27 de setembro de 2013

Risotto de alheira, e as dúvidas.

So when your hopes on fire,
But you know your desire...
Don't hold a glass over the flame,
Don't let your heart grow cold.
I will call you by name,
I will share your road.

But hold me fast, hold me fast,
'Cause I'm a hopeless wanderer.

Mumford & Sons


Há dois anos que eu sei que quero ser psiquiatra. Adoro a especialidade, adorei os meus estágios clínicos, gosto de estudar e de pesquisar sobre o tema e, acima de tudo, acho que tenho um certo jeito natural para a coisa.

No entanto, há alguns meses que a dúvida se instalou em mim. Não sei o que mudou - se foi o facto de ter efectivamente salvado a vida de alguém que se ia suicidar, ou o facto de ter acompanhado durante meses outra pessoa com uma patologia psiquiátrica e para a qual comecei a não ter qualquer paciência.


Só sei que no meio de toda esta confusão percebi que já não sei o que quero. Continuo a gostar muito de psiquiatria, mas agora reconheço que há outras especialidades onde iria ser igualmente feliz, como a medicina geral e familiar ou a ortopedia.

A dúvida, a dúvida. *Suspiro*


Independentemente da especialidade que escolher, em Janeiro vou começar a trabalhar - primeiro como interna do no comum, e nos anos seguintes como interna da especialidade. Os meus horários vão mudar: vou trabalhar quarenta horas por semana, vou fazer bancos durante a noite, vou andar mais ocupada a organizar os detalhes do casamento e provavelmente já não vou conseguir fotografar os meus pratinhos bonitos ao almoço.


Resta-me fotografar o meu jantar, com a luz manhosa da cozinha. Resta-me esperar que vocês perdoem o facto de alguns pratos aparecerem cá no blog com fotos que não lhes fazem de todo justiça, como aconteceu com este.

E resta-me esperar que na altura certa o meu coração me diga qual é a melhor especialidade para mim. Enquanto isso não acontece, aqui fica este risotto de alheira super simples e saboroso.


Risotto de alheira

Ingredientes (para duas pessoas):

* Arroz arbóreo (arroz próprio para risotto);
* Uma colher de sopa de azeite;
* Uma alheira; 
* Meia colher de chá de pimentão-doce;
* Meia chávena de chá de vinho branco;
* Água q.b.;
* Uma pitada de queijo parmesão ralado. 

Confecção:

* Tirar a pele à alheira e refogá-la no azeite, temperando com o pimentão-doce; 

* Acrescentar o arroz, deixando fritar um pouco;

* Adicionar o vinho branco e deixar evaporar;

* Acrescentar aos poucos a água, até o arroz ficar cozinhado; 

* Acrescentar o queijo ralado, mexer e servir.
  

Espero que gostem, e tenham um óptimo fim-de-semana :D

27 comentários:

  1. Olá Joana =)
    Deve ser muito complicado fazeres essa escolha, mas tenho a certeza que com calma e tempo essas dúvidas se vão dissipar =)
    Depois quero saber em que hospital vais trabalhar, se for para os meus lados não resisto a ir fazer-te uma visita. Tenho muita pena que depois de algumas oportunidades de nos conhecermos pessoalmente ainda não tenha acontecido =(
    Quanto ao risoto, só de saber que leva alheira já me está a crescer água na boca. Nunca experimentei risoto, mas vou guardar esta receita porque quero muito experimentar.
    Um beijinho

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  2. Às vezes também penso que determinada foto não faz jus ao prato que eu provei.
    No entanto, o que realmente vejo no teu prato é um risotto bem cremoso e que deve estar cheio de sabor, não fosse ele feito de alheira e de outros temperos mais deliciosos!

    Vai a onde o coração te levar! E até lá aproveita todas as experiências! :)

    **
    Aida

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  3. Sou de poucas palavras, mas as que te mando são de coração!!
    Que corra tudo bem na tua vida profissional e pessoal.

    E este risotto está com um aspecto delicioso, como todas as outras receitas.
    Beijinho grande Joana
    Luisa

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  4. esse risotto está lindo de morrer... quanto à especialidade, eu sei que se fosse eu, seria psiquiatria, visto que os meandros da mente me fascinam! Mas como és tu, fica a batata quente por esse lado :)

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  5. Hummm isto deve ser bom de doer!!! Quanto à especialidade, é um facto que os doentes psiquiatricos precisam de muita paciência... Por vezes, nem a própria família consegue ajudar porque já não sabe o que fazer. Eu , na minha modesta opinião, acho que se, no princípio, já perdeste a paciência com alguém isso pode querer dizer alguma coisa! bjs e força para a decisão que tomares, seja ela qual for!

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  6. sophia (blog Quase Perfeito)27 de setembro de 2013 às 14:45

    Olá Joana. Tenho passado por aqui, muito atenta à preparação do casamento, pois é um tema que me fascina. Mas agora decidi comentar acerca da escolha da especialidade. Creio que este primeiro ano te poderá ajudar a decidir pois poderás pensar com mais calma. Pensa bem onde te imaginas no futuro e a fazer o quê. Não importa o que outros digam ou sugiram, importa mais o que tu sentes, o teu instinto. Compreendo que essa situação de perder a paciência te tenha feito questionar, mas o facto é que certas patologias psiquiátricas geram mesmo esse tipo de reação. Cabe-nos estar atentos às nossas próprias atitudes com o paciente, ver que comportamentos ele teve para nos fazer sentir assim. Por vezes eles são quase propositadamente "chatos", ou arrogantes, apenas para nos testar. Além disso, lá porque trabalhamos com determinada população não quer dizer que gostemos de tuuuuudo o que a ela diz respeito. Ainda assim, o que importa é dares um tempo, para ver as coisas a uma maior distância, com mais clareza. ;)

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    1. Olá Sofia!

      Nem me fales da preparação do casamento, que começo já a hiperventilar! :P Eu pensei que indo para fora se evitariam todos aqueles detalhes tão complicados que têm de se resolver aqui (contratar mil e uma coisas, ser explorado, etc) mas pelo que vejo é igual em todo o lado! Simplesmente para nós é um dos dias mais importantes da nossa vida, mas para os outros... Somos só mais um casal a casar, e pronto. É muito triste porque essa imagem passa para nós, e acaba por fazer-nos ficar frustrados.

      Mas adiante. A questão é que eu sempre me imaginei a ser psiquiatra. Gostei dos meus estágios, dos meus tutores e imagino-me sinceramente a fazer aquilo. Mas depois há várias questões associadas: será que consigo ser fria o suficiente? Será que não vou sofrer demasiado com os problemas dos outros? Será que não me vou envolver, e não vou sentir que fracassei sempre que um doente não ficar melhor?

      Isto ocorre tudo associado à tal perda de paciência. Infelizmente é relativamente normal que as pessoas pensem que 'fulano de tal tem uma depressão porque quer, e fica fechado em casa porque quer' e não percebam que a pessoa em questão tem uma doença mental. O problema é quando eu própria começo a pensar, após meses de andar a 'bater no ceguinho' com uma pessoa que é inclusivamente acompanhada em consulta de psiquiatria, se não haverá situações em que as pessoas simplesmente não querem o suficiente curar-se. E depois imagino-me a ser psiquiatra, consulta após consulta, sempre a dizer as mesmas coisas e com a pessoa sempre na mesma. Enfim, talvez seja da pessoa em questão ou da doença em questão, porque isto nunca me tinha acontecido antes.

      Acho que o exame da especialidade de certa forma nos faz perder um bocado a esperança e começar a pensar 'bem, se acontecer uma hecatombe também vou ser muito feliz em medicina geral e familiar!' ;)

      Obrigada pelo teu comentário :)

      Beijinhos!

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    2. Bom, quando entras nestes temas tenho logo vontade de dizer montes de coisas, mas isto são conversas que se têm pessoalmente não por escrito. Em todo o caso, se a pessoa não quer suficientemente curar-se, temos que perceber o que é que, dentro dela, a impede. Porque é que quer continuar doente? O que é que "ganha" com isso? (há montes de coisas que se "ganham" com as doenças, os chamados benefícios secundários, emocionais, bem entendido). E ao mesmo tempo também é importante perceber que há uma parte dela que quer curar-se, porque senão não procurava um médico ou terapeuta.

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    3. Eu sei, é verdade. Quem não se quer curar não vai ao psiquiatra, não continua a tentar, já não quer saber. Simplesmente há dias em que até eu fico menos crédula nos outros - pronto, ainda bem que são poucos :) A questão da psiquiatria é que por muito que as pessoas se queiram curar, têm sempre uma doença subjacente que terão de curar primeiro. Seria como nos chatearmos com um doente com cancro por ele não ficar melhor sozinho - eu sei que é um exemplo um pouco parvo, mas pronto. É verdade que há benefícios secundários - normalmente uma maior atenção da família, dos pares ou do médico - mas acho que na esmagadora maioria dos casos se fosse dada a escolha, qualquer pessoa optaria por curar-se. Só que isso demora, e demora, e demora, e eu sou uma rapariga prática que gosta de resultados rápidos ;) Mas pronto, tenho de fazer uma introspecção sobre isso ;)

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    4. Cá estou eu outra vez, pois gosto muito quando os bloggers têm o cuidado de responder aos comentários. Sempre simpática, Joana! ;)
      Antes de mais aviso que sou psicóloga - portanto faz as adaptações necessárias. Concordo com o que disse a "Cozinhar sem Lactose" e também compreendo as tuas dúvidas. Realmente é necessário seres um pouco "fria" ou pelo menos objetiva. Podes nem o ser no dia-a-dia, desde que nesse contexto o consigas, por ti (para não andares sempre a sofrer com os problemas dos outros) e também por eles. Quanto às mudanças, evoluções e frustrações... pois... As mudanças não são tiro e queda. Ás vezes demoram anos. Até porque vendo a pessoa com frequência nem nos apercebemos de certas mudanças. Mas olhando em perspetiva essas mudanças são notórias. É mesmo necessário sermos persistentes e resistentes à frustração. Acho que nesse sentido ajuda termos supervisão, para nos sentirmos mais seguros de estar no caminho certo. Também não sei exatamente com é estruturado o teu curso, mas na altura em que fiz a pós-graduação tinha colegas psiquiatras, que queriam aprender mais acerca de psicoterapia, pois não se queriam ficar pelo passar medicamentos (há médicos que o fazem, por não terem formação ou por não terem tempo para mais, encaminhando depois as pessoas para terapia com um psicólogo).
      Espero ter ajudado de algum modo. Continuarei por aqui, atenta aos petiscos mas ainda mais aos tais preparativos. Calma e descontração!

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    5. (escrevi uma resposta tão grande. será que não apareceu? :(

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    6. Por acaso faço sempre o esforço para responder - às vezes esqueço-me, confesso, mas gosto muito desta discussão que surge nos comentários :)

      O curso não é bem estruturado nesse sentido. Temos uma cadeira semestral de Psicologia no primeiro ano, e depois nunca mais voltamos a tocar no assunto. No quinto temos duas semanas de psiquiatria prática (e seis meses de psiquiatria teórica) e no sexto temos um mês de psiquiatria prática. Como imaginas a psicoterapia é um conceito que nós só conhecemos por alto das aulas teóricas, e sinceramente só a vi ser aplicada no contexto do meu estágio de sexto ano, porque fiquei no hospital de dia e o meu tutor fazia grupanálise e psicoterapia.

      Diria que todos saímos do curso sem conhecer rigorosamente nada de psicoterapia, mas imagino que na especialidade esse conceito tão abrangente nos seja ensinado - ou pelo menos, assim o espero. Mas também sei de psiquiatras que não a sabem fazer, e simplesmente não tentam - ou pior ainda, tentam fazer porque acham que a psicoterapia é só 'ouvir e perguntar como é que o doente se sente'.

      Eu já decidi que para o ano vou começar a fazer psicanálise, e sinceramente acho que isso me vai ajudar imenso. Em última análise as pessoas irritam-nos ou enervam-nos porque de certa forma nós vemos algo nelas (ou reagimos a algo que vemos nelas) e não nos outros, e é isso que eu preciso de conseguir distinguir e saber lidar :)

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    7. Acho que bem que faças terapia, seja ela psicanálise ou de outro tipo. Isso fez-me lembrar que a linha teórica que segues também influencia a tua perceção e a tua forma de ação. Eu sigo a cognitivo-comportamental. É aquela que vai ao encontro da minha forma de estar, é mais estruturada e permite alcançar resultados significativos. Mas claro que todas são válidas, desde que bem aplicadas.

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  7. Esse risoto, com luz manhosa ou não, está com um aspeto divinal... imagino o sabor! :)
    Quanto à especialidade, tenho a certeza que durante o internato se vão dissipar as dúvidas.
    Beijinhos, querida

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  8. Que risotto tão bonito! Mesmo saboroso com a alheira!
    Quanto às escolhas é bom teres várias opções! :) Assim até ao dia da decisão podes sempre pensar!
    Um grande beijinho

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  9. As dúvidas são normais. Sempre as tive no que tocou à escolha de profissão e ainda hoje tenho. Portanto, há que desdramatizar a coisa e com o tempo todas as respostas nos aparecem :)

    Por cá perdoamos tudo, desde que vás partilhando receitas. Como esse risoto de alheira, que sei que é bom pois cá em casa o Vel já fez algo semelhante: alheira e espinafres. Pois. Uma maravilha. Independentemente da luz (manhosa ou não).

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  10. Da minha experiência na saúde mental, é essencial que o profissional de saúde faça ele próprio uma psicoterapia ou psicanálise. Isso ajuda a muitos níveis - auto-conhecimento, aumento da tolerância face ao outro, compreensão profunda dos aspetos doentes de nós próprios, que ajuda muito a lidar com os aspetos doentes dos outros, entre muitas outras coisas. Fica a ideia!

    Quanto ao risotto, sempre achei que risotto de alheira era enjoativo, mesmo eu gostando muito de alheira! Mas mesmo assim, talvez a tua receita me dê motivação para voltar a experimentar, desta vez feito por mim! ;-)

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    1. Eu já tenho essa ideia há algum tempo, mas a verdade é que agora com o exame da especialidade não consigo! A psicanálise é obrigatória para eu própria poder ser um dia psicanalista - coisa que quero fazer se for para psiquiatria - mas a questão é que preciso de fazer seis horas de psicanálise por semana durante uns anos (agora de repente não tenho presente se são quatro ou seis) e de momento não tenho mesmo tempo para isso. Mas para o ano já decidi que vou, acho que aliás toda a gente deveria fazer ;)

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    2. São três sessões semanais. Se um dia destes quiseres falar sobre isso, contacta-me, eu ponho-te a par do assunto. ;-)

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  11. Não tens nada a ver com Ortopedia lol

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    1. Porque não? :) Eu sei que ando sempre de bandeletes, a minha bata tem bonequinhos no bolso e tenho medo de facas, mas por outro lado adoro Cirurgia, sempre me dei muito melhor em ambientes só com homens (mas incomparavelmente melhor!) e assim posso ter consultas na mesma e ser próxima dos meus doentes.

      Acho que isto tudo remonta a uma ortopedista que conheci durante o estágio que já tinha ido ao Nepal fazer uma viagem com as Rotas do Vento (é uma empresa que organiza aquelas viagens em que o pessoal acampa em nenhures, anda dias de mochila às costas e lava a sua própria roupa!). Na altura ela era tão meiga e preocupada com os doentes, que juntamente com essa característica de gostar de viajar me fez pensar 'mmm gostava de ser assim daqui a dez anos!'.

      Mas pronto, reconheço que de facto essa é a reacção geral de toda a gente quando eu digo que me imagino em ortopedia :P

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  12. Acho que é normal começarem a surgir dúvidas, mas o teu coração vai te ajudar a decidir na altura certa :)
    Mas orto? A sério? Cá acho que só há um mulher especialista... MGF e psiquiatria são as especialidades cá de casa :)
    Quando chegar a altura terás as tuas certezas!
    E risotto de alheira parece-me muito bem, mesmo muito bem! A maior de nós não está em casa à hora de almoço por isso só temos mesmo fotos com uma luz duvidosa! Ahahah!

    Beijinhos*

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  13. Com o tempo e alguma reflexão hás-de conseguir escolher o teu caminho. Nunca é fácil tomar decisões assim tão importantes, mas tenho a certeza que vais fazer a melhor escolha.
    O risotto com alheira é bastante curioso, nunca tinha visto e deve ficar uma deliciosa. Parece delicioso;) beijinhos

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  14. Nobody said it was easy... Mas tenho a certeza que o teu coração se encarregará de te levar a escolher o melhor caminho para ti.
    O risotto, contrariamente ao que pensas, tem um aspeto delicioso nessas fotos :)
    beijinhos

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  15. Espero sinceramente que faças a melhor escolha, e que sejas feliz na opção que escolheres. Não sei se haverá alguém que possua a paciência plena - há pessoas que possuem um dom especial para irritar. Mesmo que a psiquiatria exija esta qualidade, 1 paciente em muitos para o qual tens menos paciência não irá arruinar o teu trabalho. Não que deves tratá-lo pior, mas podes tentar ignorar e esforçar-te. Há pessoas com problemas mais enraizados, mas é como o pão - se calhar, ao fim de algum tempo, vai crescer. (Eu gostei particularmente da metáfora do pão porque tu não gostas de deixar levedar coisas. Mas tenho a certeza de que se respirasses fundo, tentasses e te concentrasses noutras coisas enquanto não há absolutamente nada que podes fazer, tudo correria na perfeição. E, se em cada 100 fornadas de muffins que fizeres, fizeres pão uma vez por semana, ficará bom e nem te aborreces - um dia talvez até aches mais desafiante e proveitoso... Ok, a história do pão começa a ser exagerada!)
    Eu acho que esta reflexão mostra particularmente porque é que tu és boa para psiquiatra - a maior parte das pessoas são desinteressadas. Posso não saber muito sobre medicina, mas em geral as pessoas não pensam duas vezes num trabalho, porque é um trabalho e não um lazer, um sacrifício para que depois possam sentar-se no sofá a beber chá (eu ia dizer a comer muffins, mas não se adequa muito porque estou a dar um exemplo do que tu não és :P). Tu pensas mesmo, e perguntas-te se realmente és apta para o trabalho ese o conseguirás executar bem quando for a altura. Duvido que os outro realmente façam essas perguntas, simplesmente pensam "eu gosto de psiquiatria, por isso vou ser psiquiatra".
    Espero que subitamente tenhas a certeza do que queres ser! (Se não gostares do que escolheres podes sempre guardar o diploma e os anos de estudo e abrir uma lojinha de muffins!)

    Beijinhos :)

    Alexandra

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    1. Gosto imenso de ler os teus comentários Alexandra, muito obrigada :D

      É verdade, eu não sou a pessoa mais paciente do mundo - o pão foi um bom exemplo. Normalmente até sou empática e esforçada, mas se vejo (ou se penso) que estou ali a remar sozinha, sou a primeira a virar costas e bater com a porta. Quando as coisas dependem só de mim sou daquelas que se esforça até não conseguir mais, mas se dependerem mais dos outros e eu achar que os outros se estão a demitir das suas responsabilidades então fico desmotivada e desisto. Isto não é nada (NADA mesmo) bom, porque normalmente resulta em mim a tentar fazer o trabalho pelos outros, o que no caso da psiquiatria é altamente pouco produtivo.

      Na verdade eu acho que muitos trabalhos não passam disso, são trabalhos. Mas a medicina é diferente porque nós lidamos com pessoas na sua fase mais sensibilizada: a doença. Temos de ser fortes, temos de ser bons, temos de ser rápidos, e no fim temos de chegar a casa e viver a nossa vida. Não é fácil, mas é a vida que escolhemos ;)

      Sabes, a ideia da loja de muffins já esteve mais afastada :P Mas acho que tentaria fazer as duas coisas ao mesmo tempo: ter alguém na loja enquanto eu estivesse a trabalhar. Enfim, aquelas minhas parvoíces ;)

      Beijinhos :)

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