23 de fevereiro de 2015

Semana da diabetes #1: Queques de avelã e cacau e um regresso ao início :)

And life is a road and I want to keep going,
Love is a river, I want to keep flowing,
Life is a road, now and forever,
Wonderful journey.

I'll be there when the world stops turning,
I'll be there when the storm's through,
In the end I want to be standing
At the beginning with you.

Donna Lewis


'Porquê os queques?' é uma pergunta que ouço com alguma frequência. No início confesso que achava uma pergunta relativamente estranha, mas com o tempo percebi que nem sempre aquilo que adoramos sem qualquer reserva é consensual para os outros (algo a que pessoalmente gosto de chamar 'o fenómeno eu acho que o OldBoy é o melhor filme de sempre mas os meus amigos não concordam').


Vai daí, dou por mim a responder a esta pergunta um número absolutamente incontável de vezes. Digo que são rápidos de fazer, que são práticos de transportar, que permitem um sem número de variações e sabores diferentes, que se comem em duas dentadas no intervalo das consultas ou calmamente com um café depois do almoço. Refiro que são saudáveis e caseiros, que são imensamente versáteis e que são óptimos para partilhar com os outros. Constato que são bons para comer ao pequeno-almoço, a meio da manhã ou até como sobremesa.


Afirmo que dá para fazer versões sem açúcar, sem glúten, sem lactose, sem ovos e sem outros produtos de origem animal, tornando-os apropriados para intolerantes ao glúten ou à lactose, vegetarianos ou vegan, alérgicos ao ovo ou ao leite de vaca, seguidores da alimentação paleo (ou outras dietas baixas em hidratos de carbono) e, last but not least, diabéticos.


Actualmente eu já faço queques quase de uma forma automática: tenho sempre queques no congelador para uma qualquer emergência, e mal a caixinha dos queques fica vazia sai logo uma nova fornada para levar para o lanche. Mas de vez em quando dedico-me a pensar no início desta paixão, no começo desta longa relação e nas razões pelas quais continuo firme na minha adoração por estas pequenas delícias. E sabe bem voltar atrás e reviver o caminho que percorri até chegar aqui.


Por isso aqui têm: queques sem farinha, sem açúcar e sem leite. Queques ideais para diabéticos, com manteiga de avelã caseira. Como todos os outros, são rápidos de fazer e práticos de transportar, permitem um sem número de variações e sabores diferentes, comem-se em duas dentadas no intervalo das consultas ou calmamente com um café depois do almoço, são saudáveis e caseiros, são imensamente versáteis, são óptimos para partilhar com os outros e são bons para comer ao pequeno-almoço, a meio da manhã ou até como sobremesa. E são tão deliciosos que respondem imediatamente a qualquer pergunta :)


Queques de avelã e cacau

Ingredientes (para seis queques):

* Uma banana;
* Um ovo;
* Meia chávena de chá (ou oito colheres de sopa) de manteiga de avelã caseira (receita aqui);
* Um terço de chávena de chá (ou seis colheres de sopa) de cacau em pó magro;
* Três colheres de sopa de mel;
* Uma colher de sopa de essência de baunilha natural;
* Um quarto de colher de chá de bicarbonato de sódio;
* Uma pitada de sal;
* 100g de pepitas de chocolate (ou chocolate negro cortado em pedacinhos).

Confecção:

* Juntar todos os ingredientes com a excepção das pepitas e triturar bem com a varinha mágica;

* Acrescentar metade das pepitas de chocolate e colocar em forminhas para queques;

* Cobrir com as pepitas de chocolate restantes e levar ao forno pré-aquecido a 220º durante cinco minutos;

* Descer a temperatura para os 180º e deixar cozinhar durante mais quinze a vinte minutos;

* Deixar arrefecer sobre uma grade.


Até amanhã! :D

9 comentários:

  1. esses queques estão com um aspeto maravilhoso.


    www.ocantinhodosgulosos.blogspot.pt

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  2. Obrigada por esta receita. Já vamos poder fazer quques para a nossa Mãe que é diabética.
    Beijinhos

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  3. Com o título pensei que estivesses a falar da paleo, por causa de toda a filosofia da adaptação através do tempo à alimentação :P
    (Sendo assim, talvez devessemos comer imensos cereais para que os nossos descendentes (daqui a imenso tempo) pudessem depois comer pão à vontade. Se calhar a tolerância ao glúten teria de ser seleccionada para formar uma população de comedores de cereais. Que não são porcos, obviamente.)
    Por acaso também já pensei - porque é que gostas tanto de queques? São bons, eu gosto, ficam giros... Mas não os faço com maior frequência do que outro tipo de doce, como bolos, tartes ou outra coisa qualquer. Percebo que toda a gente tenha gostos diferentes, claro :) eu gosto, só não sou fanática como tu. Provavelmente é o que acontece com a maioria das pessoas :)
    Tenho de ver o OldBoy...
    Este post dava prefácio para um Livro de Queques II... :P
    Concordo completamente com a rapidez, o tempo no forno é um grande ponto a favor :) os sabores também, embora ache que se fosse eu não seria tão criativa. Deves ser a pessoa que mais sabores diferentes de queques já faz no mundo.
    (Eu se fosse a ti fazia uma pesquisa pelo Guinness, quem sabe...)
    Nem sempre são saudáveis :P acho que é como tudo, podem ser e podem não ser. Menos buttercream, aquilo não tem por onde se lhe pegue.
    (Ainda assim deve haver quem consiga de alguma forma...)
    Com um café depois do almoço soa bastante bem :D
    Quanto ao partilhar deve ser, assim em versão individual é muito prático :)
    «Até como sobremesa»? Eu diria que essa é a utilização primeira, é como como sempre :P haha
    Não sei se comer um queque como lanche não me fazia ainda mais fome :P haha
    Claro que são bons para isso tudo, aumenta a dose e até para jantar dava :P
    Por acaso no campo das restrições alimentares tens imensos muffins diferentes :) os bolos e isso também dão para fazer com esse propósito, mas queques são sempre mais giros :D
    A tua relação com os queques é engraçada :P
    Tens sempre queques? Caixinha dos queques? Fornada para o lanche? OS TEUS QUEQUES SÃO BOLACHAS. São IMENSO bolachas. Pelo menos são as TUAS bolachas. ÉS O MONSTRO DOS QUEQUES. :D
    Só virtudes, fiquei tonta com esse parágrafo! Eu se fosse a ti andava sempre com uns numa malinha e se alguém começasse a verbalizar A pergunta enfiava-lhe um queque nos dentes. Aliás, devia haver um Dia do Queque em que toda a gente andava com queques para espetar em qualquer pessoa que fosse começar a falar.
    ...Acho que te esqueceste da parte do «dome» entusiasmante, que é claramente a melhor parte ;)
    As receitas paleo do género têm sempre tendência a ser muito simples na preparação, tipo «triturar tudo». Ficaste inspirada com a chocolate covered katie :P haha
    (A sério, é incrível como as receitas dela são TODAS assim.)
    Os queques estão lindos e deviam estar deliciosos :D essas pepitas ficam sempre adoráveis (é giro, as brancas ficam douradas)... E essas formas parecem aquelas dos queques ou madalenas «profissionais» (i.e. de pastelaria ou hipermercado). Por último, parece que estão a dançar no prato :D vou ter de experimentar a receita, parece delicioso :) só preciso de manteiga de avelã. Se calhar mais vale comprar um quilo, caso a receita corra mal dez vezes seguidas e eu esteja mesmo determinada OU toda a comida do mundo tiver acabado menos esses ingredientes e eu seja alérgica a comer componentes separados e na sua forma natural (03elohw?). :P

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    Respostas
    1. Por acaso eu como sempre ao pequeno-almoço e/ou ao lanche, como sobremesa não costumo comer. Mas estes comem-se a qualquer hora do dia, sabem sempre bem :D

      Tens de experimentar esta receita :D

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  4. Achei interessante a sua receita, mas fiquei em dúvida porque contém mel e sou diabética, vou tentar substituir por adoçante.

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