24 de novembro de 2015

Pregnancy Diary #10

Durante o curso vi, literalmente, dezenas de partos - a grande maioria deles partos normais, uma pequena percentagem de cesarianas. Achei os partos normais lindíssimos, e era frequente chorar (numa das vezes eu e a Joana até chorámos abraçadas como duas miúdas histéricas). Achei tudo incrivelmente emocionante, e ainda hoje consigo reconhecer na rua algumas das mães a cujos partos assisti.

(Já as cesarianas, achei um bocadinho mais assustadoras. Aquele 'puxa-daqui-puxa-dali' fez-me alguma confusão, confesso)

Curiosamente, acabei o curso a achar que nunca nunca nunca nunca nunca teria um filho pela pipi. O dos outros? Absolutamente maravilhoso. O meu? NO WAY.

Haha, labor and delivery humor. I dont know why, but i kinda thought of Kevin when i read this:



Como é óbvio, sei todas as implicações médicas que uma intervenção cirúrgica possivelmente desnecessária pode trazer. Sei que a cesariana é uma opção mais arriscada para ambos. Mas tomei uma decisão informada e consciente: não queria passar por aquilo.

E depois engravidei.

Talvez isto soe melodramático, mas algo mudou profundamente dentro de mim quando percebi que ia ser mãe. A histeria deu lugar ao choque, ao pânico e, por fim, a uma epifania iluminada:

Nunca deixarei de estar preocupada com alguma coisa.

Agora estou preocupada se o meu bebé está bem dentro da minha barriga. Posteriormente estarei preocupada com o parto e com o facto de ele nascer bem. Depois vou preocupar-me com o facto de ele crescer bem, de se desenvolver de forma adequada, de aprender bem na escola, de ter amigos, de não se meter na ganza, de escolher um percurso académico e/ou profissional que o faça feliz, de ter uma companheira (ou um companheiro) que o preencha, de ter saúde, de ter estabilidade... Nunca vou deixar de estar preocupada com algo.

Porque é isto que é ser mãe. Bolas.

Por isso, hoje estou sinceramente a borrifar-me para a forma como vou trazer o meu bebé ao mundo. Comparando com a exigência do resto do percurso, essa parece-me até a parte mais simples e fácil.

E que seja o que tiver que ser.

I never thought I would be talking about the things I talk about when I started my admin career:

28 comentários:

  1. Conheço várias pessoas que passaram pelo mesmo. Antes de engravidarem achavam que nunca iam conseguir / querer fazer um parto normal, depois de engravidarem mudaram de opinião. :-) Ainda bem que alguns medos desaparecem - deve ser para dar lugar aos mil outros que surgem depois! :-D

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    1. Acho que é mesmo isso! Há tantos outros medos que este até parece relativo :)

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  2. Olá Joana! Chamo-me Sandra e já comentei um dos teus textos sobre o baby como anónima e não me identifiquei, por nada em especial. Fui mãe há 3 meses. Fiquei de baixa ás 12 semanas, no entanto acho que o tempo da minha gravidez voou. Adorei estar grávida, ver a barriga crescer, sentir a minha baby...a primeira vez então foi intrigante (será que foi o bébé a mexer-se...?) e maravilhosa, assim como de todas as outras vezes. Ter uma vida dentro de nós é algo poderoso e transformador.
    Li muita informação sobre o parto, vi videos, fui ao curso de preparação, dentro de mim e na minha cabeça eu sabia como o corpo funciona e tinha idealizado um parto natural com epidural. Sem medos. Queria que o meu marido estivesse comigo, que ele cortasse o cordão umbilical, ou eu no caso de ele não conseguir, e queria ser eu a retirar a baby de dentro de mim. Tudo lindo e perfeito. Pois acabou por ser tudo muito diferente. O parto foi induzido porque comecei a perder liquido amniotico, estive 17 horas a fazer dilatação para chegar a menos de 5 cm até que a equipa médica decidiu que tinham de fazer cesariana porque havia suspeita de sofrimento fetal. Claro que em primeiro lugar está sempre, sempre, sempre, o bem estar da minha filha, isso é inquestionável. Eu é que sinto como se o ciclo não estivesse completo e se tiver outro bébé quero um parto natural. E será sem medo. Desde que o mundo é mundo as fêmeas parem, é a coisa mais natural do mundo.
    Desejo-te um boa hora e que venha como vier que seja saudável.
    Beijinhos,
    Sandra

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    1. Olá Sandra!

      Pois é, acho que no fim o que tem de ser é e pronto. O que interessa é que o bebé fique cá fora :D

      Parabéns pela bebé :D

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  3. Exacto... Eu estou de 27 semanas e todos os dias mudo a minha forma de pensar um bocadinho. Vamo-nos moldando. E estamos sempre preocupadas. Mas é bom :-)

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  4. Querida Joana, pensa só nisto: "É algo que as mulheres fazem à milénios e continuarão a fazer" Foi o que ouvi na aula pré-parto e que me ajudou imenso. Deixou-me tranquila. Podes ter assistido, mas não sentiste. Ou seja, para todos os efeitos não sabes como é (era assim que eu pensava!) Por isso, nada de temer esse momento. Lembra-te: "É o nascimento (ou aumento se preferires) da família maravilhosa que estás a construir!".
    Tens tantas coisas com que te preocupar! Tais como: baby stuff (roupa, brinquedos e afins), decoração do quarto, sessão de fotos, muito mimo, muito namoro, muito cinema, etc etc etc.
    Beijinho

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    1. É verdade :D Já tenho tanto com que me preocupar, estar a encher a cabeça com coisas do parto é contraproducente :D

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  5. Primeiro parabéns pela gravidez, porque acho que ainda não lhos dei.
    Sou mãe de 3 ciranças maravilhosas e se durante a gravidez tive medos e receios vários (muitos infundados), o parto para mim teria de ser natural. Eu tinha pavor da cesariana - e se depois não acordava, e se ficava paralisada, e o tirar das costuras, e, e, e..........
    É certo que nehum deles foi igual, mas o que eu mais queria era que eles nascessem saudáveis e perfeitinhos.
    Quando chegar o momento, desejo-lhe uma hora pequenina e de preferência igual à da minha filha, que apesar de ter estado o dia quase todo à espera da dilatação, dores não tive nenhumas e recuperação 5*. Até lá uma santa gravidez.
    Nany

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    1. As coisas correm mesmo como tem de ser, não podemos fazer nada :)

      Beijinhos e obrigada pelo comentário :)

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  6. Eu nunca pensei em ser mãe. Muito menos em ter um parto normal ou amamentar. Parecia-me tudo demasiado estranho para mim. Até que quis. E engravidei. O meu pensamento mudou completamente... nem sei bem como aconteceu. Sei que li imenso e vi muitos vídeos de partos porque sou um pouco paranóica e queria saber exatamente como era. Hoje, não sei se ajudou ou não. Durante o parto, que não foi fácil, senti-me relativamente tranquila e agora que penso nisso, parece que não foi nada.
    Mas, para não esquecer completamente tudo, escrevi aquilo de que me lembrei meses depois. Se alguém tiver curiosidade em saber como dfoi um parto com ventosa (na verdade 3 ventosas) num hospital público é aqui: http://www.vinilepurpurina.com/2015/07/09/o-meu-parto-por-ventosa/
    Posso dizer que estou pronta para outra e, mesmo do dia seguinte ao parto, sempre senti que queria repetir. :)

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    1. Acho que ver outros partos ajuda, principalmente a saber para o que vamos. Mas isso nem sempre é bom :D Também vou ter o meu bebé num hospital público (por sinal, o mesmo onde trabalho) e essa parte não me faz confusão absolutamente nenhuma: aliás, foi uma opção nossa mesmo :)

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  7. É isso mesmo, nao vale a pena preocupares.te. Afinal, ele tem de sair inevitavelmente :P e tens toda a razão, essa vai ser a parte (mais) fácil. Beijinho grande ^^

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  8. Joana, tive as minhas duas filhas de parto normal, sendo que a primeira foi com epidural e a segunda sem. Se repetisse e pudesse escolher, escolheria o parto natural (normal sem epidural). Dói? Claro. E às vezes nem sabes como aguentas, mas é tudo diferente! No momento da expulsão pensas "eh pá... e agora? esta cena vai doer...", mas a vontade de puxar é tão grande que só pensas "que se lixe, já passa", e naquele momento sentes, sei lá, é uma coisa mesmo "animal", a sério (senti na primeira, mas não com a mesma intensidade). No fim só perguntei "já está?" e suspirei! (foi um parto "santo", comecei com as contrações por volta das 6h da manhã - já estava no hospital desde a meia noite porque rebentou a bolsa - e as contrações a doer mesmo só às 7h15, embora fossem logo muito seguidas e ela nasceu às 7h59). E a recuperação? É excelente. no 1º dia, e 2º vá, é estranho, mas depois nem tem comparação (nunca fiz cesariana, mas já fui operada, e pelas descrições que vejo das que fizeram cesarianas...).
    Acima de tudo que seja o melhor e mais adequado para mãe e bebé, e haja muita saúde, que é cliché, mas é mesmo o mais importante!

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    1. Na verdade há mesmo uma razão médica pela qual a cesariana poderá ser indicada no meu caso, pelo menos segundo a minha ginecologista anterior. Nunca falei disso com o meu obstetra porque também ainda é demasiado cedo para isso, mas acho que deve ser o que tem de ser e pronto. Agora muito sinceramente acho que vou ser super adepta da epidural. Sou mesmo chorinhas com dores :P

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  9. E a minha mãe teve um dos meus irmãos sozinha, sem qualquer ajuda e com o meu pai a dormir a centímetros... há 40 e tal anos!

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  10. Olá Joana!
    Eu, verdadeiramente, durante a gravidez da Rita nunca pensei muito na forma como a Rita iria nascer (parto normal ou cesariana). Acho que só pensei no assunto quando cheguei às 40 semanas e a marota não queria sair. Andei em modo "relax". Foi um período da minha vida que só entrava na minha mente pensamentos positivos. O próprio ginecologista dizia-me: “à Ana, posso dizer tudo. Pensa sempre positivo e tranquilamente”... sinceramente, penso que é a melhor opção, para o bebé e para nós.
    A Rita andava muitas vezes no meu pensamento…será que estás a gostar do que eu como? Será que estás a sorrir? E agora, esta música que a mãe está a ouvir, gostas? Estás a mexer-te, isso é a refilar comigo ou a querer fazer-me uma meiguice? Adorava ter estes monólogos com ela, estes momentos de carinho e de preocupação controlada (se a posso chamar assim) …penso que até hoje e ela tendo 15 anos, a preocupação tem sido uma constante e será sempre, como tu bem dizes. Os monólogos, esses, que existem em certas situações (mais agora com a adolescência, que tem destas coisas / eu também deixava a minha mãe a “monologar”) deram lugar a muitos diálogos desde que ela proferiu os primeiros sons :)
    E foi com a Rita ainda dentro da minha barriga, durante uma cesariana (e teve que ser) às 41 semanas, que ouvi o seu primeiro som. Um momento incrível!
    Uma cesariana, com epidural, e durante a qual mantive uma amena conversa com a equipa médica. Tudo aconteceu de um forma tão natural, apesar de a termos forçado a sair do seu cantinho acolhedor :)
    Beijinhos

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    1. Por acaso sinto alguma falta disso. No início da gravidez andava tão atarefada com o trabalho que sinceramente senti que não cheguei a 'viver' o meu bebé, e agora torna-se difícil 'ligar o interruptor'. É claro que penso nele, mas ainda não falo com ele - talvez porque ainda não o sinto. Mas ouvimos muita música juntos e canto para ele :D

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  11. Pois é Joana, cada caso é um caso, até porque para a mesma mãe, os partos dos filhos podem ser diferentes. A minha mais velha foram 45 minutos (sim 45 minutos). O meu obstetra esteve comigo até ás 17h 30m na maternidade; ele dizia-me que eu já tinha alguma dilatação e que devia começar a ter contracções durante a madrugada.(sim porque eu sentia o mesmo que sinto agora: nada! nem dores, nem nada! e como era a primeira....era tudo novidade) Que não me preocupasse que ele vinha ter comigo às 8 da manhã e que até já tinha trocado o turno para lá ficar nesse dia....ainda não tinha chegado a casa quando lhe ligaram para o telemóvel a dizer que a minha filha tinha nascido....às 18h30m!
    Já o irmão ....foi toda a tarde a "penar"....Portanto....o que for, será! Aguma coisa se há-de resolver, como se costuma dizer!

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  12. Querida Joana, tenho-te acompanhado com pouco tempo para comentar..mas finalmente: PARABÉNS pela gravidez e por toda essa fase maravilhosa que deves estar a viver. Fico muito feliz por ti! Muitas felicidades para os 3! :)

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    1. Obrigada Cat :D Também continuo a acompanhar-te :D As fotos de Roma deixaram-me cheia de saudades :D

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  13. Não te preocupes com o parto, Joana! Apesar das dores, é uma sensação maravilhosa! Sentes-te super poderosa (principalmente quando o tens nos braços)!

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