1 de julho de 2016

Escolhi o nome errado para o meu filho?

Já estava grávida de 33 semanas quando decidimos finalmente o nome do Matias. Na altura aproveitámos uma viagem de carro para o Porto (sem outras distracções ou ocupações durante 3h!) para decidirmos de uma vez por todas o nome do miúdo. Fizemos novamente a lista, eliminámos os nomes à vez e voltámos a ficar num impasse entre Matias, Benjamim e Gil. Decididamente, não ia ser fácil.

A dada altura o Pedro confessou que não conseguia escolher um nome porque gostava de nomes compostos. Ora desde o início que eu me recusava a dar um segundo nome ao nosso filho, sem dúvida fruto do trauma que tenho porque os meus pais decidiram dar-me seis (seis!) nomes. Vai daí, o que seria uma conversa sobre o nome do nosso bebé transformou-se numa conversa sobre um segundo nome razoável para o nosso bebé. E depois de termos chegado a alguns segundos nomes, de os termos conjugado com os primeiros e de termos passado uma hora a dizer as hipóteses em voz alta, a opção pareceu-nos mais fácil. Matias venceu.

No entanto, decidimos que não iríamos contar a nossa decisão a ninguém. No início da gravidez tinha partilhado as nossas hipóteses com outras pessoas e cedo percebi que tinha sido um erro crasso, por isso decidimos que o nome ficava em segredo até ao nascimento. Assim sendo, durante a gravidez habituei-me a chamar um variado conjunto de alcunhas ao Matias - desde pimpolho a coisinha fofa, passando pelos simples bebé ou miúdo. O problema é que isto continua entretanto.

Cá em casa o Matias é agora a coisinha boa, o miúdo, o chato, o leitãozinho, o fedorento, o bãozão, o lico (o que lhe chama a minha mãe), o pilas (o que lhe chama a minha avó) ou, mais frequentemente... O Zé Carlos.

É estranho, eu sei. Mas entre a música do Zé Carlos (que andamos sempre a cantar) e o sketch do primo Zé Carlos (que andamos sempre a citar), estamos constantemente a dizer ao miúdo coisas como 'Quem é o mais gostoso do pedaço? Zé Carlos!' ou 'Sabias que és muito fofo Zé Carlos? Psh cala-te!'.

E pronto, é isto. Temos um filho chamado Matias a quem chamamos Zé Carlos. Vou já começar a poupar dinheiro para as futuras consultas de psicoterapia :D

8 comentários:

  1. Ahahaha, não deixa de fazer sentido, já que tem piada.
    Tens razão, por vezes, partilharmos o que só a nós nos diz respeito só nos traz maior indecisão e causa confusão desnecessária.
    Beijinhos

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  2. Nos primeiros tempos, tb não me saía o nome da minha filha. Chamava-lhe bebé, amor, princesa and so on... mas o nome, nada. Por fim, lá começou a sair e a parecer mais natural! :)
    Mas nunca lhe chamei outro nome (mesmo) que não o dela! lol

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  3. Deixa lá, o meu irmão mais novo só teve o nome decidido completamente, após ter nascido. Por isso mesmo, falávamos sempre no "bebé". Isto continuou, sensivelmente até ele ter uns 2 anos... era sempre "onde está o bebé?", "o bebé já está a dormir?", "vamos dar banho ao bebé".... lool

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  4. Agora fiquei curiosa! Tanto com o 2o nome do Matias,como com os teus 6 nomes! :P

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  5. Impossível não dar uma valente gargalhada! :)

    Ana

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  6. Ahahah! Primeiro, adoro o nome Matias.
    Eu desde miúda que escolho um nome para o animal de estimaçao e depois vem mãe/pai/irmão/etc e inventam outros quantos. Cada animal tem uns 6 nomes diferentes e eles respondem a todos. :D
    Já pensei várias vezes que com um filho será igual...

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  7. Dica: tentares poupar na psicoterapia ao pensares "oh, além de mãe dele sou pedopsiquiatra, faço-lhe eu a coisa!" é capaz de ainda agravar a situação. :P
    Beijinhos ao Zé Carlos!

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