11 de dezembro de 2015

Pregnancy Diary #20


...ou 'A creche - o Filme': episódio II

Fiz uma pré-selecção das creches da minha zona. Telefonei para todas a perguntar informações. Com base nisso, agendámos as visitas. Com o tempo algumas foram saindo da lista, até sobrarem apenas cinco. Comparámos todas elas e seleccionámos duas. Fizemos uma nova visita a ambas.

E continuávamos na dúvida.




Pensámos. Dormimos sobre o assunto. Fizemos listas de prós e contras. Tentámos decidir com a intuição. Pedimos mais informações. E ficámos rigorosamente na mesma.

Nenhum de nós sabe o que define uma boa creche. Procurávamos um local onde sentíssemos que o nosso bebé ia ser cuidado e estimulado, mas a meio sentimo-nos invadidos pela dúvida.

Seria o projecto pedagógico algo secundário? Seria mais sensato optar por uma escolinha com um regime mais livre e despreocupado? Seria melhor optar por um local com actividades altamente estruturadas?

Não sabíamos qual era a resposta certa.

E foi então que percebemos que a parentalidade é exactamente isto: não ter as respostas certas. Optarmos por aquilo que nos parece a melhor escolha, e depois torcermos com muita, muita força para estarmos certos. Ter medo. Fazer decisões difíceis. Nunca ter a certeza. Valorizarmos coisas que nunca nos pareceram importantes.

E decidirmos, porque ninguém o vai fazer por nós. Porque no fim o mais importante é percebermos em que sítio nos vamos sentir mais seguros a deixar a nossa coisinha mais preciosa.

Vai daí, habemus creche.

10 comentários:

  1. Sempre escolhi por intuição e nunca me arrependi. E por mais estúpido que pareça (a mim pelo menos parecia-me)no momento em que o bebé nasce, o tal do instinto maternal parece que desce sobre nós. Se não me tivesse acontecido, não acreditava. Beijo

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  2. Essa dúvida não vai ser só com a creche.Vai acompanhar os pais por quase toda a vida académica. Na escola primária, no 2º ciclo e até no 3º ciclo que é onde eu tenho a minha filha mais velha. Será que fizemos uma boa escolha? é a pergunta que a vai acompanhar....portanto! E se achar que não, a meio do percurso, há sempre a opção de mudar. Mas tinha que escolher, já escolheu! Vai correr tudo bem.
    Bjs
    Bom fim de semana
    Ana

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    1. Ainda por cima eu sei a importância que uma boa escola tem no desenvolvimento dos miúdos! Mas sim, mudar não é nenhum drama :)

      Bom fim-de-semana! :D

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  3. Nesta fase, para além de toda a pesquisa essencial, vale muito a intuição.
    Eu segui completamente a intuição e não podia estar mais satisfeita.
    Deixei a minha filha numa das creches onde senti que existia mais amor. Calha a ser uma creche católica (eu e o meu namorado não somos crentes) e estou plenamente satisfeita com a escolha. A Lara salta para o colo das educadoras e auxiliares (praticamente todas) e não há nada mais gratificante que isso.
    Vai tudo correr bem! :)

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    1. Uma das creches que vimos era católica, mas não gostámos. Não foi de todo por causa disso, mas sim por outras razões :P De qualquer das formas não excluímos, eu andei numa escola católica e foi giro :)

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  4. A mim disseram que o mais importante era haver empatia com a educadora...acredito que sim mas, no entanto, tenho andado a adiar e a adiar...a ideia de ter outra pessoa (um estranho) a cuidar da minha filha todo o dia, a fazer o que quero ser eu a fazer, martiriza-me...porque que é que eu hei de ir trabalhar para ganhar dinheiro para pagar a alguém para fazer o meu papel de mãe...? Quem me dera poder ser mãe a tempo inteiro...
    Sandra

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    1. Pois Sandra, é algo que penso algumas vezes. No meu caso compensa-me financeiramente continuar a trabalhar, mas se ganhasse menos ia pensar no assunto. É claro que para nós é mais difícil porque nenhum de nós pode 'congelar' o internato, não podemos simplesmente ausentar-nos do trabalho durante um tempo indeterminado. Mas se pudéssemos (e, lá está, se ganhássemos menos) pensava seriamente nisso. Tenho um amigo com duas bebés e todo o ordenado dele vai para a creche - eu ficava em casa (neste caso, o Pedro ficava em casa, eu sou mais dependente do meu trabalho do que ele!) :) Mas é uma questão de pesar os prós e os contras. Efectivamente a socialização faz muito bem aos miúdos a partir de determinada fase, mas quem tem possibilidades de ficar em casa durante uns tempos acho que vale a pena (nós vamos ficar oito meses).

      Beijinhos :)

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