estou, a cortar e colar coisas que até ficam aceitáveis (não ficam brilhantes, mas ficam giras!). Enfim, realmente o céu é o limite quando queremos realmente fazer algo :D

Deixo-vos com algumas das coisas que tenho andado a fazer :)

Convites
Uma das placas do Photo Booth. Foi só fazer, imprimir em cartolina, recortar, colar um pauzinho, deixar secar e voilá!
Uma das etiquetas da comida. Foi só fazer, imprimir e recortar. Ainda não decidi definitivamente como vou colocar as etiquetas. Talvez use os Legos, se não ficar demasiado sobrecarregado de coisas do Star Wars (kidding, como se isso fosse possível!).

Etiqueta para os talheres :)
Uma das bandeirolas para a comida. A história é a mesma: imprimir, recortar, colar pauzinho, deixar secar :)
 E pronto, a aventura continua! :D

6 de março de 2017

Somos cray-cray?

- Tínhamos combinado que o Mati passava a comer o iogurte na escola porque elas disseram que era natural, mas e se for natural açucarado?
- É verdade, amanhã tens de perguntar.
- Mas será que elas não vão achar que somos cray-cray?
- Xizinha, nós levamos as nossas próprias papas para a escola. Elas já acham que somos cray-cray.

* Hoje perguntei e são mesmo naturais sem açúcar.
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