18 de abril de 2018

A mãe.

Tinha acabado de adormecer quando um grito assustado me fez saltar da cama. 'Mamã!'. Era uma da manhã. Corri para o quarto do Matias, que chorava enquanto estendia os braços para mim. Peguei-lhe ao colo, ele aninhou-se em mim e chorou. Chorou muito. 'Ãoão, ãoão', repetia entre soluços. 'Tiveste um pesadelo?' - perguntei. Mais lágrimas.

Sentei-me no cadeirão. O Matias enrolou-se contra o meu peito e adormeceu entre beijinhos.

E ali, no escuro da noite, no silêncio da madrugada, sentada naquele cadeirão onde tantas vezes dei biberões durante a noite, com o meu filho de quase dois anos aninhado contra mim, eu senti um daqueles momentos de felicidade suprema. E quis congelar para sempre todos os detalhes daquela memória.

Voltei a deitar o Matias na caminha dele, voltei para a cama e adormeci. Hoje encontrámos o Óscar (cão extremamente simpático e pachorrento que vive perto da creche) e o Mati fez-lhe muitas festinhas.

Para ele, não passou de um susto. Para mim, foi (mais) um dos momentos mais comoventes da maternidade.


2 comentários:

  1. A minha filha tem 15 anos e ainda hoje quando tem pesadelos, corre para a minha cama e aninha-se a mim...sabe tão bem.

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  2. Mãe é mesmo assim,....acompanhar, carinhar, acalmar, amar,...
    Beijinhos,
    Espero por ti em:
    strawberrycandymoreira.blogspot.pt
    http://www.facebook.com/omeurefugioculinario
    https://www.instagram.com/marysolianimoreira/

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