15 de abril de 2016

Pregnancy Diary #116

Na publicação anterior contei que tinha congelado bolo para oferecer às visitas e ocorreu-me que não é só em relação à gravidez que ando a cuspir para o ar. Na verdade, também em relação ao pós-parto temos já uma série de regras bem definidas que fazemos questão que sejam cumpridas.

Eu sei que grande parte delas parece uma maluquice, mas é a primeira vez que passamos por tudo isto e parece-nos natural que queiramos proteger o nosso bebé dentro dos limites do razoável. Também tenho a certeza que a esmagadora maioria destas regras vai parecer menos importante e definitiva quando o nosso bebé nascer e estivermos sob o efeito da nossa descontracção habitual... E da privação de sono. Mas até lá vamos cuspir para o ar à vontade. Depois conto como correu :)

* Na maternidade só aceitamos visitas dos nossos pais, irmãos e avós.
* Ninguém toca no bebé sem ter as mãos convenientemente desinfectadas.
* Ninguém dá beijinhos no bebé (tirando nós, claro!). 
* Quando regressarmos a casa só aceitamos visitas das pessoas previamente citadas e da Joana e do Bernardo até o bebé ter um mês.
* As regras da maternidade mantêm-se cá em casa: mãos lavadas e nada de beijinhos. Além disso, ninguém entra cá em casa calçado (mas isso já é uma regra habitual nossa).
* Não vamos partilhar fotos do bebé em qualquer tipo de rede social.
* Ninguém aparece cá em casa sem avisar, e reservamos o direito de não aceitar malta que não traga comida (sendo que damos prioridade a quem venha munido de Schoko-Bons).
* Não vamos alterar as rotinas do bebé por causa das visitas. Se estiver a dormir não o acordamos, se estiver a amamentar no quarto fico lá na mesma. 

É isto. Aceitam-se críticas, sugestões, partilhas do que aconteceu com vocês e novas ideias :) Também se aceitam sorrisos resignados de pessoas que já passaram por esta experiência e viram as suas regras a voar pela janela e palavras condescendentes de quem acha que isto é tudo maluquice de pais de primeira viagem :)

44 comentários:

  1. Não vejo qualquer loucura nessas regras. No meu pós parto só os avós e os tios do bebe foram visitar no hospital. Em casa também. Eu tinha outra regra que era, não alojar em minha casa mais que 2pessoas. Isso não aconteceu por um fim de semana e não devia ter deixado acontecer. Agora da segunda gravidez não quero cá ninguém. O menos de perturbação possível. As pessoas virem com comida devia ser uma regra. Aconteceu me ( nesse dito fim de semana ) ficar com a despensa limpa com as visita.... Shame on them. O melhor é dar a conhecer o bebe em eventos familiares fora de casa. Chegas quando queres ( puderes ), sais quando queres. Vai correr tudo bem (pelo menos é o que todos os dias digo a mim mesma )

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    1. Nós resolvemos isso não tendo sítio para as pessoas ficarem :P Até vivemos numa casa com espaço, mas ocupamos todos os quartos com outras coisas e não temos sofá-cama ;)

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  2. As regras de higiene também obriguei toda a gente a cumprir, a maioria das pessoas pensava que eu era maluquinha mas pelo menos fazia-me a vontade. Obviamente que eu não me conseguia controlar, ainda hoje não consigo, e sempre o enchi de beijos (excepto quando estou doente e custa-me horrores não dar beijinhos).

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    1. Mas eu planeio dar-lhe moooooooontes de beijos :) Só não me sinto confortável com serem os outros a dar...

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  3. Olá Joana eu sou mãe de uma joaninha de 4 anos. e digo te fazes muito bem, eu fiz exactamente o mesmo quando ela nasceu. inclusive no 1o mês ela só saiu para as consultas. Quem gosta de nós respeita. cheguei mesmo ao ponto de ... se tivesse a dar de mamar ou banho etc e se tocasse a campainha ( no caso de não estar à espera de ng.) nem abria a porta. E se ligassen e não fosse mesmooo boa altura ou não atendia ou atendia o rui ( meu marido) e dizia que estávamos a dormir. Há tb. sempre a técnica do telemóvel sem som :-) . o primeiro mês é para os pais se adatarem e curtirem o bebé. bjinho vai tudo correr bem.

    Susana

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    1. Eu também nem vou abrir a porta se não der jeito. Aliás, até pensámos em desactivar a campainha :P

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  4. parecem-me bem válidas e exequiveis... masi dificil de controlar as visitas, verdade, mas não impossível...
    confesso que me borrifei para o 2º ponto, e não me dei mal ;)
    o ultimo, é mesmo o que tens mesmo que manter

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    1. Bem, a nossa sorte é que a nossa família é pequena... Mas mesmo assim acho que vamos ter que impor alguns limites :)

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  5. Embora não houvesse uma lista de regras, seguimos princípios muito semelhantes e deu bom resultado.
    Na maternidade as amigas não apareceram (a maioria já era mãe e sabia que há tempo para visitas) e em casa só apareceram bem depois do primeiro mês. Família só com aviso e autorizados. E nunca alteramos as nossas rotinas por visitas, nem havia cá lanches para os convidados.
    A ideia da casa cheia de visitas com um bebé ou de mães/sogras à volta dar bitates a mim dá-me uticária.
    Ficámos com fama de mal educados, mas não é mal que me preocupe.

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    1. Pois, eu sinto que como nenhum dos nossos amigos tem filhos isto para eles parece uma esquisitice... Mas enfim :) É mesmo isso: não me importo de ficar com fama de estar maluquinha :P

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  6. Não vejo qualquer problema com as regras.
    No meu caso, não foi preciso impor-me muito, porque as pessoas já só iam lá a casa a medo (é no dá os prematuros!).
    E ninguém lá foi à espera de comer seja o que for, por isso não levaram nada mas tb não ofereci nada! Azarito! LOL

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    1. Sei lá, a minha mãe conta cada história... E na verdade congelei o bolo por acaso, não o fiz de propósito para isso :P

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  7. Não acho nada ideias maluquinhas, pelo contrário. Eu também não quis ninguém na maternidade e assim foi... Quer dizer, só foram os meus pais e irmã 10 minutos e ninguém tocou no bebé, mas porque eu disse para irem. Em casa a coisa é que se complica mais um pouco porque por vezes aparecem sem avisar :-( Mau!!! Agora acho mesmo bem que imponhas o último ponto, porque chegaram-me a pedir para acordar o bebé e isso não dá com nada. É que nem pensar... Mas com calam tudo se vai resolvendo. É uma fase bonita o pós-parto, ou pelo menos da minha experiência foi :-) Desejo que a tua corra pelo melhor também. Beijinhos

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    1. Fico genuinamente aliviada, juro. Sei lá, às vezes sinto que estamos a ser exagerados :/ Mas é um instinto de protecção enorme, é impressionante.

      Se a malta aparecer sem avisar eu nem sequer abro a porta. Temos pena, mas se já é assim agora porque é que vai ser diferente com um bebé? :)

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  8. A 2ª e a 3ª, sendo mãe de 2, e tendo uma família grande (mesmo sendo só pais e irmãos, e que obviamente inclui cunhados e sobrinhos...), nem sempre é possível controlar. As pessoas não andam por norma com as mãos sujas, no sentido da porcaria mesmo. E com um bebé tão pequenino, que nem sequer leva as mãos à boca... E beijinhos, se for na cabeça, ou testa? Sinceramente não percebo qual possa ser o problema - acredita não controlas os avós! (e se tiveres no rol crianças pequenas, esquece). Mas não é por isso que não estás a proteger o teu filho. Se tem saúde, para quê esses cuidados? Se as pessoas estão doentes, 100% de acordo. De outro modo não vejo necessidade.
    Concordo em absoluto com o último ponto.
    O penúltimo acho bem, mas nem sempre fácil.
    Boa sorte, e tudo de bom.

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    1. É mais por causa da questão da propagação de doenças (a limpeza das mãos). Não é uma questão de sujidade, mas sim de possível transmissão de microorganismos. Mas lá está, esta é uma panca minha (nem tanto do Pedro, diga-se) e advém do facto de ter ficado traumatizada com os bebés internados com pneumonias e coisas do género ;)

      Beijinhos na cabeça pode ser :) Não tinha pensado nisso, mas é aceitável :)

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  9. Acho as tuas regras muito razoáveis, as pessoas que tenham o bom senso de compreender.
    No entanto, desejo-te mais sorte que a minha :D Apesar das regras e avisos, há sempre quem faça como lhe dá na telha, e apanhando-nos desprevenidas, levam muitas vezes a deles avante. Que não te aconteça! Há-de decorrer tudo com muita sensibilidade e bom senso por parte de quem te rodeia.

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    1. Lá está, se me apanharem meeesmo desprevenida posso sempre não abrir a porta ou então abrir e pronto. Lá está, depende do que me apetecer na altura. Não sei como vai ser :)

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  10. Daqui uma mãe de um menino com quase 18 meses, que acaba de se sentir a pior mãe do mundo porque essas regras nunca me passaram pela cabeça :P
    No dia em que o Tiago nasceu tivemos ao mesmo tempo no quarto 10 pessoas amigas a brindar ao nosso bebé e fizeram-nos sentir muito especiais. Tivemos também as visitas da família próxima ainda nesse dia e nos outros sem colocarmos qualquer limite, se tivesse muito cansada ou não me apetece estar com eles pedia-lhes para irem embora.
    Mal tivemos alta fomos diretos para o restaurante almoçar (restaurante não fumador).
    Como temos cão e gato o bebé foi logo apresentado e o nosso cão não descansou enquanto não lhe deu uma lambidela e acho que saímos com o bebé todos os dias apesar de ele ter nascido em Novembro.
    De resto as pessoas foram muito civilizadas, nunca apreciam sem avisar, desinfectavam sempre as mãos e nunca nos pediram para acordar o bebé. A única regra que instituímos foi o colo limitado, definimos um tempo limitado por pessoa. Colo e beijinhos ilimitado estava reservado para os papás :)

    Eu acho que devem fazer os que vos fizer sentir melhor e mais seguros, não há uma forma certa/ correta de cuidar dos bebés (aprendi isso no ultimo ano e vocês também vão aprender). Temos é de fazer o que nos faz sentir confortáveis e seguros, depois o bebé também vai deixar transparecer o que o faz sentir feliz e vocês vão aperceber-se disso.
    Mas o instinto maternal/paternal é uma coisa fabulosa (devia haver mais estudos sobre isto) :)

    Beijinhos e uns minutos muito muito pequeninos!

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    1. Bem, o nosso bebé também vai ter uma data de pessoas no quarto no primeiro dia :P Parecendo que não, entre pais, irmãos e avós... :D

      E por acaso a mim o colo não me faz confusão nenhuma! :) Que giro :D Bem, por isto é que estas trocas de opiniões são engraçadas :D

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  11. Acho que fazes muito bem, só fiz de diferente a parte do hospital. Nessa altura deixei ir toda a gente, as visitas são rápidas porque há mais gente a querer visitar e depois essas pessoas (tios e amigos) já não vão querer ir a casa logo nos 1os tempos! Boa sorte e que corra tudo bem

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    1. Eu na maternidade acho que vou querer mesmo é estar a engolir o meu bebé :D Mas também depois logo se vê :D

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  12. O meu pediatra sempre nos deu o seguinte conselho: visitas na nossa casa nunca, sempre ir a casa dos outros. Fica mais barato, não temos depois de arrumar e saímos quando queremos :)
    Claro que com família chegada é diferente, mas com amigos, ou tias e primos, é uma excelente solução.
    Tb não deixei pegarem no bébé no hospital e já em casa nem pensar o acordar para pegar nele.

    Se é assim que pensas mantêm-te firme nas tuas decisões, mesmo que passes por "ter a mania" como eu :) Não faz mal.

    beijinhos

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    1. Não está nada mal pensado! :) Acho que vou sinceramente ponderar isso :)

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  13. Olha eu não tenho filhos e não acho nada descabidas as regras. É um momento privado do casal, uma mudança grande.
    Eu não apareço na casa de ninguém sem avisar por mais confiança que tenha.
    Não mexo nas mãos dos bebés e só dou beijinhos na cabeça.

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    1. Acho que depende. Antigamente vivia-se este momento em família, para casa dos recém papás quase que se mudavam as mães, irmãs, tias e primas para ajudar. Mas agora é diferente, os pais (homens) estão mais interventivos, o nascimento passou a ser algo mais celebrado na intimidade, conhecer o nosso filho passou a ser mais importante... Lá está, só nos resta respeitar a vontade dos outros. Se há quem viva o momento em família, há quem o viva de uma forma mais recatada :)

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  14. Parecem-me regras muito razoáveis, todas elas. Essa dos sapatos é um sonho antigo mas nem os habitantes da casa o cumprem... (o que é que calçam em casa?).
    Quando a minha filha nasceu, só os avós foram ao hospital e pedi aos meus amigos que esperassem que eu os convidasse para aparecerem, o que aconteceu quando a minha filha fez um mês. Também nunca me passaria pela cabeça fazer pausa na sua soneca ou amamentação por causa de visitas... ainda hoje não faço isso.
    Parece-me tudo bastante razoável. :P

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    1. Em casa calçamos meias :P Eu nunca ando de chinelos e o Pedro também não, já é um hábito. Para as visitas comprei chinelos de vários tamanhos, que lavo depois dos jantares. Também sei que há quem tenha chinelos descartáveis (como os dos hotéis) e pareceu-me uma ideia genial :) Praticamente toda a gente cumpre esta regra cá em casa, tirando algumas excepções como os nossos avós (que parecem achar isto uma estupidez). Mas a minha avó traz os seus próprios chinelos, por exemplo :)

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    2. Finalmente alguém que comunga da mesma doutrina do que eu! Até os amigos do meu filho e as amigas da minha filha já sabem que têm que se descalçar à entrada e calçar uns chinelinhos! Confesso que ainda não tinha encontrado ninguém com a mesma "pancada" do que eu. às vezes pensava que era paranóia minha...ainda bem que não estou sozinha!
      Bjs
      Ana

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    3. Nós até temos um móvel à entrada para a malta meter os sapatos :) Quando fazemos jantares grandes é giro, ver os sapatos todos :D Nem é bem paranóia, para nós é mesmo uma questão de higiene e de conforto. Até quando vou a casa dos outros me faz confusão andar calçada :)

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  15. Eu também pensei nisso tudo antes de ele nascer mas sinceramente só consegui aplicar ao meu pai e amigos porque não tenho confiança suficiente com os pais do meu namorado.

    A coisa que mais me arrependo foi ter marcado um jantar lá em casa para o dia em que saí da maternidade. Está certo que foi apenas com pais e irmãos e que não precisei fazer nada porque levaram o jantar mas entre as dores na pipi, a subida (ou descida, nunca sei bem) do leite que aconteceu nesse dia, o miúdo que chorava por tudo e por nada... Acabei por nem jantar e deitei-me no sofá a dormir uma valente sesta.

    Em relação ao colo, dou o mais possível :D só não dou mais porque o rapaz até nem é o maior amante de colo mas os avisos do "ai não deves adormecer o menino no colo" continuam desde o primeiro dia... Don't care!

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    1. Eu nesse aspecto não tenho grandes problemas e sinceramente acho que a família do Pedro até me respeitaria mais do que a minha, que mais facilmente não me leva a sério :)

      Eu também vou dar o máximo de colo possível :D Sou uma grande apologista disso :D

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  16. Não sou mãe nem vou ser.
    Mas tenho como regra,quando algum bebê nasce só visitar após o primeiro mês,depois de marcar com a mãe. A minha grande amiga,a mais chegada sabia desta minha posição. Ela própria,na gravidez,concordava. Depois zangou -Se porque nunca mais ia ver o pequeno. . . Coisas de hormonas,de certeza.
    Controlar o não dar beijos deve ser difícil. É que é quase instintivo dares beijinhos.
    Que tenhas uma Boa hora,ou minutos!

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    1. Parece mesmo algo que me aconteceria :P Primeiro dizer que não quero visitas de ninguém e depois embeiçar porque ninguém queria conhecer o bebé :P São as hormonas, confirmo :D

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  17. Olá Joana!
    Não acho as regras descabidas e penso que deves fazer o que achares melhor para o bebé. Quando tive a Rita não tive nenhuma lista com regras mas no 1.º mês posso dizer-te que apenas estivemos com a família próxima (pais, avós, irmãos), exceto, nos dias em que estive no hospital, onde recebi as visitas, também, dos amigos e colegas de trabalho.
    Penso que cada um deve viver esses momentos de acordo com a sua vontade. "Quem está à volta" deve respeitar.
    Beijinhos
    Ana

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    1. Eu também não tenho propriamente uma lista, mas isso é o que vamos tentar fazer (achamos nós, estas coisas só se percebem depois) :)

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  18. Eu sempre disse que teria uma lista dessas e concordo com muito do que escreves. Nao vou ter de me preocupar com isso.
    A unica coisa coisa que nao quero e ninguem de ferias ou de visita ca no primeiro mes.

    Quanto ao desinfectar, ja tenho (tinha) alcool que eu e o Dario vamos usar sempre que chegarmos da rua.

    Quanto as visitas, ha quem diz que e melhor receber no hospital que em casa porque no hospital sao mais controladas e as pessoas geralmente nao ficam muito tempo mas como pretendes recebe-las so depois de um mes acho que nao havera problema.

    Eu vou desligar a campainha so para o caso do pessoal dos correios tocar ;).

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    1. Eu no hospital não quero quase ninguém. Aliás, por isso é que não vou ter o bebé no hospital onde trabalho ;) Prefiro estar mais resguardada, ambientar-me, poder amamentar à vontade, etc. Depois em casa também só vou receber pessoas com as quais me sinto à vontade, se for necessário peço-lhes para irem :)

      Eu também vou desligar a campainha :P

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  19. Está tudo certo, mas esquece a parte dos beijinhos. Todos os seres humanos precisam de toque, de mimo, somos seres tácteis e ainda bem. O toque faz-nos sentirmos mais seguros. Beijinhos são manifestações de amor e o teu bebé vai sentir-se muito amado. Melhor dizendo: queremos que o teu bebé se sinta muito amado. E, como sabes, eles percebem.
    E dá graças a Deus se tiveres à tua volta muitas pessoas a quererem dar-lhe beijinhos. Melhor dizendo, levanta as mãos para o céu caso o teu bebé tenha muitos beijinhos, recém nascido e pela vida fora. Há muitos que não os têm ou, tendo-os, são beijos frios, de circunstância. E, como sabes, eles sentem-no.

    (não me leves a mal, mas acho que isso é aquele ciuminho natural de mãe. Queres que o teu bebé só tenha beijinhos teus e do pai. Compreendo, é natural, mas não caias nessa. O teu bebé tem muita gente a querer mimá-lo? Que bom!)

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    1. Sabes, ontem fiz uma eco e a obstetra disse várias vezes que o meu bebé tem as bochechas grandonas. E, na verdade, imaginei-me logo a dar-lhe muitos beijinhos. Eu, o pai, os avós, quem quer que fosse. É verdade que está muito relacionado com os ciuminhos (sinceramente até me faz confusão que peguem nele ao colo, como se fosse só meu e do Pedro), mas também é muito uma questão de panca com a saúde. Conheço-me o suficiente é para achar que depois do bebé nascer vou relaxar muuuuito com algumas das regras. Sou sempre assim :)

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    2. Gosto muito de ti, Joana. Tenho 46 anos e tenho aprendido muito contigo. E tenho-te por uma pessoa muito razoável. Sei que vais fazer o melhor e o mais correcto. Muitos beijinhos para ti e para o teu bebé.

      (* "faz-nos sentir", claro)

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    3. Obrigada :) E obrigada também por me teres deixado a pensar :) De facto acho que é facílimo pensarmos no lado racional das coisas ('ah ninguém vai dar beijinhos ao meu bebé porque é pouco higiénico') e descurarmos o lado emocional. Mas mais do que ninguém eu deveria saber melhor do que isto.

      E o curioso é que em todas as outras coisas sou muito preocupada com isso. Cheguei a perguntar à minha obstetra se o Pedro poderia tirar a camisola para fazer contacto pele a pele com o bebé quando ele nascesse, sou apologista do colo dos pais para tudo (coisa que parece muito estranha, por exemplo, para algumas pessoas da minha família, que acham que os bebés 'se habituam ao colo'), tenho um estilo educativo muito mais emocional (ou pelo menos identifico-me muito mais com ele). Enfim, as coisas vão correr como tiverem de correr :)

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  20. Olá, Joana! Pela vossa sanidade mental, não vacilem :D Mantenham-se firmes! Eu não tinha grandes expectativas, mas acabei por me arrepender de todas as concessões que fiz. Como não temos família aqui em Berlim, a minha cunhada ficou connosco duas semanas e a minha mãe decidiu voar espontaneamente e chegou a nossa casa no dia em que tive alta do hospital. O meu marido teve de nos ir buscar à maternidade, ir buscar a minha mãe ao aeroporto, e nesse mesmo dia ainda foi comprar um sofá ao IKEA, porque tínhamos vendido o nosso e tínhamos planeado ir comprar outro no dia em que o Noé decidiu nascer. Agora que olho para trás, arrependo-me de ter deixado que duas pessoas ficassem connosco numa altura tão frágil. Era só opiniões e entravam-me pelo quarto a dentro, tiravam-no dos meus braços se ele estivesse a chorar achando que me estavam a ajudar. Surpreende-me que haja pessoas que aparecem em casa de outras sem avisar. Ultrapassa-me. Também não suporto sequer pensar que andem dentro da minha casa calçados.
    Beijinhos :*

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    1. Pois, cá em casa ninguém fica mesmo! Aliás, sempre fomos assim. O meu irmão ficou cá uma semana no ano passado enquanto esperava que a casa dele ficasse pronta, e foi basicamente isso. Eu nesse aspecto estou confiante porque sei que eu até posso vacilar, mas o Pedro é mesmo um casmurrão e não tem problemas nenhuns em mandar a malta embora :)

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