7 de outubro de 2019

Pregnancy Diary #49

Por cá, há pouco para contar. Como diriam os Da Weasel nessa obra-prima que é a Mundos Mudos:

'A vida corre tranquila, cada vez menos reguila, meto guita de parte e a cabeça não vacila tanto. Para minha alegria e meu espanto pode ser que o passado fique por onde deve estar: no pretérito imperfeito, já que não é mais-que-perfeito. Este é um presente que eu aceito para atingir a tranquilidade que supostamente se atinge com a nossa idade.'

(A propósito, não acho a música do Valete nada de chocante, pelo menos para quem está habituado a ouvir rap português no geral e Valete em particular. Não é o meu caso agora, mas foi o caso da Joana adolescente revoltada. Vão lá ouvir a Roleta Russa até ao fim e digam se não é pesado como o caraças - e tem na mesma uma mensagem super forte, quando a ouvem até ao fim.)

(Escrevi esta publicação a matar saudades das músicas que ouvia na minha adolescência, e quando ouvi a Todos Gordos dos Mind Da Gap apercebi-me que foi lançada em 2000. Há quase vinte anos. Vinte. Anos.)

Estamos nas 34 semanas. Hoje tive consulta de cardiologia e está tudo controlado. Amanhã tenho acupunctura porque ando cheia de dores numa costela e a fisioterapia não tem ajudado. Quarta vou ao centro de saúde. Quinta tenho consulta de obstetrícia. Sexta tenho consulta com a consultora de lactação. Sábado vou fazer bolinhos de abóbora com a minha avó. Domingo tenho um casamento.

A vida corre tranquila.

O Matias acorda por volta das 8h e começam as já habituais rotinas do nosso dia: enquanto o Matias vai brincar para a sala eu fico a arrumar, fazer as camas, pôr roupa a lavar, tirar louça lavada da máquina e passar o espanador no chão. Geralmente arrumar é a primeira coisa que faço de manhã porque ajuda-me bastante a acordar, e o Matias também não se importa nada de ter tempo para brincar antes de ir para a escola brincar mais :)

Visto-me, o Matias veste-se (agora faz questão de vestir-se sozinho, diz que já é crescido), tomamos o pequeno-almoço, ajudo-o a lavar os dentes, escolhemos um brinquedo e vamos para a escola, de carro ou a pé se estiver a sentir-me particularmente energética, onde o Matias chega por volta das 9.30h.

Passo o resto do dia a fazer coisas, a ver stand up no Netflix (gosto imenso do Dave Chappelle e da Ali Wong), a ouvir música, a dormir sestas e a fazer planos. Vou buscar o Matias à escola e brincamos, lemos, jogamos à bola ou cozinhamos.

A vida corre tranquila.

Achámos as eleições emocionantes, e seguimos os resultados em directo durante horas. Ouvimos todas as conferências de imprensa, discutimos o assunto e pensámos em conjunto. Continuo a achar que se discute pouca política no nosso país (mas pode ser porque venho de uma família de comunistas), que sabemos pouco sobre os partidos em que votamos e que confundimos as posições económicas com as sociais (ser de esquerda não é a mesma coisa do que ser libertário, nem ser de direita é a mesma coisa que ser conservador). Pessoalmente eu acho sempre útil usar ferramentas como a bússola política.

Enfim, a vida corre tranquila.

30 comentários:

  1. Também não acho a música do Valete escandalosa! Escandalosa é a percentagem de abstenção em Portugal!
    Sim discute-se pouca política e muita gente vota sem saber no que vota! Só conhecia um site semelhante à bussola política mas na Holanda... muito fixe :)
    Ali wong grávida é do melhor!! aahahha
    Que a vida continue tranquila para o tempo passar com leveza :D
    (by the way, no final do post tens sempre links para coisas maravilhosas e os macarons de limão estão a sorrir para mim... aiai)

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    1. Também não acho assim tão escandalosa a abstenção sinceramente. No meu grupo de amigos, a abstenção rondou os 50%. E somos todos pessoas diferenciadas e informadas. Simplesmente, cada um pela sua razão, há malta que não conseguiu ou não quis votar. Dos meus amigos que estão no estrangeiro, houve quem achasse que não fazia sentido votar e quem tenha tentado e não conseguiu. Cá em casa o Pedro não votou, não vota desde 2015, diz que lhe faz pouco sentido e que não adianta nada. Eu não percebo, mas aceito, e acho esta perseguição toda a quem não vota um bocado irritante. Votar é uma escolha, há quem não queira, há quem não consiga (está de banco 24h e não consegue sair uma hora para ir votar, está dependente, está doente, etc). Acho que isto diz muito de nós como povo, mas também diz muito dos nossos governantes e do quanto nos sentimos identificados com eles.

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    2. Então e porque não votar em branco?
      Dependentes e doentes podem votar por carta ;)

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    3. Bem, porque sentem que votar em branco também não adianta nada. Pelo menos o Pedro é isso que pensa: votar não adianta nada mas votar em branco ainda adianta menos, por isso mais vale a pena nem sair de casa. Mais uma vez não concordo nem percebo, mas também acho que não há razão para este shaming todo. Pelo menos eu posso acompanhar as eleições com a certeza que fiz a minha parte.

      Não sei como funciona nas situações de dependentes ou doentes. Mas sei que desde os dezoito anos não votei sempre, precisamente porque ou estava doente (e estava doente há dois dias ou algo do género) ou não ia ao Porto nesse fim-de-semana porque surgiu alguma coisa (e durante os anos da faculdade não me fez sentido passar o recenseamento para Lisboa porque não sabia se ia cá ficar). Ou seja, ter de ir ao Porto de propósito para votar nem sempre dava jeito (e isto acontece, por exemplo, com amigos meus que foram fazer o internato fora). Acho que há mesmo imensas variáveis, não podemos pôr as pessoas todas num grande saco de abstenção e pronto, fogueira já.

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    4. Claro que há motivos para não se votar.
      Há 7 anos, quando me registei no consulado, o meu recenseamento foi cancelado mas eu achava que seria mudado para a Holanda até que descobri que não e já não consegui votar. Receensei-me e o Ricardo também. Entretanto o recenseamento tornou-se automático mas antes destas eleições o Ricardo recebeu uma carta a indicar que o recenseamento dele foi cancelado, sem ele ter pedido coisa alguma não é verdade, não conseguiu votar nestas eleições.
      É um direito dele só não concordo que se mude alguma coisa não fazendo nada.

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    5. Pois, não sei. Ainda agora ao almoço comentava com o Pedro que devia ser mais acessível votar, só com o cartão do cidadão ou até online, e ele disse que mesmo assim não ia votar na mesma 🙄 Vá-se lá perceber 🤷🏻‍♀️

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    6. Acho que é uma das propostas para combater o abstencionismo, voto electrónico. Aqui na Holanda podes votar por outra pessoa consoante autorização e apresentação de documentos específicos (boletim de voto, assinado pelo cidadão a dar autorização a uma pessoa específica, cópia de documento identificativo de ambos)

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    7. Pois, o voto electrónico seria mais simples. Mas lá está, também não sei se iria ajudar assim tanto. Se calhar a malta não quer mesmo votar, independentemente de ser fácil ou não :/

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  2. Engraçado que tenhas escrito sobre este tema.

    Eu não fui criada com bases politicas fortes (politica nunca foi um tema discutido em minha casa e, salvo raras excepções, não tive amigos que se interessassem por politica... e ainda menos que percebessem de politica). Por isso sempre me senti um pouco perdida na hora de votar.

    Estas eleições foram diferentes. O meu namorado gosta muito de politica e consegue explicar muito bem as várias "facções politicas".... e pela primeira vez consegui perceber o porquê de eu ficar sempre baralhada e sem saber em quem votar.

    Efectivamente não existia um partido politico em Portugal que representasse as minhas convicções e eu nunca tinha percebido isso!

    Acho que a partir de agora vou sentir-me mais segura nas minhas escolhas. :)

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    1. Lá em casa sempre se falou do tema, mas de uma forma altamente parcial 😄 Uma vez perguntei ao meu pai o que defendia a direita (não sabia, lá em casa é tudo de esquerda e por isso fui criada com base nesses ideais) e o meu pai disse:

      ‘Estás a ver aquele tipo, o Marques Mendes? Pronto, a direita são tipos como ele!’

      Pensei logo ‘mmm então não parece a minha cena’ e só uns anos depois é que percebi o que defendia ‘a direita’.

      Eu também não tenho nenhum partido com o qual me identifique porque sou extremamente liberal do ponto de vista social (estou quase no extremo superior da bússola) mas depois até sou pouco ‘de esquerda’ do ponto de vista económico, sou relativamente centro-esquerda. Segundo a bússola política, nestas eleições o partido mais parecido com a minha inclinação seria o PAN, seguido do Livre e do Bloco. Sinceramente até achei que seria mais de esquerda do ponto de vista económico, lá está, se não fosse a bússola acharia que o Bloco seria muito mais ajustado do que o que efectivamente é. E a malta da minha família que acha que é comunista, no fundo é bloquista porque do ponto de vista social é extremamente liberal 🙂

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  3. Olá Joana!
    Tanto que haveria a dizer sobre o tema legislativas ^^. Em primeiro lugar, o discurso contra a abstenção é exagerado, porque toca na perseguição e falta de educação, mas a abstenção, na sua maioria e no meu ponto de vista, é incompreensível. E eu também já me abstive (com vergonha, confesso) em algumas votações. Mas não votar é ficar no saco de todas as razões que ninguém conhece e que, assim, nada dizem sobre os motivos da abstenção: não fui votar, porque não acredito nos políticos (muito válido, mas essa mensagem não chega a ninguém, há o voto em branco ou nulo para passar essa mesma mensagem); não fui votar porque não me apeteceu (muito bem, provavelmente é o que todos vão pensar da abstenção e deveria ser mesmo o seu único significado); não fui votar porque não consegui (um funeral, por exemplo, razão mais que válida, mas ninguém sabe, porque não poder justificar, como outra falta qualquer?). Eu sou pela facilitação do voto, acho ridículo, nos tempos que vivemos, ter de ir a um só sítio e num só dia votar (o voto antecipado não evita tudo). O cartão de cidadão, que a maioria já tem, deveria permitir o voto eletrónico ou a votação presencial em qualquer mesa de voto, usando os leitores de cartão para confirmar a presença. Faltam estudos (sérios) sobre a abstenção e sobre formas de facilitar o voto.
    Em segundo lugar, a política é só para alguns e os políticos não são a política. Como diria um professor meu, que sendo um velho do restelo dizia algumas coisas interessantes: "quantos de vocês ou dos eleitores já viram um Orçamento de Estado (e, acrescento eu, a Conta Geral do Estado)?" e a melhor lol "Se eu fosse ministro das Finanças e se me sentasse lá na cadeira e me dessem o Orçamento para as mãos, pedia a demissão no mesmo dia". Isto para dizer que se discute política, muitas vezes, sem conhecimento de causa, quanto é o que país produz e quanto é que o país pode gastar. Só com esta noção é que se podem discutir políticas. E que se confunde política com políticos: os políticos agem para ganhar votos, porque se agissem em função do que têm disponível, não ficavam lá nas próximas eleições. Os eleitores (a maioria) votam naqueles que lhes dão mais benefícios, independentemente de ser sustentável ou não para o país. Infelizmente, parte do eleitorado português tem pouca literacia política, como bem dizes, discute-se pouco e o que se discute é conversa de café. Mas para se discutir política, tem de se discutir Economia, Sociologia, Finanças, Relações Internacionais, entre outras ciências que, a maior parte da população nem sequer conhece minimamente. Provavelmente grande parte do eleitorado (onde eu também me incluo) não sabe bem no que está a votar.

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    1. Muito obrigada pelo teu comentário Vânia. Achei tão interessante que esperei propositadamente até estar confortavelmente sentada no meu sofá para ler tudo bem e poder responder como deve ser :)

      Eu também já me abstive, mas nunca em situações de não saber em quem votar ou não me identificar. Já estive doente em dias de eleições, mas também já estive em Lisboa sem conseguir ir ao Porto nesse fim-de-semana. Durante os meus anos de faculdade não fazia sentido mudar a minha morada para cá, só acabámos por fazê-lo depois de casarmos e só aí é que conseguimos começar a votar como deve ser (eu, o Pedro não vota desde 2015 por opção). Acho que o sistema actual não faz qualquer sentido, e acho sinceramente que essa é uma das principais razões para que as pessoas não votem. Além disso, pouquíssimos dos meus amigos a viver no estrangeiro conseguiram votar, o que também devia fazer pensar. Concordo que devia haver um sistema de voto mais fácil e até incentivos ao voto. Ainda desta vez comentei com o Pedro que se houvesse umas bolachinhas a malta ia votar muito mais :) Depois também entram aqui outros factores claro. Conheço pessoas que não foram votar porque tinham de ficar uma hora na fila, porque o sítio mudou e é mais longe, porque chegaram lá e afinal não é por número de eleitor é por ordem alfabética e é confuso, etc. Eu cá acho que isto não são propriamente motivos lá muito legítimos, mas isso é porque nenhum deles me impediria de votar. A estas pessoas impediu. Duvido que metade dos portugueses sintam isto, até porque somos um povo com um bom espírito de grupo, por isso deve haver aqui mais qualquer coisa. E eu acho que estará muito relacionado com o facto de sabermos muito pouco sobre política.

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  4. Ui...texto demasiado longo. Segue o resto da dissertação :p:
    Em terceiro lugar, há o voto cego ou fiel: pessoas que votam sempre no mesmo partido, independentemente dos programas e das pessoas . Por isso, não estão sequer interessadas em discutir política, a política tem cor e ponto final ^^.
    Em quarto lugar, temos um problema generalizado de corrupção que mina qualquer boa vontade política e retira crédito à classe política. Parece-me que isso se notou, particularmente, nestas legislativas, com a nova configuração da AR. Apesar de me parecer que estes pequenos partidos não têm programas credíveis, em termos de operacionalização das suas ideias.
    Por último, abri a bússola política e achei muito fraquinha, sorry. Perguntas e opções de respostas muito mal formuladas. Exemplo: "Embora uma ou outra empresa pública possa ser privatizada, o sector empresarial do Estado deve continuar a ter um tamanho considerável, apesar dos enormes prejuízos e dívidas que tem", que opção é esta, com um julgamento associado?! O caso português é esse, mas a pergunta não deveria ser ideológica e não uma crítica à realidade? Ter um setor empresarial do estado grande, implica mesmo ter prejuízos e dívidas enormes?! Senti isto em várias opções, não sei se é de mim, mas o questionário deveria ser mais objetivo. Não sei se será uma boa bússola, acho mesmo que só para dar a ideia geral. É um pouco como os anúncios aos medicamentos, parecem ser sempre úteis, mas não dispensam a leitura do prospecto :p.
    Espero que, de resto, tudo continue a correr tranquilo :).
    Beijinho

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    1. Continuando :P Eu não acho mal votarmos no mesmo partido. Os meus ideais são sempre os mesmos, independentemente das pessoas que estão à frente dos partidos. Mas isto seria num mundo ideal, em que os partidos defendessem mesmo o que estava nos seus programas e fosse tudo muito linear. Ou seja, se as pessoas defendem os ideais comunistas, vão defendê-los independentemente de quem seja o líder do partido.

      Sabes que li críticas à bússola política precisamente por dizerem que estava enviesada no sentido da direita :P Mas isso a mim não me fez confusão porque sou claramente de esquerda, ainda me ri um bocado com as críticas mas depois respondo de acordo com o que penso. Mas questiono-me imensas vezes se esta minha posição não está relacionada com a minha educação. Ou seja, é muito fácil ser de esquerda quando toda a tua família é de esquerda. Acho que isso é mais curioso do que as pessoas que votam sempre no mesmo partido: as famílias em que dentro de si toda a gente vota no mesmo partido :) Fiz uma bússola eleitoral das europeias e o partido com mais correspondência ao meu era o Aliança (?!) e fui o gozo da família :P

      Sim, para concluir, achei o questionário muito pouco objectivo. Mas entre isso e a malta não saber bem o que defendem os partidos, acho que isto é preferível. Ontem li imensas críticas ao Livre, porque depois das eleições a malta achou o discurso da candidata 'muito de extrema-esquerda'. Tipo HELLOOOO. Basta ler o programa e olhar para a bússola :P O mesmo para a Iniciativa Liberal ou até para o Chega. As pessoas acham que estão a votar para haver prisão perpétua para os criminosos e castração para os pedófilos, mas depois desconhecem as restantes partes da equação. Aliás, isto verifica-se inclusivamente com os partidos maiores, acho sempre curioso a malta achar que o PS é de esquerda e o PSD de direita, quando no fundo acabam por ser ambos bastante ao centro e não são assim tão diferentes quanto isso em algumas coisas!

      Enfim, é um tema que dá pano para mangas. Acho que nas novas gerações isto está a mudar, felizmente. Tinha imensas discussões políticas com os miúdos adolescentes da minha consulta, muitos deles bem mais informados do que adultos, e acho que as próximas gerações vão ser muito mais interventivas. Ou espero, pelo menos :)

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  5. A vida corre tranquila e isso é tudo o que importa :)

    Continuas com a tua agenda super ocupada de grávida, mas é bom que consegues manter essas pequenas rotinas com o Matias, que de certeza que adora!

    Também acompanhei as eleições com especial atenção, porque me preocupa muito o que aí vem nos próximos anos... E sim, choca-me a falta de abstenção, ainda que concorde com o que dizes, de ser apenas um reflexo do quão afastados estamos de quem nos governa. Precisamente, porque discutimos pouco política, porque não queremos saber, porque é uma coisa que nos parece tão distante, que a nossa opinião não interessa nada... Mas interessa. Muito.

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    1. Talvez seja porque temos muitas coisas, não sei. Quando eu era criança, ir votar era uma animação. Não havia assim tantas animações no sítio onde eu vivia, por isso os meus pais e os meus avós agiam como se votar fosse super fixe, era todo um evento. Pronto, vir de uma família comunista ajuda, o povo é quem mais ordena, a luta continua e tal :P Acho que agora votar é novamente um evento, a malta até partilha nas redes sociais e tal... (Não é uma crítica, eu também partilhei, precisamente porque continuo a achar que ir votar é uma animação).

      Parece-me sempre muito estranho haver tanta abstenção, mas depois olho à minha volta e de facto há bastantes pessoas que por um motivo ou por outro não conseguem ou não querem votar. E não acho isso assim tão criminoso. É o que é. Fico com pena, mas pronto.

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  6. Olha, eu sou liberal, nos costumes e na economia, não há nada que me represente e voto sempre no mesmo partido, que é o PS. :)

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    1. Mas ja usou a bussola? Ou leu resumos dos programas dos partidos? Estranho dizer-se liberal e votar PS mais agora qd o PS governa mais á esquerda por causa da geringonça. Pq n votou iniciativa liberal q tal como o nome indica é precisamente um partido liberal? Com tanto partido ha-de haver um q a represente.

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    2. A pergunta não foi para mim, mas se calhar a Ana quis dizer que é liberal no sentido de ser state-oriented? Ou seja, liberal do ponto de vista social e socialista do ponto de vista económico. É o que faz sentido, acho eu :) Ou então estou errada, não sei :)

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    3. A Ana escreveu que é liberal nos costumes e na economia, por isso nao percebi a dedução de que é socialista do ponto de vista economico. Sao na verdade opostos..

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    4. Não foi uma dedução, achei que ela pudesse ter-se enganado a explicar porque depois disse que vota PS 🙂 Ou então não, não é por defendermos determinada posição que votamos nesse partido, há muitos motivos para votarmos num partido 🙂

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    5. Respondendo ao anónimo, as bússolas dizem-me para votar alternadamente no PAN ou no Livre. Nenhum deles me representa. Nunca seriam uma escolha para mim. Eu sou de direita na economia e sou de esquerda nos costumes - ou seja, pouco Estado, poucos impostos, liberdades absolutas para todos. Mas voto PS por carolice, deixo que as liberdades individuais ganhem :)

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    6. Ah, e já agora, eu sou jurista, leio os programas eleitorais de fio a pavio e até fiz uma aula com as propostas concretas para uma área específica :)

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    7. Então sim, presumo que a Iniciativa Liberal pudesse ser adequada, mas lá está: as bússolas também disseram para votar no PAN e eu não votei neles, embora ainda tenha pensado nisso durante algum tempo e tenha ficado seriamente satisfeita com o aumento do número de deputados :) Acho que no fim há várias razões para votarmos em determinado partido, independentemente do que dizem as bússolas :)

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  7. Que o povo não fale muito de política (seriamente) e que não vote, pode ser chocante. Mas, verdadeiramente chocante é uma candidata de um partido, ainda por cima de uma grande cidade e que até foi eleita, não saiba o programa do seu partido. Aconteceu com a deputada do PAN por Setúbal. Até eu, que não sou do PAN nem votei nele, me senti envergonhada.

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    1. Bem, pelos vistos foi eleita na mesma :) Fez-me lembrar uma amiga minha que era toda de esquerda (MESMO), e quando entrou para a faculdade meteu-se numa juventude super de direita. Quando fiquei surpreendida, respondeu-me 'isto o importante é entrar lá, depois vai dar tudo ao mesmo' :P

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    2. ainda nao sou mae, mas o meu marido quando nos pomos a divagar sobre as opções e educação que queremos dar a um futuro filho, diz que uma coisa importante é escolher logo uma jota para ele entrar, nao interessa qual, o importante é entrar lá (precisamente como a tua colega) para depois ter mais facil acesso a determinadas posições e situações. ele diz isto meio a serio meio a brincar :P

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    3. Ainda quando assistíamos às reacções dos partidos comentámos o quanto nos faz confusão a questão das juventudes partidárias. Mas enfim, talvez seja como andar nos escuteiros ou ser sócio de um clube, não sei 🙂

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  8. desde as últimas eleições (as europeias, há uns meses) que passou a ser possível votar antecipadamente - aka no domingo antes - num concelho à tua escolha, sem teres de qualquer justificação :) por isso menos umas desculpas para não se votar :p

    eu estou em modo de estudo para a PNA (ou, vá, tento estar), por isso fui logo votar às 8h da manhã. e não fui a única pessoa a ter tal ideia! e depois fiquei até à meia-noite e meia a ver as freguesias a fecharem ( última foi o Lumiar -decorasse eu glomerulonefrites como decoro estas coisas...) , para perceber quais dos pequenos partidos conseguiam eleger.

    Acho que confias demasiado na bússula :) porque é demasiado simplificado e muito manipulável. E o PAN... enfim, o PAN. parece-me um cavalo de Tróia de ideias sem pés e cabeça. Como um dos seus valores: "15 – O PAN defende a criação de um serviço público de saúde eficiente e acessível a todos, que inclua a possibilidade de opção por medicinas e terapias alternativas, de qualidade e eficácia comprovada e exercidas por pessoas habilitadas, como a homeopatia, a acupunctura, a osteopatia, o shiatsu, o yoga, a meditação, etc. Estas opções, bem como os medicamentos naturais e alternativos, devem ser igualmente comparticipados pelo Estado." Nem a tua costela de acupunctura pode achar que isto faz sentido, quando o SNS precisa tanto de mais recursos (com evidência científica) :p

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    1. Olha isso não sabia! Mas também é recente, pronto, tenho desculpa :P Obrigada pela informação :D É que já me aconteceu não conseguir votar porque estava em Lisboa e não conseguia ir ao Porto, e também há malta que vai de férias, etc. Nem tudo é mau :P

      Nós também estivemos a acompanhar tudo, até porque o Lumiar é precisamente a nossa freguesia e estávamos muito curiosos :D

      Bem, o PAN... A bússola disse-me que devia votar neles e fiquei um bocado surpreendida. Sempre achei que era bem mais 'de esquerda' a nível económico (tipo Bloco de Esquerda style), e além disso confesso que não tenho as preocupações ambientais que deveria ter. Ou seja, para mim não é uma prioridade principal. Dito isto, fiquei muito satisfeita por o PAN ter aumentado o número de deputados, porque acho que de facto faz falta haver um partido com este tipo de ideologia.

      Por fim, concordo plenamente com a introdução de medicinas alternativas no SNS e digo mais: no dia em que chegarmos a esse ponto é porque todos os outros problemas do SNS já estão resolvidos, e isso é muito bom sinal :D :D :D Mas nós na psiquiatria somos tipos esquisitos - eu sei que não faltam estudos sobre a falta de evidência científica (inclusivamente da acupunctura), mas se te contasse a quantidade de mães que conheço que sentem que o reiki ajudou a lidar com perturbações depressivas... Enfim. Por mim estava tudo no SNS, para evitar que a malta burlona andasse por aí. Há países em que até padres têm nos serviços de psiquiatria, e conheço quem já tenha chamado um exorcista para ajudar a tratar um surto psicótico num internamento de psiquiatria, com óptimos resultados (pelo menos imediatos!).

      Isto para dizer que obviamente que há problemas bem mais graves e que espero sinceramente que o SNS seja uma prioridade nesta legislatura, mas também não me choca que o PAN ache que as medicinas alternativas deviam ser comparticipadas :)

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