22 de março de 2016

Pregnancy Diary #97

Num dia em que todos estamos provavelmente a perguntar-nos que mundo vamos deixar aos nossos filhos, e se fizéssemos um intervalo para falar sobre o Pai Natal? Vamos lá. 

Para além de planear a nossa abordagem em relação ao ensino da religião cá em casa, há outro tema que tem sido frequente nas nossas conversas:

A nossa postura perante a questão do Pai Natal.

Eu explico: lembro-me perfeitamente do momento em que descobri que o Pai Natal não existia. Senti-me traída e enganada, e não quero mentir desta forma à minha coisinha fofa. Não porque tenha medo que o meu filhote fique magoado, mas porque simplesmente não me faz sentido mentir-lhe.



Sei que se aceitar trazer o Pai Natal cá para casa vai ser uma coisa enorme, com direito a pessoas vestidas de Pai Natal (não nego que já pensei em contratar figurantes e ter toda a família Natal a entregar presentes cá em casa), pegadas fictícias feitas com açúcar em pó, carimbos encomendados, cartas escritas pelo próprio Pai Natal com direito a selos do Pólo Norte e mais um sem fim de ideias fixes que se encontram pelo Pinterest. Sei que se mentisse ia ser mesmo em grande, com pompa e circunstância, com os dentinhos todos, com viagens à Lapónia e passeios de rena pela terra do Pai Natal.

<3:
Carta dos elfos
 :
Carimbo do Pai Natal
Presents wrapped to look like mail sent from the North Pole.:
Selos do Pólo Norte
Download the "Parents Calling Santa" app. | 21 Ways To Keep Santa Real For Your Kids:
Dá sempre jeito ter o Pai Natal em linha directa
Christmas tags from Santa:
Etiquetas do Pai Natal
"Santa footprints" = Put a shoe down and sprinkle some powdered sugar around it... So fun!:
Pegadas do Pai Natal
<3
Também se arranjam coisas da Fada dos Dentes (embora não existisse na minha casa)

E não quero mentir à grande ao meu miúdo. Gostava de querer, gostava de pôr em prática todas as ideias geniais que fui lendo ao longo do tempo, gostava de transformar a casa numa espécie de circo do Natal todos os anos... Mas a que custo?

É claro que estou sozinha nesta luta, e o Pedro é um defensor incansável da necessidade de trazermos o Pai Natal cá para casa (bem como aparentemente todos os nossos familiares e amigos - e sim, este assunto foi discutido com eles e a malta já está habituada a estas nossas reflexões ideológicas). Aliás, o bebé até já tem um fatinho de Pai Natal, oferecido pelo tio Bê. E pronto, eu também já lhe comprei um babete de Pai Natal, confesso.

Por isso acho que me rendi às evidências. E já me mentalizei que vou passar os próximos anos a mentir à grande. Resta-me divertir-me pelo caminho, certo?

(Na pior das hipóteses, sou pedopsiquiatra. Se os miúdos ficarem traumatizados conheço bons fármacos muahuahuahuahuah.)

16 comentários:

  1. Ahahahaha
    Pois quando o meu filhote era pequeno, jurou a pés juntos que quase viu o pai natal a levantar "voo" com as suas 4 renas do telhado da nossa casa. E bem vistas as coisas, o pai natal existe: existe nos sonhos das crianças, nos nossos sonhos e por aí fora..., não esquecendo os desfiles e desfiles que todos os anos acontecem...

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    1. Que giro :D Nós íamos sempre para a janela ver o Pai Natal, mas viver perto do aeroporto ajudava nestas coisas e facilmente acreditava que o que via era o trenó e não as luzinhas dos aviões :P

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  2. Olha, eu estou de acordo contigo, não faz sentido mentir às crianças. Já bastam todas as coisas que são tão difíceis de lhes explicar na vida... Mas em vez de mentires, podes usar o Pai Natal como uma fantasia, como uma história que lhe contas (como o capuchinho vermelho ou outra história qualquer) e fazeres a encenação toda em casa nessa base. Assim a criança sabe que estão no mundo da fantasia.

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    1. Parece-me uma óptima ideia :) E alia a vontade de toda a gente :)

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  3. Sinceramente, eu não me lembro de ter descoberto que não existia Pai Natal. Lembro-me, isso sim, de um Natal em que eu, o meu irmão e a minha prima mais velha, resolvemos montar todo um esquema para mostrar aos primos mais novos que não existia Pai Natal. Andámos semanas naquilo e ainda hoje me rio imenso quando penso nisso. Não conheço ninguém verdadeiramente traumatizado com isso! :)

    Acho que o que fica são as boas memórias de quando ainda acreditamos e a inocência da infância! O teu filho vai ter a sorte de ter uns pais que vão preparar as coisas mais giras de sempre :)

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  4. ahahahahahah :-) Adorei o tom divertido deste post. Sabe tão bem viver a vida assim, a desfrutar dela... Beijinhos e boa sorte com essa decisão do Pai Natal e das mentirinhas associadas a ele...

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    1. Às vezes fico a achar que somos demasiado infantis para ter um filho :P Mas olha, agora já está :P

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  5. Olá Joana!
    Olha, estou com o Pedro nessa luta. Eu descobri com 6 anos que o Pai Natal não existia, a meio de uma discussão com os colegas da turma do 1.º ano da escola primária.
    E sinceramente não me lembro do que senti... Lembro-me, isso sim, de como fui feliz nos tempos em que andei "enganada".
    Não fiquei traumatizada, não me lembro se fiquei triste ou deprimida. Lembro-me que passei a fazer e a preparar o Natal com uma pontinha maior de entusiasmo para que a minha irmã (6 anos mais nova) acreditasse no gorducho de barbas o máximo tempo possível :)
    E fui eu que tive a conversa com ela sobre "Mana, o Pai Natal não existe?". Em que lhe expliquei que sim, que existia e vivia na Lapónia e que mandava um cheque para a mãe e o pai comprarem as prendas se ela se portasse mal :P
    Claro que com o tempo ela foi percebendo a mentira pegada e percebendo a verdade. Mas a delícia de a ver encantada com a escolha das prendas, a chegada a casa, as prendas na manhã de 25 e as bolachas meio comidas, compensou isso tudo. Os meus natais mais felizes foram aqueles em que a minha irmã acreditou no Pai Natal.
    E não forçando a barra para que sejas egoísta, vai ser tão mais fixe se a tua coisinha fofa andar encantada com o gorducho de barbas :) :)

    Inês Roque

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    1. Eu também vivi isso com o meu irmão, e ele acreditou no Pai Natal até muito tarde :) Era muito giro :)

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  6. Não me lembro também quando deixei de acreditar no pai Natal, mas lembro-me perfeitamente do Natal em que recebi a minha bicicleta (rosa, com cestinho - porque a pirosice não se faz por menos). Tínhamos passado a consoada fora e entrámos em casa pela porta da sala. A bicicleta estava mesmo em frente à lareira e no chão havia uma pegada de bota enlameada. De-li-rei! Devia ter uns 5 ou 6 anos. Mas eu sempre fui uma criança muito imaginativa e o meu pai arranjava sempre umas histórias mirabolantes para me alimentar a imaginação (uma vez fez-me acreditar que tinha achado um fóssil de ovo de dinossauro - uma paixão de criança).
    Acho que na maioria das vezes o que fica mesmo são as memórias boas. Se mais tarde houverem reacções menos boas à descoberta da verdade, cá estamos nós para consolar e suavizar a situação.

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  7. Olá, Joana. Ao contrário de quase todos os meninos que sempre acreditaram no Pai Natal, a minha mãe nunca nos escondeu que o Pai Natal não existia e sabíamos que quem nos dava os presentes eram os familiares. Quando tinha 7 anos os meus pais divorciaram-se e o meu pai casou-se com outra pessoa que queria à força que acreditássemos no Pai Natal e preparava todo um circo à volta do Natal, desde contratar um figurante e tudo mais. A minha mãe que não veja isto, mas esses Natais com a minha boadrasta foram MÁGICOS, maravilhosos e inesquecíveis! Fui obrigada a escrever cartas ao Pai Natal até ter 16 anos (altura em que o meu pai voltou a divorciar-se). Nunca mais os Natais foram os mesmos e nunca mais gostei tanto do Natal (até fico um bocado deprimida nesses dias). Não deixes que a tua coisinha fofa não tenha o prazer de conhecer a magia e a felicidade de acreditar em algo tão fantástico como o Pai Natal. Eu tenho a certeza que vou enganar os meus filhos até aos 30 anos, e depois dessa altura também. :) beijocas

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    1. Eu ainda escrevia cartas ao Pai Natal quando comecei a namorar com o Pedro :P Agora divirto-me à brava a lê-las ;) Achei a tua história muito carinhosa :)

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  8. Oi! Eu não acho que gere trauma à criança, isso faz parte da vida, irmos descobrindo as verdades com o tempo, por isso acho importante as crianças terem o tempo delas. Eu me lembro de achar até engraçado, saber que os adultos não me enganavam, eu, por um tempo, fingi que acreditava que não era minha tia por baixo daquela barba e gostava do mesmo jeito. O encanto não foi perdido, foi se transformando e as crianças podem ajudar a inventar as histórias de Natal. Beijos

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    1. Sim, o meu irmão também fez de conta que ainda acreditava no Pai Natal durante um bom tempo :) Acho que faz parte da magia :)

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