26 de outubro de 2017

Rússia 2017 #10

E pronto, acabou a foto-reportagem da Rússia (finally, pensam vocês!). Gostei imenso da viagem, e pondero seriamente voltar a São Petersburgo num futuro próximo. Já em relação a Moscovo, senti que ficou 'visto'. Seria certamente um sítio onde voltaria se fosse necessário (sei lá, para um congresso, numa escala, algo do género), mas duvido que vá lá de propósito. Fiquei com bastante pena de não ver a Praça Vermelha sem o evento que lá estava montado, mas oh well.

Embora o Mati tenha ficado com os meus pais, achei que podíamos perfeitamente tê-lo levado sem qualquer problema (o Pedro é que é contra isso, como já falei algumas vezes aqui). Apesar de os russos não serem propriamente os modelos da simpatia e de ser complexo orientarmo-nos no início, a verdade é que achei o país super seguro (ao contrário do que indicavam os vaticínios da nossa empregada, que passou semanas a dizer que havia muitos ladrões em todo o lado), facilmente encontravam comida que conhecem (italiano, indiano, chinês, etc), as coisas são relativamente acessíveis a pé ou em transportes rápidos (esqueçam é os carrinhos no metro de Moscovo!) e é fácil passar dias mais tranquilos sem aquela pressão de 'ai meu Deus tenho de ver 984625372541892 museus num dia', como nos acontece em Londres, Paris ou Roma.

A seguir vou mostrar a foto-reportagem do Dubai e das Maurícias, porque confesso que ainda não me apetece mostrar Barcelona. Descobri que tenho mesmo uma qualquer contra-atitude em relação à cidade. Já foi a terceira vez que lá fui e não consigo mesmo achar assim tanta piada. Pensava que a 'culpa' tinha sido do contexto das duas visitas anteriores (na primeira tinha 12 anos e o meu avô tinha morrido há quatro meses, a segunda foi durante o Inter-Rail, mas andava sempre ansiosa com tudo o que queríamos ver e sentia o peso da responsabilidade por ter sido eu a organizar tudo, e isto sem falar que o nosso hostel era uma bosta e não tinha água quente). Desta vez ia mais animada, era uma viagem mais relaxante, não tinha assim tantas coisas que queria ver ou fazer, ia mais no chilax... E nop, não me convence. Não é que não goste... Mas também não adoro (e eu adoro tudo, por isso devo mesmo ter um qualquer problema com a cidade!). Enfim, vou-me calar e mostrar-vos o resto das fotos :D

Ainda na Fortaleza. Passou-se muito bem lá a manhã :D



O Hermitage e a Catedral de S. Isaac do outro lado da margem :D

Na Catedral do Sangue Derramado, onde desta vez entrámos :D

É linda linda linda! Honestamente foi a minha parte preferida da viagem a seguir ao Hermitage :D
Não sei se dá para ver, mas isto são tudo mini-mosaicos :D













<3
Nos Jardins do Museu Russo, onde almoçámos :D

Museu Russo

Bem mais gira do que a de S. Basílio :D
A Veneza do Norte :D
De volta à Nevsky, a rua principal :D

E bora lá à Catedral de S. Isaac :D









Ainda tínhamos o projecto de ir ao Teatro Mariinsky, mas deu-nos a preguiça e fomos dormir a sesta para o hotel #parentinglife. Quando acordámos já era hora do jantar :D

Fomos ao indiano! Chamuças vegetarianas e infusão de framboesa e rosa :D
Caril de legumes com queijo fresco! Nhom nhom nhom :D
Eeee prontos para o Lago dos Cisnes :D
* Histeria *
* Histeria *
* Histeria *

O bilhete acima deu origem à situação mais caricata das férias. Rapidamente percebemos que comprar bilhetes para as mais variadas coisas era muito mais barato para os russos, por isso comecei a comprar bilhetes em sites online russos que ia traduzindo pelo Google Translate. Fiz isso para o Hermitage e para o ballet e ficámos todos contentes com a nossa esperteza.

O problema é que no dia do ballet não percebíamos um bacalhau do nosso bilhete, por isso não sabíamos quais eram os nossos lugares. Eu sabia que tinha reservado um camarote, mas não sabia qual, em que andar, etc. Vai daí, perguntámos ao recepcionista do nosso hotel, que era um moço que transpirava simpatia (#not). Eu apontei para os bilhetes, perguntei 'Where are our seats?' e ele ficou uns bons cinco minutos a olhar para o telemóvel (inclusivamente cheguei ao ponto de pensar que nos estava a ignorar). Eis que ele nos mostra um mapa de São Petersburgo, aponta para o teatro e diz 'Here'. Percebemos logo que ele não tinha percebido, por isso insisti 'But where are we seated? Our places in the theatre?'. Seguiram-se mais cinco minutos em que o moço ficou atentamente a olhar para os nossos bilhetes (aqui ficámos mais optimistas), para depois nos dizer com um ar aparentemente satisfeito 'Yes, this is tickets'.

Adorava ter fotografado as nossas caras naquele momento. É claro que agradecemos muito pela ajuda, saímos, tivemos o maior ataque de riso da história, fizemos download de uma aplicação de traduções e andámos a inserir palavras ao calhas (fila, lugar, cadeira, camarote, andar, etc) até percebermos onde estávamos sentados. E o 'Yes, this is tickets' vai ficar para sempre na nossa história :D

No dia seguinte basicamente levantámo-nos tarde, apanhámos o autocarro para o aeroporto (todo um filme, é melhor irem cedo) e chegámos meia hora antes do nosso voo. Fizemos uma escala muito curtinha em Bruxelas e pumbas, de volta a casa :D

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