1 de janeiro de 2015

Twelve Days of Christmas - 8 - Affogato de caramelo

On the eighth day of Christmas my true love sent to me,
eight maids-a-milking, seven swans-a-swimming, six geese-a-laying,
five gold rings, four calling birds, three french hens, two turtle doves and a partridge in a pear tree.


Nunca achei grande graça à passagem de ano. Nunca vi o fim do ano como uma altura para fazer balanços, não sou adepta de fazer resoluções (à excepção desta, que ainda cumpro) e não fico toda sentimentalona como se estivesse perante o início de uma nova etapa - normalmente faço este tipo de introspecção no meu aniversário, mas não na passagem de ano.

Sou oficialmente o Grinch do Ano Novo.


De facto, fiz esta introspecção quando fiz 24 anos e também quando fiz 25. Recordei os momentos felizes, reprimi os tristes, senti-me abençoada por ter tantas coisas boas na minha vida e agradeci por ter as melhores pessoas do mundo à minha volta para as partilhar. 

No Ano Novo? Bem, simplesmente juntei-me com os meus amigos para comer e beber durante toda a noite. Afinal, também tenho direito a desligar a minha mente hiperactiva de vez em quando.


Há cinco anos atrás, fui passar a passagem de ano a casa dos meus pais. Jantámos todos juntos, ficámos algum tempo na conversa, vimos o fogo-de-artifício e recolhemo-nos aos nossos aposentos para descansar depois de tal noite tão intensa. E eu fiz o que me parecia lógico: comecei a adiantar o nosso trabalho de grupo de farmacologia sobre a difenidramina, cujo prazo de entrega era o dia 20 de Janeiro. 

E foi assim que as outras três pessoas do grupo receberam um extensivo mail sobre o assunto às 4 da manhã. Na noite da passagem do ano.


Na altura, as outras pessoas do grupo não me conheciam bem e certamente desconfiaram que eu não jogava com o baralho todo, que não fechava bem a tampa ou que não batia bem da bola. E quando efectivamente me conheceram melhor, tiveram a certeza que isso correspondia à realidade.

Independentemente disso, foi um trabalho de sucesso. Já a passagem de ano, foi assumidamente uma grande porcaria.


Desde então as minhas passagens de ano melhoraram um bocadinho. Comecei a passá-las com os meus amigos ou com os amigos do Pedro, sempre de uma forma descontraída e sem grandes planeamentos complicados. Afinal, não é preciso muito para nos divertirmos: basta boa comida, boa bebida, boa música e boa companhia e fazemos a festa :D

Por isso lamento, mas este não vai ser um texto bonito sobre a mudança do ano e a mudança que isso imprime dentro de nós. Nenhum de nós está diferente do que era ontem - à excepção das células hepáticas em sofrimento, claro! :)  


Daqui a uns dias será o meu 26º aniversário, e vou fazer toda a introspecção a que tenho direito. Vou recordar os momentos felizes, reprimir os tristes, sentir-me abençoada por ter tantas coisas boas na minha vida e agradecer por ter as melhores pessoas do mundo à minha volta para as partilhar. 

Não vou fazer resoluções, porque não mudaria rigorosamente nada na minha vida. Mas vou fazer balanços e vou ficar toda sentimentalona com o início de mais nova etapa: os meus 26 anos. 


Tenho muitos sonhos para concretizar durante os meus 26 anos. Por conseguinte, terei também muitos sonhos para concretizar em 2015. 

Espero que desse lado tenham também muitos projectos, objectivos, desafios e ambições. Espero que 2015 vos trate muito bem, a todos. Espero que o ano vos faça concretizar sonhos e concluir resoluções.

Eu continuarei por aqui, sempre o eterno Grinch do Ano Novo.


Affogato de caramelo

Ingredientes (para uma pessoa):

* Uma bola de gelado de caramelo;
* Um café expresso cheio;
* Raspas de chocolate ou pepitas de chocolate para cobrir.

Confecção: 

* Colocar uma bola de gelado de caramelo num copo e cobrir com o café bem quente;

* Decorar com o chocolate e servir de imediato.



Tenham umas óptimas entradas :D

4 comentários:

  1. Eu se fosse a ti tinha um ataque de nervos com a música só por ter de escolher a formatação e forma da letra. Os versos são feitos para estarem nivelados no fim. POR QUE É QUE NÃO DÁ PARA OS VERSOS FICAREM NIVELADOS NO FIM? Enervante. É pena não dar para aparar as pontas.
    Acho que já falaste disso, e eu até percebo... Mas de qualquer das maneiras acho todas as celebrações um bocado sem sentido/aleatórias... Não celebramos o passar do ano, mas celebramos o dia em que por acaso e sem fazer nada para tal nascemos? Eu percebo que tenha passado um ano, mas por que é que uma volta ao sol tem tanto significado? :P para "checkpoint" certinho são os anos, mas também não acho que faça assim tanta diferença, até porque acaba por ser a mesma coisa. Mais mês menos mês, dá para ver bem a semelhança de estágio de vida entre pessoas com datas de nascimento até um ano (mesma turma/...). Para mim é tudo um bocado absurdo, mas também não vou deixar de celebrar tudo por causa disso - que seja um motivo, já que não é mais nada. Nunca faço grandes reflexões no meu dia de anos ou na passagem de ano e sinceramente nem considero fazê-lo, não gosto muito de marcar datas para isso :P MAS acho que até é engraçado - celebração egocêntrica nos anos + celebração mais conjunta. É como se houvesse duas versões. Não teria piada se não houvesse uma concentração temporal de posts no facebook sobre a mudança/novo ano/inspiração/retrospretiva/progresso :P
    Qualquer dos teus modos de comemorar me parece bastante bem :D
    Eu, como passo a passagem de ano com a minha família, não tenho grandes problemas existenciais, e costumo ficar lá até tarde. Acho que não dou valor suficiente a não ter de encontrar mais coisas para fazer :P
    Haha :P deve ter sido giro! Provavelmente pensaram era que não fazias mais nada :P ou que o fogo de artifício era inspirador...
    A tentativa de fazer as coisas especiais/perfeitas não é coisa que dê sempre grande resultado, acho que há muita expectativa para aquilo que não passa de um dia. E uma comemoração serena tem o seu quê de agradável :)
    (Eu não quero estragar o raciocínio, mas no teu aniversário também não estás diferente do que eras ontem :P de qualquer das maneiras a comparação não é feita entre dois dias seguidos, há um intervalo de um ano... É como um lembrete, todos nós fazemos imensas divisões do tempo e é natural que pensemos assim e queiramos ter um dia em específico para reflectir/controlar a passagem do tempo. Acho que muitas das coisas que fazemos são "cliché", mecanizadas e não completamente lógicas, e talvez uma delas seja a celebração de datas. Para mim o Natal não faz grande sentido... Por que é que decidimos dar presentes e idolatrar um velho gordo? Eu sei quais são as raízes e os objectivos, mas já deixou de ser acerca disso, e mesmo quando se pretande que seja não o é realmente. Mas quem sou eu para contrariar as árvore feita de plástico que pomos religiosamente dentro de casa e a paixão sasonal por canela?...)

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    1. Bolas tens toda a razão, no meu aniversário também não estou diferente! :D

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  2. O affogato faz-me lembrar os aristogatos :P
    Quase morri de fascínio com a foto da caixinha de gelado, que adorável! Adorei as fotos de preparação, a sério, "step by step" mais bem feito e gracioso de sempre :D e não é todos os dias que se vê uma caixa de gelado em que NÃO se comeu primeiro a parte com molho e raspas ;) é o que distingue um gelado de caixa mau de um mau - há os lisos e há aqueles que parecem ter aqueles "swirls" adoráveis atolados de coisas alusivas ao sabor do gelado. Se às vezes penso que a baunilha é o melhor sabor desisto logo perante a visão de uma daquelas superfícies fantastivamente tumultosas. O supra sumo é uma banca de gelados da Nestlé, aquilo é sobrenatural, metade da porcarias do gelado está a sobrevoar a caixa.
    Eu gosto imenso do teu prato, tenho saudades do meu prato perfeito e não encontro nenhum que goste :'( as coisas não sabem tão bem. Tens mais do que um? É estranho pensar que alguém tenha mais do que um. Se tiveres eu fico com inveja, só para avisar. :)
    (Adorei a comunhão copo - café - gelado.)
    Não gosto muito de fazer bolas de gelado... A água fria parece um capricho irritante, a colher de gelado que tenho nunca é usada e portanto está SEMPRE bolorenta e suja e parecem sempre sair mal. Normalmente não ficam muito feias, mas não há dúvidas - preferia ser uma daquelas pessoas que tira gelados de uma máquina tipo soft serve do que os que vendem gelado às bolas. A concorrência é forte, há imensa gente capaz de tirar uma soberba bola gigante de gelado com o triplo do tamanho a esfera que a colher formaria se completa. E faz aqueles pedaços de lado que destoam da bola mas fazem uma base de gelado de desenho animado que só parece um bocadinho uma medusa a rosnar. Pronto, nunca seria capaz de fazer isso.
    A tua bolinha está gira :P ainda mais com café! Adoro a cor de café diluído, fica mesmo espectacular :D ficou com uma camada de gelado mesmo gira, com uma cor bonita e toda a atracção de gelado semi-derretido (só de pensar em gelado congelado e duro como uma pedra... Argh :P).
    Não consigo imaginar a dificuldade de tirar fotos a isto. Que stressante :P comida quente já deve ser chato, agora com gelado a derreter? Isso é pior do que os relógios de exame dos desenhos animados. EU quase tinha um ataque cardíaco com a última foto! É suposto derreter mesmo e ser bebido? Ou comer com uma colher de forma constrangedora porque aquilo parece uma roda de hamster irritante? Eu pensei que fosse para comer com uma colher. Sinto o ritmo cardíaco acelerado com a hipótese de o gelado DERRETER NO CAFÉ. :P
    (A ponta de manga eleva a foto a outro nível. Dá logo um toque mais confortável!)

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