5 de outubro de 2016

Come a sopa, Matias, come a sopa #1

Já disse aqui algumas vezes que o Mati é um miúdo bem grande: está no percentil 97 de comprimento e tinha aos quatro meses o mesmo tamanho que um bebé no percentil 50 tem aos seis. Não é propriamente um miúdo gordo (está no percentil 75 de peso), mas é super comprido e já veste roupinhas para nove meses.

Ora actualmente recomenda-se a introdução das comidinhas entre os quatro e os seis meses, e como o Matias já nem estava a fazer leite materno e estava nitidamente a precisar de um maior aporte calórico (voltou a acordar bastantes vezes durante a noite, bebia 210ml de leitinho de duas em duas horas...) a pediatra sugeriu iniciarmos as sopinhas.

Começámos há sensivelmente três semanas e até agora foi assim:



Primeira sopa: batata, cebola, cenoura.
Segunda sopa: batata, cebola, cenoura, abóbora.
Terceira sopa: batata, cebola, cenoura, courgette.
Quarta sopa: batata, cebola, cenoura, courgette, brócolos.
Quinta sopa: batata, cebola, cenoura, couve-lombarda.

Faço a sopa sempre da mesma forma: aproximadamente 200g de batata, meia cebola e 300 a 350g dos outros legumes. Vai tudo para a Jullie, junto 1300 a 1500ml de água e é só programar e deixar cozinhar. Estas quantidades dão para quatro sopas do Matias (com cerca de 150-180ml cada uma) e mais uma quantidade simpática de sopa para nós (talvez duas ou três sopas grandes). Até agora tenho comprado vegetais biológicos, que lavo muito bem e não descasco (a casca tem fibras). Junto uma colher de chá de azeite antes de servir a sopa.

Tem sido uma aventura gira. Inicialmente tivemos alguns problemas com a colher que comprámos (uma daquelas próprias para bebés), mas quando passámos para uma colher de chá normalíssima ficou tudo melhor. Também tivemos dificuldades em adaptar-nos à cadeira da papa, por isso agora optámos por dar-lhe a sopinha ao colo. É preciso fazer um montão de palhaçadas para ele comer, mas na verdade não nos podemos queixar porque no fim o prato fica limpinho e o miúdo fica aparentemente satisfeito. Ainda estamos a ambientar-nos todos às novas rotinas e ainda vamos directamente da mesa da cozinha para a banheira, mas na verdade (e tendo em conta as nossas expectativas) está tudo a correr razoavelmente bem.

Inicialmente começámos a sopinha à noite, mas o miúdo passou a acordar cheio de fome de madrugada e passámos a dar a sopa ao almoço. A sopa com abóbora foi um grande fiasco (daí termos feito com cenoura a partir daí), mas estamos a pensar voltar a introduzir a abóbora na próxima sopa (possivelmente com couves-de-bruxelas).

Também já estamos a preparar a introdução da papa, que vai ser durante a próxima semana. Depois de explorarmos as opções em relação às papas de compra e de vermos os ingredientes, concluímos que vamos fazer as papas em casa. Querem ver porquê?

Ingredientes de uma papa sem glúten recomendada a partir dos quatro meses (primeira papa):

* Cereais 56% (amido de milho e farinha de arroz)
* Açúcar - pumbas, só assim em segundo lugar que é para o miúdo de quatro meses que bebe leite e come sopa sem sal começar a gostar do que é bom;
* Maltodextrina - polímero de açúcar;
* Sais minerais (cálcio e fósforo);
* Gordura vegetal;
* Emulgente (lecitina de soja);
* Vitaminas (C, niacina, E, ácido pantoténico, B1, B6, A, ácido fólico, K1, biotina e D3);
* Aroma (vanilina) - é melhor juntar um saborzinho a baunilha, como o miúdo está tão habituado a comer coisas saborosas (excepto que não).

Ora eu já disse aqui algumas vezes que não temos propriamente a paranóia da alimentação saudável. Ontem fiz umas barrinhas de noz pecan absolutamente decadentes e pensei com carinho que daqui a uns tempos (entenda-se, daqui a um ano) vou poder partilhá-las com o miúdo. A diferença é que fui eu que as fiz e o miúdo vai comer uma dose muito pequenina de vez em quando, em oposição a uma papa que se come todos os dias. E se eu faço papas de aveia para mim, porque raios haveria de fazer uma papa de compra para o meu filho?


Por acaso isto acontece algumas vezes, enquanto eu tomo o pequeno-almoço e o Matias fica a olhar para mim :D
Vai daí, já comprámos cereais integrais e biológicos para a primeira papa do nosso macaquinho. Vamos começar com farinha de arroz integral e amido de milho e depois passar para os flocos de aveia integrais e biológicos (o glúten pode e deve ser introduzido entre os cinco e os sete meses). Sei que o ideal é usar os cereais em grão, mas por agora ainda estamos a pensar na logística da questão e depois de nos ambientarmos ao esquema provavelmente vamos passar a ter esse cuidado. Até lá aceitam-se dicas, sugestões e ideias de receitas.

Vou continuar a partilhar algumas ideias da alimentação do Mati por aqui, mais para me recordar quando vier o próximo cliente do que propriamente porque ache que é útil para vocês (mas se for avisem) :)

27 comentários:

  1. Olá,Joana.

    Achei particularmente interessante este post porque tenho uma sobrinha com 2 anos e no momento que ela começou com a papa também fiz essa anotação do açucar à minha irmã, e também lhe questionei se utilizava produtos biológicos.
    (Claro que não compra produtos biológicos e não ligou nenhuma à composição da papa!)

    Eu não sou extremista com a alimentação saudável, é verdade que vou apostando por uma alimentação mais saudável e quando posso por alimentos biológicos. Mas quando tiver um filho vou tentar fazer como tu :)

    Boa sorte nas papinhas! :)
    Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Cada um tem as suas pancas, não vale a pena! Quando o Matias nasceu a minha melhor amiga (que por acaso também é a pediatra do Mati) falou-me de tooooodos os cuidados que eram necessários com o berço. Deitar o miúdo no fundo do berço, entalar a roupa da cama debaixo dos braços dele, não ter cobertores, não o aquecer muito, elevar a cabeceira da cama e mais umas 8643234567890 coisas. No início elevámos a cabeceira da cama, depois nem isso. De resto nunca fizemos mais nada. Não há evidência científica de que nada disso ajude a evitar a síndrome de morte súbita infantil... A única excepção é deitar o bebé de barriga para cima, coisa que de facto fazemos.

      Isto para dizer que é muito fácil dar opiniões sobre os filhos dos outros, mas cada um tem as suas preocupações e não é pior pai ou mãe porque não partilha as nossas. Simplesmente não aguentamos as preocupações todas e há que priorizar tendo em conta o que é importante para nós :P

      Eliminar
    2. Aqui em França, tanto nas aulas de preparação para o parto como o pediatra que dá alta aos bebés na maternidade são extremamente rigorosos com o que é colocado no berço dos bebés. Chegam a mandar devolver tudo à loja caso os pais já tenham comprado as "coisas proibidas". Nada de bonecos, nada de contorno de grades, nada de almofadas, nada de lençóis nem cobertores. A única coisa aceitável de meter na cama é o bebé dentro do seu saco de dormir. Não por causa da morte súbita, mas pelo risco de encostarem o nariz e a boca aos bonecos/contorno de grades/etc e sufocarem. Um dia, uma grávida numa aula perguntou "Mas assim não se arriscam a partir um braço ou uma perna?". A resposta foi curta e grossa "O que prefere? Um filho com uma perna partida ou um filho morto por ter sufocado?". Ninguém mais abriu a boca. :P Ainda hoje, com quase um ano, a minha filha dorme dentro do seu saco de dormir e agora com um pequeno peluche (sempre adormeceu com ele, mas nos primeiros meses depois tiravamo-lo da cama). Mais nada. :) Suponho que tenha havido vários casos preocupantes para terem toda esta atenção (e de facto, na maternidade, vi berços em que a toda a volta do bebé os pais tinham colocado peluches; mal vias o recém-nascido no meio daquilo tudo, por isso se calhar estes franceses precisam mesmo desta chamada de atenção :) ).

      Eu costumo dizer que cada pai tem direito a uma, e só uma, paranóia. :D A tua será a alimentação, penso eu. A minha é a segurança automóvel. Claro que nos preocupamos com outros pontos, mas como eu digo ao Jack, "sem grandes paranóias!". :)

      Eliminar
    3. Por acaso nós essa parte cumprimos: não há bonecos nem protector de grades, nem almofadas. Mas temos lençóis, um cobertor e um edredão, e o Matias agora que mexe os bracinhos gosta mesmo é de tapar a cara com aquilo. Eu lá vou afastar a roupa toda, mas sempre que lá chego o miúdo está outra vez tapado. Mas creio que esse receio fará mais sentido em bebés mais pequeninos, porque ele claramente já tem o reflexo para evitar a asfixia. Mas lá está, nós sempre fomos muito permissivos com isto.

      Será que a minha paranóia é alimentação? Caramba, não queria ser esse tipo de pessoa :P Até agora tem sido o calor/sol, mas já estou a ficar mais relaxada com isso. Também tenho um bocadinho a paranóia das rotinas do sono :) E também tenho a paranóia do desenvolvimento, mas isso é possivelmente defeito de profissão :D

      Eliminar
    4. Ahahah, eu digo paranóia, mas talvez devesse dizer "maior zelo" (soa melhor? :P ). Oh, e a maior parte das primeiras paranóias passa (eu também tinha a paranóia de não sobreaquecer a bebé e por isso ela deixou de ganhar peso por passar frio. :P Depois passou). Também tenho algum zelo com a alimentação (mas lá está, não me deixo escorregar para o campo em que controlo tudo, tudo, tudo porque não quero passar a infância da minha filha super-preocupada com a segurança automóvel, com a alimentação, com o sol, com o frio, com o sono). Portanto super-preocupo-me com uma coisa e tenho cuidados e atenção com o resto, abrindo espaço a ser um bocadinho mais permissivos. :)

      Eu acho saudável ter 1 "paranóia". :) Assim está definida e recusamo-nos a pecar por excesso de zelo noutros campos (digo isto porque conheço mães que controlam tudo a régua e esquadro: a quantidade exacta de comida, as horas de sono, a hora certa do banho, o tempo exacto no ovo, o tempo exacto no carrinho, a posição do bebé a dormir quando ele já se vira sozinho para todo o lado, etc, etc).

      Para terminar, numa das tuas respostas (já não sei em que post) disseste que a maternidade muda o sono das mães porque estas ficam mais despertas/atentas. No meu caso, nunca dormi tão bem. :D Dormia 12h por noite na gravidez, sem acordar, e nunca fui daquelas mães que acorda para ver o bebé. Só acordo se ela chora, ou chama, ou faz algum barulho de quem acordou (mas não pode ser muito baixo). E ela dorme mesmo ao meu lado, na caminha dela, mas não acordo com qualquer suspiro ou movimento dela. Tanto que às vezes ela passa o bracinho através das grades e toca-me na mão para eu acordar. :D Lá está, sensibilidades diferentes. :) E realidades diferentes. :)

      Eliminar
  2. Olá Joana!
    No celeiro há uma papa biológica sem açúcar, a marca é Organix. Beijinhos

    ResponderEliminar
  3. Achei particularmente interessante o pormenor da colher :P às vezes, os papás compram essas coisinhas todas para bebés, mas eles acabam por dar-se melhor com os objectos "normais" ahah :D parabéns pelo teu bebé e muitas felicidades!

    ResponderEliminar
  4. A minha filha nasceu uns dias depois do Matias. Vamos começar as sopinhas na próxima semana e as papas cerca de duas semanas depois. Ora, agora com este teu post fiquei aqui a pensar e fui procurar ao Sr. Google a composição da papa que a pediatra recomendou e, txaran, lá está o "querido" açúcar. A sério que ando eu a pensar (e a dizer, nomeadamente aos avós) que a miúda não precisa de sal e muito menos de açúcar (sob forma de mel, bolachinhas, bolinhos e afins) tão cedo, e vou enfiar-lhe colheres de açúcar pela boca abaixo daqui por poucas semanas???
    Ora bolas...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois é, confesso que antes também não sabia disto. Sabia que os iogurtes deles têm muito açúcar (cuidado com isso também), mas pensava que as papas eram relativamente inocentes... É preciso ter mesmo muito cuidado :/

      Eliminar
  5. Boa noite Joana,
    Podes tentar falar um pouco mais sobre a Jullie?
    Obrigada

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não há assim muito para dizer ainda :) Há algum tempo que andava a pensar em investir numa máquina para fazer sopa. Gosto imeeeenso da sopa da Bimby, mas não faria sentido comprar uma só por causa disso. Tenho um amigo que me falou muito bem da Jullie (muito bem mesmo, a roçar a histeria!) e nem pesquisei mais: no dia anterior à primeira sopa do Matias fui comprá-la.

      Sinceramente acho que foi um erro. Não é uma máquina de fazer sopas particularmente prática, porque a lâmina para triturar está em cima e isso obriga-te a fazer aquela quantidade específica de sopa (entre 1300 e 1500ml). Se quiseres fazer 500ml de sopa... Não podes. Um dia mais tarde será igual porque o Mati vai comer da nossa sopa, mas por agora não é lá muito prático porque acabo a fazer imensa sopa dele. Temos comido na mesma e também aproveitamos para congelar uma ou outra dose, mas enfim. Supostamente a Jullie também faz sumos, compotas, batidos e virtualmente tudo o que consigamos imaginar que envolva cozer e triturar, mas lá está - sempre naquelas doses.

      Independentemente disso, é inegável que basta cortar os legumes aos bocados (até porque eu nem sequer os descasco), juntar água, ligar o programa, ir à nossa vida e vinte minutos depois temos a sopa pronta. Até a minha avó ficou abismada :P Mas se fosse hoje provavelmente pesquisaria melhor e compraria uma máquina semelhante mas com a lâmina em baixo :)

      Eliminar
    2. Ofereceram-me há já mais de 1 ano uma Yämmi e acho que até é uma boa aquisição. Fica substancialmente mais cara do que a Jullie (acho que na altura estava em promoção - e eles vão fazendo várias - e custou um pouco menos de 250 euros) mas também é mais versátil e menos limitada em termos de quantidades (essa quantidade pré-definida deve ser bastante irritante). Ficaria reticente devido a algumas defensoras acérrimas da Bimby que, talvez por uma questão de sobrevivência :P, tentam denegrir um bocado esta concorrente (ora porque os botões caem ora porque se avariam passados dois dias, etc.), mas eu (pelo menos) fiquei agradavalmente surpreendida.

      Honestamente nunca daria o tipo de dinheiro que pedem por uma Bimby, embora entenda e respeite quem faz essa escolha, muito menos havendo uma com funcionalidades idênticas e um atendimento menos 'porta a porta' :) as diferenças relevantes de que havia eram mesmo a 'velocidade inversa', que de facto é prática para não se ter de mudar de lâmina - embora eu nunca tenha tido problemas com isso, usando sempre uma (de cada vez, claro) apenas -, e a balança incorporada, que até é útil (embora não seja lady ao ponto de me custar colocar o copo na balança e fazer TARA, podendo assim até usar a balança noutras coisas). Isto na 1ª versão, que é a que eu tenho - agora parece que já colmataram essas falhas, colocando a máquina mesmo ao pé da Bimby. Sinceramente acho as diferenças completamente desprezáveis, SOBRETUDO quando supostamente valem 600 euros :P a não ser por uma questão de lealdade à original cuja ideia foi 'roubada', mas eles meio que mereciam por cobrarem aquela exorbitância :| ah, depois também há a questão de não haver uma música dos Gato Fedorento para a Yämmi! :D

      Faço sobretudo gelados (de banana!), batidos, sopas e mais de vez em quando molhos/comida com refogado/cozidos a vapor. Nunca me falhou, e para as sopas é particularmente prática (tal como a Jullie), além de as deixar bastante cremosas. Trituro muitas vezes também flocos de centeio/aveia/... lá, fica bastante mais barato do que comprar já em farinha :P para manteigas de frutos secos é igualmente boa. Gosto sobretudo da facilidade em limpar, admito - depois de viver com um processador de alimentos problemático durante uns tempos aprendi a apreciar estas pequenas coisas.

      Passando para outro tema, tu tornas qualquer assunto interessante, mesmo que uma pessoa não seja muito de ler blogs acerca de livros para bebés/ comida para bebés/etc :D achei a sugestão abaixo acerca da papa de grãos muuuito interessante. De facto as papas mais populares para bebés são uma tragédia :/ o Nestum de arroz é o único que conheço mais razoável, mas não é bio. Pesquisei por curiosidade e fui ter à marca que já mencionaste abaixo, a Holle, que realmente parece óptima!

      Beijinhos :)

      Eliminar
  6. As papas da Holle não têm açúcar, são biológicas, há com e sem glúten e lácteas e não lácteas. São uma boa opção para quando não há tempo para preparar papa caseira. E quando se lê a lista de ingredientes não há surpresas.

    ResponderEliminar
  7. Olá Joana! Já leio o teu blog há imenso tempo, mas nunca comentei (não tenho o hábito de comentar), mas hoje achei que tinha mesmo de ser :)
    Antes de mais parabéns pelo Matias (está um fofo lindo) e por terem optado não lhe dar papa de compra (aquilo para mim nem é comida).
    Deixo-te aqui dois link sobre as papas de compra versus caseiras, que talvez já tenhas visto, mas que se não tens mesmo de ver:
    http://www.nacadeiradapapa.com/2016/03/economia-papa-caseira.html
    http://www.nacadeiradapapa.com/2016/03/papas-caseiras-lista-compras.html

    Depois, e pegando no facto de ires utilizar os cereais sobre a forma de farinha, digo-te que é super prático usar sobre a forma de grão. Os benefícios dos cereais integrais em grão são imensos, é o melhor alimento que podes dar ao teu filho. Ninguém sabe o fácil que é fazer papa com cereais em grão. Desde que me "converti" à macrobiótica, que todos os dias o meu pequeno almoço é uma papa de cereais, e eu trabalho 10 horas por dia logo não posso perder muito tempo na cozinha. Vou-te explicar como faço:
    - De manhã, vou para a cozinha e meto logo na panela de pressão (aberta) uma chávena de cereais em grão (o que utilizo mais, de longe, é o arroz integral) e 7 chávenas de água. Depois, visto-me e vou à minha vida.
    - À noite, quando chego do trabalho, vou para a cozinha e ponho a panela ao lume (ainda aberta) com uma casca de limão e um pau de canela (nem sempre ponho, mas às vezes sim, fica bom) e fico à espera que ferva. Enquanto isso vou fazendo o jantar.
    - Assim que a panela ferver, mexo com uma colher de pau, e fecho a panela de pressão. Ponho o lume para o mínimo que conseguir e meto o despertador para dali a 3 horas. Depois acabo o jantar,janto, tomo banho,vejo televisão, leio, dou miminhos ao meu amor e quando passam as três horas volto à cozinha e desligo o lume. Assim que sai a pressão, abro a panela, trituro com a varinha mágica e tenho as papas prontas.

    Podes guardar as papas no frigorifico num recipiente fechado, preferencialmente de vidro. Eu faço muita quantidade para ter papas para uma semana. De manhã, é só pegar em duas ou três colheres de papa (a papa depois de fria fica com consistência de pudim), meto num tachinho e junto um bocadinho de água ou leite de arroz (também podes utilizar o leitinho do matias, mas água é mesmo a melhor opção para ele, na minha opinião) e vou mexendo até voltarem a ficar cremosas. Depois como e delicio-me! É o melhor pequeno-almoço/lanche/sobremesa de sempre! Para o matias deves dar a papa assim simples. Para tu e o teu marido comerem podem juntar à papa uma colher de açúcar (eu junto geleia de arroz) para adoçar e uma colher de manteiga de amendoim. A sério, fica uma delicia. Também podes juntar canela, fruta, granola... o céu é o limite!

    Desculpa o testamento, espero que te tenha ajudado.

    ResponderEliminar
  8. Olá Joana, já leio o teu blog há imenso tempo, mas nunca comentei (não tenho o hábito de comentar), mas hoje achei que tinha mesmo de ser :)
    Antes de mais parabéns pelo Matias (está um fofo lindo) e por terem optado não lhe dar papa de compra (aquilo para mim nem é comida).
    Deixo-te aqui dois link sobre as papas de compra versus caseiras, que talvez já tenhas visto, mas que se não tens mesmo de ver:
    http://www.nacadeiradapapa.com/2016/03/economia-papa-caseira.html
    http://www.nacadeiradapapa.com/2016/03/papas-caseiras-lista-compras.html

    Depois, e pegando no facto de ires utilizar os cereais sobre a forma de farinha, digo-te que é super prático usar sobre a forma de grão. Os benefícios dos cereais integrais em grão são imensos, é o melhor alimento que podes dar ao teu filho. Ninguém sabe o fácil que é fazer papa com cereais em grão. Desde que me "converti" à macrobiótica, que todos os dias o meu pequeno almoço é uma papa de cereais, e eu trabalho 10 horas por dia logo não posso perder muito tempo na cozinha. Vou-te explicar como faço:
    - De manhã, vou para a cozinha e meto logo na panela de pressão (aberta) uma chávena de cereais em grão (o que utilizo mais, de longe, é o arroz integral) e 7 chávenas de água. Depois, visto-me e vou à minha vida.
    - À noite, quando chego do trabalho, vou para a cozinha e ponho a panela ao lume (ainda aberta) com uma casca de limão e um pau de canela (nem sempre ponho, mas às vezes sim, fica bom) e fico à espera que ferva. Enquanto isso vou fazendo o jantar.
    - Assim que a panela ferver, mexo com uma colher de pau, e fecho a panela de pressão. Ponho o lume para o mínimo que conseguir e meto o despertador para dali a 3 horas. Depois acabo o jantar,janto, tomo banho,vejo televisão, leio, dou miminhos ao meu amor e quando passam as três horas volto à cozinha e desligo o lume. Assim que sai a pressão, abro a panela, trituro com a varinha mágica e tenho as papas prontas.

    Podes guardar as papas no frigorifico num recipiente fechado, preferencialmente de vidro. Eu faço muita quantidade para ter papas para uma semana. De manhã, é só pegar em duas ou três colheres de papa (a papa depois de fria fica com consistência de pudim), meto num tachinho e junto um bocadinho de água ou leite de arroz (também podes utilizar o leitinho do matias, mas água é mesmo a melhor opção para ele, na minha opinião) e vou mexendo até voltarem a ficar cremosas. Depois como e delicio-me! É o melhor pequeno-almoço/lanche/sobremesa de sempre! Para o matias deves dar a papa assim simples. Para tu e o teu marido comerem podem juntar à papa uma colher de açúcar (eu junto geleia de arroz) para adoçar e uma colher de manteiga de amendoim. A sério, fica uma delicia. Também podes juntar canela, fruta, granola... o céu é o limite!

    Desculpa o testamento, espero que te tenha ajudado.
    Beijocas*

    ResponderEliminar
  9. Olá Alexandra!

    Muito, muito obrigada por teres comentado! :D Tal como com as sopas, confesso que estamos um pouco perdidos nesta fase inicial. Há imensa informação em todo o lado, mas está tão dispersa e sinceramente sinto que não encontro em lado nenhum pessoas a falarem da sua experiência pessoal. É tudo muito abstracto. Eu sou uma pessoa prática, preciso de quantidades, de partilha de logística, de coisas assim :D

    A nossa ideia era utilizar os cereais em forma de farinha nesta primeira fase, mais para nos ambientarmos. Não foi uma ideia minha, confesso, mas a partir da próxima semana quem fica em casa é o Pedro e por isso ele acaba por ter mais voto na matéria, pelo menos durante o próximo mês (depois volto a ficar eu em casa novamente). Mas não nego que também não fiz propriamente muita pressão porque me assustava a logística de andar a demolhar e ferver grãos para trás e para a frente (nem sequer temos panela de pressão ainda!).

    No entanto, de facto fizeste a logística parecer bem mais simples. Não tinha pensado na questão de fazer papa para a semana toda (daí assustar-me tanto a ideia de andar a demolhar e a cozer grãos todos os dias!), mas parece-me uma óptima ideia - até posso congelar em doses individuais e descongelar no dia anterior.

    Porque achas que a água é a melhor opção? Sinceramente ando meia perdida com isso, por um lado não quero fazer papas com o leite dele (até porque creio que o leite nem sequer pode ir ao lume durante tanto tempo), mas por outro tenho medo de fazer só com água numa fase inicial porque fica nutricionalmente mais 'desinteressante' (cá em casa ficámos com a paranóia do peso do miúdo, depois do trauma da amamentação). A pediatra não é de grande ajuda porque tudo isto é chinês para ela... Enfim, estamos um bocado perdidos. Hoje ainda perguntei à minha avó como fizeram comigo, mas como na altura se usava leite de vaca era mais simples :P

    Mas o teu comentário já me deu uma ajuda GIGANTE :D Obrigada :D

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Desculpa, só agora é que vi que me tinhas feito uma pergunta :P
      Acho que a água é a melhor opção, porque o leite (de outro animal) juntamente com cereais causa problemas na digestão, podendo até fazer gases e barriga inchada. O leite adaptado do matias deve ter a sua base no leite de outro animal (penso que deve ser vaca), por isso o melhor na minha opinião é mesmo só fazer com água. E além disso, se as papas se fazem com água (e devem ser sempre feitas com água), não faz sentido juntar leite só para as aquecer :P
      O Matias vai continuar a beber o biberon, há medida que cresce e vai introduzindo outros alimentos vai deixando de ter necessidade de beber tanto leitinho. Eu se fosse a ti não me preocupava com isso de ser menos interessante do ponto de vista nutricional.

      Em relação à panela de pressão, só a mencionei porque a papa fica mais saborosa (e do ponto de vista macrobiótico fornece um tipo de energia benéfico aos cereais). Podes fazer numa panela normal, exatamente da mesma maneira, que fica uma delicia na mesma. Eu já fiz quando estou com a panela de pressão ocupada e não quero perder tempo.

      Beijocas, se tiveres mais alguma dúvida é só dizeres. Se quiseres saber mais alguma coisa em relação a este tipo de alimentação (ou sobre outra coisa qualquer) o meu e-mail é: alexandra.cc.afonso@gmail.com :D

      Eliminar
  10. É só para dizer-te que te considero ainda mais maravilhosa (era possível?). Nem imaginas o quão compreendida me senti depois de ler este post. A cultura do açúcar conquistou o mundo inteiro, os rótulos coloridos e com bebés felizes, idem. Obrigada por esta partilha que irá certamente chegar junto de muitos pais. O Mati vai agradecer-vos mais tarde :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É complicado. É óbvio que as empresas têm interesse em que os bebés comam as suas papas, daí o açúcar. O doce é o nosso único sabor inato, nascemos já biologicamente programados para apreciar os docinhos e é óbvio que as empresas se aproveitam disso. Depois os próprios pediatras têm mais com que se preocupar. Eu vejo pela Joana: ela sabe TANTA coisa de miúdos doentes que este tipo de 'detalhes' sobre os miúdos saudáveis acaba por passar. Ela não fazia genuinamente ideia de que as papas tinham açúcar, embora até me tenha dado amostras e tudo (onde aparecem os ingredientes). E está a aprender ao mesmo tempo do que eu: um dia destes até dizia que eu depois tinha de lhe passar as receitas para ela poder passar aos outros pais :P

      Mas enfim, acho que hoje em dia há uma preocupação maior com tudo o que envolva os filhos. Nalgumas situações é bom, noutras será mau. É como digo acima: cada um tem as suas prioridades. E a minha é dar ao meu filho uma alimentação o mais natural possível. Não me faz assim tanta confusão dar-lhe um doce um dia mais tarde (até porque adoro doces), mas será sempre uma coisa esporádica (e feita por mim) e nunca algo que ele comeria todos os dias. E quem fala das papas fala dos iogurtes para crianças, dos leitinhos cheios de açúcar, dos lanches já feitos, das bolachas e etc e tal. Cá em casa já deixámos de comprar tudo isso :P

      Eliminar
  11. Joana, há um blogue, " as minhas receitas" , que é de uma mãe que nunca deu papas de compra aos filhos, é ela que as faz. Talvez consiga tirar umas ideias, ou consultando o blogue ( que é sobre comida p adultos) ou enviando-lhe um Mail a pedir dicas. Parabéns pelo seu lindo Matias!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu conheço a Joana, ela apresentou o meu livro :D Obrigada pela dica :D

      Eliminar
  12. Este post foi muito importante. Confesso que eu ja tinha reparado, bem antes de estar gravida, na quantidade absurda de acucar que as papas e iogurtes de criancas tem ! Mas nunca tinha pensado no que iria fazer um dia que tivesse filhos. Com este post ja percebi que existem papas biologicas e sem acucar à venda. Sem duvida que é uma solucao pratica e saudavel! E ao mesmo tempo levou -me a perceber que com o tempo tenho de ir pesquisando receitas de papas e a maneira mais pratica de as fazer (mas ainda tenho muito tempo ate chegar a essa fase). Obrigada 😊

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olha e acabámos de ver que não é uma diferença de preço assim tão grande. As papas normais custam 2€ e tal (por 200g de papa) e as da Holle 4€ (por 250g). Sim, é quase o dobro, mas depois o valor por papa é pouco maior. E sinceramente há coisas em relação às quais nós simplesmente não poupamos, e a alimentação é uma delas ;)

      Eliminar
  13. Ola Joana,

    Sempre disse que nao daria papas nem comida industrializada ao Liam. Enquanto depender de nos (Eu e o Dario) assim sera. Ainda ha dias falavamos sobre isso porque vamos comecar a introducao alimentar daqui a 2 semanas.
    Em mocambique nao havia o habito de dar comidas industrializadas (nao havia muita opcao e a maioria das pessoas nao pode pagar) mas mesmo as q podem pagar fazem papas caseiras.

    Papas q vamos dar por aqui: farinha de milho, farinha de arroz, farinha maizena, aveia (nao me lembro de mais nenhuma no momento). Todas podem ser feitas com agua ou leite, adicionar frutas para variar o sabor.

    Depois vai partilhando as q fazes para aumentar a minha lista :P

    Bjos

    ResponderEliminar
  14. A ideia que a sopa ou papas são mais calóricas que o leite é um erro. Sabe-se com cada vez mais certeza que a exclusividade do leite (seja ele materno ou de fórmula) até aos 6 meses, ou o mais perto possível desta marca, traz muitos mais benefícios a médio-longo prazo :) A necessidade de fazer palhaçadas para que coma, mostra que provavelmente poderá ser cedo. Os bebés têm o seu próprio relógio, que os desperta para a introdução da alimentação complementar na hora certa. Não precisa de ser um suplício para os pais, nem devem precisar de acrobacias para que o bebé coma. Na altura certa, tudo se desenrola na mais perfeita harmonia :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Cá em casa somos os dois médicos e a pediatra do miúdo é a nossa melhor amiga. Lemos imensos estudos e pareceres das diversas sociedades de pediatria e tomámos uma decisão consciente e, acima de tudo, informada. Sabemos as vantagens e desvantagens, e também sabemos quais são as recomendações actuais (que são de facto a introdução dos alimentos entre os quatro e os seis meses). Actualmente continua a defender-se que o aleitamento materno deve ser exclusivo até aos seis meses, mas não há evidência científica que o aleitamento com leite adaptado após os quatro meses e meio traga vantagens. Se a LC souber de artigos concretos com uma amostra estatisticamente significativa, pode partilhar e eu engulo já as minhas palavras :) O que de facto verificámos no nosso filho foi que por volta dos quatro meses ele passou uma fase em que queria comer MUITO. Acordava de duas em duas horas de noite (e anteriormente até já dormia doze horas seguidas) para beber 210ml de leite (ou 240ml), de dia queria igualmente comer de duas em duas horas. Baixou de percentil no peso. Fizemos o que nos pareceu lógico e o que é actualmente recomendado: inserimos as sopas aos quatro meses, e inserimos as papas hoje (fez cinco).

      Nunca disse que a alimentação era um suplício, muito pelo contrário: até refiro que está a ser uma aventura gira (e continua). Em relação às palhaçadas, acabaram por ser uma estratégia como outra qualquer. Há uns tempos também precisávamos de lhe dar colo para dormir a sesta, e não era certamente porque ele não estava ainda preparado para dormir sestas :D De qualquer das formas quando passámos a dar a sopa ao almoço acabaram as brincadeiras (porque na altura só estava eu em casa e agora só está o Pedro) e ele come bem na mesma. Ele nunca precisou de grandes distracções, mas nós gostamos de interagir com ele quando come porque queremos que ele perceba que a alimentação é um processo divertido :)

      No fundo não há uma fórmula óbvia e bebés diferentes têm realidades diferentes, pais diferentes, pediatras diferentes, níveis de desenvolvimento diferentes e personalidades diferentes (o nosso bebé sempre foi super curioso e a comida é só mais uma coisa interessante para ele pôr na boca). Obviamente que há bebés que aos quatro meses não estarão preparados para a introdução dos alimentos, mas o nosso estava. Também há bebés que aos seis meses não estão preparados para a introdução dos alimentos, e os pais têm de os introduzir na mesma.

      Aproveito ainda para esclarecer que os intervalos de tempo existem por alguma razão, e sinceramente esta história da harmonia e de ouvir o bebé acaba por só resultar em bebés sem quaisquer problemas. Sou pedopsiquiatra, trabalho com crianças com problemas de desenvolvimento (entre muitas outras questões obviamente) e há pais de bebés com um ano ainda não inseriram os alimentos porque "ele ainda não estava preparado". Acho que pensar a branco e preto acaba por ser muito perigoso, principalmente quando caímos na tentação de achar que todos os casos são iguais.

      Eliminar

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...r: 0" />