20 de setembro de 2018

Lisboa 2018 #4: Jardim Zoológico

Vivo em Lisboa desde 2007, e desde então já fui sete vezes ao Jardim Zoológico: em 2010, 2011 (duas vezes), 2013, 2014, 2017 e 2018. Já lá fui só com o Pedro, mas também com o Bernardo, com a Cris (a minha cunhada), a Joana, e agora com o Mati (e com a Bábi!).

(A propósito, ainda em relação ao facto de a malta abordar o Bernardo e a Joana, apercebi-me que toda a gente diz Máti quando nós dizemos 'Matí', o que faz sentido porque efectivamente escrevo 'Mati'. Pronto, ficam já informados que escrevo Mati mas digo Mátí).

A dada altura ir ao Jardim Zoológico começou a fazer-me alguma confusão, confesso. É verdade que eles apostam imenso na reprodução das espécies e na posterior reintrodução no meio selvagem, mas continua a cheirar-me um bocadinho a exploração animal, e quando deixei de comer carne e de compactuar com determinadas situações em viagem (andar de camelo, visitar parques, pagar para ver baleias, etc) também tive sérias dúvidas sobre se algum dia voltaria ao zoo.

Pois, voltei. Voltei em Outubro de 2017, e voltei novamente em Agosto deste ano. E muito honestamente não sei bem o que sinto. Por um lado, é claramente muito giro fazer estes programas com o Matias, que delirou com aquilo do princípio ao fim (entrámos às 10h, viemos dormir a sesta a casa às 13h porque vivemos perto do zoo, regressámos às 15h e viemos embora às 19h). Por outro lado, acho sinceramente que estes animais deviam viver nas casinhas deles, num mundo ideal onde não fossem caçados. Não há para mim uma resposta imediata, e gostava de saber o que acham vocês (recordo que a caixa de comentários continua aberta para todos).

Enquanto isso, vou mostrando as fotos :)

Matias em 2016 (fomos lá só tirar a foto)
Matias em 2017 (patuscão fofo da mamã)
Matias em 2018, já com ar de senhor (o panda foi substituído, snif)



A mostrar as zebras à Bábi
Golfinhos :D
Gansos chineses
Porquinhos e vaca :D
Cabrinhas (que o Matias chama de memés) e pónei :)


Parecia satisfeito este jacaré :D
Ao nosso lado estava uma moça adolescente que chamou ao bisonte 'uma vaca', e isso fez-me pensar no quanto eu e o Pedro somos abertos em relação a imensas coisas mas somos super snobs com erros deste género (parecemos aqueles pais do sketch do Gato Fedorento 'É um grama! Vai já para o teu quarto até aprenderes gramática!'). A propósito, sabiam que como dióspiro tem acento no o devíamos dizer diÓspiro e não diospÍro? É uma diversão ser meu amigo, a sério.



Nem parecem assim tão maus :)





O Matias muito atento ao espectáculo dos golfinhos :)
'É uma foca' - dizia o Matias :D
(É um leão-marinho!)
Golfinhos :D
Choro SEMPRE a ver este espectáculo, não sei porquê :) Claramente o meu Patronus está bem escolhido, porque é um golfinho :D

'Olha o tigre Bábi!' :D

#goals
O crocodilo do McDonald's :) Esta foi a primeira vez que o Matias comeu no McDonalds. Comprei uma salada de frango para mim e um happy meal para ele com sopa, wrap de frango e maçã. Não quis o wrap porque 'estava quente' e gamou umas batatinhas ao papá e à titi.
Mais fotos na próxima publicação :)

7 comentários:

  1. Tenho exactamente esses dilemas e não vou ao Zoo há dez anos ou mais... Mas ando há quase um ano a falar nisso porque gostava mesmo de lá voltar e perceber o que mudou (que sei que foi muito).

    Sou, por princípio, contra tudo o que implique a exploração animal. Mas tenho esses mixed feelings em relação ao zoo. Ao nosso, pelo menos. Ainda há dias vi um programa sobre o zoo e sobre a importância que ele tem na preservação de espécies, como o tigre da Sibéria, que está a ser reintroduzido na Rússia graças ao trabalho do zoo... Deixou-me a pensar, sabes? Há espécies que já só existem em zoos... É triste, muito triste, e longe de ser o que gostaríamos... Mas, se não os conseguimos preservar na natureza, não será menos mal tentar preservá-los nos zoos?... A verdade é que o ideal seria que não chegássemos a este ponto mas, depois de o mal estar feito, não sei mesmo o que pensar...

    E sei bem que nem todos os zoos são como o nosso, por isso, sei que há muitos com condições terríveis, mas há excepções, e essas excepções podem ter de facto um papel fundamental na preservação de algumas espécies e na sensibilização para a importância de cuidarmos do nosso planeta...

    Olha, penso e repenso, e continuo na dúvida...

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  2. Eu tenho uma relação muito ambígua com esta tema (ou talvez não).

    Adoro animais e é minha convicção que os humanos, como seres conscientes e poderosos deviam causar o mínimo prejuízo possível aos outros seres e ao planeta.

    Era incapaz de maltratar ou abandonar um animal, abomino touradas e caça e já tentei ser vegetariana algumas vezes.
    Em ambas não resultou por motivos de saúde. Passo muito bem sem comer carne e peixe (já ovos, leite e queijo é outra história) mas fico anémica. Como não estou a modos de tomar suplementos de ferro a toda a hora (já tomo algumas vezes como agora que estou a amamentar) preciso mesmo de comer carne. Já tentei comer apenas leguminosas e verduras e não chega para mim.
    Como muito pouca carne vermelha e apenas umas 3 vezes ou 4 por semana (nunca a duas refeições) mas tenho mesmo que comer e aceito isso bem. Encaro isso como sobrevivência e já vivo bem com isso.
    O leite custa-me muito mais a aceitar (depois de perceber como é produzido) mas ainda assim como muitos derivados de leite.
    Não vou a circos com animais mas aceitarei que o meu namorado leve os nossos filhos se ele assim entender (mas vou explicar-lhes porque não vou e o que penso sobre isso, só não lhes vou impor o meu pensamento).

    Em casa agarro nos insetos com a delicadeza possível e ponho-os na rua. Tento não os matar sem necessidade. Custa-me mesmo muito matar um ser vivo. Confesso, ainda assim que mato melgas (porque suporto ainda menos ver os meus filhos cheios de mordidelas delas e quanto mais novos mais são mordidos) e deixo o meu namorado matar baratas (porque não me consigo aproximar delas e não o consigo convencer a livrar-se delas com delicadeza).

    Portanto eu acredito que devemos proteger os animais o mais que pudermos e que usar o seu sofrimento para o nosso prazer é inadmissível. O facto das touradas e da caça lúdica serem permitidas envergonha-me muito enquanto ser humano. É algo que eu não compreendo de forma nenhuma.

    O jardim zoológico não me parece tão mau desde que os animais não estejam em gaiolas. Claro que, eticamente, é muito questionável mas, não havendo sofrimento provável, não me faz confusão levar lá os meus filhos. Nós sabemos que os animais estariam melhor no seu habitat natural mas eles sabem? Se estão felizes, alimentados e bem tratados não me faz grande confusão (mas se pensar mais profundamente nisso, talvez mude de ideias).

    Em jeito de conclusão, penso que podemos respeitar os animais e come-los na mesma, por uma questão de sobrevivência. Já abusar deles para nosso divertimento é algo completamente diferente que reprovo completamente.




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  3. Gostava tanto de la voltar mas fica muito longe para mim... A ver se um dia quando for para esses lados se aproveito e faço uma paragem pelo Zoo.
    Em relação a exploração animal e um assunto complexo pois os jardins zoológicos hoje em dia são uma ferramenta muito importante na preservação e protecção de certos animais em vias de extinção. Ja muito foi mudando e felizmente eles já nao estao presos numa jaula pequena.


    Beijinhos,
    Clarinha
    https://receitasetruquesdaclarinha.blogspot.com/2018/09/bifanas-laminadas-com-pao-de-agua.html

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  4. Já fui ao Zoo de Lisboa há uns valentes anos e não gostei, achei triste, demasiadas jaulas, os próprios animais tristes, não sei explicar... Ainda era novita mas aquilo fez-me muita confusão.

    No ano passado fui a Valência e decidi dar uma oportunidade ao BioPark. Adorei! Tudo super verde, bem tratado, água por todo o lado. Não há jaulas, há zonas envidraçadas mas os animais andam todos mais em liberdade com montes de espaço, nalguns casos misturados uns com os outros até.
    Estava imenso calor e por isso alguns animais estavam em modo sesta, mas não fiquei com a sensação de tristeza e abandono com que fiquei quando fui a Lisboa.
    Se um dia tiveres oportunidade vai lá! Valência é uma cidade maravilhosa, centro histórico lindíssimo e mais barato e menos "cheio" que Barcelona, por exemplo.

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  5. É mesmo engraçado ler as tuas reflexões acerca do zoo porque regressei lá há pouco tempo (tinha ido duas vezes em criança) e pensei no mesmo! Alguns animais pareciam muito solitários e a sofrer com o calor, o que não quer dizer que se estivessem em liberdade não aparentassem o mesmo... Provavelmente alguns teriam melhor qualidade de vida e outros não. O ideal, liberdade sem perigo, talvez não seja possível, como dizes... Desta vez, vi só um bocadinho do espetáculo dos golfinhos, mas acho que depois de os ver a nadar em alto mar nos Açores prefiro os saltos "naturais" aos demasiado ensaiados. Emocionei-me muito ao vê-los livres a nadar, são demasiado fofos! E sim, paguei para os ver ahah mas não me pareceu demasiado invasivo para os animais (ou então foi a ideia que nos quiseram transmitir :P).
    Beijinhos,
    Rita

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  6. Todos os anos visito o Zoo de Lisboa e sou madrinha do leão Simba.
    Todas as vezes que vou ao Zoo tenho essa dualidade de sentimentos. Por um lado, penso que o lugar de todos aqueles animais é no seu habitat natural e não confinados a um espaço limitado. Por outro lado, sei que algumas daquelas espécies se não estivessem num Zoo já estariam extintas. É mesmo muito complicado e tudo por causa da acção humana...
    É um facto que as instalações do Zoo de Lisboa têm melhorado imenso nos últimos anos, que há a preocupação com enriquecimento ambiental no cuidar dos animais, que o Zoo de Lisboa tem contribuído para a preservação de espécies em risco e devolver animais aos seus habitats, mas... para mim, haverá sempre um mas...
    O ano passado, em Dezembro, visitei o Zoo de Berlim e não gostei nada de ver as condições em que estavam alguns animais, imperando muito a jaula e estando as instalações viradas para o "conforto" das pessoas que visitam e não para os animais.

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  7. Penso exatamente da mesma forma...Se por um lado sou super protetora dos animais e da sua exploração em nosso benefício, por outro tenho uma filha pequena que ainda não teve oportunidade de conviver com alguns animais devido aos meus principios...A questão é que eu não quero que ela cresça a pensar que é "normal" os animais estarem presos mas que perceba que eles pertencem ao meio selvagem.
    Realmente a questão de preservação de algumas espécies que tem sido feita por alguns zoos também é de louvar (o ideal claro é o Homem nem sequer colocá-las em vias de extinção mas isso já é outra história...) mas ainda me mete muita confusão a maneira como são tratados nalguns zoos (não muito longe de Portugal).
    Enfim, este assunto tem pano para mangas e não é assim tão preto e branco como possa parecer...

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