20 de janeiro de 2016

Pregnancy Diary #46

Amo viajar. Mais do que isso, eu preciso desesperadamente de viajar. Quando fico demasiado tempo no mesmo sítio começo a ficar inquieta, como se tivesse uma comichão imaginária nas plantas dos pés que só passa quando parto para calcorrear o mundo.

Quero correr o mundo todo. E ainda há tanto, tanto por conhecer. Quero ir ao Canadá, quero ir ao Alasca, quero conhecer Washington, quero ir à Flórida, quero mostrar o México ao Pedro, quero voltar à Costa Rica, quero desbravar a Nicarágua, a Guatemala e o Panamá, quero ir à Argentina, quero relaxar nas Bahamas, quero ir ao Pantanal e às cataratas do Iguaçu, quero voltar ao Rio de Janeiro, quero perder-me no Peru e no Chile, quero mostrar ao Pedro que não se fica sem rins na Colômbia, quero regressar a Cuba, quero visitar a Gronelândia e poder dizer que fui à Dinamarca, quero descansar na Jamaica, quero ir a Santa Lúcia e visitar o hotel onde pensámos casar-nos, quero ir ao Havai... E isto só do ladinho esquerdo do mapa.

Sei que nem mil vidas chegariam para conhecer tudo o que quero. Mas raios, nunca me perdoaria se não tentasse.

I sat in my car, crying. I needed to stop. I pulled out a map and wiped my tears. I shut my eyes and point to a location on the map. Paris, France. The car door opens and my crazy fun sister gets in. "So where we gonna go?" (Be the sister):



Quando começámos a pensar a sério em ter um filho, essa foi a minha maior dúvida. Não foi se seria madura o suficiente, se conseguiria conjugar a minha vida profissional com a chegada de um bebé ou se já estaríamos preparados para este passo: foi pensar que, pelo menos durante uns tempos, ia viajar menos ou em circunstâncias diferentes. E se conseguiria (ou quereria) sossegar a comichão nas plantas dos pés. Tendo em conta o resultado, diria que a resposta foi óbvia.

This is 100% our family motto!    DINKLOT!  (Double income, no kids, lots of travel!):

Não nego que foi difícil olhar de repente para 2016 e perceber que não ia concretizar os 1001 planos de viagem que fiz. Confesso que foi bastante deprimente até, e de repente a comichão nas plantas dos pés voltou com toda a força. Mas depois aconteceu uma coisa curiosa: adaptámo-nos. Continuámos a fazer planos, desta vez mais adequados para concretizar durante a gravidez ou com um bebé pequenino. Avançámos para 2017, quando já teremos mais alguma margem de manobra (logística e financeira). E alargámos os nossos sonhos para envolverem mais uma mini-pessoa, a quem esperamos conseguir transmitir esta vontade insaciável de encher a alma com o mundo inteiro.

Stuck in a rut? Check out these 20 inspirational travel quotes that will give you a serious case of wanderlust.:

Espero sinceramente que consigamos concretizar os planos que fizemos. Espero ter a coragem e a desenvoltura necessária para, tal como os meus pais fizeram comigo e com o meu irmão, partir para desbravar o mundo com uma mini-pessoa na bagagem (não literalmente, claro).

When was the last time you did something for the first time:

E se algum dia a rotina do dia-a-dia me envolver de tal forma que me faça esquecer do quão importante é para mim viajar, espero que os meus olhos batam novamente neste texto. Por via das dúvidas, vou só deixar um aviso à Joana do futuro:

Vai viajar miúda.

There’s just something about being broke in a new city. Not broke in the sense that bills are piling up and you’re worried, but broke in the sense that you don’t actually have any bills, you’re in a strange land, you have nowhere to be, nowhere to go, and nothing in your wallet.:

(Se tiverem dicas boas para viajar com bebés é só dizer!) :)

23 comentários:

  1. A melhor dica que te poderia dar vem em forma de blog. Vem de alguém que viaja muito mais que nós as duas juntas sempre com o marido e uma bebé adorável. Tem montes de truques e dicas sobre como viajar com um bebé. Espero que gostes e que sigas. http://drieverywhere.net/

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    1. Susana muito obrigada! Ontem passei parte da tarde a devorar o blog da Dri, guardei várias publicações nos marcadores e até fiz apontamentos :D :P Muito obrigada mesmo :D

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  2. Vais ver que te vais adaptar muito bem e daqui a pouco estás a mostrar o mundo ao teu bebé.
    Sabes, nós também adoramos viajar. Infelizmente não o fazemos tanto como vocês, mas não passamos um ano sem pelo menos, fazer uma viagem ao estrangeiro e uma bela aventura em Portugal.
    Há mais de dois anos que tentamos engravidar, mas por motivos alheios tal ainda não se concretizou e, um dos meus pensamentos foi exactamente esse, vamos ter de abrandar. Mas depois tive um bom exemplo. O ano passado fomos uns dias a Paris e connosco foram os meus padrinhos de casamento com uma filha de dois anos. Pensei que iamos estar tramados mas nada disso. Foi muito fácil viajar com ela e não deixamos nada por fazer, nem por ver. Fomos à Disney e nas atracções em que ela não podia entrar iamos trocando, ora ia a mãe e eu ficava com ela, ora ia eu e a mãe ficava com a miúda. E pronto o meu medo (receio vá) desapareceu.
    Por isso vais ver que rapidamente te organizas e partes numa aventura a 3 para conhecer tudo o que o mundo tem para nos oferecer.
    Agora estamos à espera dos últimos resultados para decidir o próximo passo. Mal posso esperar por levar uma mini-pessoa nas nossas viagens :)

    Beijinhos e continuação de uma óptima gravidez.
    Cláudia Ralha
    http://vidadeprazeres.blogspot.pt

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    1. Sim, acho que é tudo uma questão de organização e de ter calma. Também depende das crianças, claro, mas acima de tudo acho que é preciso relativizar um bocadinho :)

      A maior das sortes Cláudia :)

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  3. Da minha experiência, o melhor conselho é não fazer grandes planos, descomplicar, esquecer rotinas e horários.

    Nós sempre andamos com a criança atrás (até por falta de opções) e sempre nos demos bem. Mas também nunca lhe pussemos horários rígidos para as refeições e a sesta. Basta medicamentos, muitas mudas de roupa, um boneco, e comida, e vontade de conhecer sítios novos.

    Com os anos vão ver que ele adora viajar, quer conhecer sítios novos, acha os museus interessantes, e está sempre pronto para provar comidas novas.

    Heresia na opinião de muitos pais, mas comida de boião nunca matou ninguém :)

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    1. Pois, no nosso caso também não temos propriamente muitas opções :P Mas depois quando ele nascer logo se vê como corre :D Já temos as próximas viagens alinhavadas :D

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  4. Eu ainda não tenho filhos, mas tenho uma dica preciosa: ler todos os posts da Dri Everywhere sobre o assunto (acho que a filha dela já tem uns quatro anos, mas viaja desde mesmo bebé e acho que já esteve em mais países que eu). São dicas muito boas, porque são preocupadas e cuidadas qb, sem ilusões mas com zero dramatismo.

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    1. Adorei mesmo :D Já tinha ouvido falar do blog dela mas nunca tinha lido com cuidado, e ontem devorei-o :P

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  5. Ora bolas, não li os comentários e repeti o de cima :p

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  6. Eu tenho uns amigos que para "aproveitar" a licença de paternidade (aqui - Áustria - é de 3 meses) resolveram ir dar uma volta ao mundo, numa destas rotas: http://www.statravel.at/flug-around-the-world-ticket-beliebte-routen.htm Eu sei q está em alemão, mas em baixo tem mapas ;) com gémeos (!!!) que durante a viagem fizeram um ano de vida. Portanto, acho que é mesmo uma questão de gestão de expectativas, flexibilidade e capacidade de adaptação.

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    1. É isso mesmo: expectativas, flexibilidade e capacidade de adaptação :) E talvez fazer uma volta ao mundo com dois filhos de 1 ano seja mais fácil do que fazê-la com dois filhos de 18 e 9 anos, como os meus pais fizeram :P

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  7. Opá penso exatamente como tu. Chego a ressacar quando não viajo durante muito tempo.
    Este ano, estamos a pensar visitar Barcelona com uma filha de dois anos e eu grávida de 6 meses. :P
    Para já só nos atrevemos a ir aqui: http://www.vinilepurpurina.com/2015/07/13/gran-canaria-ou-comer-dormir-e-tomar-banhos-de-piscina/

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    1. Muitos parabéns :D :D :D :D :D Desculpa, ainda não tinha juntado o Tico e o Teco e percebido que estás grávida :P Que trenguice :P

      Nós já temos uma viagem programada para 2016 e outra maiorzita para 2017. Vamos ver se tudo corre bem :)

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  8. Que bom saber que a Dinamarca está na lista :) Beijinho de Copenhaga.

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    1. Todos os países estão na lista :D :D :D Os meus amigos na brincadeira até me costumam chamar 'a pêga das viagens' porque dizem que quero sempre ir a todo o lado :P

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  9. É exatamente assim que deves pensar, e não como a maior parte das mãe e pais, que acha que a vida vai ficar um modo "pause" com a chegada de uma criança (ou duas, ou três!). Li alguns posts deste site e adorei: http://www.meninamundo.com/

    Beijinhos e boas viagens ;) e bons planos de viagens!

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    1. Eu acho que também depende das crianças. Eu quando era pequena era mais difícil do que o meu irmão, por exemplo. Mesmo adolescente era mais difícil do que ele :P (nas viagens, entenda-se) :) Acho que depende de muitos factores :)

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  10. Olá, Joana!
    Adoro o seu blogue e não perco pitada!
    Tenho uma neta que viajou pela primeira vez, de avião, ais seis meses de idade ( muito contra a vontade da avó...😉). Correu lindamente, passearam imenso, apesar do frio ( foram p Berlim) . A dica que lhe deixo é que é preferível alugar um apartamento onde pode cozinhar, estar a qq hora, enfim, sentir-se mais "em casa". O meu filho já opta muitas vezes por essa solução.
    Espero que o seu bebé J venha cheio de saúde!
    Um beijinho

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    1. Também já pensámos nessa questão, mas depois tenho medo que no fundo seja parecido com estar em casa (porque temos de cozinhar na mesma!). O filho da Guida consegue descansar e aproveitar bem? :) Para o Verão estávamos a pensar num sistema do género 'tudo incluído' (assumindo que o bebé ainda mama, esperemos que corra tudo bem nessa parte), mas também pensamos em alugar casa... Vamos ver :)

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  11. Olá, Joana!
    Adoro o seu blogue e não perco pitada!
    Tenho uma neta que viajou pela primeira vez, de avião, ais seis meses de idade ( muito contra a vontade da avó...😉). Correu lindamente, passearam imenso, apesar do frio ( foram p Berlim) . A dica que lhe deixo é que é preferível alugar um apartamento onde pode cozinhar, estar a qq hora, enfim, sentir-se mais "em casa". O meu filho já opta muitas vezes por essa solução.
    Espero que o seu bebé J venha cheio de saúde!
    Um beijinho

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    1. Olá, Joana!
      Em resposta à sua pergunta, eles conseguiram descansar. Já era a 3a vez que visitavam Berlim, por isso tb não estavam muito ansiosos por ver muiiiita coisa. A rotina foi semelhante à que têm em casa, pq a bebé tinha horários que tinham de ser mais ou menos cumpridos ( já comia sopa e papa ) . Ainda assim, passearam e divertiram-se. Levaram sopas já feitas mas, tiveram de cozinhar, o que , sendo um apartamento, se tornou mais prático. Seja o que for que escolha, é preciso é que corra bem e dê para passear e aproveitar.
      Mais uma vez, desejo -lhe/vos muitas felicidades e , como se diz aqui no Alentejo, uma hora pequenina!
      Um beijinho

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    2. Acho que nestas coisas é preciso é não fazer grandes planos. Depois logo se vê como vamos fazer :) Mas muito obrigada pela dica e pelas palavras tão simpáticas :D

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