29 de fevereiro de 2016

Pregnancy Diary #81

Já aconteceu em diversas situações as pessoas perguntarem-me se 'irei optar por amamentar'. E eu confesso que fico meia surpreendida: afinal, porque raios não haveria de 'optar por amamentar'?

Eu explico: para mim, seria como se as pessoas me perguntassem se irei 'optar por fazer o teste do pezinho', 'optar por vacinar' ou 'optar por levar a criança às consultas de saúde infantil'. E questiono-me porque será a amamentação, algo cientificamente comprovado como benéfico e mais vantajoso para o nosso bebé, considerada uma opção, quando todos os outros exemplos não o são.

(Pelo menos no nosso país, porque infelizmente a vacinação já é considerada uma opção noutros locais.)

Not anorexic just know what is best for me and my babies :):



Não sou uma fundamentalista da amamentação, atenção. Lá porque não acho que exista outra opção no início, não quer dizer que ache que não existem opções depois se alguma coisa correr mal. Ou seja, eu nunca deixaria de tentar amamentar numa primeira fase, até porque é o que a ciência me diz que é o melhor para o meu bebé. Mas se as coisas não correrem bem, passa-se ao plano B sem dramas.

Além disso, lá porque eu acho que não existe outra alternativa no início, não quer dizer que os outros não tenham as suas razões para achar o oposto. E eu respeito isso.

1. Because Oreos | 10 Advantages Of Breastfeeding:

Talvez esta minha dúvida se prenda com o facto de conhecer todas as razões que levam as mães a amamentar, mas desconhecer por completo o que as faz optar por não o fazer (tirando as óbvias, como a necessidade de tomar medicação incompatível com a amamentação). Talvez esta minha dúvida se prenda com o facto de ser médica e saber perfeitamente quais são os benefícios médicos do leite materno (e as desvantagens do leite de fórmula). Mas confesso que não consigo perceber porque é que haveria de encarar a amamentação como 'uma opção'. E gostava. Gostava de saber as opiniões contrárias, de conhecer outros argumentos, de falar abertamente sobre o assunto com pessoas com posturas diferentes.

Definitely wanted to say this around the in laws. They knew nothing about bf until I came along. Not very bf friendly.:

Também me irrita que normalmente esta pergunta seja feita como uma espécie de rasteira. Primeiro, vem o 'está a pensar em optar por amamentar?' com um ar queridinho, e depois lá vem o ar ameaçador 'é que como médica certamente saberá que é a única forma de darmos tudo o que o nosso bebé precisa *crazy eyes*'. Mas então decidam-se malta: amamentar é uma opção ou não? É que uma coisa é eu acreditar que a amamentação é o melhor para o meu bebé, outra coisa é obrigar os outros a concordar comigo.

Even When They Do It Discreetly:

E, no meio disto tudo, eu dedico-me a pensar. Será que a amamentação é realmente uma opção? Se sim, porque é que alguém optaria por não amamentar? Se não, porque é que continuamos a chamá-la como tal?

Ajudem-me a pensar nisto porque o Tico e o Teco não andam muito colaborantes. Chutem aí as vossas opiniões. Mandem os vossos bitaites.

* Vou abrir a publicação a comentários anónimos porque quero que todos possam dar a sua opinião. Sejam simpáticos, ok? *

97 comentários:

  1. ui, perguntar abertamente sobre amamentação? se há coisa que esta miúda sabe sobre maternidade, é que este tema vai buscar as mais ferozes comentadoras. Vai dar guerra, prepara a armadura! :P

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Até meti o Pedro a ler o meu texto antes para perceber se fui esclarecedora sobre a minha opinião :P Mas tenho tido óptimos feedbacks quando falo aqui sobre estes assuntos, acho que a malta consegue ser perfeitamente civilizada :)

      Eliminar
  2. Foi notícia há uns tempos que uma modelo não quis amamentar por ver os seios quase como órgãos sexuais e não querer estragar essa imagem. (Não eram beeem estas palavras, mas espero que percebas). Cada mulher é uma mulher, e acho que não serão menos mães por isso.
    Nunca fui mãe, nunca amamentei, mas acho que aquela imagem que meteste é mesmo isso: My boobs, my business. Embora seja lógico que amamentar é o melhor para o bebé (é o natural, portanto, não há como não achar que é o ideal) acho que também será natural muitas mães não quererem amamentar. Porque muitas dizem que é desconfortável e doloroso. Apesar de saber que é o melhor para o bebé, se é doloroso para a mãe - já conheci uma mulher que não conseguia amamentar por causa das dores - acho que será natural não quererem amamentar mais. Mas isto são palavras que alguém que ainda não passou por isso, mas viu de perto os dois lados :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ok, é uma razão. Talvez achasse a ideia perturbadora, faz sentido. Pronto, era precisamente isto que pretendia :P Nunca pensaria que alguém não amamentasse por essa razão, mas faz-me sentido que isso impeça efectivamente algumas pessoas ;)

      Eu acho perfeitamente normal que alguém não queira amamentar se tiver dores. Mas há pessoas que durante a gravidez dizem não querer amamentar, e é mais isso que me intriga. Porque quando chegar a minha vez também não pretendo ser mártir, e se for um momento stressante para mim sê-lo-á certamente para o meu bebé também. Mas podemos sempre tentar :)

      Eliminar
    2. Eu percebo esta, lembro-me de pensar nisso há vários anos e de me fazer um bocadinho de confusão perder um órgão sexual secundário, até nem sei se não cheguei a perguntar à minha mãe (se perguntei não me lembro da resposta).

      Eliminar
    3. Há uns dias li alguém que amamentava a dizer que o marido gostava de mamar ;) Pelo menos da minha experiência durante a gravidez, acho que as mamas até passam a ser mais sensuais (do ponto de vista mais básico e instintivo, do género 'com isto consigo fazer sobreviver uma cria minha, sou mesmo boa, rrraaau') :P Mas é a minha opinião, se calhar depois quando der efectivamente de mamar vou mudar radicalmente de ideias :P

      Eliminar
    4. Joana, também lês o shiu? :P

      Eliminar
    5. "Mas há pessoas que durante a gravidez dizem não querer amamentar, e é mais isso que me intriga. "
      Sou a primeira anónima :) Percebe perfeitamente o que dizes, mas sabes, acho que é mais medo. Porque quando estás grávida todas as mulheres com quem te cruzas são donas de uma sabedoria universal e isso normalmente mete mais minhocas na cabeça do que ajuda. A mim parece-me medo (até porque eu também o tenho, de tanto que me dizem que dói x) )

      Eliminar
    6. Bem... o que posso dizer e que quando comecei a amamentar as mamas passaram a ser interditas ao meu namorado. :) Até estava com medo que isso não passasse mas quando deixei de ter leite voltou tudo ao normal. Simplesmente deixei de as ver de uma forma sexual, foi automático.

      Eliminar
    7. Anouska claro que leio o shiu, ainda ontem o segredo da pessoa bissexual deu origem a uma bela discussão filosófica sobre o que é ser heterossexual ou homossexual :P É um guilty pleasure vá (se bem que às vezes aquilo é terrivelmente deprimente) ;)

      Eliminar
    8. Quando estás grávida? Eu acho que passamos a vida a cruzar-nos com pessoas donas da verdade universal :P Lembro-me que quando a nova interna entrou no meu serviço o conselho que lhe dei mais vezes foi 'lá porque as pessoas dão as suas opiniões como se fossem factos, não quer dizer que não passem de opiniões na mesma' :P

      Eliminar
    9. Purpurina, por acaso ainda não me aconteceu durante a gravidez. Espero que não aconteça :P

      Eliminar
    10. Olá Joana!
      Fui mãe recentemente. Tenho um bebé quase a completar 11 meses e antes de ele nascer, tb me perguntaram se ia amamentar, porque era o melhor para eles, porque era mais simples, estava sempre pronto, à temperatura ideal, nada de ter de andar com tralhas extra atrás (sim, porque cada vez que saímos além de fraldas e outros acessórios que temos de levar, os biberons, o leite em pó, termo de água era mais um extra que dispensava), etc... Eu ia dizendo sempre que sim, até porque era verdade, mas tb pensava que se não conseguisse ou houvesse algum problema não ia entrar em parafuso e venha de lá a lata de leite.
      Pois bem, ele nasceu e naqueles dias na maternidade vi logo que ia fazer tudo ao meu alcance para manter aquela ligação que senti quando ele mamou pela primeira vez! Não concebia outra forma de alimentar o meu bebé! Passei por dificuldades, as 1ªs duas semanas foram especialmente complicadas, mas valeu cada lágrima, cada careta de dor, todo o meu esforço, o apoio de quem me rodeava. Fechei os meus ouvidos a opiniões externas que não me agradavam, fui contra uma pediatra que logo ao 8º dia de vida quis que eu desse suplemento porque ele tinha perdido peso (era meio caminho andado para o princípio do fim da amamentação), informei-me MUITO, pensava "uma mamada de cada vez", "um dia de cada vez". Hoje sei que é preciso muito esforço da nossa parte, muita confiança em nós e no nosso bebé, porque vale a pena termos esta experiência tão única com os nossos filhos e que ninguém pode substituir. Também sei que é preciso ter sorte com os profissionais que apanhamos pela frente, porque uma conversa, um palpite, deixa-nos com dúvidas (e as malditas hormonas que ainda não assentaram no pós-parto tb dão a sua «desajuda»).
      Quanto à parte sexual da coisa, confesso que neste momento me faz um pouco de confusão usar as minhas mamas para outra função que não amamentar o meu filho (porque ainda o amamento), mas quando der por encerrado este capítulo, tenho a certeza que voltarei a encará-las como parte integrante da minha sexualidade...até nascer o segundo baby! ;P

      Sim, amamentar é complicado ao início, dói, desgasta-nos, o bebé chora, perde peso, temos dúvidas de tudo, temos de ser muito persistentes, saber "ler" os nossos bebés porque eles dizem-nos tudo...mas vale cada minuto e olhando para trás faria tudo igual.

      Beijinho grande, gosto muito do teu blog e pareces ser uma pessoa muito simpática e querida. :)

      Lilla

      Eliminar
    11. Muito obrigada pela partilha :D Sim, é verdade que não é fácil :) Mas acredito que seja muito bom para quem gosta e que valha a pena o esforço :)

      Eliminar
  3. Eu partilho a tua perspectiva e espero sinceramente que nada me impeça de amamentar os meus filhos, mas conheço alguns dos motivos - conveniência, evitar o desconforto, poder voltar a comer e beber tudo e, para mim o mais significativo, a distribuição de tarefas entre o pai e a mãe poder ser realmente equitativa. Isto para quem opta por não amamentar desde o início, os motivos de quem tenta e desiste, se calhar às vezes demasiado cedo, acho que são muito diferentes.

    PS: Também já ouvi falar de eventuais motivos estéticos, mas acho que nunca conheci ninguém que dissesse que era por isso que não amamentava.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ainda tenho algumas dúvidas sobre o facto de amamentar ser mais ou menos conveniente :P Por um lado, na teoria é bem mais simples (maminha para fora), por outro de vez em quando ouço cada relato que realmente parece que aquecer um biberão é a cena mais prática do mundo! ;) Presumo que dependa das pessoas. Há quem tenha boas experiências, há quem tenha más.

      Poder comer de tudo já podes tecnicamente. Beber de tudo é que não ;) E também é um argumento que compreendo sinceramente, não andasse eu há trinta semanas com desejos de beber gin (snif).

      Numa fase inicial ainda ponderámos tirar o leite com a bomba e dividir com o Pedro, mas logisticamente ia dar ao mesmo. Ia ter de acordar a meio da noite para tirar o leite e ia... Além disso, depois do primeiro mês o Pedro vai regressar ao trabalho (vamos dividir a licença, primeiro ficamos os dois, depois só eu e depois só ele) e por muito que eu queira estimular a vinculação através da alimentação não seria justo o coitado levantar-se de duas em duas horas e depois ir operar às 8 da manhã ;) Por isso provavelmente vamos optar por estimular a vinculação nas outras coisas todas e da comidinha trato eu ;)

      A minha questão é essa: eu conheço quem diga que não amamentou porque não quis, mas ninguém diz porquê. É claro que eu não sou da PJ e as pessoas não têm que se justificar, mas fico genuinamente curiosa. Não é para atacar nem nada, é mesmo para conhecer opiniões e posturas diferentes. Percebo perfeitamente que me digam que assim intercalam com o pai - eu própria tinha essa fantasia - e todas as outras razões. Só quero é conhecê-las :)

      Eliminar
    2. Também concordo que a conveniência é discutível - eu penso em conveniência e ocorre-me logo que o leite materno vem à temperatura certa, que não terei de me levantar da cama para o ir buscar, que não tenho de lavar o invólucro no fim, que é grátis e que ainda por cima emagrece... e isto ainda tudo sem pensar no bebé.

      Espero que te/nos corra tudo bem :)

      Eliminar
    3. Rita a dada altura li um texto que uma colega de trabalho de escreveu sobre a amamentação e fiquei em pânico :P Juro que envolvia ordenhar a mama (sim, por estas palavras), pôr compressas quentes, pôr compressas frias e pôr dois cremes diferentes... E tudo isto para cada mamada :P Acho que é preciso sorte também para que tudo corra de forma mais 'smooth' ;)

      Eliminar
  4. Joana, acredita que existem imensas mulheres que não querem simplesmente amamentar. Ou porque acham que vai doer, ou porque vai dar trabalho, ou porque acham que vai estragar o peito... simplesmente não querem. Eu também não entendo, acho que ser mãe implica colocar sempre o bebé em primeiro e, talvez de forma parva, acho que o natural é sempre o melhor. Quero lá saber se não dão de mamar... eu quero dar, se tudo correr bem comigo e puder fazê-lo. Se é o melhor para o bebé - e eu acredito que seja - não me parece sequer que seja opção (para mim!) ter de o fazer. Faz parte da decisão de ser mãe.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Bem, mas essa também é uma razão válida: não querer porque ia ser um frete ;) Acho que tenho mais dificuldade em perceber porque é que as pessoas não tentam. Se doer e der trabalho podem sempre parar ;) Mas lá está, a minha opinião não tem de encaixar nos outros ;) E não me parece que a maioria das pessoas que não quer amamentar pense assim. Caramba há coisas tão mais difíceis e trabalhosas nisto da parentalidade (e eu ainda estou na preparação!) ;)

      Colocar o bebé primeiro é muito relativo: se estiveres contrariada, nervosa, a odiar cada momento daquela experiência, também não estás propriamente a fazer o melhor para o teu bebé (mais uma vez esta é a minha opinião, tenho amigos que não concordam e acham que a amamentação é para ser levada até às últimas consequências).

      Eliminar
    2. Joana, sim, claro! Falei apenas do bebé em 1º assumindo que não existem quaisquer outros factores envolvidos a não ser o "não quero porque não me apetece" - que também é válido, embora eu não o entenda muito bem.

      Eliminar
  5. Ora aí está um tema que não há muito tempo 'discuti' com outra mãe! 😊 Tenho duas filhas e amamentei, sempre com suplemento, até aos 3 meses! Da primeira filha era um stress porque adormecia a mamar e ora mamava 5 minutos ora 30, o que resultava em que nunca soubesse se era o suficiente... Suplemento para cima para ter a certeza que tinha tudo o que precisava... Ainda não tinha 2 meses passou a dormir quase toda a noite e eu acordava a parecer a Pamela!! Tive de secar o leite para bem da minha sanidade mental!!! Da segunda apanhei sapinhos no peito que ela tinha na boca e me contagiou, era ela a mamar e eu a chorar de dores... Secar novamente o leite... Portanto não sei se realmente repetia a proeza por muitos motivos: secar o leite é das piores coisas pelas quais já passei, é um grande stress porque nunca sabemos se mamam o suficiente, o nosso peito quase que desaparece e acima de tudo porque tem de ser um prazer para a mãe e para o bebé e eu não tive isso! 😉

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu também não fui amamentada porque adormecia :P Aliás, sempre fui uma paz para dormir :D Espero que a coisinha fofa vá buscar isso de mim :D

      Lá está, nessas circunstâncias talvez fizesse a mesma coisa - não sei porque não sou eu, mas imagino-me a fazê-lo :) Obrigada :)

      Eliminar
  6. No primeiro filho fui imensamente bombardeada com todos e mais mais alguns comentários acerca do benefício do leite materno, e as recomendações da OMS, e o mau que é dar leite adaptado, mas tem de comer de X em X horas, mas não engorda, mas o menino tem fome, mas tu deves ser doida porque ele está magro...conclusão: apanhei uma pilha de nervos tão grande que deixei de ter leite aos 4 meses. Segundo filho três anos depois: borrifei-me para toda a gente e dei de mamar durante 2 anos. 2 Anos! E adorei. Dava mama em qualquer lado. Na rua, no restaurante, na praia, no jardim, e até em andamento no sling!
    Cada caso é um caso é penso que é cada vez mais uma opção e não algo natural. A irmã da minha melhor amiga optou por duas coisas não naturais: cesariana e não dar de mamar nas duas gravidezes. Nem sequer experimentou, nem sequer queria. Os miúdos são saudáveis e nunca tiveram maleita.
    Se eu o faria? Não. Mas é uma opção, de facto. É opção porque há pelo que optar!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu já sou relativamente imune a comentários :P

      E sim, é óbvio que os miúdos ficam saudáveis e felizes e inteligentes na mesma. Mas se a ciência diz que é o melhor, eu vou tentar. Se não me der bem, há o plano B ;)

      Mas o que me intriga é o porquê dessas opções :) Eu própria pensei durante anos que não iria ter um parto normal e tinha as minhas razões - válidas, porque o eram para mim - para isso. O que me intriga é o 'não quero porque não quero'. Se calhar é o meu lado de psiquiatra que quer sempre perceber as razões atrás de tudo :P

      Eliminar
  7. Ora bem, tenho um bebe de 6 meses e para mim não amamentar nunca foi uma opção mas confesso que não sonhava com isso, não achava piada nenhuma, não sei porquê mas sempre me meteu confusão... Só ia amamentar porque era o melhor para o bebe e de preferencia só até aos 4 meses.
    O primeiro mês não é fácil e as pessoas acham estranho ainda amamentar (em exclusivo) e como é que ainda tenho leite... Lol... Ele deve ter fome...
    Mas passados 6 meses posso dizer que adoro e é o melhor do mundo e não devia ser uma opção!!!!!!!! As mães e os bebes merecem, é uma coisa só nossa... (Como as pessoas mudam :-) e ainda bem...)
    Mts beijinhos e aproveita esta fase

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu também não sonho com isso. Não me mete confusão nenhuma, mas também não idealizo o momento. Estou muito mais ansiosa por fazer outras coisas do que por amamentar, mas também não vai ser nenhum frete: é o melhor e pronto. Mas nem sempre corre bem, por isso acho que faz todo o sentido as pessoas optarem ;)

      Eliminar
  8. Isto é um daqueles temas bem quentes. :)
    Estou ansiosa por ver as opiniões das mães porque tenho a mesma dúvida.
    Eu sempre achei que não iria ter filhos e caso os tivesse não iria querer um ser pequeno e estranho agarrado às minhas mamas. Não conseguia imaginar nada mais bizarro que isso (sim, o instinto maternal nunca foi o meu forte).
    Até engravidar da Lara. De repente, desceu o espírito maternal sobre mim, e não só quis logo amamentar como passei muito mal para o fazer. Tive todo o tipo de problemas durante um mês e meio: feridas, muitas dores, perda de peso da Lara. Nunca pensi em desistir. Quando as feridas cicatrizaram amamentar tornou-se a melhor coisa do mundo. Quando a minha filha deixou de querer, aos 18 meses, fiquei tão triste que só me apetecia chorar. Enfim...
    Respeito inteiramente as mulheres que tenham uma opção diferente (nem poderia não o fazer, quem sou eu para julgar os outros?) mas, de facto, tenho alguma curiosidade em saber o que leva uma mãe a optar por não amamentar.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Acho que acontece com alguma frequência :) Eu sou muito maternal numas coisas (sempre fui, aliás) e noutras não sou nada :P Mas concordo que a gravidez nos muda (ou, como me acabou de dizer uma amiga pelo what's app, 'altera-nos a percepção') :P

      Sinceramente não sei se continuaria a insistir na tua situação. Agora não me imagino a fazê-lo, pelo menos. Mas lá está, cada um faz as suas opções e o giro é esta partilha de experiências :)

      Eliminar
  9. Para mim não amamentar como opção logo programada é mito urbano ! Hehe Oiço dizer que há mulheres que nao o querem fazer mas nunca conheci nenhuma! Pelo contrário, conheço muitas que queriam ter amamentado por mais tempo mas que infelizmente não o conseguiram fazer! A minha experiência foi complicada psicologicamente ... As hormonas não ajudam! Ainda no hospital tinha de meter despertador para acordar a miúda e despi-la para que não adormecesse logo. Na minha ideia amamentar era uma coisa instintiva tanto para a mãe como para o bébé mas eu estava completamente enganada!! Pensava apenas que ia ter feridas nos mamilos e metia creme já grávida ! mas a minha bébecas queria dormir, eu passava uma hora de cada vez a dar mama, dava uma , depois a outra (ninguém me soube dizer para dar uma mama de cada vez). Resumindo ela não estava a ganhar as 30gr por dia o pediatra nem me deu hipótese foi logo suplemento e em 2 dias a beber dos biberões da Chicco ela já não quis mais mama , e secou naturalmente. Nunca me senti tão inútil e incompetente ! Eu que nunca pensei mt sobre o assunto a chorar por não o conseguir fazer! Hoje em dia acho que a predisposição genética tem influência! O resto, fazemos sempre o melhor que sabemos! Se é opção claro que é ! Mas devem ser raros esses casos ! E a maioria devem ser mães de segunda ou terceira viagem!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Lembro-me de ter lido duas pessoas (nos seus respectivos blogs) que programaram a sua não amamentação ;) E eram ambas mães de primeira viagem ;)

      Eu acho isto do instinto uma coisa muito bonita... Na teoria. Na prática, nem sempre as coisas funcionam, e andar a publicitar que tudo é instintivo só deixa as pessoas a sentirem-se umas inúteis (porque algo que deveria ser tão instintivo, não o é para elas). Instintivo para nós é fazer o que sabemos e conseguimos ;)

      Eliminar
  10. Olá Joana,
    O que leva uma mãe a não amamentar confesso que não sei mt bem. Devem existir infinitos motivos pelos quais as mulheres optam por não o faxer. Até à data já ouvi falar de medo da dor, acharem que será muito estranho, razões estéticas e obviamente a questão da medicação incompatível com a amamentação.
    No meu caso também tive alguns receios, especialmente de não conseguir, não ter leite suficiente, das dores...
    Há altos e baixos... os primeiros 10 dias foram difíceis pois a subida de leite (no meu caso) foi violentíssima. De ambas as vezes precisei de ajuda médica/ enfermagem para ajudar a lidar com tanto leite e dores. Cheguei a ter uma mastite nos primeiros meses mas foi apanhada logo logo no início - procurei ajuda logo no 1o dia que senti que estava qualquer coisa estranha... e foi a minha sorte!
    Não há nada como levar cada dia de cada vez... com muita calma, paciência e perseverança. Amamentar também depende da força de vontade. Quanto a mim é óbvio que a amamentação não é opção. Mas como não somos todas iguais, respeito quem opte por não o fazer. Penso que o importante é que exista um bom acompanhamento por parte de profissionais de saúde (clínicas de amamentação, cantinho da amamentação, etc...) e tudo se proporciona.
    Amamentei sempre em livre demanda (não há cá horas... é quando querem!). A 1a filha até aos 7,5 meses e a segunda ainda amamento. Tem 17 meses. Foi amamentada em exclusivo até aos 7 meses e espero amamentar até aos 2 anos, segundo as recomendações actuais da oms.
    Existem grupos interessantes no Facebook sobre maternidade como o "mães OMS - apoio à amamentação", sugiro a adesão a este tipo de grupo pois existem muitas dúvidas simples que podem ser esclarecidas... a mim ajudou imenso!
    Atenção que não sou fundamentalista. Se o bebé ou a mãe estão desconfortáveis seja porque motivo for, não vale a pema ser masoquista! Os suplementos existem e ninguém morre ou é menos mãe por suplementar um bebé! A amamentação é um acto de partilha e de amor!
    Também acho importante dizer que a amamentação é muitíssimo mais prática do que suplementar. Não há stress com biberões, sabor do leite que eles não gostam, os passeios e as saídas são imensamente mais fáceis! E se acorda com fome... maminha de fora com leite sempre à temperatura certa! É um descanso...
    Joana, desejo tudo de bom! Amamentar é muito gratificante! E atenção à pressão que as pessoas fazem... eu acho que hoje em dia há muito mais pressão para amamentar! Por isso chegamos a ter medo de falha! Aqui como em tudo... cada um sabe de si e das suas opções ou mesmo "limitações"! Mãe é mãe e a mãe é que sabe!!!
    Beijinhos e tudo de bom ��

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Por acaso tenho algum receio, mas acho que nesse aspecto (deve ser o único, enfim) até estou com uma postura relaxada (agora, espero que não me dê a maluqueira depois). Não ajuda os relatos horríveis da subida do leite, mas é algo que faz parte e na altura depois logo se lida com isso. Mas sim, acho que amamentar é muito uma questão de força de vontade. Há quem a tenha, e há quem não a tenha :)

      E sim, concordo que há imensa pressão para amamentar. Eu já a sinto por parte de alguns amigos meus, e ainda nem há bebé a quem dar de mamar! Mas é um treino que se vai fazendo, e no meu caso tenho a grande vantagem de ser a primeira a ter filhos (ou seja, não é nada que um 'quando fores tu falamos' não resolva) :P

      Beijinhos :)

      Eliminar
  11. Interesso-me muito por estes temas da maternidade, e já li e ouvi algumas experiências de mães sobre este assunto. A minha bisavó (sim, tenho bisavó, tem 92 anos muito bem vividos e uma clareza mental melhor que a minha) e eu tivemos uma conversa sobre isto no domingo passado. Calhou :P E o que ela me disse foi que amamentar, na primeira semana, foi mil vezes pior que o parto. E olha que o parto dela foi há imenso tempo, e sem qualquer analgésico como deves calcular :P Perguntei se pensou em desistir e ela respondeu-me que não havia sequer essa hipótese. Penso que se houvesse teria desistido, mesmo. Mas depois disse-me "Depois ganhas calo e passa. E depois é bom".
    Há mulheres que não lhe dói, também. Mas se houver um sofrimento acentuado, depois de várias tentativas frustradas, se fizer sentido para os pais... porque não dar suplemento?
    Também acho que isso nunca me vai passar pela cabeça. Que vou insistir amamentar quando um dia tiver filhos, mas... percebo quem não consegue mais. Não é desistir, é optar pelo que nos parecer melhor na altura: e dar de mamar a chorar não me parece bom para ninguém, bebé incluído :P
    (mas eu não percebo nada disto!)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. As minhas colegas de trabalho também dizem que foi pior amamentar do que parir :P Mas lá está, por isso é que é bom haver opções. Sinceramente eu não me estou a imaginar a insistir, cheia de dores, a sangrar e la la la. Sou uma pessoa prática e despachada nesse sentido, muito do género 'isto não resulta, neeeeext'. Mas isso digo eu agora, do alto da minha sabedoria das 30 semanas de gravidez. Ainda há dois dias chorei porque não estava a conseguir fazer a cama do bebé e ia ser uma porcaria e não tinha jeito nenhum para nada :P

      Eliminar
  12. Esqueci-me de dizer que ao inicio deve ser uma chatice: da experiência que conheço, bebés amamentados a mama mamam mais frequentemente, de duas em duas horas. Ora, de noite, dar de mamar, arrotar, ás vezes mudar a fralda... qdo se acaba já é quase altura de dar de mamar novamente, ou deve ter.se no máximo uma meia hora para dormir. Percebo quem deixe de amamentar ou que nem considere amamentar nunca por causa disto.
    Agora também acho que toda a gente sabe que um bebé vai dar trabalho, mas não condeno, mesmo nada, quem opte por facilitar (apenas mais um pouco) esta parte!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ao início é uma chatice, sem dúvida. Mas lá está, assume-se que isto vai dar trabalho :P

      Eliminar
  13. Joana, querida! Eu concordo com você, acho que a amamentação é o correcto para os bebês. Eu ainda não sou mãe, mas tenho umas 2 ou 3 conhecidas que - vamos aos fatos!: primeiramente, não queriam ter filhos, só mudou de ideia pois o marido queria muito. Uma das razões por optarem por não ter babies era "estragar o corpo" e, também, por ficar "feia, gorda, com as mamas caídas". Eu discordo de tudo. Afinal, as atrizes que são mamães estão aí pra provar que só faltam pra nós, reles mortais, muitas massagens, cremes, exercícios e dinheiros pra tudo voltar ao lugar de antes, rs

    Beijinhos para a mamã mais bonita do pedaço :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu acho que é tudo uma questão de postura Priscila :) Sinceramente acho que ter filhos até torna algumas mulheres mais bonitas e interessantes, mas essa é a minha opinião ;) Fico feliz por actualmente já ser mais socialmente aceite que as pessoas simplesmente afirmem que não querem ter filhos - afinal, não é uma obrigação de cada um e quem não quer não deveria ter pelas razões erradas ;)

      Eliminar
    2. Também acho, Joana! Aqui no Brasil, muitas mulheres da nossa geração já falam abertamente que optaram por não ter filhos! Eu já quero uma dupla! ;)

      Eliminar
  14. Ola Joana! Todas as pessoas tem uma experiencia diferente e uma opiniao... podes optar porque são as tuas mamas, o teu filho e as tuas crenças no que é melhor para ti e para ele!!!! Apesar de toda a informação ainda há muitas crenças erradas e relatos de experiências dignas de verdadeiras torturas! Posso falar por mim, para mim nao era uma opção, amamentar era um dado adquirido...teve momentos menos simpaticos mas nada de transcendente ou pelo menos assim recordo...depois de estabelecida é um descanso, uma poupança e um momento inigualável... sou suspeita... amamentei a minha filha ate aos 4 anos, ja ouvi que é até uma idade que é um disparate, mas é a nossa opção... enquanto eu e ela quisemos!!! Deixa a intuição tomar conta de ti!!! Beijinhos!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sim, depois também há essa questão! Podes OPTAR por amamentar, depois TENS DE amamentar, depois tens de PARAR de amamentar ;) Enfim :) Obrigada pela tua opinião :)

      Eliminar
  15. Eu como mãe de duas com diferença de sete anos , dei de mamar as duas. Para mim foi um bocadinho difícil no início porque os mamilos gretaram, mas depois isso passa e é sempre a "andar". A primeira nasceu em Portugal e a segunda no Luxemburgo , não sei se aí já é diferente , mas aqui até que o leite não " desça " não nos deixam vir embora , porque assim temos sempre a ajuda que precisamos com as compressas quentes e dúvidas que tenhamos . Claro mas 5 dias pelo menos ficamos no hospital mesmo com parto normal sem pontos . Lembro-me que me Portugal nesses dias chorei e muito nesses dias , estávamos sozinhos ,parecia que as mamas iam explodir, literalmente e não sabia como fazer para amenizar o desconforto e acho q até dor ! Passados esses dias para mim foi do melhor , do mais pratico e do mais saudável para as duas . Só lamento que as mamocas desaparecessem quase por completo. Mas voltava a amamentar sem dúvida nenhuma ! No entanto a minha irmã optou por não amamentar, os mamilos gretaram muito e era um tormento esse momento para ela e se calhar também para a bebe . Beijinhos :)!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Aqui é diferente sim. É basicamente 'TENS DE amamentar, mas vai fazê-lo para casa sozinha sem apoio' :P Acho que é uma das razões pelas quais temos tanto insucesso na amamentação exclusiva logo numa fase inicial, principalmente porque actualmente já não vivemos em comunidade e já não temos (nem queremos) ajuda nesse campo das nossas familiares/amigas/vizinhas. Mas sim, acho que depois da subida do leite as coisas melhoram :) Pelo menos é o que espero :P

      Eliminar
    2. Completamente de acordo. Há muita falta de acompanhamento em Portugal. Assume-se que a mãe tem de saber estas coisas, só porque nasceu mulher. Que é tudo muito natural e não tem que saber... Um disparate pegado.

      Eliminar
    3. Já estou farta de ler em imensos sítios que é tudo 'instintivo', seguido de uma grande lista de coisas que tens de fazer que não me parecem nada 'instintivas' :P Eu e o Pedro fartamo-nos de gozar com isso :P

      Eliminar
    4. De instintivo não tem nada!!!Acabamos com o instinto com tanta informação!!! Há apoio mas é preciso procurar e saber onde, ha a sos amamentacao, algumas unidades de saude familiar e até alguns hospitais que se disponibilizam...É procurar e esperar encontrar alguém disponivel do outro lado...

      Eliminar
    5. A questão também é essa: estaremos perante um excesso de informação? Sinceramente eu acho que depende das pessoas. Eu gosto de saber tudo: o bom, o mau, o óptimo, o horrível, e ir preparada com as cartas todas. Depois leio por todo o lado que tudo isto é instinto e que temos filhos há milhões de anos e penso que as coisas não são assim tão simples. A minha preferida é quando as pessoas dizem que no tempo das nossas avós não havia informação nenhuma e elas safavam-se. É claro que sim, mas perguntando à minha avó é muito fácil perceber como. O leite secava? Passavas a dar leite de vaca ao bebé e pronto. Não conseguias amamentar? Havia sempre uma vizinha/irmã/prima/tia que dava uma ajuda (ou até que servia como ama de leite!). Hoje em dia é mais complicado. Estamos mais sozinhos, mais inseguros, mais assoberbados da importância dos nossos actos, mais vinculados aos nossos bebés... Enfim, é diferente. E quero acreditar que é instintivo, mas por via das dúvidas estou a munir-me de informação :P

      Eliminar
    6. "Antigamente" era sempre tudo lindo e maravilhoso até que as pessoas se lembram mesmo e recordam que de 12 irmãos morreram 4 ou 5 ainda antes dos 3 anos, que haviam crianças a morrer à fome e com os "malzinhos ruins" que ninguém sequer desconfiava do que pudesse ser.
      Já para não falar de todas as mães e bebés que morriam na hora do parto por alguma coisa que corresse mal.
      Sim, antigamente é que era bom por isso é que hoje em dia a mortalidade infantil é muito inferior :)

      Eliminar
    7. Mas é indiscutível que algumas coisas eram melhores antigamente ;) O apoio da família era maior (as próprias famílias eram grandes), da comunidade também, a informação que passava das mães para as filhas era mais pessoal e menos 'fria'... Trocava isso pelo que temos agora? Nem pensar. Mas é pena que algumas das coisas se tivessem perdido.

      (E sim, quando se fala da medicalização do parto - especialmente no nosso país - eu falo sempre do facto de termos uma mortalidade infantil muito baixa em comparação com outros países, bem como uma taxa muito inferior de complicações peri e pós-parto.)

      Eliminar
  16. Conheço várias pessoas que optaram por não amamentar, e pessoas que tentaram amamentar mas por várias razões deixaram de o fazer rapidamente, e pessoas que não conseguiram amamentar na primeira gravidez e já conseguiram na segunda. Há razões mais conscientes, que se prendem com a relação com o corpo (a amamentação muda para sempre o formato das mamas), com a ansiedade de não conseguir controlar a quantidade de leite que o bebé toma em cada mamada e com a exposição que implica dar de mamar em público, por exemplo. Mas também há razões muito inconscientes, ligadas com a forma como a mulher se vê a ela mesma como mulher (estou a pensar em mulheres que inconscientemente se vêem como diminuídas e portanto partem do princípio que não vão ser capazes), com uma repetição inconsciente de uma vinculação menos segura delas mesmas com as próprias mães quando elas eram bebés (claro que na realidade a vinculação não é necessariamente menos segura se a mãe não dá de mamar, mas no plano da fantasia muitas vezes essa ideia está presente) e outras razões inconscientes, que são tão legítimas como as outras. É um tema altamente complexo, que emocionalmente mexe com as coisas mais precoces da vida da própria mãe e por isso é que muitas vezes as mulheres não explicam as suas razões, porque é muito privado. Mas da minha experiência, há muitos fatores inconscientes a funcionar (paralelamente com os físicos, claro) não só nas mulheres que decidem não dar de mamar, como nas que perdem o leite rapidamente, como nas que não conseguem dar de mamar, etc. Mas também da minha experiência, cada uma faz o melhor que pode, e uma coisa ou outra não é igual a ser pior ou melhor mãe.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois, é muitas vezes o que sinto: que é um tema muito mais complexo. E não sinto que as pessoas devam dar justificações por isso, mas fico com curiosidade. Na verdade, todos esses argumentos me fazem sentido :) Obrigada :)

      Eliminar
    2. Já agora, uma outra razão que eu tenho encontrado muito para as mães que decidem não dar de mamar é o medo inconsciente da extrema dependência e dessa proximidade tão corporal / visceral com o bebé. É uma relação de tal modo íntima e intensa que há pessoas, pelas mais variadas razões, que temem essa experiência. Aliás, eu até diria que há sempre em toda a gente um certo receio disso, mas em algumas pessoas é mais ligeiro, noutras é muito intenso.

      Eliminar
    3. Eu acho que essa é uma das razões pelas quais terminamos a amamentação tão cedo também, pelo medo da proximidade com um bebé maiorzinho (por exemplo, já com um ano ou dois).

      Eliminar
  17. Olá Joana!
    Este post tenho mesmo que comentar...para mim essa pergunta (se vais optar por amamentar) é quase a mesma coisa que me perguntarem se vou optar por alimentar o meu bebé.
    Amamentei o meu primeiro filho (16 anos) durante 1 ano e amamentei as minhas gémeas (5 anos) até aos 2 anos!!!

    Beijinhos :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada pela partilha Carla :) Amamentar gémeos não deve ser nada fácil ;)

      Eliminar
  18. A única vez que cruzei com alguém que OPTOU por não amamentar logo no início foi um blogue, e o motivo indicado era a partilha de responsabilidades com o pai.
    Pessoalmente, não tive opção. A minha filha nasceu muito prematura. Tirei leite durante uns tempos, e foi com ele que ela foi alimentada (via sonda) nos primeiros meses. Mas com o stress e outras coisas mais, quando ela atingiu o peso e a capacidade para mamar, já eu não tinha leite nenhum. Ainda lhe tentei dar a mama uma ou duas vezes, para tentar estimular a produção de leite, mas ela já estava tão habituada ao biberão que me fez cara feia.
    Não insisti. Já tinha muito com que me preocupar.
    Defendo a amamentação mas sem extremismos. E não me via a amamentar até aos 2 anos (OMS ou não, acho demasiado).
    Cada vez mais acho que sim, é uma opção. Pode ser o melhor para o bebé mas se a mãe não se sente vinculada com tal opção, não me parece que seja de seguir esse caminho. Porque se a mãe não estiver bem, o bebé dificilmente estará!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Bem, é um motivo que me faz sentido. Por outro lado, como já disse acima, não resultaria para mim - partilhar responsabilidades é bom, mas não quando eu estou em casa e o Pedro vai trabalhar e operar malta durante 8 horas por dia ;)

      No caso dos bebés prematuros é diferente e normalmente acontece como relataste. E sim, o que importa é que eles cresçam e se desenvolvam :)

      Também não me vejo a amamentar até aos 2 anos. Talvez mude de opinião, mas agora não vejo ;)

      Eliminar
  19. Olá Joana,
    Sempre achei muito bonito ver uma mãe a amamentar, acho q é uma dádiva da natureza. Tenho dois filhos, o 1º mamou 11 dias e a 2ª 15 dias com muita pena minha. O biberon só tem 1 desvantagem, é muito dispendioso. As vantagens são muitas: qualquer 1 pode dar, podes preparar antes de ir para a cama e ficar no aquecedor de biberons morninho até às 3 ou 4 da manhã, na rua é só levar o termo com água quentinha e as doses individuais do leite em pó. A maminha é grátis mas tens que massajar para não encaroçar, se criar caroços (aconteceu comigo) passas horas a por toalhinhas quentes, dói que se farta, abre gretas, choras com dores, com calores, choras porque eles choram com fome porque aquilo corre pouco... Isto passou-se comigo. Há mães que acham desnecessário tanta dor e tanto trabalho, será esta a justificação para se optar por não amamentar. Eu não tive opção, tinha pouco leite e eles muita fome mas continuo a dizer que adoro ver uma mãe a amamentar e acho que é a melhor opção se podermos fazê-lo. Espero ter ajudado. É a 1ª vez que escrevo. Muitas felicidades e tudo a correr pelo melhor!!!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada pela partilha Maria :) O biberon tem vantagens e desvantagens, tal como a maminha. O que importa é alimentar o bebé :)

      Eliminar
  20. Olá Joana!

    Vou relatar a minha experiência recente na questão da amamentação (espero que não te assustes!!!). Durante a gravidez sempre pensei que iria amamentar a minha filha, que seria bastante natural e intuitivo. Só que, no meu caso em concreto, não foi isso que aconteceu. A minha filha teve dificuldades, quase desde que nasceu, em pegar no peito: "roía-me" os mamilos, porque pegava na pontinha, e quase que não conseguia tirar leite. Resultado: os meus mamilos ficaram em ferida e sangravam sempre que ela tentava mamar e ela ficava stressada porque não conseguia tirar o leite. A experiência de amamentar ficou cada vez mais dolorosa, fisicamente, para mim e emocionalmente para as duas. A coisa basicamente não estava a resultar. Eu sei que és médica, mas a médica que me acompanhou ficava "em fúria" porque eu não conseguia amamentar e o pediatra que a acompanhou na maternidade dizia que amamentar era ancestral e que se milhões de bébés conseguiram, porque é que a minha seria diferente. Basicamente, diziam que a culpa era minha e que eu não me estava a esforçar o suficiente. Eu fui várias vezes ao apoio de enfermaria tentar arranjar n posições diferentes de amamentação, nada resultava. Eu comprei as conchas para aliviar as dores, as pomadas, a bomba eléctrica e nada ajudou, porque, no meio disto tudo, o stress começou a atrapalhar a saída de leite. E lia em blogues relatos de mães que diziam que aguentaram todas as dores e mais algumas para conseguir que os filhos fossem amamentados. Eu senti-me, nessa altura, uma péssima mãe.
    No meio disto tudo, acabei por desistir da amamentação, porque a minha filha precisava de leite, que não conseguia tirar da mama e eu também já não aguentava todo aquele stress e dores. Mas fui julgada, principalmente pelos médicos que acompanharam a situação, por ter desistido. Penso que se passou do 8 para o 80, se, há uns anos, não se dava grande importância à amamentação (o centro de saúde da zona onde os meus pais viveram, dava leite em pó para recém-nascidos gratuitamente), hoje há uma certa tirania pró-amamentação, que eu senti na pele, quando não o consegui fazer.
    Eu continuo a ser pró-amamentação e continuo a ter bastante pena e, ainda, uma certa culpa de não o ter conseguido fazer, apesar de saber, racionalmente, que fiz tudo o que podia para o conseguir fazer. Confesso que, no meu caso, passar ao plano B sem stresses não foi nada fácil. Passei ao plano B, sim, mas com muito desgaste emocional. Senti, também, que não tive a compreensão daqueles que eu esperava que o fizessem. Nisso, a pediatra da minha filha foi bem mais compreensiva, não fez nenhum drama do facto de ela ser alimentada a LA, e consegui diminuir o sentimento de culpa que me assolou nos tempos da maternidade.
    Basicamente, precisamos de ser respeitadores das decisões dos outros: penso que as mães sabem perfeitamente dos benefícios da amamentação, se o decidem fazer ou não fazer (às vezes, não o podem mesmo fazer), é a decisão delas, têm as suas razões, ninguém as deve criticar, porque cada caso é um caso, não é comparável.
    Hoje, faria algumas coisas de forma diferente: teria comprado a bomba elétrica mais cedo, teria começado a pôr o creme nos mamilos mais cedo, teria comprado as conchas mais cedo. Mas também sei que, mesmo assim, não posso afirmar que resultaria.
    Desejo-te muita sorte para esta questão da amamentação :)!!!. Aconteça o que acontecer, o mais importante é não seres tu a tua principal crítica :).
    E peço desculpa por relatar mais uma experiência horrível de amamentação :s, não deve ser nada que precises. Mas eu sinto sempre alguma injustiça, quando se fala nisto, tocaste num ponto muito sensível ^^.
    Espero que continue tudo a correr bem :)!!!
    Beijinhos
    Vânia



    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sabes, na verdade as opiniões mais extremistas que ouço vêm precisamente de colegas médicos meus. Acho que isso acontece porque estamos habituados a coisas científicas tipo a+b=c, e não nos ocorre como algo 'tão simples' pode ser tão complicado, até porque 'é o instinto' ;) Mas sim, cada bebé é diferente e precisa de uma resposta diferente.

      E não tens de pedir desculpa :) Relatos de amamentação já eu li aos montões, acho que são sempre úteis :)

      Eliminar
    2. Olá Vânia, eu sou daquelas mães que passaram horrores no inicio e que felizmente conseguiram amamentar como deve de ser ao fim de muito tempo ( 1 mês e meio) mas considero que se a amamentação causa desconforto à mãe (qualquer tipo de desconforto) ela tem que ser apoiada na decisão que tomar, seja de amamentar ou não. Acho completamente inadmissível coagir uma mulher a amamentar. A decisão é da mulher e, uma mãe stressada e infeliz não será certamente uma mãe melhor para o seu filho por mais que amamente. Eu decidi amamentar mas em nada isso se relacionou com a opinião de outras pessoas, sempre tive muito presente que seria sempre eu e o meu namorado a decidir o que seria melhor para a minha filha. Acho que não tens que te sentir culpada de nada, a não ser de ouvir os outros durante demasiado tempo talvez. Muitos beijinhos.

      Eliminar
    3. Eu acho que não é propriamente uma coacção, é mais uma falta de empatia. Não quer dizer que não seja igualmente grave, no entanto :/

      Eliminar
  21. Olá
    espero mesmo, mesmo não ser crucificada, mas, no meio de tantas opiniões, aqui a ET vem tentar explicar-se. Estou grávida de 37 semanas, não vou amamentar por opção. não tenho qualquer condição médica que me impeça de amamentar, nem necessidade de tomar qualquer medicação incompatível com a amamentação... Sei perfeitamente que o leite materno tem anticorpos que nenhum leite artificial consegue replicar. Mas, ainda assim, opto por não amamentar. Opto conscientemente por pensar ser o melhor para a minha família e por acreditar, mesmo, que mãe feliz, bebe feliz.
    Introdução feita, vamos às minhas razões:
    1 - nunca me imaginei a fazê-lo, acho estranho;
    2 - a paternidade é um projeto a dois, quero poder dividir todas as tarefas;
    3 - não me imagino sujeita à prisão de ter de estar de 2 em 2 horas perto do meu bebe ou de bomba em riste. sou filha única, preciso de momentos para mim;
    4 - estou ansiosa para recuperar o controlo sobre o meu corpo. cansada de restrições alimentares e alcoolicas.
    5 - pavor da dor e de mamilos em sangue e outras histórias.
    6 - preciso de tempo para mim.

    Conheço várias pessoas que pensam igual, mas dada a pressão das enfermeiras acabam por amamentar na maternidade e, chagadas a casa, miraculosa e automaticamente, acaba-se o leite. talvez por estar a seguida num hospital privado, nunca me senti julgada (fui corretamente informada das vantagens do leite materno, mas não pressionada) e assumo a minha opção sem problemas...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não me parece nada ET. É uma opção como qualquer outra, mas acima de tudo, é uma opção consciente.

      Eliminar
    2. Obrigada! A sério. Acho que é importante haver esta partilha sinceramente. As razões que usas fazem-me todas sentido, mas honestamente isso não é de todo importante porque não preciso de validar o que quer que seja. São razões para não amamentar tal como eu as tenho para amamentar, e acho é importante e bonito poder haver esta partilha de ideias em relação à maternidade :) Não temos todas que pensar de igual forma :) Muito obrigada :)

      Eliminar
    3. Parece-me uma opção bastante válida. :) E concordo plenamente com a máxima: "Mãe feliz, bebé feliz!".

      Eliminar
    4. Também tomei essa opção na segunda gravidez. Na primeira, a amamentação correu tão mal que não quis passar pelo mesmo: fiz de tudo, mas o leite era muito pouco e o bebé teve que tomar suplemento desde os primeiros dias em paralelo com o leite que eu tinha (a minha avó e a minha mãe tiveram o mesmo problema que eu).
      Daí, ter tomado essa opção na segunda gravidez o que me trouxe muita calma e sossego, coisa que não tinha tido no primeiro pós-parto. O obstetra ainda tentou dissuadir-me mas quando percebeu que estava a falar muito a sério, não me pressionou mais. E no hospital (privado) foi pacífico, perguntaram-me o que queria fazer assim que o bebé nasceu, para saberem se lhe podiam dar biberão ou não. Sem quaisquer comentários. O que procurei foi o melhor leite adaptado em Portugal, que incluísse pré e probióticos para compensar.

      Eliminar
    5. Percebo perfeitamente. Acho que na fase do pós-parto já há tantos 'ses' que há que simplificar ao máximo :)

      Eliminar
  22. Eu tenho um bebé com 14 meses que nasceu de cesariana e não foi amamentado por opção, como é óbvio não me sinto menos mãe nem o amo menos por causa disso.
    Devo dizer que fui das piores grávidas de todos os tempos, passava a maior parte do tempo preocupada se estava tudo bem com o bebé porque como não podia vê-lo nunca me sentia 100% segura, conclusão não desfrutei quase nada da gravidez, passei o tempo todo stressada.
    Quando o meu filho nasceu dei-lhe o colostro durante os dois primeiros dias e ainda na maternidade comecei a dar o suplemento por diversas razões.
    A primeira porque estava a tomar medicação para a depressão, que apesar de ser adequada para a gravidez não me entusiasmava nada a ideia de continuar a passar a medicação para o bebé através da amamentação.
    Outro dos motivos foi o facto de devido ao facto de ser profissional liberal tive de começar a trabalhar 15 dias depois do bebé nascer, em part time, o que para mim já era motivo de stress suficiente, honestamente não conseguia gerir o cansaço com a amamentação e o trabalho.
    Acho que fiz uma escolha esclarecida, informei-me durante a gravidez, tanto com a minha obstetra como com a pediatra do meu filho, no entanto senti-me sempre julgada pela minha escolha.
    A maioria das pessoas fez-me sentir como egoísta por não dar mama ao meu filho, ele teve imensas cólicas durante os 3 primeiros meses e tive de ouvir algumas indirectas de que se o tivesse amamentado isso não teria acontecido, apesar de saber que isso não é verdade, as crianças que são amamentadas também têm cólicas, tenho vários exemplos desses à minha volta, custa imenso ter de ouvir essas coisas numa altura em que nos sentimos fragilizadas e temos as hormonas completamente descontroladas.
    Sinceramente não me arrependo nada da minha escolha, amo o meu filho profundamente, acho que fiz o melhor para os dois e se tiver outro bebé provavelmente vou agir da mesma forma.
    T.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu percebo o que queres dizer. É muito fácil julgarmos as escolhas dos outros, acho que estamos a perder a capacidade de empatizar com as situações deles. Mas fizeste o melhor para o teu bebé, e isso é que é importante.

      (Recomeçar a medicação para a depressão, por exemplo, foi provavelmente uma das melhores coisas que podias fazer por ele na altura). ;)

      Eliminar
  23. Eu acho que hoje em dia há uma grande pressão para amamentar, pelos menos até as crianças terem uns 18 anos. hehe E considera-se que seremos menos mães se não o fizermos.
    Contudo, eu dei de mamar aos meus dois filhos, porque quis e porque fez sentido. Mas, quando deixou de fazer, passei para o leite de fórmula sem dramas.
    A minha filha mamava super bem e tive bastante leite até ela ter uns 4 meses. Depois comecei a ficar com muito menos leite, até que a médica me apertou o peito e disse que não podia continuar assim, porque aquilo já não era nada.
    Com o mais novo, dei de mamar mais ou menos até aos 3 meses. Ele mamava muito mal, porque adormecia a cada 10 segundos, depois engasgava-se e ficava cheio de cólicas e gases porque engolia muito ar com a brincadeira.
    Quando senti que ele tinha fome porque não mamava o suficiente, passei para o leite de fórmula e com isso ele passou a estar melhor alimentado, porque se agarrava ao biberão e só parava no fim.
    Admiro quem consegue dar de mamar até mais tarde, mas acho que é daquelas coisas que tem de ser bom para os dois.

    Mas há muitas mães que nem sequer equacionam tentar dar de mamar de início pelo menos, porque sentem-se umas "vacas leiteiras" (desculpa a expressão, mas já ouvi mesmo isto) e o dar de mamar é uma prisão de certo modo. Apesar das bombas para tirar o leite, acaba por ser time consuming e há pessoas que não têm paciência.

    Mas pronto, também tive pessoas muito escandalizadas por eu ser uma mãe tão "fraca" em termos de amamentação.

    A minha filha hoje está quase da minha altura, tem saúde e é inteligente e o meu mais pequeno também tem saúde, é inteligente e um grande calmeirão para a idade. Tirando as mazelas típicas da idade e de certas estações do ano, não sinto que os tenha prejudicado grandemente.

    :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Vacas leiteiras é uma expressão engraçada :P Bem, eu diria que ter um bebé pequeno é sempre uma prisão, quer o amamentes ou não ;)

      Mas pessoas escandalizadas porque não dás de mamar? Que falta de respeito pelo outro :/

      Eliminar
    2. Sim, pessoas escandalizadas porque não dás de mamar, pessoas escandalizadas porque só deste até aos 3 ou 4 ou 6 meses ("ai, a minha rica filha mamou até aos 3 anos - sempre os maiores), pessoas escandalizadas porque alguém teve a criança de cesariana ou levou epidural (eu tive 2 partos normais sem epidural, mas ouvi comentários sobre outras pessoas "pft, que fraca, não aguentou as dores, uma mãe aguenta tudo, eu aguentei 1 semana de trabalho de parto sempre ali no topo do mundo") e por aí fora...há muitas manias e muitas pressões...e muitas pessoas a tentarem fazer-te sentir pior mãe...
      por isso, ignora, age de acordo com o que te parecer melhor e pronto... :)

      Eliminar
    3. Bem, ainda bem que sou uma isolada social :P E mesmo assim já levei com um 'gravidez não é doença' vindo de uma vizinha, a quem muito simpaticamente perguntei onde tinha tirado o curso de medicina :P

      Eliminar
  24. Olá Joana, não costumo comentar apesar de seguir o teu blog e vou contar-te a minha experiencia. Tenho um bebé de 15 meses, antes de engravidar sempre disse que não queria amamentar, não sei bem porquê mas sempre me fez confusão, mas depois engravidei e as hormonas levaram a melhor e a minha postura passou a ser que ia tentar amamentar e o iria fazer enquanto fosse bom para os dois.
    Quanto o meu filho nasceu o leite tardou a subir, pelo que ao fim de umas horas e com o bebé a berrar de fome deram-lhe um biberon ele mamou e acalmou, depois o leite finalmente subiu e ele pegou normalmente no peito. A partir daí fazia como me dava jeito: estando em casa ou num sítio que me sentisse confortável dava-lhe peito, se saísse ou se quisesse tempo para mim deixava-lhe a fórmula para lhe darem e fiz assim até aos 3 meses quando ele começou preferir o biberon (vinha muito mais rápido) e eu fiz o desmame sem stress nenhum. Se um dia tiver outro filho acho que vou seguir a mesma máxima. Connosco correu muito bem, o essencial é as pessoas não stressarem e fazerem o que se sentirem melhor.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada pela partilha Ana :) De facto, acho que o mais importante é mesmo não stressar :)

      Eliminar
  25. Joana Querida,
    Costumo dizer, não sofrer por antecipação. Tive a felicidade de há quase 16 anos atrás, o pediatra me dar o melhor conselho de todos: "no fim do bebé mamar, tira todo o leite que ficar nas mamas e deita fora", pois eu tinha tanto leite, que mesmo congelando acabava por perder a validade, ou seja, eu fui a verdadeira "vaca leiteira", expressão que usei muiiiiitas veeeeeeeeeeezes.
    Cada caso é um caso, cada um que decida conscientemente por si. Uma coisa é certa, o leite da maminha está sempre à temperatura ideal, não há necessidade lavar nem esterilizar biberons, pouca umas boas centenas de euros, o bebé se bolsar não fica o cheiro a "azedo"; ou seja a tua coisinha mais fofinha vai estar sempre bem cheiroso e por aí fora. Quanto ao facto de partilhar tudo com o pai: cinco meses passam num instantinho e deixamos para o pai a experiência da introdução da sopa. Meus Deus, temos tanta coisa a partilhar com o pai desde os banhos, as massagens com o creme - ainda hoje o meu filho com quase, quase 16 anos adora que lhe ponham creme -, a muda das fraldas, as noites mal dormidas por causa das cólicas, da febre, dos vómitos, etc.
    Mas digo uma coisa, guardo na minha memória e coração os momentos ternurentos da amamentação entre mãe e filho.
    Tudo de bom

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mas há quem diga que não se deve tirar porque depois o corpo continua a produzir e bla bla bla... Enfim, acho que deve ser uma coisa instintiva :)

      Eliminar
  26. Bem, o que eu posso dizer é que a sociedade e nós próprias, colocamos muita pressão nesta questão. Sempre quis amamentar, mas simplesmente não correu como queria. Ela não pegava bem, adormecia a mamar...tive de introduzir o suplemento ainda na maternidade porque começou a perder peso. Amamentei e fiz LA até aos 4 meses, altura em que o leite secou. Mas admito, não gostei muito de amamentar, mas claro que nunca iria optar por não amamentar, pois todos sabemos os benefícios do leite materno.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois, acho que a minha posição é um bocado essa. Não faço questão de amamentar, não sonho com isso, mas é o melhor para o meu bebé por isso vamos a isso sem qualquer dúvida. Se correr bem, óptimo :) Se correr menos bem, logo se vê :)

      Eliminar
  27. Tenho acompanhado esta tua rubrica, mas ainda não tinha tido a oportunidade de comentar.

    Acho que tudo o que já foi dito aqui resume muito bem o que motiva as mães a amamentarem ou não. São todas opiniões válidas e ninguém tem de julgar - o que serve para uma pessoa, pode não servir para outra. É arrepiante ver por aí "brigadas" pró-amamentação, que querem evangelizar toda a gente e que acusam mães que não amamentam de serem menos mães por isso. Calm down people...
    Eu estou grávida de 20 semanas e sempre pensei em amamentar. É estranho, mas até tenho sonhado com isso.
    Contudo começo a pensar que fisiologicamente pode até nem ser possível: a minha mãe quase não teve leite das duas vezes que teve bebés (amamentou muito menos que 1 mês) e eu, estando grávida, estava à espera de já ver alterações nas minhas maminhas (neste campo não acontece nada - só tenho por vezes alguma sensibilidade, mas o número do sutiã continua o mesmo).
    Espero que este seja só mais um dos "medos" que me assombram na gravidez. Mas se não for e realmente não conseguir amamentar, espero ter o discernimento de não me recriminar por isso e alimentar a minha bebé da melhor maneira possível.

    Beijinhos! (está quase! ;) )

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Por acaso nunca me deparei com uma dessas brigadas. Só mesmo a brigada da malta 'gravidez não é doença', mas isso resolve-se bem mostrando o tamanho da minha pasta de gravidez :P

      E não há razão para preocupação, nada disto é hereditário ;) No worries :) Eu também só comecei a notar alterações mais recentemente ;)

      Beijinhos e continuação de boa gravidez :D

      Eliminar
  28. Olá Joana,
    Em relação à amamentação a minha postura sempre foi um pouco como a tua, não idealizei e como está provado ser o melhor para o bebé pensei desde sempre que o iria fazer.O meu bebé pegou bem na mama mas adormecia e ainda agora adormece por mais que o tente estimular..aos 15 dias de vida tive que comecar com o suplemento que mantém até agora com cerca de 2 meses e meio...
    O primeiro mês é muito dificil, mas acaba por ser tudo natural ou instintivo,tudo o que esta relacionado com o bebe, até mesmo a privação do sono, por muito estranho que pareça, salvo relação à amamentação que não considero a melhor coisa do mundo, é apenas uma "função" da mãe alimentar o seu bebé e que acaba também por ser muito útil para o acalmar em horas mais difíceis!
    Muitas felicidades para vocês :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pois, acho que vou ser mais assim: sem grande stress, sem grandes pressões, fazer o que é melhor para o bebé :)

      Eliminar
  29. Olá Joana,
    penso que tudo se resume às motivações que a mãe tem. Há quem queira amamentar porque sempre o desejou fazer (o meu caso), porque acha que é o melhor para o bebé, porque acha que o deve fazer (às vezes pressão familiar)... Há quem não queira por questões estéticas, do seu corpo, porque pensam ter mais tempo para partilhar outros momentos, porque simplesmente não tem vontade e não querem...
    Eu sempre me senti motivada para tal, o aconchego da ter a Rita junto ao meu peito e sentir aquela pequerucha a ser amamentada por mim foram momentos inesquecíveis. Claro que tive a sorte de não ter dores, enfim, situações desagradáveis com o meu peito mas por outro lado, não tive muito leite e a Ritinha que adormecia facilmente durante a amamentação teve que começar a tomar suplemento logo no 1.º mês. Ainda assim, amamentei até que ela conseguisse sugar a última gota de leite e ela não se recusava mas depois tinha que tomar o suplemento. A amamentação durou 2 meses e meio. Penso que foi bom para ambas. Para mim foi uma experiência maravilhosa.
    Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Por acaso não sonho particularmente com o momento da amamentação, mas sonho com muitas outras coisas :D Não compreendo a malta que diz que queria que a gravidez durasse para sempre para ter o bebé dentro da barriga, por mim o meu saltava cá para fora já para eu o encher de mimos :D :D :D

      Eliminar
  30. Só li meia dúzia de comentários, mas cruzei-me com o de alguém que enumera alguns motivos que a mim me parecem todos válidos: conveniência, evitar o desconforto, poder voltar a comer e beber tudo e, para mim o mais significativo, a distribuição de tarefas entre o pai e a mãe poder ser realmente equitativa. Eu e a minha irmã fomos ambas amamentadas e a saúde de cada uma é totalmente diferente, desde pequena. Conheço gente que foi amamentada com saúde de ferro e outros com saúde mais débil, bem como com o leite de fórmula. Eu dei mama até aos 2 meses, porque depois ele já não pegava, mas digo-te já que foi super doloroso e só o fiz porque estava em crer que era o melhor para ele. Mas garanto-te que não foi nada a experiência linda e maravilhosa que as mães em geral descrevem. Detestei aquilo. E acho que o fundamentalismo da amamentação é uma hipocrisia todo o tamanho. Respeito que haja opiniões diferentes, mas não aceito que condenem quem pensa diferente. Atacam as mulheres que decidem não amamentar porque o leite de fórmula não é tão aconselhável? Isso quer dizer que nunca lhes vão dar doces porque faz mal aos dentes? Que nunca lhes vão dar uma pizza porque engorda? Caramba, também não é preciso sermos extremistas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Trouxeste aqui uma questão super interessante: porque é que estamos tão preocupados com a alimentação dos bebés nos primeiros meses de vida (sim, porque depois com a introdução dos alimentos a malta é igualmente cuidadosa), e tão pouco preocupados depois disso? :)

      Eliminar
    2. Ora aí é que está uma coisa muito acertada de se pensar.

      (estou a adorar este debate nos comentários :) )

      Eliminar
  31. Joana, a minha mãe teve três filhas e não amamentou nenhuma. Na época dela havia pouca informação. A minha mãe tem mamilos invertidos e quando teve a minha irmã mais velha tentou amamentar, mas ela simplesmente não pegava no mamilo. Chorava imenso porque tinha fome. Para a minha mãe era doloroso. A minha mãe nunca conseguiu amamentar. A minha mãe diz que não sabe se não tinha leite ou se a culpa era dos mamilos serem invertidos, mas no hospital não a incentivaram a tentar muito... Na altura, as pessoas não falavam tanto dos benefícios da amamentação pelo leite materno. Com a minha outra irmã e comigo acho que a minha mãe nem tentou muito... Não conseguíamos pegar no mamilo e a minha mãe achou que iria ser a mesma coisa que com a minha irmã mais velha. Ou seja, a minha mãe nunca conseguiu amamentar nenhuma das três filhas, mas posso garantir-te que é a melhor mãe do mundo. E relativamente à nossa saúde, as três fomos amamentadas da mesma maneira, mas a minha irmã mais velha sempre teve uma saúde um pouco mais frágil. Mas somos três adultas com saúde ;) Acho menos saudável a alimentação que muitos de nós fazemos já adolescentes/ adultos que propriamente não ser amamentada por leite materno.
    Mas se um dia eu for mãe (espero que sim) quero muito conseguir amamentar, por diversos motivos. Muitas felicidades :)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sim, novamente se levanta a questão de porquê que temos tanta preocupação com a alimentação dos nossos bebés (ao ponto de algumas pessoas que comentaram se terem sentido ostracizadas pelas suas escolhas) mas não com a alimentação das nossas crianças e adolescentes! Muito pelo contrário: aqui, se optares por não dar açúcar és a 'mãe má'. Dá que pensar ;)

      Eliminar
  32. Li todos os comentários e são todos absolutamente civilizados. Atendendo ao assunto, fiquei positivamente surpreendida :)

    Não sou mãe e não sei se virei a ser, mas a amamentação faz-me muita confusão. Se por um lado concordo com a S* quando diz que quando decidimos ser mães temos que estar preparadas para tentar amamentar, penso que não o conseguiria fazer por duas razões: primeira, vejo as minhas mamas como órgãos sexuais secundários e tenho medo que isso mude, segunda, acho que me ia sentir uma estação de serviço, ou uma fábrica, uma coisa que durante meses existe para alimentar outra pessoa. Faz-me confusão, temo perder a minha individualidade. Pode ser que um dia baixe em mim o espírito maternal e todas essas coisas façam sentido - afinal, por enquanto até acho terrivelmente assustadora a ideia de ter um bebé a sair de dentro do meu corpo :P

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Acho que também falei do assunto de uma forma civilizada, por isso não havia razão para a malta disparatar ;)

      Eu não acho que quando decides ser mãe tens de estar preparada para tentar amamentar. Acho sim que tens de estar preparada para fazer as opções que forem melhores para ti e o teu bebé, independentemente do quão difíceis sejam ;)

      Mas sim, acho que este tipo de coisas mudam quando realmente nos deparamos com as situações. Pode ser que mudes de ideias, ou não ;)

      Eliminar

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...r: 0" />