15 de outubro de 2019

Pregnancy Diary #51

Quando há três anos as pessoas à minha volta sugeriam levar maquilhagem para a maternidade 'para dar um ar mais compostinho', eu achava que a malta não devia andar boa da cabeça. Pensava sempre que a última coisa que ia querer depois de ter um filho era maquilhar-me, e além disso as pessoas que iam visitar-me ao hospital não podiam estar menos importadas com isso. O Matias nasceu e eu não senti a mínima necessidade de estar pintada ou arranjada de alguma forma. 

Desta vez estou diferente.

Nem estava com mau ar, vá :D
E esta fofura da mãezinha aos dois dias? Estou mortinha que a nossa Gabi nasça :D :D :D
Agora quando marquei a depilação (desta vez marquei à confiança para as 38 semanas, espero que a miúda não decida nascer mais cedo!) aproveitei para marcar uma data de bodeguices fúteis: pedicure, cortar e pintar o cabelo (a minha obstetra diz que não há problema) e até pôr gelinho nas mãos pela primeira vez (a minha obstetra também diz que não há problema). Continuo sem qualquer vontade de levar maquilhagem para o pós-parto, mas isso é porque não sou de todo fã de estar maquilhada e sinto-me sempre pouco confortável. De resto, vou em modo cheguei como se fosse para um evento social e não para uma espécie de tortura medieval.

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Não sei bem a razão desta mudança. Sou a mesma pessoa, claramente vou receber as mesmas visitas, vai ser necessário um maior esforço adaptativo e uma gestão diferente das dinâmicas familiares (porque agora já há o Mati) e às vezes penso que ter o cabelo sem brancas devia ser a última das minhas preocupações. Mas pronto, se calhar são as hormonas. Se calhar é desta vez ser miúda. 

Vá-se lá compreender :D

14 comentários:

  1. Eu, que não percebo nada do assunto, acho que deve ter a ver com o desta vez estares mais serena por já saberes o que te espera :) Acho que já te permites estes pequenos mimos de cuidares mais de ti, para te preparares para o que aí vem. Talvez quando foi do Matias estivesses só mesmo focada nele... Olha, não sei. Mas acho muito bem :)

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    1. Não estava só focada no Matias. Quer dizer, desta vez também estou muito focada na Gabriela. Acho que desta vez estou é muito mais confiante, e além disso estou a sofrer tanto com a gravidez que vai mesmo ser um alívio quando isto acabar. Acho que vou muito mais feliz para este parto do que para o do Matias, e por isso faz-me sentido ir toda gira também :P

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  2. Eu estou igual. Não só quero ir mais arranjadinha, como até investi nuns pijamas mais bonitos. Na mha primeira gravidez levei o básico de maquilhagem (lápis de olhos e máscara de pestanas) e ainda bem, pq estive 15 dias no hospital e sentia-me um trapo (os pijamas feios q levei também não ajudaram) e gostava de pelo menos olhar p o espelho e não sentir q estava totalmente acabada. Acho q não faz mal mimar-nos um pouco e agora sabemos que depois de nascerem o tempo para nós é escasso. Também gostava muito de ir a um spa e não fazer nadinha durante um dia, mas não me parece q vá ser possível acontecer... fica para a próxima. :p

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    1. Eu não gosto mesmo de maquilhagem, nada a fazer. A base faz-me sentir peganhenta e detesto ter coisas nos olhos :P Também ainda não consegui voltar ao Float In, mas queria mesmo ir antes do parto. E sabes o que sinto vontade? De ir passar três dias sozinha para um hotel, sem ninguém a chatear-me. Tipo retiro xD

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  3. Joana, já agora, já pensaste como vais fazer para apresentar o Matias à Gabriela? :)

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    1. Até agora tínhamos pensado levá-lo ao hospital no último dia e voltarmos todos para casa juntos. Mas não sei se vou aguentar sinceramente :D Acho que depende de como estiver na altura, mas se estiver bem vou sentir vontade que ele vá logo, quer por ele quer por mim :) Mas isso é porque até agora ele parece super entusiasmado com a questão da mana (e cada vez mais, não há dia em que não fale disso), por isso nós próprios também andamos com expectativas boas. Não sei, vai depender de muitos factores. Mas sim, na pior das hipóteses no último dia :)

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  4. Se calhar porque quando foi com o Matias e sendo o primeiro filho, uma pessoa pensa em tudo, menos em nós ou na maquilhagem. Com a chegada da princesa, como já sabes como é e não sendo novidade, vais mais calma e serena.
    Beijinhos,
    Espero por ti em:
    strawberrycandymoreira.blogspot.pt
    http://www.facebook.com/omeurefugioculinario
    https://www.instagram.com/marysolianimoreira/

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    1. Eu até não ia mal, acho que fui ao cabeleireiro e tudo. Mas nada desta magnitude claramente :P

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  5. Lembro-me de estar a fazer a mala para a maternidade (levei tanta coisa que não precisei) e levava maquilhagem, umas roupas práticas (calças de fato de treino e t shirts que foi o que usei na maternidade), umas roupas mais de "sair" (só usei quando saí) lembro-me que até coloquei o robe de quarto que tinha comprado para o meu casamento. O meu marido ao tlf com a minha mãe estava a contar-lhe todas as tolices que eu estava a colocar na mala. E lembro-me da minha mãe se rir e dizer "ela deve achar que vai para uma festa" 🤣 eu percebi exactamente o que ela queria dizer, sobretudo depois do parto. Eu achava que efectivamente (apesar do sofrimento do parto) eu queria estar bem e bonita naquele que seria o momento mais marcante da minha vida. Eu maquilhagem levaria sempre, porque uso maquilhagem há imensos anos e simplesmente não consigo sair de casa sem (comecei a usar ainda adolescente por causa da rosácea), fui-me habituando, e agora tenho olheiras enormes e mais não sei quantas imperfeições e sinto-me "despedida" se tiver de sair de casa sem um mínimo de maquilhagem. Mas efectivamente o pós-parto foi a altura que menos maquilhagem usei. Devo ter ficado 2 dias sem me maquilhar (acho que até fui para a maternidade sem maquilhagem !!) (Aqui fica-se mais tempo na maternidade que em Portugal. Tive o Matias numa quarta e saí no Domingo e acho que é quase o mínimo). E mesmo nos dias seguintes usei maquilhagem, mas muito menos que o meu habitual. Devo ter usado uma base e um rímel (e passei meses a só usar isso quando saía de casa ou tinha visitas e nada quando não via ninguém).
    Não pintei o cabelo, não coloquei unhas de gel nem marquei pedicure porque também não o faço normalmente... Mas entendo essa vontade de nos sentirmos bonitas para um dos momentos mais importantes das nossas vidas.
    Eu acho que estavas com óptimo ar. Essa foto está linda. Eu fiquei com ar de quem tinha sido atropelada por um camião. Aí e essa fotografia do Matias recém-nascido 😍😍😍

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    1. Aqui foi ao contrário: a minha mãe até me comprou um robe todo frufru e eu nem o levei, achei uma tontice. Na maternidade só queria andar de camisas de dormir e pronto. Depois em casa andei de fatos de treino imenso tempo, e lembro-me de uma vez o meu pai ter vindo visitar-nos e ter perguntado 'vais andar de fato de treino durante quanto tempo? e eu 'para sempre!'' :D Mas no geral não tive grandes cuidados no pós-parto. Era obcecada com a limpeza (tomava dois banhos por dia, por exemplo) porque sentia-me sempre 'suja', o sangue, os pontos, etc, mas fora isso estava como normalmente estou (ou seja, zero investida). Desta vez também planeio fazer o mesmo, e precisamente por isso vou tratar de mim antes. A ideia é pintar o cabelo para ficar mais apresentável (já estou cheia de brancas, que tristeza!), pôr o gelinho para não precisar de me preocupar com isso durante umas semanitas e por aí fora. Pelo menos na altura vou mais ou menos, já que depois sei que não vou investir grande coisa :)

      Cheira-me que desta vez também vou estar com um ar atropelado sinceramente. Já estou agora, quanto mais daqui a umas semanas :P

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    2. Eu trabalho num hospital e onde trabalho as pessoas que estão internadas não ficam de pijama. Depois de fazerem a higiene de manhã vestem-se normalmente. Foi uma das coisas que notei cá, porque a ideia que tenho é que a maioria das pessoas na maternidade e no hospital em Portugal ficam de pijama durante o dia todo. Então deduzi que na maternidade cá fosse igual. Por isso, levei roupas para vestir durante o dia. E ninguém andava de pijama (que eu tenha visto). Tanto que o M. nasceu às 2h30 da manhã. Cheguei ao quarto quase às 6h e poucas horas depois trouxeram-me o pequeno-almoço. Mas no dia seguinte, já não me trouxeram o pequeno almoço ao quarto. Indicaram-me onde podia comer o pequeno-almoço (era numa sala mesmo ao lado). No terceiro dia vieram-me perguntar se queria ir a um atelier sobre porta-bebés e outro sobre massagem no bebé. Fui e ainda tive de atravessar o edifício pela parte exterior para lá chegar... Todas as mães estavam vestidas normalmente.
      No hospital onde eu trabalho o pequeno -almoço é no quarto por uma questão de organização, mas o almoço e jantar para todos que estão em condições de poder ir é numa sala onde comem todos juntos... Tenho ideia que em Portugal os pacientes comem nos quartos, mas posso estar enganada. Talvez dependa dos serviços. Trabalho num hospital muito pequeno.
      Caso contrário, teria vivido super bem de pijama na maternidade o tempo todo. Até porque eu adoro andar de pijama.😆
      Eu também me sentia sempre suja no pós-parto, sentia que tinha um odor diferente e forte. E transpirava muito. Já não me lembro ao certo quando isso passou, mas é a imagem que tenho também das primeiras semanas. Também andava sempre a tomar banho e sempre com a cisma que tinha um odor forte...
      Pelas fotos que temos visto da gravidez estás uma grávida linda...nada ar de quem foi atropelado 🙃

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    3. Por acaso acho isso muito fixe. É deprimente ver as pessoas nas enfermarias de pijama todo o dia, e acho que mesmo para os próprios doentes deve ser muito confuso. Por outro lado, depois do Matias nascer tinha pouca mobilidade (entre o braço partido e as dores na pipi), por isso duvido que me conseguisse enfiar num par de calças. Aliás, nem me lembro bem como me vesti para sair do hospital agora que penso nisso :P Talvez o Pedro tenha ajudado :P Isto porque lembro-me que nos dias antes do Matias nascer o Pedro tinha de me vestir, eu não conseguia por causa do braço...

      Por cá comes na cama. Nas enfermarias de Pediatria há miúdos que vão às salas de refeições (e na pedo também), na psiquiatria creio que também. Mas nos outros internamentos do que me recordo come-se na cama.

      Eu também vivo bem de pijama, e na verdade só deixei de vestir as calças da gravidez nove meses depois do Matias ter nascido (true story!). Sempre achei a roupa super confortável e tinha zero de preocupações nesse sentido. Além disso, demorei algum tempo a perder o peso (mais porque não estava propriamente preocupada), mas como sabia que era um peso 'temporário' também não quis estar a investir em roupa que depois ia ficar encostada. Desta vez tenho mais peso para perder (até agora engordei 20kg, o mesmo que engordei na gravidez do Matias, mas já estava com mais peso do que aquele que queria antes), por isso não sei como vou fazer. Mas lá está, também não estou muito preocupada. Vantagens de ter tido um distúrbio do comportamento alimentar: eu sei que perco peso com facilidade (infelizmente também o ganho com facilidade, mas enfim!).

      Olha que as fotos já têm umas semanas :P Agora estou mega grande. Mas pronto, pelo menos é temporário :)

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    4. Sim, eu acho que para eles nem faria sentido de outra forma. E se pensarmos bem não faz muito sentido ficar de pijama o dia todo. Acho que interfere bastante na imagem, identidade e humor da própria pessoa e permite terem uma vida mais próxima à que tinham em casa. E o facto de irem comer com outras pessoas permite comunicarem, estarem menos isoladas. Acho que tem bastante de positivo. Aqui estimulam bastante os pacientes para sairem dos quartos, irem até ao jardim do hospital, por exemplo. E muitos vão mesmo em cadeira-de-rodas. Para alguns isso é importante. Outros ficam sempre nos quartos, mas isso também já depende da personalidade e necessidades de cada um.
      Bem, na maternidade normalmente fica-se pouco tempo. Se as pessoas ficarem alguns dias de pijama não é dramático, mas por acaso acho que me fazia bem ter de vestir. Sentia-me mais pronta para "começar o dia". Houve vários dias em casa no pós-parto que fiquei de pijama no início e depois comecei a obrigar-me a vestir( roupas práticas ).
      Não seria um problema. No Hospital eles ajudam os pacientes que não conseguem vestir-se sozinhos. Eles ajudar-te-iam com certeza. Aí Joana, nem imagino o pânico de partir o braço quando se está quase a ter um filho. Eu acho que tinha ficado em pânico. Até porque cá a licença de paternidade são só 14 dias (3 a tirar no início e 11 que podem ser programados), mas nesses 11 contam fins-de-semana, feriados... São 11 dias consecutivos. 😒
      Eu tenho imensas dificuldades em perder peso. Ou melhor, eu tenho imensas dificuldades em manter uma alimentação pobre em calorias e quantidades e em fazer fazer exercício físico de forma regular. Acho que se tivesse um ginásio perto (desvantagens de viver no campo) seria mais fácil. Eu até tive sorte no peso no pós-parto, mas engordei uns quilitos depois de parar a amamentação. Já tentei perder esses quilos e até estava a conseguir. Só que andava irritada, com péssimo humor, pouca paciência, a sentir-me triste em permanência e pensei que não valia a pena perder peso se fosse para me sentir pior do que com os quilos a mais. Por isso, fui esquecendo isso e voltei a engordar o que tinha perdido. Com certeza, não usei a estratégia certa. Mas ainda quero perder esses quilos. Mas sei que tenho de me sentir mesmo motivada e preparada. E também acho que temos de aprender a gostar de nós como somos, sem estarmos presos a determinados padrões (impostos por quem?). Quem disse que somos mais ou menos bonitos com uns quilos a mais ?
      Mas concordo que devemos tentar melhorar quando não estamos felizes com a nossa imagem e quando isso iria melhorar a nossa auto-estima. Perder peso é uma coisa que podemos mudar a vida toda, sempre. Quando tiveres preparada e motivada, tal como disseste, irás conseguir.
      Como não há muito que possas fazer para controlar o aumento de peso na gravidez. Acho mesmo que o aumento de peso na gravidez não é algo que se possa controlar muito. E como no parto poderás perder 18, 15, 10, 8 kg... E dependendo do que perderes no parto poderás ter mais ou menos a perder. Por isso, o ideal é agora não te preocupares com isso: não há muito que possas fazer agora e só no pós-parto saberás ao certo quanto quererás perder. E não tem mal nenhum que no pós-parto imediato isso não seja uma prioridade. É normal que não o seja. Quando tiveres preparada tenho certeza que encontrarás as estratégias que te permitirão perder peso.
      Força para as últimas semanas! Deve ajudar mesmo imaginar a Gabriela vestida naquelas roupas fofinhas 😊😍

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    5. Eu perdi logo dez quilos depois do Matias nascer. Ficaram cá dez, que ainda cá existiam um ano depois simplesmente porque eu não estava preocupada com eles. Quando estive, perdi-os (e mais seis) em três meses. Fiquei com um peso mesmo fixe, mas antes de engravidar, e com o stress todo do exame do Pedro, deixámos de cozinhar tanto e pedíamos imensa comida. Ou seja, no fundo já engordei vinte quilos, mas também já tinha uns quantos em cima em relação ao peso que gosto de ter. Às vezes sinto-me um bocado assoberbada com a quantidade de quilos que quero perder, mas lá está: tudo se faz quando tiver motivação para isso. Se vou tê-la ou não logo quando a Gabriela nascer já é outra questão, mas hei-de ter eventualmente :)

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