18 de novembro de 2017

Sugestões para o Natal #4 - Livros para pais

Continuando na onda das sugestões de Natal, hoje decidi trazer-vos alguns livros que adoramos cá em casa, que uso no trabalho e que são óptimas ideias para oferecer a pais. Espero que gostem! :)




A resposta à pergunta que tantas vezes ouço na minha consulta: 'Então se não se pode bater e gritar, como é que se educa uma criança?'. Cá em casa tentamos trabalhar práticas parentais positivas e construtivas, e o livro d'Os Anos Incríveis tem sido uma espécie de bíblia para nós. Tecnicamente vocacionado para pais de crianças dos dois aos oito anos com problemas do comportamento, a verdade é que o livro é tão bom que se fosse hoje tê-lo-ia começado a ler na gravidez. Recomendo vivamente a pais, a profissionais de saúde que lidem com pais e a professores :) Comprei o meu na Fnac.

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 Eu tenho uma crush séria pelo Brazelton. Quando o Mati atingiu o touchpoint dos sete meses (o 'levantado de noite') eu falava tanto do Brazelton cá em casa que o Pedro a dada altura comentou exasperado 'já não te posso ouvir falar desse tipo' :D Para quem é da área os Touchpoints fazem todo o sentido, quer como forma de compreender o desenvolvimento dos bebés, quer como forma de conseguirmos ajudar melhor as famílias. Para quem não é da área, o livro está escrito numa linguagem tão simples que dá perfeitamente para se compreender :) Tem vários capítulos separados por idades onde se explora o desenvolvimento dos bebés em diferentes áreas (sono, comportamento, alimentação, etc). É mesmo muito bom. Comprei-o ainda na gravidez (também na Fnac) e leio-o frequentemente :)



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O 'Era uma vez uma raiva' é um livro infantil que explora precisamente... A raiva! É um livro muito giro para ler com os miúdos e para os ajudar a compreenderem melhor as emoções. Há uma enorme tendência da parte dos pais a ensinarem coisas académicas (é um quadrado vermelho, a vaca faz mu, aqui estão os olhos), mas na verdade as crianças também precisam de ser ensinadas a associarem um determinado sentimento a um nome, para melhor conseguirem exprimir-se no futuro. Falar dos sentimentos menos positivos (a raiva, a tristeza, a agressividade, o ciúme, a frustração, etc) ajuda-os a perceberem-se, a sentirem-se apoiados e a crescerem de uma forma mais equilibrada e saudável :)

zoom

Muito na linha do livro anterior, temos também o 'No meu coração pequenino', onde se exploram os sentimentos que cabem no nosso coração. No fim, concluímos que o nosso coração é um jardim onde cabem todas as emoções :) É um livro muito bonito e já fui lê-lo à escola do Mati (onde todas as Quintas-feiras vai um pai contar uma história) :)

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Não é um livro em si, mas uma colecção de livros. Já aqui tinha falado no blog dos livros do rinoceronte Rodrigo. Cá em casa temos o 'Agora!', o 'Mais!', o 'Não!' e o 'Porquê?'. São livros muito engraçados. Acompanham o rinoceronte Rodrigo nas suas fases mais negativistas, e pessoalmente acho que são óptimos livros para oferecer a pais ou a miúdos :)

Em desespero de causa... Há sempre o belo do livro de gin :D

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11 comentários:

  1. Olá Joana! Aproveitando os temas educação e Natal... que achas de dizer às crianças que o Pai Natal existe? Eu acho graça à fantasia mas não me agrada a ideia de mentir. Qual a tua opinião? Beijinhos

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    1. Olá Sofia!

      Inicialmente também não me agradava particularmente a ideia de mentir. Mas na verdade não é bem mentir. Vou tentar dar um exemplo. Quando brincamos com os miúdos e exploramos o faz-de-conta estamos a inventar (e tecnicamente estamos a mentir), mas isso é importantíssimo para o desenvolvimento deles e até para distinguirem o que é real do que não é. No mundo da brincadeira tudo é válido e tudo é possível. Agora vejo o Pai Natal dessa forma, como uma brincadeira divertida. Um dia quando o Mati deixar de gostar de brincar ao faz-de-conta (calha a todos, faz parte do crescimento) vai naturalmente perceber que o Pai Natal era mais uma das brincadeiras :)

      Mas isto é a opinião que eu tenho agora. No passado já achei que não contaria (e já escrevi sobre isso aqui no blog) e não sei se um dia mais tarde não voltarei a mudar de opinião :P

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  2. Este post deveria ser considerado serviço público de qualidade! Já tenho uma série de livros em vista mas não era nenhum destes, porque nem sabia que existiam. Acho que vou começar pelo Grande livro da criança.

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  3. Muito Obrigada, Joana. Acho que vou comecar por comprar os dois primeiros. Ha dias que me sinto perdida e (muito) cansada. Ser mae e sem duvida uma mistura enorme de sentimentos.

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    1. Se calhar isto vai parecer esquisito Gisela... Mas estás bem? Tenho sentido nos teus comentários que estás tristonha. É só impressão minha? Se precisares de falar um bocadinho o meu mail está sempre disponível: palavrasqueenchemabarriga@hotmail.com :)

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  4. A partir de que idade podemos ler o livro "Era uma vez a raiva" com a criança, de modo a que ela absorva algum significado!? Parece um sentimento tão difícil de verbalizar... E até de definir/ balizar...
    O meu Manuel tem 3 anos, adora brincar ao faz-de-conta, principalmente com o pai.
    Ainda no outro dia, a imaginar que apanhavam pombas no corredor, com a excitação, mordeu na coxa do pai que ainda hoje tem lá marcada a bela dentição da cria =)
    E esta questão da monitorização dos nervos e da raiva é algo que me ocupa regularmente o pensamento.

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    1. Desde sempre! :) Os miúdos vão absorvendo significados diferentes consoante o tempo, ora pelas texturas, ora pelos sons, ora pelas palavras e por fim pelos próprios significados :) No fundo a brincadeira é uma óptima forma de expressar a agressividade e deve haver espaço para isso, desde que eles não se magoem a eles próprios ou a ninguém. Esse tipo de situações são frequentes, e nada que um bom ‘não faz isso porque magoaste o papá’ não resolva :) Mas sim, com três anos já me parece uma idade muito adequada, o livro é bastante simples :)

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  5. O Rodrigo vem cá para casa no natal, mas em alemão. Já o tinha visto numa foto que partilhaste e adorei o conceito. Como vivemos na Suíça queremos que desde pequena ouça as duas línguas (português e alemão - que é a língua oficial do nosso cantão). Obrigada pela partilha 😊por mim escrevias mais textos com sugestões de livros, porque livros e ler nunca é de mais.

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  6. Conheço perfeitamente o Brazelton, claro, mas não conhecia de todo esse d'Os Anos Incríveis. Vou dar uma olhada!

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  7. Olá Joana! Já há alguns meses que sigo atentamente o seu blog. Quero desde já dar-lhe os parabéns por todo o conteúdo que vai partilhando e que tem sido muito, mas muito interessante e útil. Encontrei o blog por acaso quando pesquisava por marsúpios para a minha filha que na altura estava grávida. Adorei o que escreveu sobre o assunto e fiquei fã. Entretanto a bébé já nasceu (faz agora 5 meses) e adorei esta sugestão de livros para oferta de natal. De qualquer maneira como não vou poder comprar todos, qual deles aconselha para uma mãe de primeira viagem?

    Muito obrigada,
    Sandra

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