17 de março de 2016

Viseu 2016 #3

Hoje trago-vos a última publicação com fotos de Viseu, juntamente com o relato de uma aventura que certamente não vou esquecer tão cedo!

No Museu Grão Vasco







Retábulo da Sé de Viseu, absolutamente lindo! Fiquei mesmo com pena de não ser possível tirar fotos de perto!


Ícaro :)



Já dentro da Sé





A Sé em si estava em obras e também não sabia se dava para tirar fotografias no interior, por isso na dúvida não tirei :)



Achei a Igreja da Misericórdia um espanto :D






Depois disto fiquei num impasse. Ainda era cedo (eram umas três da tarde), mas já não tinha grande energia para andar a passear. O Pedro ainda estava no congresso, que terminava às sete. Tinha uma drenagem linfática manual marcada no spa do hotel, mas era às seis. Vai daí, e inspirada pela Serra da Estrela com neve que via da varanda do nosso quarto, decidi ir a conduzir até lá. Sozinha e sem avisar ninguém. Cheia de bazófia e super independente.

Já estão a ouvir o mistake opera guy?

Fui parando pelo caminho para tirar umas fotos
Pff sou super independente!
Vou só dar um passeio e depois volto quando o congresso terminar. Apesar de já termos decidido ir à Serra da Estrela juntos amanhã. Quero ver neve! * beicinho *
Uma cascata :)
Onde está a neve?
Vou só parar neste sítio giro para tirar umas fotos!
E pronto, foi aqui que as coisas correram mal. O Pedro ligou a dizer que tinha decidido sair do congresso mais cedo para passarmos mais tempo juntos e eu tive que confessar que estava no meio da serra completamente sozinha depois de ter conduzido durante mais de uma hora. Voltei para o carro para regressar a Viseu, e quando dei a volta...

Atolei o carro.

Atolei o carro sozinha na serra. Não andava. Primeira? Nada. Marcha-atrás? Nada.

Lá se foi a bazófia.

Tinha pouquíssima rede e estava praticamente sem carga no telemóvel. Demorei cinco minutos a conseguir ligar ao Pedro porque tinha as mãos a tremer. Liguei para o reboque, mas não conseguia dizer onde estava (e surpreendentemente dizer ao senhor que 'saí de Viseu e conduzi em direcção à serra durante uma hora e tal' não ajudou). Eram 17.30h e estava a começar a escurecer. Já não tinha água comigo. Havia quatro bolachas de manteiga de amendoim e chocolate no carro. Vomitei o almoço todo. Chorei como uma histérica. O senhor da AXA ligou para o reboque de Seia, mas o senhor de Seia ligou-me e disse que era com o senhor de Gouveia. O senhor de Gouveia disse que ia demorar uma hora a chegar (e já eram umas seis e tal). Entretanto lá me lembrei que tinha GPS no carro (sou genial #not) e consegui dar-lhe as minhas coordenadas.

No meio desta saga, parou um carro de onde saíram três pessoas a quem devo um agradecimento GIGANTE por terem insistido em empurrar o meu carro enquanto eu estava lá dentro. Uns bons minutos (e muitos empurrões) depois, o meu carro ficou livre. E eu tive de conduzir mais uma hora de regresso a Viseu, onde me atirei para os braços do Pedro e chorei mais um bocadão.





Confesso que quis voltar imediatamente a casa. Noutra altura qualquer estaria a rir-me da grande parvoíce que fiz, sempre a mesma totó com a mania das aventuras, que grande trenguice, vou ligar à Joana e ao Bernardo para eles se rirem à gargalhada comigo, lá ia eu cheia de bazófia pela serra fora, que história gira para animar os próximos jantares do pessoal e tal. Mas desta vez foi diferente. Não sei porquê, mas não achei nada disto divertido ou engraçado. Não achei aventureiro, não achei uma boa história para contar e não me senti independente ou corajosa.

Senti-me estúpida e irresponsável. Apanhei um susto dos diabos. E talvez um dia consiga rir-me do que aconteceu, mas naquele momento só queria estar na minha casa, na minha cama, nos braços do meu bão, a sentir a minha coisinha fofa. Queria sentir-me segura.

Por isso, e apesar da insistência do Pedro para ficarmos e vermos a neve na Serra da Estrela no dia seguinte, viemos para Lisboa um dia mais cedo. E ele diz que no fim do ano levamos lá o bebé para ele ver neve... Mas não estou com grande vontade!

Fiquei com pena de ter terminado uma viagem tão gira desta forma tão foleira, mas apesar disto adorei conhecer Viseu :)

20 comentários:

  1. Oh que susto! Eu sou um pouco medricas e confesso que, sendo de Viseu, nunca me aventurei a ir sozinha daqui até à Serra. Precisamente porque as estradas não são muito movimentadas e tenho receio de ficar lá parada sozinha!!! Mas correu tudo bem, é o que interessa.
    Deixo aqui os meus parabéns e o meu obrigada pelas fotos lindas da minha cidade!
    Um beijinho...

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    1. Pois, eu só tenho assim ideias mirabolantes :/

      Obrigada :)

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    2. O que interessa é que ficou tudo bem!
      Um dia vai dar para rir... :)
      Beijinhos

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  2. Isso inicialmente é que foi coragem... Eu não me aventurava numa dessas sozinha. Sou uma medricas da pior espécie :-) Tenho pena que a viagem tenha terminado dessa forma, mas de certeza que daqui a uns bons tempos ainda te vais rir à custa disso :-) Adorei todos os posts de Viseu, nunca visitei e achei uma terra lindíssima com recantos a descobrir. Beijinhos e tudo de bom***

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    1. Espero que um dia ainda dê para rir... Por agora ainda não deu ;) Viseu é muito giro sim :)

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  3. Oh que aventura!!!!! Adoro passear sozinha (não de carro que sou um desastre a conduzir) em cidades desconhecidas. Andei sozinha por Londres e São Francisco e adorei!
    Mas, desde que sou mãe, estou um bocadito diferente. Ainda me aventuro por aí mas estou mais "com o coração nas mãos".
    Ainda bem que correu tudo bem no fim mas não admira que quisesses ir para casa. Eu teria querido o mesmo. :)
    Daqui a uns anos, talvez, já dê para rir.

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  4. Não imagino a tua aflição!... Ainda bem que acabou tudo bem! Agora não vale a pena martirizares-te com isso :) Disparates todos fazemos!

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  5. No fim do ano já não te lembras disto (ou já te consegues rir do assunto) e já podem lá voltar (;

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  6. Ora ai está, a purpurina respondeu ao teu medo...É MÃE.

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  7. :)

    Leio o teu blog sem nunca (ou quase nunca) comentar. Por preguiça de escrever, confesso. :D Mas sou de Viseu e o meu marido também esteve no congresso do teu. Soubesse eu que estavas cá e tinha-te oferecido um lanche e um passeio com visita guiada à minha maravilhosa cidade. Seja como for, vejo que não falhaste alguns dos pontos-chave. Ainda bem que ficaste com vontade de voltar. :)

    Beijinhos e felicidades aos três.

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    1. Fiquei com vontade de voltar pois, apesar de tudo foi uma viagem curtinha e a barriga também já não me permite fazer tudo aquilo que gostaria ;) Mas para a próxima aviso :D

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  8. Vinha cá basicamente dizer o mesmo que já foi dito: acredito piamente que isso se deve ao facto de seres mãe.

    Eu também era muito aventureira, tal como tu. Adorava várias coisas e uma delas era velocidade. Adorava quando vivia na Suiça e íamos passear à Alemanha nas estradas sem limite de velocidade.
    Mas depois de grávida deixei de achar piada àquilo. Por muita segurança que as estradas tivessem, por muito vazias que as mesmas estivessem era colocar o carro a 140km/h e eu já implorava para andarem de vagar. Se fosse só quando o meu filho estava no carro era uma coisa mas não...agora sou sempre assim.

    Acho que (por vezes) até sou cuidadosa demais: faço um esforço significativo para mudar isso, até porque acho que a rigidez em excesso também não é boa.

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    1. Eu acho que foi todo o envolvimento da situação. Fui toda confiante, a sentir-me super independente, a achar que nada mudaria por ter um bebé, podia continuar a ter aventuras sozinha e tal... E depois percebi que não. A vida mudou, já não sou só eu e as coisas podiam ter corrido bastante mal (vá, também 'só' atolei o carro, mas acho que dá para perceber).

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  9. Que verdadeira aventura Joana!
    Imagino o pânico! Sem bateria, começa a escurecer! Nem quero pensar!
    Ainda bem que há pessoas simpáticas e te ajudaram!
    Que bom que acabou tudo bem!
    Um beijinho querida

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